MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 19/04/2026
RESUMO DE DOMINGO – 19/04/2026
Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 19/04/2026
FOLHA DE S.PAULO – 67% dos brasileiros afirmam ter dívidas financeiras, e 21%, contas em atraso, segundo Datafolha
O ESTADO DE S.PAULO – Renda comprometida e juro alto levam calote a nível recorde
O GLOBO – Em cenário de incerteza global, Brasil ganha espaço na rota do investimento
Correio Braziliense – 1.252 anos de cadeia
Valor Econômico – Não circula hoje
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia
PENDURADOS na brocha - Dois em cada três brasileiros (67%) dizem ter dívidas financeiras e um em cinco (21%) dizem estar com dívidas financeiras atrasadas, como empréstimos, segundo pesquisa Datafolha. O tema do endividamento entrou na campanha eleitoral deste ano, e o governo Lula tem feito uma série de anúncios de medidas sobre o assunto, incluindo um programa de renegociação de dívidas e saques extraordinários do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 117 municípios do Brasil nos dias 8 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima e para baixo. Entre quem pegou dinheiro emprestado de amigos e familiares, 41% estão devendo. A inadimplência no cartão de crédito parcelado foi citada por 29% de quem tem essa dívida, seguida por empréstimos em banco (26%) e carnês de lojas (25%). O levantamento investigou ainda a inadimplência em contas de consumo e serviços. Entre os ouvidos, 28% afirmam que estão em atraso com elas. Os tipos de contas em atraso mais citados são de telefone/celular/internet (12% dos inadimplentes), IPTU, IPVA e carnê-leão (12%), luz (11%) e água (9%). Já o índice de situação financeira revela que 27% vivem apertados e 18% em condições severas, somando 45%. Já os que se enquadram na categoria moderada representam 36% do total, e aqueles classificados como isentos ou leves somam 19%.
CALOTE recorde – O Brasil nunca teve tantos inadimplentes nem registrou dívidas tão elevadas. Reduzir a inadimplência de 81,7 de milhões de pessoas é a preocupação do governo em ano eleitoral.
PROJEÇÃO otimista - A crise geopolítica agravada pela guerra no Médio Oriente, amplia, além da Bolsa, o interesse de investidores estrangeiros por projetos de longo prazo no Brasil em áreas promissoras como o agro, minerais, infraestrutura e energia, apesar dos entraves como juros altos e fragilidade fiscal, apontam bancos e consultorias. Os riscos do país impõem descontos aos negócios.
SOMA espantosa - Depois de seis dias de julgamento e sob forte comoção, a Justiça condenou os cinco réus responsáveis pela maior chacina ocorrida no Distrito Federal a 1.252 anos de cadeia em regime fechado, por uma série de crimes, entre eles homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, extorsão mediante sequestro, ocultação de cadáver e associação criminosa. Familiares das 10 vítimas da barbárie receberam o resultado do julgamento, no Tribunal do Júri de Planaltina, com um misto de alívio pelas sentenças e revolta contra os envolvidos. Apontado como mentor da chacina, Gideon Batista foi condenado a 397 anos de prisão.
"NÃO há crise, mas, sim, perseguição" - O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirma que sofreu ameaças diretas de ministros do Supremo Tribunal Federal durante o andamento da comissão e atribuiu a derrota de seu relatório a uma articulação política dentro do Sena do. Em entrevista ao Correio, nega falhas técnicas no parecer, denuncia tentativa de perseguição institucional e sustenta que houve interferência do Judiciário nos trabalhos da CPI, rejeitando a existência de crise entre os Poderes.
MESSIAS amplia ofensiva - A pouco mais de uma semana da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o ex-advogado-geral da União, Jorge Messias, intensificou a ofensiva política para garantir apoio à sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Logo após a leitura do parecer favorável à sua escolha, o indicado passou a percorrer gabinetes e ampliar o diálogo com senadores, com foco especial em par lamentares da oposição, onde enfrenta maior resistência. O movimento ocorre em meio à dificuldade de mapear com precisão o placar da votação. Mesmo o relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), admite incertezas quanto ao apoio consolidado. Nos bastidores, a avaliação é de que o cenário permanece aberto, sobretudo porque tanto na CCJ quanto no plenário o voto é secreto, fator que, historicamente, permite dissidências e reconfigurações de última hora.
LULA defende fim da escala 6x1 - Após enviar ao Congresso um projeto de lei para reduzir a jorna da e acabar com escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6x1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender as mu danças. Ontem, ele discursou no Fórum Democracia Sempre, realizado em Barcelona, na Espanha. Segundo o presidente, os mais pobres também têm o direito de se beneficiar do aumento da produtividade no trabalho. “No Brasil, nós estamos discutindo o fim da jornada 6x1. Porque me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale para o rico. Para o pobre, não vale nada, ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa”, observou. Diante de outros líderes latino-americanos e de representantes europeus, Lula afirmou que é preciso garantir progresso social para que a democracia não caia em descrédito com a população.
VENTOS de mudança para o STF - Começa a surgir no Congresso um certo consenso sobre a necessidade de dar uma resposta em relação ao desgaste que recai sobre o Supremo Tribunal Federal. Já que o Poder Judiciário tem evitado o que se convencionou chamar de “autocontenção”, a ideia é estabelecer idade mínima para os novos ministros do STF, na casa dos 60 ou 65 anos. É que, nessa altura da vida, um jurista já teria sido testado e teria uma carreira mais sólida. O deputado Danilo Forte (PP-CE) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) estão convencidos de que o Supremo, sozinho, não criará um código de conduta, e querem uma atuação mais enfática no Congresso.
ASSUNTO não falta - A ideia é caminhar no sentido de uma regulamentação mais rígida, sob vários aspectos. Damares já tem uma PEC que elenca vários fatores. Danilo tem projetos, assim como outros parlamentares também. A ideia de alguns é juntar tudo e ver o que pode ser feito ainda este ano em vários aspectos. A idade mínima para ingressar na Suprema Corte é vista como a saída mais viável no curto prazo, assim como revisar e apertar uma legislação sobre o exercício da advocacia na Suprema Corte por filhos e esposas de ministros do STF.
PAULO Henrique e Daniel Vorcaro - Com o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa preso e tendendo a fazer uma delação, os investigadores terão condições de comparar tudo o que ele propuser com as informações que o ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro apresentará para se livrar da prisão. Se alguém mentir, a PF saberá.
QUITADO, mas... - O empréstimo de R$ 3,1 milhões a juros amigos que o senador Flávio Bolsonaro conseguiu no BRB para comprar uma mansão em Brasília volta à baila com a prisão de Paulo Henrique Costa, presidente à época em que o negócio foi fechado. O valor total foi quitado por Flávio em três anos, 27 anos antes do prazo. Mas as dúvidas sobre a concessão dos juros camaradas persistem. Vem mais discussão por aí.
EM apuração - Aliados do ex-deputado Alexandre Ramagem criaram uma espécie de frente parlamentar para descobrir qual grupo da Polícia Federal estava trabalhando com o ICE para que Ramagem fosse preso.
CONVERGÊNCIA - O governo desistiu de criar uma estatal para cuidar de terras raras, o que ajuda na construção de um acordo para votação da proposta em breve. Em vez da empresa, a ideia é fortalecer a Agência Nacional de Mineração. Os metais são importantes para fabricação de painéis solares, baterias e transição energética. Daí, a boa vontade para fechar logo uma regulamentação desse tema.
SÓ falta aprovar - O deputado Zé Silva (União-MG), oriundo de uma região extremamente rica em terras raras, promoveu cursos de profissionalização com os moradores do Vale do Jequitinhonha, no Nordeste de Minas Gerais. A intenção é dar oportunidade para os moradores, em vez de importar profissionais de fora.
INGREDIENTE que faltava - Há cerca de dois anos, o empresário Marcelo Pessoa vendeu uma ilha bem próxima à Baía de Todos os Santos para a empresa Prime You. Entre os sócios da Prime You estava, à época, Daniel Vorcaro. A ilha virou propriedade compartilhada entre famosos. A cota mínima era R$ 6 milhões. Faltava apenas uma ilha, no escândalo do Master, que coleciona garotas de programa europeias, festas nababescas, contratos milionários e que quase transformou o ex-presidente do BRB em dono de imobiliária de tantos imóveis que iria receber.
ALIÁS... - O fato de Paulo Henrique Costa negociar apartamentos antes de concluir toda a venda do Master ao BRB vem sendo chamado nas rodas de Brasília como “propina pré-datada”. O ex-presidente Fernando Collor, vale lembrar, caiu por causa de um Fiat Elba.
COM todos da direita - O coach Pablo Marçal (União Brasil) decidiu que apoiará todos os candidatos da direita na eleição. Nesta sexta-feira (17), ele fez uma gravação com o presidenciável Romeu Zema (Novo). Marçal já tinha declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), inclusive realizando agendas públicas com o filho do ex-presidente. Agora, diz que vai atuar para garantir votos aos outros candidatos para derrotar o presidente Lula.
Em trechos da gravação publicados nas redes, Zema simula uma "cadeirada" em Marçal. Em tom jocoso, os dois brincam numa referência ao episódio que ocorreu no debate para a prefeitura de São Paulo, em 2024, quando José Luiz Datena agrediu o coach com uma banqueta.
LULA e Alcolumbre se reaproximam - Na semana em que se agravou a tensão entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Legislativo, a relação entre o presidente Lula (PT) e o Congresso teve sinais de melhorias, principalmente com sinalizações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O parlamentar e o petista estavam afastados desde a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Lula enviou a mensagem que formaliza a escolha para o tribunal apenas no último dia 1º, mais de quatro meses após ter anunciado publicamente o nome de Messias, e havia receio de que Alcolumbre segurasse o processo por mais tempo. O presidente do Senado, no entanto, deu início à tramitação e marcou a sabatina para o próximo dia 28.
BASTIÃO ameaçado - O Nordeste, tradicional reduto eleitoral do PT, tornou-se foco de preocupação para a reeleição de Lula. Pesquisas apontam queda na aprovação do governo e redução da vantagem sobre Flávio Bolsonaro na região, em meio a divisões na base aliada e desvantagem nas disputas estaduais. Lula trabalha para manter popularidade, mas enfrenta rejeição crescente e desafios em palanques estaduais, como na Bahia e Ceará.
PRETERIDOS cobram Flávio Bolsonaro por ‘promessas’ - Aliados de Flávio Bolsonaro pressionam por promessas não cumpridas de Jair Bolsonaro em acordos políticos para o Senado. O impasse afeta candidaturas essenciais para a oposição na próxima legislatura. Em São Paulo, desentendimentos com evangélicos destacam a tensão, enquanto em Roraima e Mato Grosso do Sul disputas internas agravam a situação. Flávio tenta equilibrar os interesses, mas enfrenta desafios em vários estados.
FORA da chapa - Gilberto Kassab, presidente do PSD, não participará ativamente da campanha de reeleição do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo. Após Felício Ramuth deixar o PSD, Kassab perdeu espaço na chapa e não se engajará na eleição. A ausência de Kassab pode impactar o apoio de prefeitos paulistas do PSD, mas aliados de Tarcísio minimizam a falta. Há rumores de uma possível aliança entre Kassab e Fernando Haddad, mas Kassab reafirma seu apoio a Tarcísio.
SENADORES da oposição tentam anular derrota - Senadores oposicionistas Eduardo Girão, Magno Malta e Marcos do Val recorreram contra a rejeição do relatório de Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado, que solicitava o indiciamento de ministros do STF e do PGR. A votação, que terminou em 6 a 4 contra o relatório, foi alvo de críticas devido à substituição estratégica de senadores, gerando controvérsia quanto à legitimidade do processo.
TRISTE, Rio - Douglas Ruas, eleito presidente da Alerj, articula estratégias para assumir o governo do Rio após a condenação de Cláudio Castro pelo TSE. Ruas, do PL, busca diálogo com o Judiciário e planeja protocolar petição no STF para acelerar sua posse, enquanto o tribunal decide sobre o mandato-tampão. A eleição de Ruas enfrentou boicote de aliados de Paes, e o PDT busca anular o pleito no STF, alegando necessidade de voto secreto.
Presidente IPG-Instituto João Goulart


