O plano A de Alcolumbre

O plano A de Alcolumbre

1. O plano A de Alcolumbre

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| Carlos Moura/Agência Senado

Davi Alcolumbre já havia dito a aliados que não queria discutir a redução da jornada de trabalho neste ano eleitoral.

Mas a PEC 6x1 ganhou tração política suficiente para tornar improvável qualquer tentativa de barrá-la por completo, Marianna Holanda escreve no JOTA PRO Poder.

Por que importa: Sem força para impedir o avanço da proposta, o presidente do Senado agora tenta ganhar tempo, alterar o texto e adiar os efeitos da eventual promulgação.

  • Desde que a proposta chegou à Casa, ele tem tentado encontrar formas de garantir que ela não avance nos termos e no prazo pretendidos por Lula.
  • Em conversas com aliados, Alcolumbre vem se queixando da pressão para pautar o tema e, na semana passada, falou no plenário em tom de desabafo.
  • “Não me obrigue, não me ameace, não me ofenda, não me ataque, que vou com minha consciência, meu coração, no tempo adequado, decidir como vai ser o meu voto”, declarou.
  • Agora, ele encontrou uma forma de obter uma vitória, ainda que não a que quisesse.

Alcolumbre indicou a aliados que vai protelar a PEC enquanto puder.

  • Quanto ao mérito do texto, indicou a possibilidade de apoiar a supressão de qualquer tipo de transição da proposta — que hoje prevê a redução de duas horas em 60 dias e de mais duas um ano depois.
  • O gesto encontrou apoio de governistas desavisados, que não fizeram os cálculos do impacto orçamentário que a medida pode ter.
  • A possibilidade é mais um balão de ensaio do presidente do Senado do que propriamente algo que possa avançar neste momento.

???? O que observar: O plano A de Alcolumbre é mudar o teor da proposta.

  • Ele já se queixou de diferentes pontos a aliados, como o fato de haver uma escala engessada ou a transição.
  • O presidente do Senado deu celeridade à proposta da oposição, que cria um modelo de remuneração por hora trabalhada, mas não encontrou apoio entre os colegas.
  • Agora, tenta ver como é possível modificar o texto que veio da Câmara.
  • Uma possibilidade, segundo aliados de Alcolumbre, seria votar o texto ainda no primeiro semestre, mas modificá-lo.
  • Com isso, a Câmara teria de chancelar novamente a PEC, atrasando mais um pouco o calendário.
  • Na “melhor” das hipóteses, sequer seria votada no primeiro semestre no Senado, mas esse cenário é considerado cada dia mais improvável até mesmo por integrantes da oposição.