Pesquisa: Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro 

Pesquisa: Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro 

Pesquisa: Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro 

Carmen Munari Focos 21

Pesquisa: Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro 

Com 48,8% das intenções de votos, presidente venceria um possível segundo turno nas eleições presidenciais de outubro, segundo pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira.

O presidente Lula mantém sua vantagem sobre o candidato de direita Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais de outubro. O dado surgiu de uma nova pesquisa que revelou que o presidente tem uma vantagem de quase 7 pontos sobre o senador. Lula venceria um possível segundo turno contra Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira. Lula obteria 48,8% dos votos em um segundo turno, contra 42,3% de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo a pesquisa. Em um cenário de primeiro turno, Lula lideraria com 46,3% dos votos, seguido por Flávio Bolsonaro com 36,6%, Renan Santos com 7,8%, Ronaldo Caiado com 2,9% e Romeu Zema com 2,0%, segundo a pesquisa. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 4.999 pessoas entre 26 e 30 de junho; a pesquisa tem uma margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.

Os resultados mostraram poucas mudanças em relação a maio, quando o apoio a Bolsonaro foi afetado por suas ligações com o maior escândalo de fraude bancária da história do Brasil, envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master que está preso em busca de uma delação. Posteriormente, o Tribunal Eleitoral Brasileiro suspendeu a divulgação daquela pesquisa da AtlasIntel depois que a campanha de Bolsonaro alegou que a empresa de pesquisa influenciou os entrevistados ao apresentar-lhes detalhes de mensagens de áudio vazadas. 

A AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 4.999 pessoas em todo o país de 26 a 30 de junho de 2026.

*O presidente da Argentina, Javier Milei, recebeu na segunda-feira, na Quinta de Olivos, o senador Flávio Bolsonaro e uma das figuras convidadas para a Conferência do Caucus Parlamentar dos Aliados de Israel. (Ambito / Reuters / Bloomberg / Clarín))

MAIS UMA DA MICHELE 

Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, anunciou que está deixando um cargo de liderança, dias depois de criticar abertamente seu enteado, Flávio Bolsonaro. Michelle afirmou em um comunicado que decidiu renunciar à presidência da seção feminina do Partido Liberal, a formação de direita da qual também fazem parte seu marido e seu enteado, após “refletir” sobre “o momento” que a família está atravessando. (EFE)

Veja Também:  Traição versão premium: Sanções ao Brasil, eleição e patriotismo; a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro.

AÇÃO CONTRA FAKE NEWS

Advogados e entidades da sociedade civil brasileira entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) na qual solicitaram a abertura de uma investigação contra empresários bolsonaristas que clamaram por “um golpe de Estado” caso o Partido dos Trabalhadores (PT) “retornasse” ao governo, tendo em vista as eleições de outubro. Segundo informou o site de notícias G1, do jornal O Globo, a ação solicita que a investigação seja incluída no âmbito da denúncia sobre o financiamento das milícias digitais, que está sob a instrução do ministro do STF Alexandre de Moraes. A ação é dirigida contra os empresários bolsonaristas Luciano Hang, proprietário da rede de varejo Havan, Afrânio Barreira Filho (da rede de restaurantes Coco Bambu), Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia, e Marco Aurélio Raymundo, proprietário da marca de roupas de surfe Mormaii. (Página 12)

MORTES POR POLICIAIS

As mortes causadas por intervenções policiais voltaram a aumentar no Brasil em 2025, chegando a 4.330 casos nos nove estados monitorados por uma ONG especializada em segurança pública. O número representa um aumento de 6,4% em relação a 2024 e mostra que a maioria das vítimas era de pessoas negras. A Bahia voltou a ser o estado com maior letalidade policial, com 1.570 mortes registradas em 2025. No entanto, o número foi inferior ao do ano anterior, quando foram contabilizadas 1.702 mortes. São Paulo registrou um novo recorde de letalidade policial, com 834 pessoas mortas em operações das forças de segurança, um aumento de pouco menos de 3% em relação a 2024, segundo o relatório da Rede de Observatórios de Segurança. O Rio de Janeiro também apresentou um aumento da violência policial. (Ansa)

Na imagem, o presidente Lula durante entregas de ações do governo na Bahia nesta quarta-feira / Ricardo Stuckert / PR

 

Jornalista, ex-Folha, Reuters e Valor Econômico.