MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 05/O4/2026
RESUMO DE DOMINGO – 05/O4/2026
Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 05/O4/2026

FOLHA DE S.PAULO – Quatro em cada dez cidades dependem de ao menos 90% de verbas externas
O ESTADO DE S.PAULO – Em meio à crise, STF amplia decisões individuais e sob sigilo
O GLOBO – Da ‘blusinha’ às dívidas, Lula prepara ‘bondades’ de olho na eleição
Valor Econômico – Não circula hoje
Correio Braziliense – Mulheres cobram mais protagonismo nas eleições
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia
DEPENDÊNCIA total - Quatro em cada dez municípios brasileiros dependem de 90% ou mais de verbas dos estados ou da União para sobreviver, mostram dados do Tesouro Nacional compilados pela Folha. Os números estão numa plataforma do Ministério da Fazenda que reúne as DCAs (Declarações de Contas Anuais) encaminhadas pelas prefeituras anualmente. A reportagem analisou as informações de 2019 a 2024, último ano para o qual há um relatório completo. O prazo para a entrega do documento relacionado ao exercício do ano passado ainda não terminou. Em 2019, por exemplo, eram 2.950 municípios nessas condições. Em 2024, o total caiu para 2.190 —ou cerca de 40% das 5.569 cidades brasileiras. Para especialistas, a queda se deve a um conjunto de fatores, mas a dependência, ainda, é muita alta. Para especialistas, a queda se deve a um conjunto de fatores, que envolvem a ampliação da arrecadação do ISS (Imposto sobre Serviços), um tributo municipal, o maior planejamento tributário e a fiscalização da dívida ativa. A quantidade é ainda maior se considerados os municípios onde a arrecadação própria corresponde a 20% ou menos da receita bruta. Em 2024, isso ocorreu para 4.156 cidades, ou 80% das cidades brasileiras.
DECISÕES monocráticas - O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou, a partir de 2022, uma forma de atuação marcada por decisões sigilosas, individuais e pela distribuição de processos sem sorteio – modelo que, na avaliação de especialistas, não ficou restrito àquele momento e chega às eleições de 2026 sob risco de questionamentos. Ao mesmo tempo, apontam, esse padrão afeta garantias do processo e a confiança na instituição, em meio a uma crise de credibilidade. Levantamento do pesquisador e professor do Insper Ivar Hartmann mostra que essa forma de atuação se sustenta em três mecanismos centrais: o aumento do sigilo de casos que tramitam no Supremo, a predominância de decisões individuais e o uso crescente da distribuição por conexão, em que processos são direcionados, sem sorteio, a um mesmo ministro por estarem ligados a outras investigações. Procurado, o STF não se manifestou. O modelo ganhou força com medidas adotadas pelo tribunal a partir de 2019 e se consolidou durante a disputa eleitoral de 2022, entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, em meio à polarização e a ataques às instituições. À época, essas medidas foram justificadas como resposta a uma situação considerada excepcional.
‘BONDADES’ de Lula - A seis meses das eleições, Lula enfrenta desaprovação recorde e aposta em um pacote de medidas para reverter a situação. O plano inclui controle de preços de combustíveis, subsídios ao gás e à conta de luz, e renegociação de dívidas. Em meio a um cenário de instabilidade, o governo busca melhorar sua imagem comparando-se à gestão Bolsonaro e destacando realizações econômicas.
MAIS destaque para elas no DF - Eleitoras e especialistas reforçam a importância das pautas femininas na política. Elas representam 54% do público apto a votar no DF, mas ainda ocupam pouco espaço no processo decisório. De acordo com a cientista política e doutora em sociologia Mônica Ribeiro, as mulheres esperam reconhecimento como parte central da política pública. “Isso é critério de justiça e inteligência administrativa, afinal somos a maioria da população”, ressalta. De acordo com a advogada e cientista política Gabriela Rollemberg, o que falta são mais mulheres com a caneta na mão, participando das mesas onde o futuro do país é decidido. Ela acrescenta que a subrepresentação feminina não decorre da falta de interesse, “mas de um sistema que coloca em risco a própria existência física e a saúde mental das mulheres”.
STF cada vez mais pressionado - O Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa uma das crises institucionais mais agudas de sua história recente, pressionado, especialmente, pelo desdobramento das fraudes do Banco Master, escândalo para o qual estão sendo arrastados ministros da Corte. Em meio a denúncias envolvendo alguns dos seus integrantes, o tribunal acena com um código de conduta, que, no entanto, tem sofrido resistências internas. A crise de credibilidade que assombra o STF é alimentada por revelações de conexões entre os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques com o Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente em março durante a Operação Compliance Zero. A mais recente envolve Nunes Marques. Reportagem do Estadão, de ontem, afirma que o ministro e a mulher dele viajaram de Brasília a Maceió em um jatinho da Prime You, que tinha Vorcaro como sócio. Em nota, o magistrado admitiu a viagem, em 14 de novembro de 2025, a convite da advogada Camilla Ewerton Ramos, que representa o Master em processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O motivo seria a comemoração do aniversário da advogada na capital alagoana.
CÓDIGO para o Judiciário - O Instituto Não Aceito Corrupção (Inac) lançou, na quarta-feira, um plano de prevenção e combate à corrupção no Brasil, com propostas para ampliar a integridade e a transparência no setor público. Elaborado por integrantes do Judiciário, do governo e da sociedade civil, o relatório inclui, entre outros pontos, a criação de um código de conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). "Estamos devendo ao Brasil uma profunda reforma do sistema de Justiça", disse, no evento, o jurista José Renato Nalini, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Ele enfatizou que a crise de credibilidade do Supremo é "trágica" e "afeta profundamente a democracia".
"NÃO se pune opinião, mas conduta" - Aprovado por ampla maioria no Senado, o projeto de lei que tipifica a misoginia e a inclui na Lei do Racismo deve ser analisado nesta semana pela Câmara. A proposta avança em meio ao aumento dos casos de violência de gênero no país e sob forte repercussão política. O texto tem sido alvo de críticas de parlamentares da oposição, que afirmam que a medida não criminaliza de forma objetiva os crimes contra mulheres e pode abrir margem para interpretações subjetivas, com risco de censura e restrições à liberdade de expressão. Em entrevista ao Correio, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora do projeto, rebate as críticas e sustenta que o texto estabelece “limites civilizatórios” ao responsabilizar condutas discriminatórias. Para entrar em vigor, o texto tem de ser aprovado pela Câmara e sancionado pelo presidente Lula.
NOVO xadrez eleitoral após trocas de partidos - Com o prazo para a mudança de partido encerrado ontem, uma nova composição do xadrez eleitoral começa a ser desenhada. No balanço preliminar, o PL, de Valdemar Costa Neto, que já tinha a maior bancada na Câmara, foi o que mais ganhou parlamentares, de 87 para 97, enquanto o União Brasil foi o que mais perdeu, de 59 para 51, em grande parte devido aos desdobramentos do escândalo do Banco Master. Contudo, o que mais tem chamado a atenção é o PSD, de Gilberto Kassab, que está se distanciando do centro, na avaliação do cientista político Wagner Parente, CEO da BMJ Consultores Associados. “O PSD perdeu menos deputados do que ganhou, que teve um saldo positivo no cômputo geral. Mas houve uma mudança imensa no perfil dos parlamentares que entraram agora, mais alinhados à direita”, disse ele, em relação à legenda, que passou a ter 49 deputados na Câmara. “O partido mudou de cara, e eu acho que muito em virtude dessa guinada do PSD para a direita com a ida do Kassab na direção da candidatura do Ronaldo Caiado”, acrescentou. Aliás, esse direcionamento do PSD à direita faz com que Kassab deixe de ficar com os pés nas duas canoas, como vinha se mantendo, distanciando-se do atual governo.
PLANO C” de Kassab - A escolha de Caiado como pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, contudo, foi vista como o Plano C de Kassab, na avaliação do cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria. Ele lembra que o projeto inicial do cacique era lançar-se vice na chapa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que não decolou, pois o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu o filho 01, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para receber o seu capital político. Depois, a segunda aposta de Kassab, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, desistiu de concorrer ao Planalto. “Kassab demorou para escolher candidato e ficou com a terceira opção, que não parece ser muito alvissareira”, afirmou.
RECADOS I - Com o fim da janela partidária, alguns partidos perderam mais do que ganharam, como foi o caso do União Brasil, que teve 30 desfiliações. O movimento de afastamento do partido tem duas causas: a federação com o PP, do senador Ciro Nogueira (PI), e o possível envolvimento de Antônio Rueda, presidente da legenda, com Daniel Vorcaro.
RECADOS II - A filiação de Kátia Abreu ao PT, após deixar o PP, também é vista como um recado ao partido de Ciro Nogueira, presidente da sigla. É que o nome de Ciro aparece nas mensagens trocadas entre Vorcaro e a ex-noiva Martha Graeff. A ex-ministra da Agricultura no governo Dilma Rousseff e ex-senadora estava no PP desde 2020 e não conseguiu se reeleger para deputada em 2022. Agora, une-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para, possivelmente, disputar o governo do Tocantins.
RESCALDO da CPMI - A CPMI do INSS pode ter sido encerrada, mas as opiniões sobre as investigações ficaram divididas, porque a comissão esbarrou no escândalo do Master. Há uma teoria de que o colegiado “avançou demais” sobre as relações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de senadores com o banco de Vorcaro. Com isso, a lista nominal dos 19 parlamentares que votaram contra o relatório final — indiciando mais de 200 pessoas, inclusive, o filho do presidente Lula, o Lulinha — é ouro puro para a oposição na campanha eleitoral, porque 10 deles são do PT. Logo, Lula ainda vai ter de explicar por que o partido dele votou contra os aposentados, principais lesados pelas fraudes dos sindicatos no INSS.
TAPANDO o sol com a peneira - A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) limitando os penduricalhos do funcionalismo público em 35% do teto constitucional, de R$ 46,3 mil mensais, mas permitindo um adicional de tempo de serviço de até 35%, não ajudou a reduzir as desigualdades e, muito menos, a moralizar os Poderes da República, especialmente o Judiciário, que é o maior beneficiário dessas verbas indenizatórias, de acordo com a Republica.org, voltada para a melhoria da gestão no serviço público brasileiro. “O resultado final reforça desigualdades, legitima distorções e fragiliza, de forma preocupante, o princípio constitucional do teto remuneratório. Temos a percepção de que se trata de uma decisão que reorganiza e institucionaliza mecanismos de exceção”, lamentou a entidade em nota.
TURBILHÃO do BRB - Enquanto o Banco de Brasília (BRB) segue no turbilhão do escândalo das fraudes do Banco Master e tenta buscar recursos para se capitalizar, crescem os temores sobre uma possível líquidação da instituição controlada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) após o atraso na divulgação do balanço de 2025, que venceu em 31 de março. As estimativas do mercado indicam que o rombo do BRB criado pelas fraudes do Master deve ser superior aos R$ 6,6 bilhões inicialmente indicados pela instituição ao Banco Central. Com isso, fica em dúvida também o futuro de fundos de aposentadoria e de rendimentos de funcionários públicos não apenas do DF, mas de estados que são tradicionais redutos petistas, como Maranhão, Bahia, Paraíba e Alagoas.
“TERRA de oportunidades” - Com passagens por governos de esquerda e de direita, o empresário e político Guilherme Afif Domingos, um dos fundadores do PL, sempre teve uma única bandeira, a do empreendedorismo, para justificar esse bom trânsito junto ao Poder Executivo. Para ele, o Brasil continua sendo um país cheio de oportunidades, como na época de seus avós libaneses, quando chegaram ao país no fim do século retrasado. Por conta disso, ele acaba de lançar sua biografia com as memórias da evolução econômica do país no livro Juntos chegaremos lá, da editora Matrix. “Toda época tem suas oportunidades”, afirmou o ex-ministro do governo Dilma Rousseff e ex-assessor especial do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. À frente da Secretaria de Planejamento Estratégico do governador Tarcísio de Freitas, Afif vê com ressalvas uma das principais bandeiras do atual governo, o fim da escala 6x1. “Vai ter efeito contrário do esperado”, alertou.
BOLSONARO tem de ser operado, diz defesa - O ex-presidente Jair Bolsonaro terá de se submeter a uma cirurgia para tratar de dores no ombro direito. Advogados do ex-chefe do Executivo enviaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) dois laudos médicos atestando a necessidade da operação, que não tem data para ser realizada. Condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária. De acordo com os pareceres, a intervenção cirúrgica será necessária porque médicos e fisioterapeutas constataram dor intensa no ombro associada a uma limitação funcional importante.
SOLUÇOS geram briga - Ontem, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais que o marido está sem soluços. “Galego está há seis dias sem soluços, conseguindo fazer a fisioterapia! Motivo mais do que suficiente para me alegrar e agradecer ao nosso amado Pai”, escreveu Michelle. A ex-primeira-dama contradiz Carlos Bolsonaro. Na quarta-feira, ele postou nas redes sociais que o pai apresentava “intermináveis e ininterruptas” crises de soluço, além de uma piora progressiva do quadro clínico. Para Carlos, a saúde de Bolsonaro “se deteriora rapidamente em razão das comorbidades e do cerceamento de liberdade”.
BRIGA inoportuna - Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à presidência, manifestou preocupação com o conflito entre seu irmão Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, ambos do PL. Flávio pediu "racionalidade" e destacou que o verdadeiro inimigo não está entre eles. O desentendimento começou após Eduardo acusar Nikolas de desrespeitar sua família e criticar a postura do deputado nas redes sociais.
CAIADO é problema para Flávio - A entrada de Ronaldo Caiado (PSD) na corrida presidencial atrai o agronegócio, desafiando a adesão esperada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que contava com o setor devido à resistência contra Lula. Caiado, ex-governador de Goiás, é bem visto pelo agro por suas políticas favoráveis durante sua gestão. O cenário gera divisão no apoio do setor, que busca manter influência e explorar opções como Tereza Cristina (PP-MS) como possível vice.
JHC embaralha jogo na Alagoas - O prefeito de Maceió, JHC, renunciará ao cargo neste sábado, 4 de novembro, conforme fontes confirmaram ao GLOBO. Bem avaliado, com 75% de aprovação, JHC considera candidatar-se ao governo de Alagoas ou ao Senado, enfrentando nomes de peso como Arthur Lira e Renan Calheiros. Sua filiação recente ao PSDB, após deixar o PL, pode influenciar as disputas eleitorais no estado.
TARCÍSIO e Haddad atrás dos motoboys - Após o "efeito Marçal" em 2024, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad articulam estratégias para conquistar o voto dos motoboys. Tarcísio aposta em isenções de IPVA e CNH para motofretistas. Haddad, visando o governo estadual, destaca medidas federais para entregadores. A regulamentação do trabalho dos entregadores é um tema prioritário, mas enfrenta resistência. O debate ocorre em meio a críticas de falta de diálogo e timing eleitoral.
CRIADOR de regras - Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso em operação da PF por suspeita de irregularidades em investimentos de quase R$ 1 bilhão no Banco Master. Nomeado por Cláudio Castro, Antunes alterou regras de investimentos, permitindo aportes sem a melhor avaliação de risco. A defesa nega irregularidades, mas o STJ mantém a prisão devido a riscos de ocultação de patrimônio.
MANDATO tampão - A eleição suplementar no Rio enfrenta desafios como alta abstenção e "recall", com Eduardo Paes e Douglas Ruas como principais candidatos. Historicamente, essas eleições apresentam maior abstenção, como visto no Tocantins em 2018. O STF decidirá sobre o formato da eleição, enquanto candidatos buscam mobilizar eleitores e alianças políticas. O uso da máquina estatal pode ser crucial nessa disputa.
HUMORISTA no páreo - O comediante e comunicador André Marinho filiou-se ao partido Novo para entrar na disputa pelo governo no Rio de Janeiro em outubro. Como previsto pelo blog do colunista do GLOBO, Lauro Jardim, Marinho já acertou com a legenda o lançamento da candidatura. O comediante tem 31 anos e se apresentará como um nome antissistema, em oposição tanto ao ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) quanto ao deputado estadual Douglas Ruas (PL). O lema da campanha de Marinho será atrair eleitores insatisfeitos com a polarização política. Eduardo Paes conta com o apoio do presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT), enquanto Douglas Ruas é o nome da direita que recebeu a bênção da família Bolsonaro para a eleição. André é filho do suplente do senador Flávio Bolsonaro, o empresário Paulo Marinho.
0800 no STF I - O ministro do STF, Kassio Nunes Marques, viajou de Brasília a Maceió em avião particular da Prime You, empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, para uma festa de aniversário. A viagem foi custeada pela advogada Camilla Ewerton Ramos, que atua para o Banco Master, de Vorcaro. Outros ministros, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, também usaram aviões da Prime. A relação entre Nunes Marques e Vorcaro é investigada, com indícios de pagamentos ao escritório do filho do ministro.
0800 II - O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques já viajou diversas vezes no avião do advogado eleitoral Gustavo Severo, que atua no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Kassio assumirá o comando da corte neste ano. Severo defendeu o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro (PL) no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro, deixando o caso na reta final do julgamento, na fase de embargos. O ministro Kassio Nunes Marques participou do julgamento no TSE e votou pela absolvição do político. Além dele, só André Mendonça também foi a favor de Castro. O ex-governador perdeu o caso por 7 a 2 e se tornou inelegível.


