Em livro, neta de Jango resgata as memórias do exílio da filha do ex-presidente
Em livro, neta de Jango resgata as memórias do exílio da filha do ex-presidente
Anselmo Gois
O Globo
Neta do ex-presidente João Goulart, a estudante de Letras Isabela Goulart lançará no próximo dia 6 de agosto, pela Editora Multifoco, o livro "Pedaços de Mim". A obra reúne as memórias de sua mãe, a historiadora Denize Goulart, sobre a infância e a juventude marcadas pelo exílio no Uruguai, na Argentina e na Inglaterra durante a ditadura militar.
A narrativa memorialística percorre a trajetória de Denize — produtora do documentário "Jango", de Silvio Tendler —, abordando temas como o exílio político, a perda, a maternidade e o retorno ao Brasil. Escrito em prosa lírica e fragmentada, o livro busca lançar luz sobre uma perspectiva pouco explorada da história recente do país.
“Muito já se escreveu sobre o exílio, a ditadura e as figuras que marcaram aquele período da história brasileira. Mas uma voz nunca havia sido ouvida: a da filha que viveu tudo aquilo por dentro, primeiro como criança, depois como adolescente e, mais tarde, como mulher, tentando reconstruir uma vida no Brasil sem seu pai. É o retrato de uma mulher que sempre foi coadjuvante na história de outra pessoa e que agora é protagonista de sua própria história”, diz Isabela.
Neta do ex-presidente João Goulart, a estudante de Letras Isabela Goulart lançará no próximo dia 6 de agosto, pela Editora Multifoco, o livro "Pedaços de Mim". A obra reúne as memórias de sua mãe, a historiadora Denize Goulart, sobre a infância e a juventude marcadas pelo exílio no Uruguai, na Argentina e na Inglaterra durante a ditadura militar.
A narrativa memorialística percorre a trajetória de Denize — produtora do documentário "Jango", de Silvio Tendler —, abordando temas como o exílio político, a perda, a maternidade e o retorno ao Brasil. Escrito em prosa lírica e fragmentada, o livro busca lançar luz sobre uma perspectiva pouco explorada da história recente do país.
“Muito já se escreveu sobre o exílio, a ditadura e as figuras que marcaram aquele período da história brasileira. Mas uma voz nunca havia sido ouvida: a da filha que viveu tudo aquilo por dentro, primeiro como criança, depois como adolescente e, mais tarde, como mulher, tentando reconstruir uma vida no Brasil sem seu pai. É o retrato de uma mulher que sempre foi coadjuvante na história de outra pessoa e que agora é protagonista de sua própria história”, diz Isabela.


