MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 17/05/2026
Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 17/05/2026
FOLHA DE S.PAULO – Guerra afeta economia iraniana, e Teerã diz suportar pressão dos EUA
Correio Braziliense – Relação entre Flávio e Vorcaro preocupa direita
O GLOBO – Novas omissões, 'concorrência' e prisão do pai pressionam delação de Vorcaro
O ESTADO DE S.PAULO – Banida em diversos países, bet é autorizada a operar no Brasil
Valor Econômico – Não circula hoje
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia
IRÃ exclusivo - Nas ruas de Teerã, é difícil achar sinais da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã. As autoridades limparam os destroços da maioria dos locais bombardeados no início do conflito. As ruas e os cafés estão cheios. Mas os efeitos econômicos do conflito, principalmente a inflação dos alimentos, estão bem presentes. Com o bloqueio americano no estreito de Hormuz, muitas mercadorias não chegam ao país ou precisam ser transportadas por rotas terrestres alternativas, por Turquia e Azerbaijão, e pelo mar Cáspio, encarecendo o frete. Segundo dados do banco central iraniano, a inflação geral está em 73,5% enquanto os preços de alimentos e bebidas subiram 115%. "A gente costumava jogar fora os ossos, mas agora um monte de gente vem comprar", diz um dono de aougue em Teerã. Mas integrantes do governo e analistas alinhados a ele ouvidos pela Folha afirmam que o Irã consegue aguentar mais três ou quatro meses da guerra econômica de Washington e Tel Aviv. Para isso, aumentaram em 60% o salário-mínimo do país, que foi de 103 milhões de riais por mês (pouco mais de R$ 390) para 166 milhões de riais (R$ 630).
PEDIDO temerário - A divulgação de uma conversa em que o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro pede dinheiro e chama o banqueiro Daniel Vorcaro de “irmão” acende o sinal de alerta entre aliados e o mercado financeiro. Em evento em Sorocaba (SP), Flávio tentou minimizar o desgaste e apontou críticas para Lula, ao relacionar o presidente ao diabo. No mesmo discurso, chamou Tarcísio de Freitas de “amigo”. O governador de São Paulo não participou do evento porque, segundo ele, estava gripado. Mesmo pessimistas, fontes do mercado financeiro esperam os resultados das próximas pesquisas para avaliar melhor o desempenho de Flávio. Aliados do bolsonarista defendem a indicação de uma mulher como vice na chapa do pré-candidato.
DELAÇÃO difícil - A revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro chegou à pré-campanha do candidato presidencial do PL e também teve efeito nas negociações para a delação premiada do dono do Master. Após os pagamentos a Ciro Nogueira, o caso com Flávio foi outro episódio que expôs omissões na primeira proposta de denúncia feita por Vorcaro, o que torna o acordo mais difícil. Além da necessidade de ir além das evidências que a polícia obterá sobre o conteúdo dos celulares apreendidos, o banqueiro vê "concorrentes" acelerando suas negociações. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique, deve finalizar seu acordo de confidencialidade esta semana, a primeira etapa do acordo.
FUNDO compra casa em cidade no Texas onde mora Eduardo - Um fundo ligado às empresas do advogado Paulo Calixto, responsável técnico pela imigração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro para os Estados Unidos, e gerido pelo ex-secretário nacional de Cultura André Porciúncula - um aliado de longa data da família Bolsonaro - comprou uma casa em fevereiro deste ano na cidade de Arlington (Texas). O município é o mesmo em que Eduardo vive. A transação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão em consulta a registros de imóveis no Texas e a dados compilados por imobiliárias locais. O responsável pela compra da casa em Arlington foi o fundo Mercury Legacy Trust, que aparece como um dos membros de uma empresa de gestão de capital pertencente a Calixto: a Calixsan Capital Management. Procurado por meio de mensagem, Eduardo não respondeu até a publicação deste texto. Paulo Calixto foi contatado por meio de formulário eletrônico do seu escritório e não retornou. André Porciuncula afirmou que a questão “não tem nada a ver com Eduardo, fundo ou qualquer coisa relacionada ao filme (’Dark Horse’)”. “Eduardo nunca morou ou usou essa casa. Calixto foi apenas o advogado que montou a estrutura jurídica”, afirmou o ex-secretário de Bolsonaro.
EFEITO Michelle - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ser tratada nos bastidores da direita como um possível plano B para a corrida presidencial de 2026 após o desgaste provocado pela crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Aliados do parlamentar admitem preocupação com os impactos políticos das investigações e já discutem reservadamente cenários alternativos caso a situação do senador se agrave nos próximos meses. Após o vazamento dos áudios, aliados de Flávio Bolsonaro passaram a avaliar reservadamente que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro poderia surgir como alternativa caso a situação política do senador “comece a azedar mais” até o período das convenções partidárias. Integrantes do entorno bolsonarista também passaram a defender que a “chapa perfeita” para 2026 teria sido formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao lado de Michelle Bolsonaro.
HACKER de Vorcaro é preso - Foragido da 6ª fase da Operação Compliance Zero, Victor Lima Sedlmaier foi preso, ontem, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, pela Polícia Federal (PF). Ele é suspeito de integrar um coletivo de hackers chamado “Os Meninos”. Ele estava foragido desde quinta-feira, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do Caso Master, emitiu nova decisão. O grupo é, como aponta o pedido de prisão preventiva, “especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal” e teria trabalhado em prol do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O líder do grupo, David Henrique Alves, segue foragido. Victor foi preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos. “A PF acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades dos Emirados Árabes Unidos. A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investiga do no país e sua imediata deportação ao Brasil”, disse a corporação, em nota.
ENXUGANDO gelo - O especialista em contas públicas Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da ARX Investimentos, também faz alerta sobre os riscos fiscais crescentes após novo pacote de subsídios sobre combustíveis anunciado pelo governo federal na semana passada. Para ele, isso não vai ajudar a resolver o problema da questão das pressões inflacionárias. “Subsídios e subvenções não estão funcionando, é enxugar gelo. Os preços seguem subindo. Não resolvem”, disse.
IMPACTO dos subsídios - Conforme estimativas da Warren Investimentos, a retirada da taxa das blusinhas e nova subvenção no preço da gasolina têm impacto fiscal de R$ 1,2 bilhão e de R$ 4,3 bilhões, respectivamente, ambos para vigência em parte dos meses de 2026. Com essa nova providência, a entidade projeta um custo de R$ 35,14 bilhões do conjunto de medidas destinadas a conter os efeitos da alta do barril de petróleo sobre os preços internos dos combustíveis. O custo líquido é calculado em R$ 15,86 bilhões, “deduzidos os R$ 19,28 bilhões que estimamos para as medidas que elevam a tributação, notadamente a introdução de alíquota sobre a exportação de petróleo”.
CUIDADO com os números - De acordo com o relator da revisão do teto do Microempreendedor Individual (MEI), Jorge Goetten (Republicanos-SC), os cálculos da Receita Federal sobre a renúncia fiscal, caso o projeto seja aprovado, estão errados. A Receita estima a perda de R$ 65 bilhões, enquanto os técnicos da Comissão Especial calculam algo em torno de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões. E para Goetten, se o Executivo conseguiu R$ 15 bilhões para o Desenrola 2.0, poderia conseguir o valor estimado para os MEI.
SÓ tem um probleminha... - O relator espera aprovar o texto ainda este ano, gostaria de votar em junho, mas existe a possibilidade de ser apreciado somente em novembro, após as eleições. Contudo, o prazo para que os MEI possam aderir ao Simples Nacional acaba em setembro, então, mesmo que se vote em novembro, quem seria beneficiado não poderá ingressar no sistema por não ter previsibilidade do que vai acontecer.
PT define nomes no DF - O diretório do PT no Distrito Federal escolheu, na última sexta-feira, a nominata de pré-candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. Serão eles: o ex-governador do DF Agnelo Queiroz, a ex-reitora da Universidade de Brasília (UnB) Márcia Abrahão, o ex-secretário do Ministério da Justiça Marivaldo Pereira, o ex-deputado Roberto Policarpo, ex-diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) Rosilene Corrêa, a drag queen e militante do MST Ruth Venceremos e a ex-diretora dos Direitos dos Animais do Ministério do Meio Ambiente Vanessa Bicho Negrini. O advogado Marivaldo foi candidato ao Senado em 2018, alcançando mais de 83 mil votos e é uma das apostas petistas para a Casa.
POSSE no TCU - O deputado federal Odair Cunha (PT-MG) toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), na próxima quarta-feira (20), a partir das 14h30. O novo integrante da Corte de Contas assume a vaga aberta em razão da aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. A solenidade será transmitida pelo canal do TCU no YouTube e contará com a presença do presidente Lula.
NO comando na Anbima - A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) tem um novo presidente, o administrador Roberto Paris. Graduado pela Universidade Paulista (Unip) e com MBA em Finanças pelo Insper, o executivo tomará posse, nesta segunda-feira (18), na renomada Casa Fasano, em São Paulo. A cerimônia terá, na abertura, o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly. Diretor executivo do Banco Bradesco desde 2019, Paris acumula mais de 38 anos no mercado financeiro, período integralmente dedicado ao grupo Bradesco, onde ingressou em 1987.
Reformas estruturais na saída para 2027 - Enquanto a corrida eleitoral para as eleições presidenciais deste ano parece dar sinais de que vai ter tiro, porrada e bomba, investidores estrangeiros estão mesmo de olho no que o vencedor das urnas pretende fazer para resolver os problemas fiscais do Brasil a partir de 2027, quando a dívida pública bruta pode encostar em 100% do Produto Interno Bruto (PIB) pelas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). O discurso de campanha dos pré-candidatos certamente evitará esse assunto espinhoso, o que não vai evitar um “estelionato eleitoral” após a posse, porque as reformas estruturais serão inevitáveis no início do próximo ano, de acordo com os fundos. Um economista de um grande banco brasileiro conta que conversou com vários representantes de fundos norte-americanos nos últimos dias e contou que eles estão acompanhando o Brasil nos detalhes e conhecem tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que seguem empatados tecnicamente nas pesquisas recentes. “Sinto que eles não veem muita diferença nos cenários econômicos entre ambos os candidatos, e a principal preocupação desses fundos é com as reformas. Acham que quem vencer vai ter que fazer, e não vai ter saída”, afirma o economista.
CORRIDA de políticos - Em comemoração pelos dois séculos de existência da Câmara Federal dos Deputados, será realizada, na manhã de hoje, uma corrida com a participação de nomes conhecidos da política brasileira e distrital. Entre as autoridades confirmadas, destacam-se a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira. A largada da corrida será a partir das 6h55 na Esplanada dos Ministérios, na altura do Ministério da Saúde. O percurso vai passar em frente à rampa do Congresso, ao lado do prédio principal da Câmara, e pelos principais monumentos da cidade. A arena da corrida estará aberta a partir das 5h30, com espaço para guarda-volumes.
DC oficializa Joaquim Barbosa como presidenciável - Mesmo em meio à insatisfação de parte da legenda, o Democracia Cristã (DC) oficializou o nome do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, como pré-candidato à Presidência da República. Com isso, consolidou o racha no partido. O nome dele é lançado sob os lemas da ética e da reforma do judiciário. Como o Painel antecipou, a cúpula do DC já estudava anunciá-lo mesmo tendo o nome do ex-ministro Aldo Rebelo como pré-candidato desde o início do ano. Aldo, no entanto, não decolou nas pesquisas. Em nota assinada pelo presidente do DC, João Caldas (AL), neste sábado (16), o partido deu recados à ala que ainda defendia o nome do ex-ministro. "O momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais", disse a legenda. Antes disso, porém, a intenção de lançar o nome de Barbosa já havia provocado um racha no partido. Ao Painel, o presidente do diretório de São Paulo, o ex-deputado Cândido Vaccarezza tinha dito que Barbosa é "inapoiável" e que trabalharia contra a candidatura dele ao Palácio do Planalto.
VAQUINHA eleitoral - A arrecadação por vaquinha para pré-candidatos às eleições deste ano começou nesta sexta-feira (15) e, após um dia de lançamento, já contabilizou mais de R$ 400 mil doados aos políticos. O recordista das primeiras 24 horas foi o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), que tenta uma vaga ao Senado. Neste período, angariou mais de R$ 81 mil. No sábado, foi ultrapassado pelo presidenciável Renan Santos (Missão-SP) que bateu os mais de R$ 100 mil arrecadados. Renan cresceu entre os jovens, preocupa o Palácio do Planalto e já foi citado como plano B ao nome de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os nomes do partido Missão, criado há cerca de seis meses, são os que mais arrecadaram até agora. A legenda é do MBL (Movimento Brasil Livre). Na lista, aparecem Ana Hering (SP), Victor Antoun (RJ) e Kim Kataguiri (SP) - todos pré-candidatos a deputado federal.
LULA empata com Flávio antes de caso 'Dark Horse' - O presidente Lula (PT) seguia empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na simulação de segundo turno das eleições presidenciais até a divulgação de conversas entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mostra pesquisa Datafolha. O levantamento foi realizado na terça (12) e na quarta-feira (13). A maioria das entrevistas foi feita antes da revelação, pelo site Intercept Brasil, das conversas entre o filho de Jair Bolsonaro (PL) e o então dono do Banco Master. Com três anos e quatro meses de governo, 39% dos entrevistados pelo Datafolha avaliam que o presidente Lula (PT) está fazendo um trabalho ruim ou péssimo, enquanto 30% consideram a gestão boa ou ótima, e 29% a classificam como regular. O quadro é de estabilidade em relação à rodada anterior. Em abril, eram 40% que caracterizam o governo de forma negativa, ao passo que 29% entendiam que o trabalho era positivo, e 29% acreditavam que o balanço era regular. Não haviam opinado 2%.
ALIADOS de Lula atuam para reaproximá-lo de Moraes - Aliados de Lula trabalham para reaproximá-lo de Alexandre de Moraes após tensões envolvendo a sabatina de Jorge Messias e o caso Master. Apesar das suspeitas de que Moraes teria influenciado a rejeição de Messias ao STF, a ruptura não é vista como vantajosa, dado o histórico de colaboração entre Lula e o ministro. Moraes nega articulação contra Messias e busca esclarecer mal-entendidos com o presidente e seu círculo político.
PL acumula baques no Rio - O PL enfrenta dificuldades no Rio, reduto bolsonarista, com planos de sucessão frustrados e investigações prejudicando a imagem do partido. A tentativa de colocar Douglas Ruas como governador interino falhou, enquanto o ex-governador Cláudio Castro enfrenta problemas legais. A imagem de Flávio Bolsonaro também sofre abalo, afetando o cenário eleitoral e a estratégia do partido na região.
SONHO não acabou - Quem conversou com Jorge Messias nas últimas semanas estava convencido de que o chefe da AGU ainda tem esperança de ser indicado novamente por Lula para a STF, mesmo após ser rejeitado pelo Senado. De férias até o dia 25, o Messias respondeu que "Deus vai prover" quando perguntado sobre seu futuro. Na posse de Kassio Nunes Marques como presidente da TSE, na verdade, ele foi aplaudido por 30 segundos ao receber uma saudação "especial" do presidente da OAB, Beto Simonetti. Aliás, Lula até agora não comentou publicamente sobre a rejeição do Messias.
APOSTA eleitoral - O fim da escala 6x1 tornou-se a principal bandeira do governo Lula no Congresso neste ano eleitoral, a ponto de a Secom, de Sidônio Palmeira, investir fortemente em uma campanha publicitária sobre a proposta. Beleza. A aposta, no entanto, é considerada arriscada pelos aliados. O medo é que a grande expectativa em torno da medida acabe gerando frustração, como aconteceu no caso da isenção de imposto de renda. Isso se a mudança, se aprovada pelo Congresso, não causar demissões, que podem acabar caindo na conta de Lula.
COMPLEMENTO DO RESUMO DESTE DOMINGO 17/05
O ESTADO DE S.PAULO – Banida em diversos países, bet é autorizada a operar no Brasil
Banido em vários países, o site 1xBet conseguiu autorização do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para funcionar enquanto atuava ilegalmente no Brasil, indicam processos judiciais. A outorga foi liberada pelo Ministério da Fazenda em julho e a bet, de origem russa, ainda responde na Justiça por bloquear prêmios de apostadores durante o período de ilegalidade no Brasil. As bets que conseguiram o aval do governo estavam liberadas pela legislação para explorar o mercado de apostas regular a partir de 1º de janeiro de 2025. Sem obter a autorização nas primeiras levas de outorgas por inadequações no requerimento, a 1xBet manteve-se em funcionamento mesmo assim, arrecadando dinheiro de brasileiros de forma clandestina. Procurado, o Ministério da Fazenda afirmou que a operadora da marca no Brasil foi autorizada depois de apresentar documentos que “permitiram avaliar sua estrutura societária até o nível de beneficiário final”, mas destacou que autorizações podem ser revistas “caso surjam fatos novos que descumpram as regulamentações impostas”. A 1xBet disse que a operação da marca no Brasil é independente e segue os mais rígidos padrões globais de compliance, jogo responsável e governança corporativa. Também alegou que atua em conformidade com a legislação brasileira e de acordo com a autorização obtida na Fazenda.
Presidente IPG-Instituto João Goulart


