MANCHETES DOS JORNAIS  DE DOMINGO – 16/08/2026 

MANCHETES DOS JORNAIS  DE DOMINGO – 16/08/2026 

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RESUMO DE DOMINGO – 16/08/2026                                                                                                                                                                                                                               

 

Edição de Chico Bruno   

 

                                                                                  

 

MANCHETES DOS JORNAIS  DE DOMINGO – 16/08/2026                                                                            

 

                                                           

 

O GLOBO – Medo de quê? Assalto com arma lidera ranking da insegurança, fator de voto em outubro           

 

         

 

Correio Braziliense – O futuro do país em jogo na largada para campanhas 

 

 

 

O ESTADO DE S.PAULO – Campanha começa e testa vigor da polarização PT-Bolsonaro          

 

            

 

FOLHA DE S.PAULO – Maioria é contra a morte assistida, e opção por parar tratamento divide o país             

 

      

 

Valor Econômico – Não circula hoje                           

 

                                 

 

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia. 

 

MUNIÇÃO na campanha - Pesquisa Ideia realizada neste mês apontou que a segurança pública é tratada pelos brasileiros como um dos principais temas da eleição presidencial e para governos estaduais neste ano, mas com nuances de acordo com o posicionamento político dos entrevistados. Sob a mira de candidatos da esquerda à direita como um dos principais temas da campanha, a sensação de insegurança atinge a maioria dos brasileiros, indica pesquisa Ideia realizada neste mês. Os dados, obtidos com exclusividade pelo GLOBO, apontam que a possibilidade de sofrer um assalto à mão armada preocupa 66%, ou seja, duas a cada três pessoas, que disseram ter “medo” ou “muito medo” desta hipótese. Logo em seguida, a chance de ter o celular roubado desperta “medo” ou “muito medo” para 63,9%. Esses são os crimes que mais geram insegurança, um dos principais motivadores de voto nas eleições para presidente e governador. 

 

DADA a largada - O Brasil começa a viver oficialmente o período eleitoral, com o início, hoje, das campanhas políticas. Pelos próximos 49 dias, candidatos tentarão convencer o eleitor de que estão aptos a ditar os rumos do país. Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão autorizados comícios, propaganda eleitoral na internet, lives e outras ações em redes sociais, além de inserções em rádio, tevê e veículos impressos. Para a Presidência, há 10 postulantes na corrida, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Ambos escolheram seus berços eleitorais para iniciar a caminhada. Lula em São Bernardo do Campo e Flávio em Copacabana, buscando consolidar apoio em regiões estratégicas. No Distrito Federal, a disputa para governador envolve 10 concorrentes. Há, também, 13 candidatos ao Senado, 164 à Câmara dos Deputados e 420 à Câmara Legislativa.  

 

MORTE assistida - A maioria dos brasileiros é contrária à morte assistida, procedimento médico que põe fim à vida a pedido de um paciente com doença incurável em muito sofrimento. Há dois tipos possíveis da intervenção: a eutanásia, quando o fármaco letal é aplicado por um profissional, e o suicídio assistido, quando a própria pessoa toma a medicação. Quando a pergunta é sobre interromper tratamentos para doenças sem chances de cura, a população se divide, aponta pesquisa Datafolha, a primeira a sondar a opinião pública sobre o tema no país. Sobre o suicídio assistido, a rejeição é maior. Do total, 60% se disseram contra (50% totalmente contra e 10% parcialmente contra), e 35% se disseram a favor (22% totalmente a favor e 13% parcialmente a favor). Outros 2% não se posicionaram, e 3% não souberam responder. Quando a pergunta trata da interrupção de tratamentos que apenas prolongam a vida artificialmente, sem chance de cura, a pedido do paciente ou da família, o resultado é um empate: 48% acham que os médicos deveriam poder interromper esses tratamentos, e 48% acham que não deveriam. Os demais 5% não souberam responder —a soma ultrapassa 100% por questão de arredondamento. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos, para mais ou menos. 

 

SOBERANIA toma lugar da democracia - A campanha começa hoje com muitos discursos remodelados, mas com uma receita muito parecida com aquela preparada há quatro anos. Se, em 2022, o então candidato Lula chegou ao governo pela terceira vez com o discurso de defensor da democracia plena e coalizão ampla, em 2026, a campanha começa com algo que possa fazer esse mesmo papel. E nesse sentido, a soberania pedirá passagem nas falas presidenciais. As promessas de Flávio Bolsonaro ao governo dos Estados Unidos no quesito exploração de terras raras trouxe embutida a ideia da subserviência, algo que a pré-campanha de Flávio não conseguiu jogar para escanteio. E os marqueteiros acreditam que, quanto mais os Estados Unidos apostarem em Flávio, e levarem adiante qualquer tentativa de influência na eleição, pior ficará para o candidato do PL. Com Lula puxando o discurso da soberania e cuidado das pessoas, Flávio terá que tratar de manter Donald Trump um pouco distante da sua campanha. 

 

REFORÇO ao discurso - O anúncio da descoberta de petróleo na Margem Equatorial vai ajudar no quesito da soberania brasileira. Ainda que seja cedo para garantir a exploração comercial de Morpho, a política cantará aos quatro ventos a descoberta na Margem Equatorial acoplada à necessidade de o país explorar suas riquezas de forma altiva, sem colonialismo. É por aí que a divulgação feita pela Petrobras será abordada na campanha eleitoral. 

 

MUITA calma nessa hora - Antes de vender petróleo que não foi explorado, é preciso fazer mais estudos. A declaração de comercialidade do que foi anunciado no Amapá, se os resultados forem positivos, só virá entre 2029 e 2031. Feito isso, num cenário acelerado de extração, o primeiro óleo viria a ser explorado em 2033 ou 2034. Numa projeção mais equilibrada, essa extração sairia entre 2035 e 2038. A avaliação é do ex-presidente da Petrobras e ex-senador pelo PT do Rio Grande do Norte, Jean Paul Prates.  

 

DEVER de casa - Em artigo num site especializado em petróleo, Jean Paul alerta ainda que o país nem o estado do Amapá podem ficar parados esperando. É preciso se preparar. Da parte da União, sugere que Petrobras, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Ibama e Marinha organizem uma “governança de fronteira, capaz de publicar dados progressivamente e fortalecer monitoramentos ambientais”. Quanto ao Amapá, é preciso formar trabalhadores, reforçar universidades, preparar porto, aeroportos, saúde e habitação e por aí vai. E aconselha: “Não convém antecipar royalties, contrair dívidas ou oferecer benefícios fiscais com base em produção inexistente”  

 

DADO importante I - Até aqui, conforme a pesquisa Quaest da última sexta-feira, os eleitores de Lula se mostram mais interessados na eleição do que os de Flávio Bolsonaro e dos demais candidatos. 47% dos muito interessados votam em Lula, enquanto 37% votam em Flávio. Terá a vantagem quem mais conseguir estimular os eleitores a ir votar.  

 

DADO importante II - A pesquisa espontânea, aquela em que o eleitor diz em quem irá votar sem consultar um cartão com os nomes dos candidatos, indica 51% de indecisos. Guardem esse número e comparem daqui a 30 dias. É quando os candidatos prestam mais atenção nas pesquisas, porque é quando o eleitor já está escolhendo em quem vai votar. Até lá, a volatilidade é grande. 

 

ESPREMIDO no Rio - Candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado está com um problema no Rio de Janeiro. Por lá, os conservadores estão com Flávio Bolsonaro e o candidato do seu partido ao governo estadual, Eduardo Paes, apoia Lula. Vai ser difícil fazer campanha por lá. Porém, nesse sábado, o que atrapalhou foi a chuva em Angra dos Reis.  

 

POR falar em Rio de Janeiro... - A orla da cidade Maravilhosa vai virar um grande comício para todos os gostos neste Domingo. Flávio Bolsonaro vai a Copacabana, mas a esquerda também terá seu espaço. A ex-senadora Heloísa Helena dá a largada de sua campanha à Câmara dos Deputados ao lado de candidatos da Rede e do PSOL, no Aterro do Flamengo. 

 

DEBATE não falta - Na próxima sexta-feira, tem a 25ª edição do Fórum Empresarial Lide, desta vez reunindo autoridades e líderes empresariais e especialistas, num dia dedicado a pensar os cenários do Brasil. Entre os palestrantes confirmados, o procurador Geral da República, Paulo Gonet.  

 

RESGATE I - Voltou a ser comentada nas redes sociais uma foto famosa, de 2008, quando o então governador de São Paulo José Serra (PSDB) simulava a aplicação da vacina contra a gripe no braço do presidente Lula. O registro foi uma ação entre os adversários políticos para promover a campanha de vacinação naquele ano. A foto ganhou destaque na semana passada, após um vídeo em que o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), conversava em clima descontraído com Fernando Haddad (PT) antes do debate da Band. 

 

RESGATE II - Aliás, a foto de Lula e Serra tem sido lembrada inúmeras vezes nos últimos anos, como um contraponto à política atual, em que concorrentes não conseguem se tratar bem ou confraternizar. Que esta campanha consiga retomar o respeito entre os adversários. 

 

TSE contabiliza o menor volume de registros desde 2006 - O prazo de registro de can didaturas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terminou, ontem à noite, com mais de 20.436 pessoas dispostas a concorrer ao pleito de outubro, sendo 13 candidatos oficializados à Presidência da República, 314 para o Senado Federal e 194 para os governos estaduais. O total contabilizado pelo tribunal é o menor desde 2006, quando somaram 19 mil candidaturas. Desde então, o volume havia crescido substancialmente, chegando a mais de 29 mil nas últimas eleições, em 2022. O maior número de candidaturas foi para deputado estadual: cerca de 11 mil registros, o equivalente a mais da metade do total. Em seguida, os concorrentes às vagas de deputado federal, alcançando mais de 7 mil candidaturas, o equivalente a 37,23% do total.  

 

NO último minuto - Visando à Presidência da República, uma 13ª candidatura feita pelo PRTB nos últimos minutos do venc mento do prazo. O empresário e influenciador Pablo Marçal, foi inscrito no lugar de Leonardo Avalache. A candidatura de Marçal aparece no sistema como “aguardando julgamento” e ainda depende de análise da Justiça Eleitoral para ser considerada apta. A liminar permitiu que Marçal voltasse a integrar oficialmente o PRTB, partido pelo qual disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024. 

 

AMEAÇA de morte - Um morador de Juiz de Fora (MG) foi alvo de busca e apreensão neste sábado (15) e levado para prestar depoimento por suposta ameaça nas redes sociais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente da República. Flávio fará uma motociata na segunda-feira (17) em Juiz de Fora, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) levou uma facada na campanha presidencial de 2018. O homem escreveu a frase "dessa vez deixa cmg [comigo]", junto a emojis de facas, em uma publicação no Facebook sobre a agenda. A pedido da Polícia Legislativa, responsável pela segurança de Flávio, ele teve o sigilo telemático (de mensagens) quebrado e foi proibido de se aproximar do senador ou entrar em contato com ele, inclusive pelas redes sociais. 

 

ROMÁRIO se desfilia do PL - Recém-saído do PL e agora sem partido, o senador Romário estará ao lado do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) em uma carreata neste domingo (16) na Baixada Fluminense. Romário avisou na última quinta-feira (13) ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que apoiaria Paes para o Governo do Rio, e não o deputado estadual Douglas Ruas (PL). Na sexta (14), surpreendeu Valdemar ao comunicar também sua desfiliação. Segundo relatos, o presidente do PL na cidade do Rio, Bruno Bonetti, primeiro suplente de Romário, tentou convencê-lo a continuar na legenda ao longo do dia, sem sucesso. À noite, o senador enviou sua carta de desfiliação. Em nota divulgada neste sábado (15), a assessoria de imprensa de Romário afirmou que ele "permanecerá sem partido" e que "não há conversas em andamento para uma nova filiação". O ex-jogador está na metade do mandato no Senado e não é candidato. 

 

CUSTO médico de senadores - Os custos e financiamentos de programas de assistência à saúde de senadores ultrapassaram R$ 40 milhões em 2025. O valor é dez vezes maior do que o custo da mesma assistência oferecida aos deputados. O levantamento foi feito pelo Ranking dos Políticos a partir de dados da Lei de Acesso à Informação. A comparação leva em conta o gasto com cada parlamentar. Na Câmara dos Deputados, o gasto médio foi de R$ 6.200 por beneficiário por ano, ou R$ 520 por mês. Já um senador custou, em média, R$ 64 mil aos cofres públicos, ou R$ 5.300 por mês. Quando se leva em conta o custo de uma pessoa ao SUS (Sistema Único de Saúde), a diferença é 46 vezes maior. O investimento per capita na rede pública é de R$ 116 por mês. 

O Programa de Assistência à Saúde oferece atendimento médico-hospitalar e odontológico aos parlamentares, aos ex-senadores e seus dependentes. 

 

AMEAÇA e recuo - João Henrique Caldas, o JHC, vai concorrer ao governo em Alagoas. O ex-prefeito de Maceió registrou sua candidatura faltando poucas horas para o fim do prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu principal concorrente deve ser Renan Filho (MDB), apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também deixou para fazer apenas na última hora. A chapa de JHC vai ter a mulher dele, Marina Candia, e o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), como candidatos ao Senado. A mãe do ex-prefeito, a senadora Eudócia Caldas, ficou como primeira suplemente de Marina. O primeiro suplemente de Lira é Luiz Romero (PL), irmão de PC Farias. Já Renan Filho terá Renan Calheiros (MDB) e o deputado estadual José Wanderley Neto (MDB), conhecido como Dr. Wanderley, na chapa. O trio só apareceu no sistema da Justiça Eleitora no último instante. 

 

LULA de olho na garotada - De olho numa faixa etária que representa mais de 30% do eleitorado, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma ofensiva para atrair o voto de jovens e tentar impedir o crescimento de rivais nesse segmento. A preocupação é evitar a imagem de fadiga política do chefe do Executivo. Aos 80 anos e na vida pública desde a década de 1970, ele vai disputar o cargo pela sétima vez, em busca do quarto mandato. Uma das frentes tenta rejuvenescer a imagem por meio de mudanças de linguagem. Lula é apresentado nas redes sociais como um homem contemporâneo, ativo fisicamente e antenado às trends que mobilizam as plataformas. Na semana passada, uma publicação em seu perfil no TikTok afirmou que ele “farma aura como ninguém”, em referência à gíria que significa reunir carisma e nasceu no mundo dos jogos eletrônicos, e o descreveu como “amigo dos millennials”, geração que hoje está na casa dos 30 aos 45 anos. 

 

Flávio escala ali­a­dos para ele­var pre­sença digi­tal - A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tenta organizar uma rede de aliados para ampliar a presença digital do presidenciável e responder à ofensiva de nomes ligados ao presidente Lula (PT). A estratégia, desenhada em meio a um incômodo com o desempenho do senador nas redes sociais, prevê escalar parlamentares de grande alcance para comprar brigas, rebater ataques e repercutir mensagens do QG da candidatura, além de distribuir temas específicos entre porta-vozes. A ideia é reduzir a dependência de Flávio para protagonizar os confrontos no ambiente digital. O movimento ocorre no momento em que a própria família Bolsonaro expõe diferenças de desempenho nas redes. Em vídeos publicados por Flávio e Michelle Bolsonaro para tentar encerrar a crise recente, a ex-primeira-dama alcançou 12,7 milhões de visualizações, ante 1,6 milhão do senador — quase oito vezes mais. O resultado reforçou no entorno do candidato a percepção de que ele ainda tem dificuldade para converter em audiência própria o capital digital acumulado pelo bolsonarismo. 

 

CLASSE C não pessimista - Referência em pesquisas de consumo e opinião pública, Renato Meirelles analisa em novo livro, “Brasil da maioria: 25 anos de classe C” (Record), a trajetória dessa parcela de brasileiros chamada por ele de “centro de gravidade” do país. Segundo o fundador do Instituto Locomotiva e colunista do GLOBO, a classe C ainda não se reconectou com a política depois do baque sofrido a partir de 2013, ano em que a “década de otimismo” acabou. Meirelles afirma que Lula e Flávio Bolsonaro não são lidos pela maioria como “passaporte para um futuro melhor”. No caso do presidente, observa, chama atenção como ele pena para lidar com um segmento que ele próprio impulsionou.

Presidente IPG-Instituto João Goulart