MANCHETES DOS JORNAIS DE SEGUNDA-FEIRA – 27/04/2026
RESUMO DE SEGUNDA-FEIRA – 27/04/2026
Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS DE SEGUNDA-FEIRA – 27/04/2026
FOLHA DE S.PAULO – Mulheres dizem sofrer mais do que os homens com situação financeira
O ESTADO DE S.PAULO – Alívio no curto prazo, Desenrola 2.0 pode estimular novas dívidas
O GLOBO – Atirador era crítico de Trump e tinha outras autoridades como alvo em jantar
Valor Econômico – Renda de família após gastos básicos e dívida alcança menor nível desde 2011
Correio Braziliense – Dino convoca Poderes políticos para a reforma do Judiciário
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia
SOFREM mais que eles - As brasileiras se dizem mais inseguras e desanimadas do que os homens em relação à situação financeira e também avaliam, em maior proporção, que as finanças pessoais afetam negativamente sua saúde. Boa parte dos brasileiros também mostra insatisfação com as finanças pessoais: 4 em cada 10 afirmam ter humor ruim ou péssimo em relação ao tema, sendo 44% entre as mulheres e 36% entre os homens. Enquanto isso, quase metade classifica a situação financeira pessoal e familiar como regular. Esse é o cenário mostrado por pesquisa Datafolha, que entrevistou 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 117 municípios do Brasil nos dias 8 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima e para baixo, dentro do nível de confiança de 95%.
INCENTIVO a novos papagaios - Com dívidas bancárias afetando quase metade da renda das famílias brasileiras, o governo finaliza um pacote de socorro a endividados para dar novo fôlego ao consumo e impedir uma desaceleração da economia. A cada mês, de forma nunca antes registrada pelo Banco Central, 29,3% da renda familiar é comprometida com pagamentos de juros e amortizações, informam Eduardo Laguna, Renata Pedini e Francisco Carlos de Assis. O endividamento recorde é agora uma das principais preocupações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição. Em seu terceiro mandato, ele fez pelo menos 13 pronunciamentos estimulando o consumo das famílias ou a tomada de crédito para fazer "a roda da economia girar". Mas o Desenrola 2.0, como está sendo chamado o conjunto de medidas discutidas pelo governo, já é alvo de críticas de especialistas, que veem risco de o pacote, num segundo momento, abrir espaço a novas dívidas.
APROVEITANDO o episódio - A investigação sobre o tiroteio no Hotel Hilton avançou detalhes sobre sua ação, desde a compra da arma até sua execução anteontem. Postagens nas redes sociais do suspeito com críticas a Trump reforçam a linha de motivação política para o caso, e a polícia também afirmou que outras autoridades presentes no evento também eram possíveis alvos do atirador. Trump recebeu ontem a solidariedade de vários líderes internacionais, desde aliados como Javier Milei, da Argentina, até outros com quem já teve atritos, como Pedro Sánchez, da Espanha, além do presidente Lula.
SÓ sobram trocados - As famílias brasileiras têm ficado com menos dinheiro no fim do mês para gastar com consumo que não seja de itens básicos. A renda disponível das famílias após gastos com itens essenciais, impostos e serviços da dívida está no nível mais baixo desde 2011, quando começa a série da Tendências Consultoria. Em fevereiro deste ano, a “sobra” da massa de renda ampliada das famílias depois de arcar com essas despesas era de 21%, segundo indicador da consultoria. No início de 2024, estava em 23,6%. Isso ajuda a explicar, segundo analistas, o desconforto do eleitorado com o cenário econômico e a piora na avaliação do governo federal, apesar do forte nível de emprego. O tema, inclusive, entrou no radar das campanhas presidenciáveis.
CONVOCAÇÃO aos políticos - Ministro Flávio Dino, do STF, afirmou que o artigo publicado por ele na edição de ontem do Correio — sobre o combate à corrupção no sistema de Justiça — é para “reflexão dos colegas profissionais do direito, e, especialmente, dos membros dos Poderes políticos, a quem — no caso — cabe deliberar”. No texto, o magistrado propõe, por exemplo, penas mais rigorosas para crimes cometidos por juízes, procuradores, advogados e demais servidores da Justiça. As ponderações ocorrem em meio à grave crise de credibilidade em que está mergulhado, notadamente, o STF.
NÓ judicial - A articulação para uma Nova Reforma do Judiciário em 2026 fundamenta-se na urgência de superar o esgotamento do modelo estabelecido pela última grande mudança constitucional na área, a Emenda Constitucional n° 45/2004. Decorridos 22 anos desse ciclo, o cenário atual é de paralisia processual e crises de integridade institucional. Conforme dados do Painel Justiça em Números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil encerrou o primeiro bimestre de 2026 com um estoque de impressionantes 75 milhões processos pendentes, sendo que, apenas nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, surgiram 5,6 milhões de novas ações. O principal gargalo do sistema reside nas execuções penais, que representam 31% do total de casos pendentes e 59% de todas as execuções no país. Esse setor apresenta uma taxa de congestionamento de 87,8% e uma tramitação média que ultrapassa os sete anos. Projeções indicam que a retirada desses processos do Judiciário reduziria o índice global de congestionamento de 70,5% para 64,7%. A morosidade também compromete a Justiça criminal e social: crimes contra a vida levam, em média, 3.705 dias — mais de 10 anos — para serem concluídos, enquanto processos de improbidade administrativa tramitam por 1.803 dias e casos de estupro de vulnerável demoram cerca de 617 dias até a decisão final.
PT foca eleições - O Partido dos Trabalhados res (PT) apresentou ontem, durante o 8º Congresso Nacional da sigla, um manifesto que orienta sua estratégia política para as eleições de 2026. O documento combina diagnóstico do cenário global, balanço do governo e diretrizes para o futuro, além da preocupação com o crescimento da extrema-direita no Brasil e no mundo. Esta edição do evento não contou com a presença de sua principal estrela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu orientação médica para repousar. Ele realizou dois procedimentos médicos na última sexta-feira e retornou a Brasília ontem à tarde. O documento, aprovado após três dias de encontro, organiza as propostas do PT em três eixos principais: fortalecimento do papel do Estado, crescimento econômico com distribuição de renda e transição produtiva e sustentável. A partir desses pilares, de fende a realização de reformas estruturais nas áreas política, tributária, tecnológica, administrativa e do Judiciário.
R$ 10 Bi para o agro - Em um gesto dirigido a um dos setores mais influen tes da economia brasileira e desafeto do governo Lu la, o vice-presidente Geraldo Alck min anunciou, ontem, a criação de uma linha de crédito de R$ 10 bi lhões para a compra de máquinas e implementos agrícolas. O anúncio foi feito durante a abertura da 31ª edição da Agrishow, principal fei ra de tecnologia agrícola da Amé rica Latina, realizada em Ribeirão Preto, interior paulista. Diante de uma plateia forma da por lideranças do agronegócio, Alckmin afirmou que os recursos devem estar disponíveis em breve e terão taxas de juros reduzidas. “A gente imagina que em três sema nas estará liberada, são R$ 10 bi lhões para financiar trator, imple mentos, colheitadeiras, enfim, toda a parte de máquinas agrícolas, pe la própria Finep”, declarou o vice--presidente e candidato à reeleição. A iniciativa surge em um mo mento de tensão entre o governo federal e o setor agropecuário, que tem intensificado críticas à políti ca econômica, especialmente no que se refere ao custo do crédito.
ZEMA diz que vai privatizar Petrobras e Banco do Brasil - Pré-candidato à Presidência da República, o ex–governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) prometeu aplicar um “plano implacável” privatista, caso seja eleito, anunciando até que vai vender a Petrobras e o Banco do Brasil, as duas principais estatais do país. Em vídeo divulgado no Instagram, Zema voltou a criticar os gastos públicos do governo Lula, afirmando que o centro do seu plano de governo é reduzir o Estado brasileiro e ampliar o espaço para a iniciativa privada.
LULA retoma agenda - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a Brasília ontem à tarde, após passar o fim de semana de repouso, recuperando-se de dois procedimentos médicos realizados na última sexta-feira, em São Paulo. Ele recebeu alta no mesmo dia, mas foi orientado a ficar em casa, retomando a agenda de compromissos hoje.
CÂMARA debate PL da Misoginia - O grupo de trabalho (GT) que vai analisar o chama do Projeto de Lei (PL) da Misoginia (nº 896/2023) será instalado nesta semana, na Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), por meio das redes sociais, na última sexta-feira. A proposta já foi aprovada no Senado Federal e chega à Casa Baixa após um mês. A coordenadora escolhida para liderar o colegiado foi a deputada Tabata Amaral (PS B-SP), que se pronunciou nas redes sociais e disse que recebeu o convite com honra e senso de urgência. “O que está em jogo é a resposta do Parlamento a uma violência que intimida e tenta calar mulheres todos os dias. Vou conduzir esse grupo de trabalho com responsabilidade, escuta e firmeza, para construir um texto sólido, dar segurança jurídica à pauta e levar essa resposta ao plenário com a rapidez que o tema exige”, afirmou a parlamentar.
HADDAD e os possíveis vices - Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, mencionou os ex-ministros Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França como potenciais vices para sua candidatura ao governo de São Paulo. Além deles, Marcelo Barbieri e Teresa Vendramini também são cogitados. Haddad destacou que há tempo para definir o vice e enfatizou a importância da reeleição de Lula, criticando Flavio Bolsonaro e a política da família Bolsonaro.
GOVERNADORES bolsonaristas escanteiam Flávio - Governadores bolsonaristas demonstram pouco engajamento nas redes sociais na pré-campanha de Flávio Bolsonaro à presidência. Segundo levantamento do GLOBO, postagens de apoio ao senador são raras, mesmo com a pressão de Carlos Bolsonaro. O único apoio significativo vem de Jorginho Mello, de Santa Catarina. Governadores como Tarcísio de Freitas e Celina Leão compartilham poucas ou nenhuma menção a Flávio.
Presidente IPG-Instituto João Goulart


