Manchetes dos jornais de domingo 13/07/2025
Edição de Chico Bruno
Manchetes dos jornais de domingo 13/07/2025

FOLHA DE S.PAULO – Empresários temem polarização e pedem diplomacia contra tarifaço
O GLOBO – A arma que desviou o curso do Rio
O ESTADO DE S.PAULO – Tarifaço afetará PIB do Brasil; especialistas dizem como agir
CORREIO BRAZILIENSE – Trump amplia tarifaço para México e União Europeia
Valor Econômico – Não circula hoje
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
Sugestões empresariais - Empresários de diversos setores sugerem que o governo Lula (PT) busque ajuda no setor privado para costurar uma saída diplomática ao tarifaço de Trump e que tenha cuidado para não escalar a polarização política. Na quarta-feira (09), o presidente disse que criaria um comitê composto por empresários para acompanhar a questão tarifária entre os dois países, e que as medidas diplomáticas seriam tomadas pelo Itamaraty. Uma postura diplomática em oposição aos Estados Unidos poderia custar ainda mais caro, segundo representantes do setor privado. A pessoa ideal para conduzir as negociações não seria o próprio Lula nem o assessor internacional da Presidência, Celso Amorim. O vice e ministro Geraldo Alckmin (PSB) é citado como alternativa, assim como convocar alguém do setor privado, um grande empresário, um ex-político ou um ex-diplomata de relevância e prestígio. "A hora é de avaliar bem nossos próximos movimentos. A tarifa só entra em vigor no dia 1º de agosto, diz Fábio Barbosa, da Natura.
Fuzis desfiguraram o Rio – O Rio concentra 43% das apreensões de fuzis no país nos últimos dez anos. Mas, o armamento de guerra está presente no estado desde a virada dos anos 1970 para 1980 e literalmente reconfigurou a realidade fluminense, tendo sido fundamental para a expansão dos territórios dominados por facções. Parte dos conteúdos especiais pelos 100 anos do Globo, a série de reportagens, reconstitui essa história, dimensiona seu impulso à violência e ouve vítimas da guerra no Rio.
Especialistas e o tarifaço - O tarifaço anunciado pelo governo americano sobre produtos brasileiros ainda gera debates entre economistas sobre os seus impactos na inflação. Por um lado, a moeda americana mais valorizada encareceria os produtos importados pelo Brasil. Mas, por outro, o redirecionamento para o mercado interno de itens que seriam exportados para os EUA puxaria a inflação para baixo. A única certeza, dizem especialistas ouvidos pelo Estadão, é que se o governo brasileiro decidir retaliar com tarifas também de 50% o quadro mudará de figura, com uma escalada da guerra comercial e efeito direto sobre os preços. Por ora, a reação do mercado de câmbio tem sido relativamente contida, porque o entendimento dos investidores é de que o governo brasileiro dará uma resposta calculada, baseada na diplomacia, e sem escalar a disputa com o presidente americano Donald Trump.
Mais tarifas - Os países foram taxados em 30% nos produtos enviados aos Estados Unidos. No Brasil, especialistas avaliam possibilidade de renegociação com os americanos. Brasileiros lotam redes sociais de Trump e Melania criticando medida. No país, segundo economistas, o setor agro, especialmente café, laranja e celulose, será um dos mais prejudicados; carnes e pescados também sentirão impacto.
Brasileiros atacam casal Trump - A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, desencadeou uma onda de protestos virtuais liderada por brasileiros nas redes sociais do presidente norte-americano e da mulher, Melânia Trump. A medida veio acompanhada de uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual Trump classificou o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) como uma “caça às bruxas” e uma “desgraça internacional”. A manifestação nas redes se espalhou com rapidez. Centenas de comentários com frases como “Respeite o Brasil”, “Brasil é soberano” e “Viva o Brics” passaram a aparecer não apenas em publicações recentes de Trump, mas também em postagens anteriores — muitas sem relação com a crise diplomática ou comercial. O mesmo ocorreu no perfil de Melânia, on de frases como “mexeram com o país errado” e “deixem o Brasil em paz” passaram a figurar entre os comentários.
Solução providencial - Com o relatório atual de Arthur Lira sobre a isenção do IR, o projeto, quando aprovado, não precisará cumprir a noventena porque não cria impostos. Caso a proposta seja votada e sancionada até 31 de dezembro deste ano, a isenção começa a valer em 2026.
Por aí, não - Causou perplexidade no Itamaraty o fato de o embaixador Rubens Barbosa, que hoje está na iniciativa privada, afirmar em entrevista ao Correio que o governo brasileiro não reagiu aos movimentos do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA. De abril para cá, a embaixada brasileira em Washington e o Itamaraty tiveram várias conversas para explicar a situação.
Modo avião - Vale lembrar que, quando Donald Trump assumiu a Presidência dos Estados Unidos, Lula mandou os parabéns e sugeriu a troca de um telefonema. O brasileiro não recebeu sequer uma resposta.
Água mole em pedra dura… - Eduardo rodou os Estados Unidos por meses, em busca de uma saída para o seu pai. Em maio, alguns bolsonaristas chegaram, inclusive, a dar como certo que ele voltaria ao Brasil de mãos abanando. Conseguiu, via Steve Bannon, o acesso para a ajuda de Donald Trump. Agora, já tem muita gente apostando que ele voltará ao país em breve como pré-candidato ao Planalto. Falta combinar com as autoridades judiciais.
Lugar de fala - Apesar de os bolsonaristas terem reclamado das conversas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em busca de solução para a crise das tarifas, pessoas muito próximas ao governador afirmam que se ele ficasse parado, seria pior. Afinal, 40% dos produtos que o Brasil vende aos estadunidenses têm origem em São Paulo. Logo, ele não está de gaiato nessa empreitada.
Área estratégica - O governo Lula deflagrou estudos para discutir as possibilidades de o Brasil criar o seu próprio sistema de geoposicionamento. Hoje, são cinco no mundo todo. O GPS (americano), o Galileo (europeu), o Glonass (russo), o BeiDou (chinês) e o IRNSS (indiano). O grupo de trabalho é coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete e Segurança Institucional (GSI), general Marco Antônio Amaro dos Santos.
Vem por aí - A segurança da Câmara já foi orientada a se preparar para uma sessão do Congresso esta semana. E não será para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias para a previsão de receita e despesa de 2026. O cronograma publicado previa que a LDO teria relatório final na semana passada. Ainda não votaram sequer o preliminar.
O destino de Soraya - Fracassada a união PSDB-Podemos, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) teve uma conversa alentada com o deputado Aécio Neves para falar sobre o ingresso no ninho tucano.
Pode esperar sentado - Embora o presidente Lula tenha reforçado em entrevistas e discursos que está no horizonte o uso de moedas locais para as trocas comerciais dos países dos Brics, o tema é mais polêmico e incerto do que possa parecer. Primeiramente, a maioria dos bancos centrais das nações do bloco considera que não será possível abandonar o dólar e o euro. Em segundo lugar, autoridades de muitos países estão convictos de que a proposta interessa mais à China como forma de ampliar poder. E, diante das incertezas que pairam sobre a geopolítica global, é preciso ter muita cautela ao reforçar a posição do “império do meio”, onde o processo não é democrático. Nos meios diplomáticos, a ideia é levar o tema com muita calma e a perder de vista. A avaliação de muitos embaixadores é a de que não se toma uma decisão dessas em meio a tensões.
Ações contra Tarcísio - Após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, telefonar para ministros do Supremo Tribunal Fe deral (STF) para pedir a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos com o objetivo de negociar a diminuição da taxa imposta por Donald Trump ao Brasil, os deputados federais Guilherme Boulos (PSol) e Lindbergh Farias (PT) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria--Geral da República (PGR). Enquanto o líder da bancada do PT na Câmara pediu ao Supremo que investigue o governador por colaborar com um réu investigado por tentativa de golpe de Estado, Boulos recorreu ao procurador-geral Paulo Gonet para solicitar a abertura de inquérito penal para investigar a conduta de Tarcísio, acusado pelo parlamentar de ter utilizado a influência política para colaborar com o ex-presidente, crime previsto no código penal, com pena de um a seis meses de detenção e multa.
Gilmar Mendes cobra formação de PMs - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou, em publicação feita nas redes sociais, “formação adequada” de policiais após dois casos seguidos de mortes cometidas por agentes da Polícia Militar de São Paulo. Segundo ele, o cenário requer “compromisso dos órgãos de controle e respeito aos direitos humanos”. Procurados, o governo de São Paulo e a Secretaria da Segurança Pública ainda não se manifestaram. “O Estado não pode adotar os mesmos métodos daqueles que pretende enfrentar. Segurança pública se faz com inteligência e respeito à legalidade”, escreveu o ministro no X (ex-Twitter). Gilmar reforçou, ainda, a importância da adoção de câmeras corporais nas fardas.
Tarcísio é tachado de 'bolsonarista de ocasião' - Incomodados com o que consideram uma postura ambígua do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em São Paulo viram no episódio da sobretaxa de Donald Trump ao Brasil mais um elemento para rotulá-lo como "bolsonarista de ocasião". Apesar de demonstrar, no discurso, fidelidade a Bolsonaro, Tarcísio não consegue convencer boa parte dos aliados do ex-presidente de seu alinhamento com as pautas defendidas por ele, ao evitar embates com o STF (Supremo Tribunal Federal) e ignorar temas caros a esse grupo, como o projeto pela anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Impacto eleitoral - O governo Lula obteve um novo impulso político com a defesa da taxação dos ricos e a retórica de "soberania", especialmente após o tarifaço anunciado por Trump. Apesar de encontrar um discurso com viés eleitoral, aliados temem que a estratégia "nós contra eles" possa limitar apoios e complicar alianças futuras. Líderes do PT argumentam que a abordagem reforça a base social, mas críticos alertam para possíveis divisões sociais e políticas.
Tarcísio minimiza ida ao STF - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta tarde em entrevista coletiva que o tarifaço imposto ao Brasil pelos EUA tem um impacto "complicado" para o estado e fez um apelo a negociadores para "deixar a política de lado" na busca de uma solução para a questão. Tarcísio se pronunciou sobre o assunto quatro dias depois de o presidente americano, Donald Trump, ter anunciado a medida, questionado por jornalistas em Cerquilho (SP). O governador visitou a cidade no interior para participar da formatura de alunos de um curso de capacitação profissional promovido pelo estado.
Má relação com Trump destoa do histórico de Lula - Lula, que manteve boas relações com presidentes americanos como George W. Bush e Barack Obama, enfrenta uma crise diplomática inédita com Donald Trump. A relação entre Lula e Trump, alinhado a Bolsonaro, é de confronto, sem diálogo direto. A tensão aumentou após Trump anunciar sobretaxas a produtos brasileiros, em defesa de Bolsonaro. A situação é comparada à tensão entre Jimmy Carter e a ditadura militar brasileira nos anos 70.
Planeta Jair fica - A licença de 122 dias solicitada por Eduardo Bolsonaro de seu mandato como deputado federal termina no próximo domingo. Quando foi enviado para os Estados Unidos, disse: "Meu retorno ao Brasil, somente após a sanção" (a Alexandre de Moraes). O governo Trump chegou a sugerir que poderia aplicar medidas de constrangimento ao ministro, mas até agora não o fez, apesar da recente e ofensiva com a tarifa e em defesa de Jair Bolsonaro. O zero três permanece lá.
Presente trumpista - O Palácio do Planalto está em alta expectativa com a nova Genial/Quaest, que sai na quarta-feira. O governo já tinha em mãos uma pesquisa de duas semanas atrás, que mostrava uma leve melhora na aprovação de Lula — um sinal de que o impacto do escândalo do INSS já começa a ficar para trás. Agora, o governo espera que a tarifa de Donald Trump faça Lula faturar mais alguns pontos.


