MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 19/07/2026 

MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 19/07/2026 

ESUMO DE DOMINGO – 19/07/2026                                                                                                                                                                                                       

 

Edição de Chico Bruno    

MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 19/07/2026                                                                                                                                                                                                    

 

O GLOBO – Importação da China força corte no preço de carros novos e usados                      

 

FOLHA DE S.PAULO – Percentual de MEIs é maior na população que tem renda mais alta  

 

  O ESTADO DE S.PAULO – Ordem Médica Brasileira abriga pseudociência e currículo inflado      

 

   Correio Braziliense – O espetáculo final       

 

Valor Econômico – Não circula hoje                                                     

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia 

 

CHINESAS avançam - O Brasil praticamente dobrou a importação de automóveis da China no primeiro semestre deste ano. Foram 140,8 mil emplacamentos — contra 71 mil no mesmo período de 2025 — de veículos vindos do país asiático, segundo levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As vendas de montadoras chinesas que fabricam no Brasil, como GWM e BYD, dispararam na mesma proporção. As marcas chinesas conquistam mais brasileiros principalmente com carros eletrificados a preços competitivos e a promessa de economia no combustível. As montadoras tradicionais decidiram reagir e estão provocando um efeito dominó nos preços de automóveis novos e usados no país, abrindo uma oportunidade para os consumidores em um setor em alta nos últimos anos. 

 

FORA de objetivo - Um perfil do MEI (Microempreendedor Individual) traçado pela Folha a partir de uma série de estudos privados e de órgãos públicos mostra que o percentual de utilização desse tipo de empresa é maior nas faixas de renda mais elevadas do que entre a população mais pobre.  Os dados também apontam que o rendimento médio desses profissionais é superior ao de empregados com carteira assinada e demais trabalhadores que atuam por conta própria. As propostas do governo e do Congresso para ampliar esse regime especial de tributação, portanto, tendem a beneficiar justamente aqueles que estão longe de serem o público-alvo do programa, ou seja, pessoas na informalidade e em situação de vulnerabilidade. Dados do Sebrae mostram ainda que, nos últimos anos, a maioria das pessoas que se registraram como microempreendedores (60%) eram empregadas com registro formal antes de virar "pejota". E mais da metade trabalha, na prática, como se fosse assalariada. O MEI foi criado em 2008. Três anos depois, havia 1,7 milhão de pessoas neste regime. Atualmente, são 17 milhões de CNPJs ativos, cerca de 15% da população ocupada. Em 2025, o subsídio tributário foi de R$ 9 bilhões, valor semelhante ao incentivo para pesquisas científicas e inovação tecnológica. 

 

ENTIDADE sem lastro - Entidade criada no ano passado, a Ordem Médica Brasileira (OMB) reúne, entre seus dirigentes, profissionais que anunciam especialidades para as quais não têm registro, promovem prática cientificamente controversas fazem postagens duvidando da segurança de vacinas e atuam no lucrativo mercado de emagrecimento e hormônios. A OMB briga na Justiça para validar títulos de especialista que ela emite sem autorização legal. 

 

OS FINALMENTE - Depois de 39 dias e 103 partidas, a maior de todas as Copas do Mundo chega, hoje, ao embate final, com a decisão inédita entre Espanha e Argentina. A tarde de gala no MetLife Stadium, em Nova Jersey, terá o duelo profético de Lionel Messi e Lamine Yamal. Antes do segundo tempo, a música invadirá o gramado, com Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber. Com show de gols, Inglaterra derrota França por 6 a 4 e fica em terceiro lugar. 

 

TARIFAÇO terá mais efeitos no cenário eleitoral do que no econômico - De acordo com relatório do Eurasia Group, o aumento de qua se 1,7 mil para pouco mais de 2,1 mil no número de produtos isentos deve reduzir o impacto econômico da medida após várias audiências em Washington de representantes do setor privado. “A lista ampliada abrange algumas das exportações mais significativas do Brasil para os EUA, incluindo carne bovina, café, é afetado pela tarifa de 25%”, destacou a consultoria norte-americana. Para os analistas do Eurasia Group, a medida acabou prejudicando mais a candidatura de Flávio Bolsonaro, apesar de ele ter mais chances de conseguir um acordo com os Estados Unidos se vencer as eleições. “A decisão dos EUA sobre as tarifas prejudicará a candidatura de Flávio, mas não definirá o resultado da eleição. Os eleitores brasileiros não votam com base na política externa, e a disputa será decidida, em última análise, por questões internas”, frisou o relatório da equipe liderada por Christopher Garman. Recentemente, ele elevou de 55% para 60% as chances de vitória de Lula nas eleições deste ano.  

 

SENADO virtual - Das 38 sessões deliberativas (de votações), realizadas de fevereiro a julho no plenário do Senado, apenas 14 delas foram presenciais, exigindo se a presença física dos senadores. Ou seja, em mais da metade dessas reuniões imperou o recurso do Infoleg — o sistema de votação on-line que funcionou na época da pandemia. Em julho, em todas as sessões, as votações puderam ser feitas pelo Infoleg. Em março, das nove deliberativas realizadas, apenas duas foram presenciais. O único mês em que todas as sessões de votação foram presenciais foi abril. Não por acaso, muitos políticos pensam em limitar esse expediente de votação pelo Infoleg, em que os debates se tornam escassos, e o parlamentar termina dedicado a outras tarefas, que não a apreciação de leis que mexem diretamente com a vida dos brasileiros. 

 

TEM que ter limite - Entre os senadores, Izalci Lucas (PL-DF) é um dos que têm reclamado desse expediente. “Não dá para querer votar emenda constitucional sem um debate sério em plenário com a presença de todos”, afirma. Na Câmara, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) tem uma proposta para tentar acabar com o abuso das sessões virtuais, de forma a ampliar o debate parlamentar na Casa. Tanto o Senado quanto a Câmara terão duas semanas de esforço concentrado antes da eleição de outubro: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. A expectativa de muitos parlamentares é a de que propostas importantes, como o caso da escala 6 x 1, sejam apreciadas nesse período de oito dias e de forma presencial.  

 

O FOCO de Valdemar - Ao deixar para os Bolsonaro a escolha do nome para compor na chapa presidencial de Flávio na vaga à Vice-Presidência, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fica com mais tempo para cuidar daquilo que mais interessa aos partidos a preços de hoje: eleger deputados federais. Esta é a eleição que define o valor do fundo partidário e a propaganda na tevê.  

 

EMENDAS se sobrepõem a votações - A justificativa dada por muitos senadores para o uso do Infoleg na maioria das sessões deliberativas foi o comparecimento a eventos pré-eleitorais e de entrega de obras. As pré-campanhas começaram antes do carnaval e se intensificaram nos últimos meses. As presenças na Casa diminuíram ainda mais após 60% das emendas impositivas terem sido pagas até junho, conforme estava previsto no Orçamento deste ano.  

 

FOGO amigo - No Congresso, aliados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro consideram que o aumento dos ataques a ela nas redes sociais tem o mesmo padrão dos tempos em que os bolsonaristas atacavam o então presidente da Câmara, Rodrigo Maia, nos idos do governo Bolsonaro, em 2019/2020. Ou seja, tudo gente de casa. 

 

RIO sem os Bolsonaro - Com os filhos de Jair Bolsonaro fora do Rio de Janeiro, o estado virou um dos pontos de referência para que Lula tente ampliar a sua votação. O presidente tem concentrado suas agendas por lá, e Jair Bolsonaro não tem quem defenda o nome da família onde ele fazia política. Carlos Bolsonaro renunciou ao mandato de vereador no Rio e se mudou para Santa Catarina, onde concorre a uma vaga ao Senado. E, nesse sentido, carioca não perdoa. Já se ouve na praia que Carlos largou o Rio. 

 

A ESPERANÇA de Izalci - O senador Izalci Lucas tem dito a amigos que só Flávio Bolsonaro poderia hoje salvar uma candidatura dele a uma vaga majoritária, governo ou Senado. Só tem um probleminha: o partido já vestiu a camisa da governadora Celina Leão (PP), em pré-campanha para a reeleição no GDF, haja vista a presença de Bia Kicis (PL-DF), pré-candidata ao Senado e presidente do PL do Distrito Federal, na festa de lançamento da candidatura em Ceilândia.  

 

E tem mais/ O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi muito claro, na entrevista ao CB Poder que, no DF, o partido vai de Bia Kicis, e Michelle Bolsonaro ao Senado. O partido nem cogita hoje outros nomes. Vai apostar em Michelle até o último minuto. 

 

TEMPORADA de convenções - A temporada das convenções partidárias começa amanhã e, até 5 de agosto, os partidos políticos e as federações partidárias estarão autorizados a deliberar sobre a formação de coligações e a es colher oficialmente suas candidatas e seus candidatos para as Eleições Gerais de 2026. Porém, entre os principais pré-candidatos à Presidência da República, pelo menos três ainda não apresentaram os nomes dos seus vices: o senador Flávio Bolsonaro (PL), que estaria em busca de um nome feminino, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o médico psiquiatra e escritor, Augusto Cury (Avante). 

 

MORAES nega pedido de Milei - O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que o ex-presidente recebesse visita do presidente da Argentina, Javier Milei. O líder pretende vir ao Brasil para evento do PL no próximo sábado (25). A decisão vem na esteira de negativas anteriores do ministro, que na véspera, manteve a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai por 90 dias e ampliou restrições, vetando contatos políticos até as eleições de outubro e a divulgação de novos manifestos. 

 

FLÁVIO ataca Moraes - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (18) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pratica advocacia administrativa e que a esposa do magistrado recebe dinheiro "para fingir que está advogando". 

 

As declarações foram feitas em evento do PL em Vitória (ES), um dia após Moraes ampliar as restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado —o magistrado proibiu o ex-mandatário de fazer contatos políticos até o fim das eleições de 2026 e de divulgar novos manifestos político-eleitorais, além de manter a suspensão de visitas de Flávio por 90 dias. 

 

CLÃ Bolsonaro foi de desconfiança a alinhamento - Em janeiro de 2019, o recém-eleito presidente Jair Bolsonaro (PL) trocou algumas palavras com o democrata Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos. Em um coquetel do Fórum Econômico Mundial, Bolsonaro disse ao interlocutor, conhecido pelo ativismo ambiental: "A Amazônia não pode ser esquecida. Temos muitas riquezas. E gostaríamos muito de explorá-las junto com os EUA". O convite, que gerou estranhamento –"Não entendi muito bem o que quis dizer", Al Gore respondeu–, ficou marcado como um dos exemplos de alinhamento aos Estados Unidos durante a gestão Bolsonaro. A mesma postura é adotada pelos filhos do ex-presidente, especialmente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que escolheu a nação americana para seu autoexílio, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que, desde que anunciou sua pré-candidatura à Presidência, já viajou ao menos seis vezes ao país, onde descolou uma reunião e uma foto com o presidente Donald Trump. 

 

Mas nem sempre foi assim. Nos anos 1990 e 2000, imbuída de um nacionalismo comum nos círculos militares, a família Bolsonaro fazia críticas públicas aos americanos, os acusando de desejar explorar a Amazônia. 

 

SUPREMO barra venda -O senador Jaques Wagner (PT-BA) teve a venda de um terreno de R$ 15 milhões barrada por decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), como parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura irregularidades relacionadas ao Banco Master. 

 

A transferência do terreno foi interrompida em cumprimento das ordens restritivas de Mendonça, que é relator do caso, aplicadas a partir da deflagração da operação que atingiu o senador em 18 de junho de 2026. A interrupção do negócio, realizada após a operação da PF (Polícia Federal), foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha. A defesa de Wagner nega irregularidades. A defesa de Wagner negou que tenha havido qualquer tentativa de negociação após a operação contra o senador. Afirmou que a venda é resultado da negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025 e que os documentos atestam esse histórico. "O senador Jaques Wagner (PT-BA) já forneceu todos os esclarecimentos necessários. Todos os méritos do procedimento estão sendo discutidos nos autos", diz nota da equipe do senador. 

 

VOTO pulverizado - A fragmentação de candidaturas na direita ameaça o projeto bolsonarista de conquistar a maioria no Senado. Em estados como Rio, Minas e São Paulo, a insistência de pré-candidatos em se manter na disputa pode dividir votos, favorecendo adversários. A esquerda também enfrenta desafios para unificar chapas, enquanto nomes como Marina Silva e Simone Tebet se destacam nas intenções de voto. As convenções partidárias começam em breve para definir candidaturas oficiais. 

 

SAI das sombras - Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio Bolsonaro, emerge do perfil discreto para ganhar destaque na campanha presidencial, visando atrair o voto feminino. Ela é parte crucial da "caravana feminina" do senador, após ser mencionada em investigações das "rachadinhas". Fernanda, ativa no mercado imobiliário, agora defende publicamente o marido em meio a crises e suspeitas de transações financeiras irregulares. 

 

O EQUILIBRISTA - Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, navega entre pressões do STF, do governo Lula e do bolsonarismo. Indicado por Bolsonaro ao STF, Marques busca equilíbrio político enquanto lidera a Justiça Eleitoral. Suas decisões, como a suspensão de uma pesquisa eleitoral, geram tensões. Com a eleição se aproximando, ele propõe menos intervenção do Judiciário, mas mantém laços com grupos políticos diversos, incluindo uma relação cordial com Lula e Alexandre de Moraes. 

 

FIM das alianças - O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), enfrenta desafios em sua tentativa de reeleição após a ruptura com aliados chave, como MDB e PP, que agora apoiam seu principal adversário, João Rodrigues (PSD). A estratégia de Jorginho, ao formar uma chapa "puro-sangue" para o Senado, gerou descontentamento. Essa situação reconfigura o cenário político no estado, colocando em evidência tensões entre direita e esquerda, além de influências da política nacional. 

 

CORONEL do Bope é candidato - O partido Missão anunciou Coronel Busnello, ex-sniper do Bope, como candidato ao governo do Rio de Janeiro, com foco em segurança pública. A mudança na chapa ocorre após a escolha de Rafa Luz, que agora será vice. No congresso do MBL, Renan Santos destacou Busnello como figura chave para combater a corrupção no estado. Busnello promete ser implacável contra a criminalidade, buscando transformar o cenário atual.

 

Presidente IPG-Instituto João Goulart