Manchetes dos jornais DE DOMINGO - 26/10/2025
RESUMO DE DOMINGO - 26/10/2025
Edição de Chico Bruno
Manchetes dos jornais
DE DOMINGO - 26/10/2025

CORREIO BRAZILIENSE – Fim de ano abre 535 mil vagas para temporários
FOLHA DE S.PAULO – Em 20 anos, China ultrapassa EUA nas relações comerciais
O GLOBO – A década perdida
O ESTADO DE S.PAULO – Descarbonização esbarra em Trump e alto custo de projetos
Valor Econômico – Não circula hoje
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes
Tem para todos - Projeção feita pela Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) indica crescimento de 7,5% das contratações do comércio e da indústria em relação ao ano passado. As vendas da black friday, do Natal e do Ano-Novo devem movimentar a economia nos próximos dois meses em todo o Brasil. No Distrito Federal, a previsão é de que 3,8 mil pessoas sejam contratadas temporariamente pelos próximos meses, segundo previsão do Sindivarejista-DF. A Federação do Comércio do DF também aposta em aumento das admissões. Contratados nesta modalidade têm direito a 13º e férias proporcionais (com 1/3), descanso semanal e horas extras. E um incentivo a mais: há chance de contratação definitiva. Saiba como elaborar seu currículo para concorrer a uma vaga.
Corrida econômica - Em duas décadas, o mercado global passou por uma das mais dramáticas transformações da história econômica moderna, em um movimento que ajuda a explicar o recente tarifaço americano: a ascensão da China como potência e grande rival dos Estados Unidos no comércio mundial. Se, em 2006, 148 países tinham mais trocas comerciais com os EUA do que com a China, em 2024 o cenário é outro: 141 nações priorizam os chineses enquanto 82 fazem mais negócios com os americanos. Os valores somam o total de importações e exportações, com dados da plataforma de estatísticas da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o comércio de bens, de 2000 a 2024, e da OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre serviços, entre 2005 e 2023. A Folha analisou os números, comparando o total do comércio dos EUA e da China com os outros países que constam dessas bases. A arrancada da China foi puxada, inicialmente, pelo hemisfério Sul. Já em 2005, a maioria da Oceania se voltou para o país asiático. No Brasil, a China segue mais forte desde 2010. Uma consequência é a dependência de produtos chineses, evidenciada na crise dos chips que ameaça parar fábricas pelo mundo.
Perdeu, Mané - Dez anos após a assinatura do Acordo de Paris, o mais ousado compromisso global de combate à crise climática, o mundo se reúne em Belém para a COP30 em duas semanas, enfrentando o desafio de acelerar ações práticas para conter o aquecimento global. Na última década, houve avanços relevantes em áreas como geração de energia solar e eólica, carros elétricos e capital privado para financiamento. No entanto, dos 45 setores-chave analisados pelo World Resources Institute, com base nas metas voluntárias dos países, nenhum atingiu a velocidade necessária de transição para práticas sustentáveis, e em cinco deles há regressão. O uso de carvão, transporte de cargas, indústrias como cimento, metalurgia, mineração e agricultura são os principais pontos de alerta.
O que esperar - A COP-30 será o teste de realidade do regime climático global e um momento para avaliar a coerência entre discurso e prática. Realizado pela primeira vez na Amazônia, o evento carrega um simbolismo particular: ocorre no coração da maior floresta tropical do planeta, com papel central no equilíbrio climático global. O Brasil será, ao mesmo tempo, anfitrião e vitrine e, portanto, cobrado a apresentar resultados concretos. Depois de três décadas de negociações, o sistema multilateral do clima se tornou um labirinto de metas e compromissos não cumpridos. Belém simboliza a virada de uma COP de promessas para uma COP de entregas. O que se espera, agora, são resultados práticos, que demonstrem a capacidade coletiva de transformar compromissos em políticas públicas e instrumentos financeiros para uma transição justa e de baixo carbono. Espera-se que a COP-30 marque a entrada definitiva da economia na agenda do clima.
Petróleo amazônico no foco da COP30 - A autorização para que a Petrobras inicie a perfuração de um poço exploratório na foz do Rio Amazonas, na Margem Equatorial (trecho que vai do Rio Grande do Norte à fronteira com a Guiana), concedida na última semana, reacendeu o debate sobre os rumos da política energética brasileira e a coerência do país às vésperas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, a partir de 10 de novembro. Horas após o aval concedido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na segunda-feira passada, após uma espera de quase 10 anos, a Petrobras iniciou a perfuração no bloco FZA-M-59, a 170 quilômetros da costa do Amapá, em águas profundas. A estatal informa que a região “tem potencial relevante e pode gerar empregos, aumentar a arrecadação e impulsionar o desenvolvimento regional”.
Carona eleitoral - O governo Lula, através de Guilherme Boulos, busca dialogar com trabalhadores de aplicativos, que rejeitam a CLT e se distanciam da esquerda, visando sua reeleição em 2026. Boulos propõe garantias trabalhistas sem comprometer a flexibilidade valorizada por essa classe. A tentativa é equilibrar autonomia com proteção, após resistência a projetos anteriores que vinculavam trabalhadores a sindicatos tradicionais.
Conversa sem intermediários - Em um dos romances mais famosos do século XIX, o escritor francês Júlio Verne, conhecido por narrar aventuras fictícias lendárias, contou a saga de Phileas Fogg, um rico lorde inglês, e de seu empregado Jean Passepartout, que aceitaram o desafio de dar a volta ao mundo em apenas 80 dias — o que parecia um feito impossível à época. Bastou esse mesmo número de dias, desde a entrada em vigor da tarifa de 50% a produtos fabricados no Brasil importados pelos Estados Unidos, para que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se encontrassem do “outro lado do mundo” para negociar. Da mesma forma que a empreitada de Fogg e Passepartout, o encontro era considerado inimaginável 80 dias atrás. Durante esse período, a relação entre os dois líderes teve altos e baixos. Lula chega para a reunião após uma semana de críticas ao governo de Washington. A conversa entre os dois deve ocorrer às 7h da manhã no horário de Brasília (fim da tarde no fuso de Kuala Lumpur, capital da Malásia). Embora a tensão entre os dois países tenha diminuído desde que Trump admitiu conversar com Lula, o presidente brasileiro, ao longo da semana, voltou a tecer críticas ao tarifaço e às ações militares na costa da Venezuela, que o Brasil enxerga como uma ameaça de instabilidade na região. Trump, por sua vez, embora tenha falado pouco sobre a reunião publicamente, sinalizou que as taxas contra a carne brasileira trouxeram benefícios aos produtores dos EUA. O comportamento de ambos às vésperas da primeira conversa presencial lança dúvidas sobre se o Brasil vai realmente conseguir ultrapassar as diferenças ideológicas e avançar em negociações que diminuam o impacto das sanções econômicas.
A hora das terras raras - As terras raras — metais essenciais à tecnologia digital e à transição energética — são estratégicas para a economia global. O Brasil detém a segunda maior reserva desses minerais no mundo, atrás somente da China, que trava uma disputa com os Estados Uni dos nesse campo. Nesse contexto, a extração de terras raras pela indústria brasileira é uma das principais barreiras para o país. Apesar de ser a segunda reserva do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas (23% de toda a necessidade global), o Brasil é responsável pela produção de somente 1% dessa demanda. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deve se encontrar com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, para tratar do tema. Ontem, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse ser “benéfico” que o Brasil priorize os EUA como parceiro comercial, em vez de a China.
Ato marca os 50 anos da morte de Herzog - Símbolo de resistência nos anos de chumbo da ditadura militar no Brasil, o jornalista Vladimir Herzog (1937-1975) foi homenageado, na noite de ontem, em um ato ecumênico na Catedral Metropolita na de São Paulo. Amigos e familiares do ‘Vlado’ — seu nome original, em croata, e também como era conhecido — estiveram presentes no evento, além de figuras públicas, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em viagem oficial à Malásia. O ato teve um simbolismo por trás. Há 50 anos, após ser assassinado o então diretor da TV Cultura, nas dependências da então sede do Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CO DI), em São Paulo, três líderes religiosos que negaram a versão dada pelo regime de que Herzog havia tirado a própria vida, se reuniram-se na mesma catedral para uma celebração em memória do jornalista morto. O cardeal dom Paulo Evaristo Arns, da Igreja Católica, o rabino Henry Sobel, do Judaísmo, e o reverendo Jaime Wright, da Igreja Presbiteriana, reuniram mais de 8 mil pessoas na Sé para a missa de sétimo dia em homenagem ao profissional assassinado. O gesto também teve o apoio do jornalista Audálio Dantas, então presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. O evento de sábado foi organizado pelo Instituto Vladimir Herzog e pela Comissão Arns com o objetivo de ser uma recriação histórica de 1975, cinco décadas após o primeiro ato inter-religioso. Conduziram a cerimônia ontem o cardeal e arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, o rabino Uri Lam, da Congregação Israelita Beth-El, e a pastora presbiteriana Anita Wright, filha do falecido reverendo Jaime Wright. De acordo com os organizadores, o ato também teve como propósito homenagear todas as famílias que perderam entes queridos durante a ditadura. O ato inter-religioso ainda contou com apresentações culturais conduzidas por artistas de diferentes gêneros musicais e teatrais, além da exibição de vídeos em homenagem a Vlado e outras vítimas do regime. A atriz Fernanda Montenegro, fez a leitura de uma carta de Zora Herzog, mãe do jornalista assassinado.
País falhou em seguir Comissão da Verdade - Com uma série de violações de direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985), incluindo graves crimes contra os povos indígenas, o Brasil segue com dificuldades em cumprir as recomendações da Comissão Nacional da Verdade (CNV), fixadas em 2014. Para o jornalista Rubens Valente, a omissão perpetua a impunidade, tendo como consequências o agravamento das crises humanitárias e milhares de mortes. Ele é integrante do Fórum: Memória, Verdade e Reparação para os Povos Indígenas e participou do Podcast do Correio, com as jornalistas Maria na Niederauer e Rafaela Gonçalves. Valente lembrou que as violações graves, que se intensificaram durante a ditadura militar, persistem na democracia por meio da violência no campo e de manobras políticas e judiciais que ameaçam os direitos territoriais. A CNV fez 14 recomendações ao Estado brasileiro, incluindo a criação de uma comissão específica para investigar as violações contra os povos originários, mas nenhuma foi implementada.
Caloteiro, não - Em defesa da política fiscal, Haddad disse que prefere ser chamado de “gastador” a “caloteiro”, referindo-se ao pagamento de precatórios após a suspensão determinada pelo governo Bolsonaro. Já o secretário de Fazenda, Guilherme Mello, lembrou, em entrevista ao Correio, que o atual déficit está inferior a 1% do PIB, graças ao aumento de arrecadação e ao crescimento do PIB.
Longe dos livros - No Brasil, ler é um hábito cada vez mais raro. Somente 47% da população — o equivalente a 93,4 milhões de pessoas — leram um livro nos últimos três meses, segundo o estudo Retratos da Leitura no Brasil. Esse número representa uma inversão em relação a 2007, quando a maior parte da população — 55% — mantinha o hábito de consumir um conteúdo escrito.
Iletrados - A crise da leitura no Brasil é um dos temas da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, que começou na quinta-feira e vai até 29 de outubro. Além da redução do número de brasileiros familiarizados com as letras, é alarmante o avanço do analfabetismo funcional. Dados indicam que 36% dos entrevistados relatam dificuldade de compreensão ou falta de concentração ante um texto.
Flagelo educacional - Na semana que a Câmara aprovou um pacote de medidas voltadas para a educação — muitas destinadas a professores — o senador Confúcio Moura (MDB-RO) reforçou, na tribuna, as tintas de um retrato desolador na educação brasileira. “Milhões de alunos frequentam a escola, mas não aprendem o mínimo esperado. Esse colapso silencioso e persistente aprofunda desigualdades e compromete o futuro do país, reduzindo a produtividade, a inclusão e a cidadania”, disse.
Minha reforma - Tal qual fizeram Rodrigo Maia, com a Previdência, e Arthur Lira, com o sistema tributário, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aposta em deixar uma marca com mudanças profundas na administração pública. Ele manifestou entusiasmo após o relator Pedro Paulo (foto) (PSD-RJ) protocolar a PEC da Reforma Administrativa na sexta-feira.
Estado eficiente Motta entende que a proposta está pronta para ser debatida e melhorada. “O brasileiro atualizou tudo: banco, celular, carro, jeito de trabalhar. Chegou a hora de atualizar também o nosso modelo de Estado, que pode e deve ser muito mais eficiente”, escreveu em uma rede social.
Me explica - Quando retornar da Malásia, Lula pretende receber o presidente da Caixa, Carlos Vieira, para ouvir explicações sobre o projeto de uma bet administrada pelo banco. Ao CB.Poder, há duas semanas, o executivo lembrou que o mercado nacional de bets ainda pode crescer muito. Segundo ele, os brasileiros apostam US$ 3 bilhões por ano, valor muito inferior aos US$ 17 bilhões registrados na Itália, país com PIB semelhante ao do Brasil.
Marcado - Após a operação em São Paulo que desmontou um esquema de monitoramento mantido pelo PCC, o promotor Lincoln Gakya, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público paulista, voltou a mencionar a necessidade de escolta policial. “A facção decretou a minha morte, e esse decreto não vai ser tirado. Eu não vou ser perdoado pelo crime organizado, portanto eu preciso de proteção do Estado”, disse.
Emboscada - Na sexta-feira, a polícia paulista anunciou a prisão do nono suspeito de envolvimento na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz. Aposentado, ele não tinha qualquer tipo de proteção em razão de suas atividades no combate contra o crime organizado nos anos 2000.
Vale tudo - Nas redes sociais, seguem efervescentes os ataques da oposição à “mal colocada” declaração do presidente Lula sobre traficantes de drogas sendo vítimas dos usuários. Há de tudo. Desde críticas convencionais, como as do senador Sergio Moro (União-PR), até vídeos produzidos por meio de IA denunciando a “inversão de valores” supostamente defendida pelo PT e o governo Lula.
Equilíbrio fiscal fica mais distante - Em meio à expectativa messiânica para a nomeação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal e os diálogos com muita química entre os presidentes Lula e Donald Trump, um tema fundamental para o país é deixado de lado: o equilíbrio nas contas públicas. O mais grave: como ocorre em ano eleitoral, há uma forte tendência de o debate e as medidas saneadoras serem ofuscados pela rasa polarização que predomina entre lulistas e bolsonaristas, e pela esperada disposição do governo de vencer a disputa nas urnas. Desde sua concepção, o arcabouço fiscal defendido pela equipe econômica é alvo de críticas, pois exagerava na projeção de receitas e estabelecia um controverso limite de despesas. Ao longo dos anos, somou-se outro problema na conta: a quantidade de exceções que não seriam contabilizadas nesse saldo azul ou vermelho. O mais recente episódio aconteceu na semana passada, quando o Senado Federal aprovou uma verba de R$ 30 bilhões — fora da meta fiscal — destinada à modernização das Forças Armadas. Maior defensor da austeridade fiscal no governo Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem se tornado voz solitária no Planalto. Acumulam-se os exemplos de ministros, deputados, senadores, representantes de setores que divergem das ideias defendidas pelo chefe da equipe econômica. E a situação fiscal se deteriora. Segundo estimativas, as exceções à meta estabelecida pela gestão petista podem chegar à casa dos R$ 150 bilhões até 2026.
Efeito negativo da Margem Equatorial - Um levantamento da Quaest mostrou que a autorização concedida pelo governo à perfuração na Margem Equatorial aumentou as menções negativas à COP30 nas redes sociais. A pesquisa analisou 105 mil citações ao evento de 15 a 21 de outubro e identificou um pico de menções negativas logo após o anúncio da autorização concedida à Petrobras pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No período analisado, 31% das menções à COP foram negativas, um aumento de três pontos percentuais em relação à semana anterior (8 a 14 de outubro), quando 28% das citações tinham essa avaliação. Já as menções positivas caíram de 26% para 22% no período. As postagens neutras permaneceram em 47%. As fontes do levantamento foram blogs, as redes sociais X, Instagram, LinkedIn, Facebook, Bluesky, TikTok, Tumblr, YouTube, Reddit e fóruns on-line. A Quaest monitorou conteúdos em português, inglês, espanhol e francês.
Debate provinciano - Apesar da piora do quadro fiscal e dos alertas do mercado financeiro sobre o aumento do risco de sustentabilidade da dívida pública bruta brasileira — que, em agosto, somava R$ 9,6 trilhões, o equivalente a 77,5% do Produto Interno Bruto (PIB), pelos cálculos do Banco Central —, o Fundo Monetário Internacional (FMI) tem apresentando um olhar mais otimista em relação aos indicadores macroeconômicos do país, de acordo com o economista e diretor-executivo do Brasil no FMI, André Roncaglia. Na visão dele, que acredita que o governo manterá a meta fiscal, o debate doméstico está muito “provinciano” e não compara os indicadores do Brasil com os de outros países, que estão em situação pior do que a nossa. “O mundo inteiro está com esse problema. O mundo inteiro está passando por um problema de altas dívidas públicas, com altos serviços de juros e com uma dificuldade grande de conseguir atender a todas as prioridades que emergem”, afirma Roncaglia, em entrevista ao Correio.
Presidente do PSDB convida Temer para entrar na sigla - O presidente do PSDB, Marconi Perillo, convidou Michel Temer (MDB) para se filiar à legenda e ser candidato à Presidência da República em 2026. Segundo o dirigente, o ex-presidente disse que ficou lisonjeado com o convite e prometeu pensar na possibilidade. "É um homem experiente, que demonstrou capacidade gerencial e administrativa. É um diplomata. Brasil precisa quebrar essa radicalização. Seria uma pessoa para trazer temperança." O convite de Perillo para Temer foi noticiado inicialmente pelo portal Metrópoles, confirmado pela Folha, e feito na mesma semana em que o PSDB filiou Ciro Gomes no Ceará, uma das poucas adesões de peso à legenda após uma série de derrotas que levaram ao esvaziamento da sigla, incluindo a perda de seus três governadores para outras legendas —Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE) para PSD e Eduardo Riedel (MS) ao PP. A tendência é que Ciro Gomes seja candidato ao governo do estado no próximo ano.
Genro de Malafaia vira campeão de emendas - O genro do pastor Silas Malafaia, Anderson Silveira, coordenou um projeto de R$ 14 milhões na Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ), gerando crise interna e renúncia coletiva na fundação de apoio. O projeto, financiado por emendas parlamentares e centrado em núcleos esportivos, gerou dúvidas pela quantidade de bolsas distribuídas, majoritariamente a pessoas de fora da universidade. A influência política e o envolvimento de igrejas no projeto foram pontos críticos na controvérsia.
Alvo do Mensalão, Delúbio segue Dirceu - Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e figura central nos escândalos do Mensalão e Lava-Jato, anunciou sua intenção de concorrer a deputado federal por Goiás em 2026, seguindo os passos de José Dirceu. Durante um evento, Delúbio reafirmou seu compromisso com o PT e pediu apoio político. Seu retorno é incentivado por Lula, que busca reintroduzir lideranças antigas do partido na política.
Centrão desgasta Lula, mas vota em sua pauta popular - Partidos do Centrão buscam desgastar o governo Lula visando as eleições de 2026, mas encontram resistência ao tentar bloquear pautas populares do Planalto, como a isenção do IR para rendas até R$ 5 mil e a PEC da Segurança Pública. Apesar de algumas derrotas no Congresso, Lula avança em temas de apelo público. A oposição critica a gestão fiscal e tenta articular uma candidatura unificada para 2026.
Prefeitos são removidos do Bolsa Família - Prefeitos e vice-prefeitos no Brasil foram excluídos do Bolsa Família após tomarem posse, revelando patrimônios incompatíveis com o programa destinado a pessoas de baixa renda. Declarações de bens incluíam animais de grande porte e veículos caros. Beneficiários doaram quantias significativas para campanhas eleitorais, levantando questões sobre fiscalização e controle de elegibilidade.
Exército mira defesa antiaérea - O Exército brasileiro busca modernizar sua defesa antiaérea com um sistema inédito em Jundiaí, mas enfrenta falta de verbas. A PEC que vincula parte do PIB ao orçamento militar é discutida no Senado. A aquisição de armamentos de médio alcance é considerada urgente, mas esbarra na alta demanda global e nos custos. O ministro da Defesa, José Múcio, defende um financiamento gradual associado à Receita Corrente Líquida.


