Samara, única pré-candidata mulher e negra à Presidência, defende aumento de 100% do salário mínimo

Samara, única pré-candidata mulher e negra à Presidência, defende aumento de 100% do salário mínimo

Samara, única pré-candidata mulher e negra à Presidência, defende aumento de 100% do salário mínimo

Aumento de 100% do salário-mínimo e confisco de bens de todos os corruptos, a entrada de Samara Martins na disputa presidencial de 2026 trouxe ao centro do debate uma propostas populares que a fizeram subir nas pesquisas. A pré-candidata da Unidade Popular (UP) defende que o piso nacional passe para R$ 3.242, valor equivalente ao dobro do atual.

A proposta integra o programa político do partido e busca ampliar o poder de compra da população trabalhadora. A Unidade Popular afirma que o valor vigente não garante o acesso a direitos básicos previstos na Constituição, como alimentação, moradia e serviços essenciais .

Atualmente, o reajuste do salário mínimo segue regras vinculadas ao arcabouço fiscal, que limitam o crescimento das despesas públicas. Esse modelo restringe aumentos mais elevados, o que tem sido alvo de críticas por parte de movimentos sociais e setores ligados ao trabalho.

O valor de R$ 3.242 não foi tirado do nada, como bem lembra o economista David Decacche, caso o salário mínimo mantivesse o ritmo de crescimento do governo Lula 2 após 2010, hoje estaria em R$3.121,68. Porém não houve aumento real nos governos Temer e Bolsonaro, e apesar de haver crescimento nos governos Lula, agora é limitado e atrelado ao Novo Teto de Gastos.

Essa não seria a primeira vez que teria um aumento de 100% no salário mínimo, João Goulart enquanto ministro da fazenda de Getúlio Vargas realizou tal feito em 1º de maio de 1954, o que mais tarde o tornaria o primeiro presidente de esquerda do Brasil.

Aumento de 100% do salário-mínimo e confisco de bens de todos os corruptos, as propostas de Samara Martins agitam a política – Foto: Reprodução/UP.

A pré-candidatura de Samara foi aprovada pelo diretório nacional do partido e integra a preparação para as eleições de outubro de 2026. Até o momento, ela é a única mulher e negra a se apresentar como pré-candidata à Presidência. Além da pauta salarial, a dirigente também defende mudanças estruturais em áreas como segurança pública.

Levantamentos recentes passaram a incluir o nome da pré-candidata, que aparece com baixa intenção de voto, mas com crescimento em determinados segmentos, como mulheres e jovens. O avanço ocorre em meio à mobilização de pautas ligadas à classe trabalhadora.

O debate sobre o salário mínimo deve ganhar destaque ao longo da campanha, com diferentes propostas sobre distribuição de renda e política econômica.