Itamaraty nega visto a funcionários dos EUA que viajariam ao Brasil para questionar integridade das urnas
Itamaraty nega visto a funcionários dos EUA que viajariam ao Brasil para questionar integridade das urnas
Ministros do STF classificam a missão norte-americana como 'escandalosa' e 'inusitada', uma clara tentativa de interferência no sistema eleitoral brasileiro.
Por Valdo Cruz, Filipe Matoso, Ana Flávia Castro
Trump quer enviar funcionários ao Brasil para questionar urnas, diz jornal
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto solicitados pelos diplomatas Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Os dois foram citados em reportagem do jornal "The Washington Post" como reponsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
A negativa do governo foi feita nesta sexta-feira (24), antes da publicação da reportagem.
A viagem estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais do país, agendadas para 4 de outubro. Segundo informações obtidas pelo blog, o governo brasileiro foi informado do caráter "inusitado" da missão dos dois funcionários e decidiu negar os vistos.
Segundo fontes da diplomacia, o Brasil tem tradição de receber observadores internacionais nas eleições, mas a avaliação é que os norte-americanos não são observadores, na verdade tinham "outro papel".
Em nota divulgada após a repercussão do caso, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que a visita teria como objetivo discutir "integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão" com autoridades brasileiras e representantes da sociedade civil.
O órgão também negou que a missão tivesse a intenção de interferir nas eleições do país (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).
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Eleitores de Reginópolis voltam às urnas neste domingo (21) para eleição suplementar — Foto: TRE-RN/Reprodução


