MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 09/08/2026   

MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 09/08/2026   

                                                                                                                                                                                         Edição de Chico Bruno          

 

MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 09/08/2026                                                              

 

O GLOBO – Alvo dos EUA , Pix fura bolhas políticas e lidera ranking inédito de confiança      

 

Correio Braziliense – Morador em situação de rua vira tema de campanha  

 

FOLHA DE S.PAULO – Crime organizado avança na fabricação de cigarros paraguaios no Brasil      

 

Valor Econômico – Não circula hoje                       

 

O ESTADO DE S.PAULO – Inflação e juro alto reduzem renda disponível de brasileiro                                    

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia. 

 

O PIX é nosso - Pivô de guerras de narrativas e de disputa por paternidade com vistas à corrida eleitoral deste ano, o Pix aparece como a instituição que desperta maior confiança dos brasileiros, segundo dados de uma pesquisa Genial/Quaest obtidos pelo GLOBO. O levantamento, que testou a imagem de 16 tópicos perante o eleitorado, mostra que 80% dos entrevistados dizem confiar no sistema de pagamento instantâneo lançado há quase seis anos pelo Banco Central. Mesmo após ser alvo de boatos e notícias falsas nos últimos anos, incluindo rumores enganosos de que passaria a ser taxado, o nível de confiança no Pix é o maior entre todas as categorias testadas na pesquisa; apenas 19% disseram não confiar, e 1% não soube responder. Esta foi a primeira pesquisa em que a Quaest testou a confiança no Pix junto a outras instituições, como a Igreja Católica, a Polícia Militar e as Forças Armadas, que apareciam tecnicamente empatadas na liderança no levantamento anterior. Nesta rodada, os dois primeiros melhoraram seu desempenho, respectivamente, para 76% e 75%, enquanto os militares permaneceram com 70% de confiança — mesmo percentual dos entrevistados que dizem confiar no seu seu cônjuge. A margem de erro é de dois pontos. 

 

  MORADORES de rua - Pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política aponta que 92,8% dos eleitores do DF consideram importante ou importantíssimo o problema das pessoas em situação de vulnerabilidade. Especialistas e candidatos ao Palácio do Buriti apresentam propostas para enfrentar esse sério problema socioeconômico. “A pesquisa revela que a população reconhece que a situação precisa ocupar lugar de prioridade na agenda do próximo governo”, ressalta Maria Elaene Rodrigues, pesquisadora e professora dos cursos de serviço social da UnB.  

 

MADE in... - O avanço do crime organizado no comércio ilegal de cigarros provocou nos últimos dois anos o fechamento de 21 fábricas clandestinas no Brasil que falsificavam marcas originárias do Paraguai. O movimento ganhou força com mão de obra estrangeira e, segundo órgãos de fiscalização, análoga à escravidão. O cigarro fabricado no país vizinho faz uma longa jornada para chegar aos consumidores brasileiros e, apesar disso, custa menos da metade dos valores praticados no Brasil, o que impulsiona esse mercado. O crime organizado, porém, passou a instalar fábricas ilegais no país para reduzir custos com transporte e tributação e o risco de perder as cargas em operações nas rodovias para coibir o contrabando. A solução encontrada foi a de falsificar marcas paraguaias, que já estão presentes no dia a dia dos consumidores brasileiros. Uma pesquisa do Ipec encomendada pelo FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade) —que fez o levantamento das indústrias fechadas— mostra que o mercado ilegal responde por 32% do consumo no país. 

 

CUSTO de vida - Com a inflação e, principalmente, os juros em níveis elevados, de cada R$ 100 que o brasileiro recebe mensalmente, sobram apenas R$ 21,70 para o consumo após o pagamento de itens essenciais e do serviço de dívidas como empréstimos e financiamentos.  

 

PATRIMÔNIO em queda - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 4,77 milhões, valor 35% menor do que os R$ 7,42 milhões declarados em 2022. As informações constam no registro de candidatura de Lula à reeleição, protocolado no TSE. A principal mudança entre 2022 e 2026 está nas aplicações em planos de previdência Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Em 2022, Lula tinha R$ 5,5 milhões aplicados nesses fundos. Em 2026, o valor caiu para R$ 3,3 milhões. Ontem, durante evento que celebrou os 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em São Paulo, Lula disse que vai mandar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os dados sobre o menor desmatamento da década registrado na Amazônia. "Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem informou ele não informou sobre a verdade." 

 

NEGADA visita dos filhos a Bolsonaro - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita dos filhos hoje, quando é comemorado o Dia dos Pais. A decisão do magistrado foi proferida ontem, que rejeitou uma solicitação feita pela defesa do político. No despacho, Moraes destaca que todas as visitas a Bolsonaro, com exceção da equipe médica e dos advogados, estão suspensas por 30 dias. O ex-presidente receberia a visita dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan, já que Eduardo está nos Estados Unidos e não pretende retornar ao Brasil. 

 

TÔ nem aí - O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ao Correio que não tem “nenhuma preocupação” com a permanência de Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, apesar da investigação preliminar em análise no Supremo Tribunal Federal e na Procuradoria-Geral da República. Na entrevista, o dirigente reiterou confiança na inocência do deputado e revelou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teria sido uma “excelente vice”, mas optou por disputar uma vaga no Senado Federal.   

 

CAMPANHA em 30 segundos - Informações falsas, robôs, redução dos mecanismos de checagem de fatos pelas grandes big techs e o ambiente de ataques gratuitos e xingamentos nas redes sociais levam marqueteiros e especialistas em campanha eleitoral a reverem os conceitos a respeito do domínio dessas redes na corrida eleitoral. Há entre eles o sentimento de que o eleitor está um pouco cansado desse modelo das redes e tem tudo para voltar ao horário eleitoral de rádio e tevê — não aos programas, mas às inserções no meio da programação. Isso sem contar debates e sabatinas promovidos pela imprensa. O eleitor está cansando da polarização e do uso das redes no ambiente político. Caberá a cada candidato dosar sua campanha de forma a não ficar tão dependente do “piscinão” que se tornaram as redes sociais.  Embora as redes sociais comecem a ser vistas com algum cuidado pelos especialistas, o investimento na campanha digital ainda deverá ser maior, uma vez que é preciso garantir a preferência de visualização para os conteúdos da própria campanha nos sites de busca e nas redes sociais, em especial, as transmissões ao vivo. Porém, tem muita gente que vai hesitar em colocar todos os ovos, no caso, recursos, na cesta das redes. Afinal, se o eleitor estiver mesmo cansado, não será ali o melhor lugar para garantir votos. 

 

A VINGANÇA de Flávio - Em carreira solo no PL, sem nenhum outro partido para chamar de seu, o candidato Flávio Bolsonaro já tem planos caso seja eleito em outubro. O primeiro deles é dificultar a vida dos partidos. Aqueles que disseram não à composição da chapa ou de alianças, ou não serão chamados a participar do ministério, ou terão que pagar caro pelo ingresso. Afinal, o senador não deverá a sua chegada ao Planalto a nenhum deles.  

 

CANSAÇO crescente - Os analistas e marqueteiros começaram a avaliar os gráficos de comportamento do eleitor ao longo das seis últimas eleições presidenciais no Brasil. Descobriram que o eleitor vem perdendo o interesse em votar. A abstenção só caiu de 2002 para 2006, de lá para cá, só cresce. Em 2006, 16,75% dos eleitores não foram às urnas. Em 2022, esse número subiu para 20,89%. Se a abstenção continuar nesse ritmo, o universo de votos válidos pode levar a uma eleição no primeiro turno, para quem estiver na frente. 

 

INTELIGÊNCIA limitada - A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teve o orçamento total ampliado ao longo dos últimos 25 anos, mas o dinheiro para investimentos, que permite a compra de novas tecnologias, equipamentos e infraestrutura, está cada vez mais curto. Houve um respiro no primeiro ano do governo Lula, com R$ 113 milhões, mas, de lá para cá, esse valor vem caindo. O patamar mais baixo foi no ano passado, R$ 64 milhões.  

 

QUEM perde - O baixo montante de investimentos ocorre justamente num cenário de crescimento das ameaças cibernéticas, do crime organizado transnacional, guerras espalhadas pelo mundo e de espionagem internacional. 

 

ELAS perceberam... - Em evento recheado de promessas ao eleitorado feminino no interior paulista, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que não chamou nenhuma mulher do seu partido para compor a chapa, pediu votos ao Senado para dois homens com o intuito de derrotar duas mulheres candidatas em São Paulo.  

 

..MAS não alertaram o candidato - Até deputadas alinhadas ao senador consideraram que não era o momento de se referir aos votos paulistas para o Senado. Uma vez que o evento era “Café entre elas”, voltado às mulheres, o melhor seria deixar os votos para os senadores para um outro momento. 

 

O SUSTO deles - Muitos políticos ficaram assustados com a foto publicada pela revista piauí em que estão aparecem vários parlamentares na piscina com o advogado Willer Tomaz, alvo de mais uma fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga o roubo dos aposentados do INSS. Houve quem entrasse em pânico, achando que tinha algo a ver com as festas de Daniel Vorcaro. Nada a ver. Tomaz é outro caso, que tem potencial para abalar muitas candidaturas. 

 

PROMESSA jamais cumprida - Prometida por Lula na campanha de 2022 e jamais cumprida, a Autoridade Nacional Climática ficou de fora do programa de governo do petista registrado na sexta-feira (7) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A sugestão de um órgão para coordenar todos os esforços do governo no combate à emergência climática foi feita na época por Marina Silva, que viria a ser ministra do Meio Ambiente do petista. Divergências sobre o formato do órgão e suas competências acabaram levando a ideia ao ostracismo, no entanto. A ministra queria manter a instância sob sua alçada, enquanto o colega Rui Costa, da Casa Civil, preferia que ficasse diretamente subordinada à Presidência. 

 

CLUBE do Bolinha - A Polícia Federal encontrou uma foto do advogado Willer Tomaz com políticos, incluindo o senador Weverton Rocha, em uma piscina, durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. A imagem, de abril de 2023, foi descoberta no celular de Rocha. Tomaz, alvo de busca e apreensão, é suspeito de lavagem de dinheiro. Ele nega envolvimento e critica o vazamento da foto. Rocha também repudia o vazamento, alegando viés político-eleitoral. A investigação aponta Tomaz como um facilitador financeiro para políticos. Além de Weverton Rocha, aparecem na imagem os deputados Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, Juscelino Filho (PSDB-MA), Elmar Nascimento (União-BA) e Paulo Azi (União-BA). O ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e os senadores Efraim Filho (União-PB) e Angelo Coronel (Republicanos-BA) também estão na foto. 

 

PERCEPÇÃO arranhada - Pesquisa Genial/Quaest sobre a percepção dos brasileiros em relação a diferentes instituições apontou as redes sociais como uma das categorias que nutrem maior desconfiança dos entrevistados. Segundo o levantamento, 54% disseram “não confiar” nas redes, enquanto 44% afirmam “confiar”. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos. 

 

Entre as 16 categorias testadas na pesquisa, as redes sociais estão entre as três cujo percentual de desconfiança supera o de confiança. Além das redes, os juízes de futebol e os partidos políticos despertam maior desconfiança do que confiança, de acordo com o levantamento. A confiança nas redes empata com a dos partidos, e só fica numericamente acima do percentual, 41%, dos que confiam em árbitros de futebol, segundo a pesquisa. 

 

SEGURANÇA dos presidenciáveis - A Polícia Federal montou a estrutura para fazer a segurança dos candidatos à Presidência com uma central de inteligência 24 horas, armas antidrone, monitoramento de ameaças nas redes e um contingente em torno de 600 policiais. A recusa do postulante do PL, Flávio Bolsonaro, de aderir ao planejamento, no entanto, representa um desafio. As delegacias e superintendências estaduais atuarão na identificação de eventuais riscos à integridade dos candidatos e familiares. Em Brasília, equipes de plantão vão compartilhar dados com os agentes nos estados e decidir sobre reforço de efetivo ou ajustes. A localização dos policiais e o andamento das agendas vão ser acompanhados em tempo real, para agilizar a ação em caso de eventuais ocorrências. 

 

CONCILIAÇÃO de agenda - Candidata ao Senado no Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) vai organizar a campanha para reduzir o tempo que ficará longe do ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde maio. A equipe da ex-primeira-dama vai adaptar a rotina eleitoral, com agendas mais curtas e concentradas, além de aliadas mobilizadas para representá-la quando estiver ausente. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que está em meio de mandato e não disputará o pleito, vai participar de reuniões e compromissos aos quais Michelle não puder comparecer por estar com Bolsonaro. A governadora do DF, Celina Leão (PP), a deputada federal Bia Kicis (PL) e a ex-ministra dos Direitos Humanos Cristiane Britto (Republicanos), que também vão cuidar das próprias campanhas, são outras integrantes dessa linha auxiliar. 

 

MORO diz que Valdemar 'já pagou' pelos erros - Candidato ao governo do Paraná, o senador e ex-juiz federal Sergio Moro (PL) pontuou que Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, "já pagou pelos erros do passado". O ex-juiz federal, que atuou em processos da Operação Lava-Jato, defendeu a aliança com o Partido Liberal durante sabatina realizada pelo UOL/Folha de São Paulo nesta sexta-feira (7). O senador minimizou as investigações contra Valdemar, que foi alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de interferir na destinação de emendas parlamentares, mesmo sem ter mandato. Moro pontuou que viu a decisão com “um certo espanto” e que, na própria decisão, “não se afirma que houve qualquer espécie de desvio de valores de emendas parlamentares".

Presidente IPG-Instituto João Goulart