Sapo venenoso da região Amazônica, cujo veneno pode causar morte quase imediata ao simples toque
University of Maryland/Reuters
A arma do crime: veneno de sapo
Irineu Machado, do UOL
Cinco governos europeus (Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda) quebraram o silêncio diplomático neste sábado em Munique para confirmar uma conclusão forense macabra: Alexei Navalny, o mais proeminente líder da oposição russa e principal adversário político de Vladimir Putin na última década, foi morto com epibatidina, uma toxina letal encontrada na pele de sapos-dardo da América do Sul.
Navalny, que ganhou fama mundial expondo a corrupção do Kremlin e sobreviveu a um envenenamento por Novichok em 2020, morreu há dois anos na colônia penal "Lobo Polar".
A substância não existe naturalmente na Rússia. As potências aliadas declararam ser "altamente provável" que o Estado russo seja o responsável, pois apenas ele detinha "meios, motivo e oportunidade" para administrar o veneno na prisão.
Yulia Navalnaya, viúva do dissidente e agora líder do movimento no exílio, declarou em Munique: "Agora há provas: Putin matou Alexei com uma arma química". Moscou rechaçou a acusação.