MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 28/06/2026 

  MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 28/06/2026 

                                                                                                                                                              Edição de Chico Bruno     

 

  MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 28/06/2026                                         

                O GLOBO – Pragmatismo na urna             

 

                     FOLHA DE S.PAULO – Uso de IA no trabalho cresce, e medo de perder o emprego cai, diz Datafolha        

 

                                                                                        

O ESTADO DE S.PAULO – Países tratam jogatina das bets como problema de saúde pública     

 

   Valor Econômico – Não circula hoje        

 

        Correio Braziliense – Busca dramática por vítimas na Venezuela             

 

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia 

 

NÃO polarizados - A pesquisa Genial/Quaest revela que 27% dos eleitores brasileiros não se identificam com os polos políticos de Lula ou Flávio Bolsonaro, sendo mais comuns entre os mais pobres e independentes. Esses eleitores, voláteis e guiados por pautas concretas como economia e emprego, são disputados pelos candidatos. Embora atualmente favoreçam Lula, sua decisão está sujeita a mudanças conforme a conjuntura econômica e política. 

 

MAIS coragem - À medida que os brasileiros aumentaram a familiaridade com chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude, o medo de que as máquinas substituam seus empregos recuou em um ano, segundo pesquisa Datafolha feita em junho. 

 

Entre os entrevistados que já ouviram falar em inteligência artificial, 48% afirmam ter muito ou um pouco de medo de que a profissão seja substituída pela IA. Há um ano, esse índice era de 56%. Enquanto isso, a parcela dos que não têm nenhum medo de substituição subiu de 41% para 49%. Ao mesmo tempo, entre as pessoas que já ouviram falar sobre IA, a parcela que já usou a tecnologia para o trabalho avançou de 17% para 24%. Também é corrente o uso da tecnologia em pesquisas na internet (25%), estudos (17%) e na criação de vídeos e imagens (4%). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A impressão da população sobre os impactos da tecnologia no mundo do trabalho vai na contramão do que pensam alguns dos maiores empresários do setor. Para economistas ouvidos pela Folha, o recuo no medo de substituição pela tecnologia tem mais a ver com um rebote do catastrofismo inicial com a IA do que com o cenário real, em que os primeiros trabalhadores começam a ser trocados por robôs. 

 

DANOS das bets - Durante a Copa do Mundo, o Ministério da Justiça do Brasil iniciou um monitoramento das publicidades de apostas devido ao aumento de anúncios. Países como Austrália, Reino Unido e Noruega adotaram medidas rigorosas para mitigar os danos das apostas, tratando-as como questão de saúde pública. A Austrália implementou restrições ao crédito e publicidade, enquanto a Noruega mantém um monopólio estatal. No Reino Unido, clubes de futebol removerão marcas de apostas das camisas. Especialistas destacam a necessidade de equilibrar a atividade econômica com os impactos sociais. 

 

TRAGÉDIA venezuelana - Quando pegou o filho, Juan David, nos braços, Gerson Trujillo chorou. A criança ficou 32 horas sob os escombros e foi internada com desidratação, mas sem ferimentos. O caso trouxe esperança aos venezuelanos um dia após as Nações Unidas estimarem em 50 mil os desaparecidos depois dos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter. Parentes e amigos de soterrados denunciam lentidão na remoção dos destroços. Em entrevista ao Correio, Tom Fletcher, chefe de ajuda humanitária da ONU, avisou: “Cada minuto conta”. Familiares dos dois brasileiros vitimados pela catástrofe revelam a dor da perda. Até o fechamento desta edição, autoridades confirmavam 1.430 mortos. 

 

BRIGA pela herança política - O vídeo de Michelle Bolsonaro, na quarta-feira, no qual relata ter sido desrespeitada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não expõe somente a relação tempestuosa que ela tem com os filhos do ex-presidente, mas, sobretudo, que o clã vive hoje uma disputa pela herança política.  Passado o impacto da lavagem de roupa suja em público, a avaliação que importantes vozes do bolsonarismo fazem é de que, agora, está explícito o tamanho de Michelle no PL e no campo da extrema-direita. Muitos já sabiam que, como presidente do PL Mulher, ela tinha aumentado muito o cacife nas decisões do partido e na influência junto ao presidente da legenda, Valdemar Costa Neto. O que não tinham ideia — e o vídeo serviu para dar a verdadeira dimensão — é de que ela tornou-se um personagem de peso e com uma grande, porém discreta, capacidade de articulação. Aliados do clã afirmaram, em conversas reservadas com o Correio, que o apoio de Michelle à postulação presidencial de Flávio é considerado “algo distante”. Isso não chega a ser surpreendente, pois das vezes que foi indagada por jornalistas sobre quando mergulharia na candidatura do enteado, esquivou-se respondendo que a principal preocupação dela era cuidar do bem-estar do marido na prisão domiciliar. Mas, depois do vídeo, o afastamento entre eles tornou-se um problema difícil de superar. 

 

‘IGNORA o que é o Ceará’ - Em um vídeo de 12 minutos postado ontem nas redes sociais, o deputado estadual do Ceará Alcides Fernandes (PL), um dos pivôs do embate político entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lançou críticas contra a ex-primeira-dama. Pré-candidato ao Senado, afirmou que o apoio do partido à candidatura de Ciro Gomes tem o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro desde 2025. Ele rebateu as declarações de Michelle no vídeo publicado por ela na quarta-feira, em que afirmou que o PL estaria traindo seus próprios princípios ao não apoiar a vereadora Priscila Costa a uma vaga ao Senado pelo estado. Alcides é o candidato de Flávio e de outros membros do partido no Ceará. No vídeo, ao lado do filho, o deputado federal André Fernandes (PL), Alcides afirmou que Michelle não entende a política partidária no estado e demonstra “uma completa ignorância a respeito do que é o Ceará, da sua complexidade e da sua atual situação”. Ele negou que suas intenções envolvem um projeto pessoal de poder. 

 

DEFESA nega falta grave - A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro refutou, ontem, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, a alegação de que a identificação de uma arma em nome do cliente seja “falta grave” e pediu que ele seja mantido em prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, abriu prazo para que as partes envolvidas no caso se manifestem sobre a situação do político. A Procuradoria-Geral da República pediu que o magistrado aguarde a conclusão de um inquérito que corre na Polícia Civil do Distrito Federal. A arma foi apreendida com um segurança do Gabinete de Segurança Institucional, em Taguatinga, durante uma blitz da Polícia Militar. O chefe da PGR, Paulo Gonet, afirmou que a investigação “não indica, neste momento processual, a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido”. 

 

CENÁRIO adverso para Lula - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Assunção, no Paraguai, para participar de reuniões da cúpula do Mercosul em um cenário politicamente adverso. Entre os integrantes do bloco e seus Estados associados, somente o Brasil e o Uruguai têm governos considerados do campo progressista. Por sinal, a presidência do bloco será transferida do direitista Santiago Peña, presidente do Paraguai, para o esquerdista Yamandú Orsi, chefe do Executivo uruguaio. A expectativa da delegação brasileira é sobre os próximos passos dos governos de Keiko Fujimori, no Peru, e de Abelardo de la Espriella, na Colômbia. E não apenas porque pretendem manter estreita relação com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, mas porque ainda não se manifestaram sobre a associação dos dois países com o Mercosul.  

 

PENDURICALHOS: STF forma maioria - O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, ontem, para liberar o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público. Com o voto do ministro Luiz Fux, feito durante julgamento virtual, o placar está 6 x 0. Já votaram Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino, que propuseram que o pagamento das indenizações respeite um limite de 35% do teto do funcionalismo público. Em seu voto, Fux, entretanto, defendeu que não deve haver teto para o pagamento de direitos já adquiridos, como férias e licenças não aproveitadas, argumentando que a reparação deve ser integral. Quatro ministros ainda precisam votar: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça. O julgamento se encerra no dia 30. 

 

SOBERANIA em um mundo cada vez mais armado - Ao entregar a terceira de um conjunto de quatro fragatas em Santa Catarina na última sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou de um tema diretamente ligado à soberania: o aumento dos gastos militares. O chefe do Executivo afirmou que pretende incluir no programa de governo diretrizes para a defesa nacional. No entender de Lula, o mundo está em plena corrida armamentista, e o Brasil não pode ficar para trás. “Eu não quero guerra, mas não quero ser pego de surpresa”, disse. Os números confirmam o ponto de vista do presidente e comandante-em-chefe das Forças Armadas. Em 2025, o Brasil aumentou em 13% os gastos militares em relação a 2024. Foram R$ 119,6 bilhões, o equivalente a R$ 24 bilhões. O país segue uma tendência mundial. Há 11 anos consecutivos, as nações têm ampliado o orçamento militar, em uma realidade marcada por conflitos e pela crise do multilateralismo. Enquanto a oposição busca convencer o eleitorado de que a “soberania” nacional está jogo por causa do crime organizado, o governo pretende fazer o que todos os governos têm feito: fortalecer seu aparato militar para ameaças externas. Trata-se de uma visão de Estado da missão das Forças Armadas, muito distinta do viés golpista que marcou o governo Bolsonaro.  

 

AMÉRICA Latina unida - Países latino-americanos criarão um comitê internacional para discutir e revisar os marcos regulatórios da mineração no continente. A proposta foi apresentada durante o 27º Congresso Mundial de Mineração (WMC 2026), realizado na semana passada no Peru. A iniciativa é da Associação Brasileira de Municípios Mineradores (AMIG Brasil), que representou o país no evento.  

 

PAPEL essencial - Um ponto central é a criação de cadeias de valor resilientes, sustentáveis e competitivas em minerais críticos na América Latina. Há um consenso de que o continente tem um papel essencial no fornecimento de recursos estratégicos para a economia de baixo carbono.  

 

IMPOSTO recorde - Referência no debate tributário, o Impostômetro, painel instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), registrou, ontem, a marca de R$ 2 trilhões. É a primeira vez que se alcança essa cifra no primeiro semestre do ano desde que o indicador foi lançado, em 2005. O valor corresponde ao total de impostos, taxas e contribuições pagos à União, aos estados e aos municípios, incluindo multas, juros e correção monetária.  

 

CHEGOU antes - A marca de R$ 2 trilhões foi alcançada seis dias antes, na comparação com o ano passado. Em 2024, a barreira trilionária foi rompida em 3 de julho. Na avaliação de especialistas, o resultado decorre do aumento de arrecadação, além da atividade econômica, da inflação e de mudanças tributárias.  

 

APAGÃO de dados - Entidades ligadas à defesa do consumidor denunciam a falta de acesso aos indicadores da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre a efetividade dos serviços de atendimento no país. Os números deveriam estar disponíveis desde 2022, mas seguem sem divulgação. Representantes afirmam que o apagão informativo representa uma fragilidade na fiscalização de fornecedores e no acompanhamento regulatório pelas empresas. 

 

É SÓ padronizar - De acordo com fontes ouvidas, não há razão tecnológica para justificar a lacuna, pois os próprios setores econômicos consolidam os dados setoriais. Alegam que a Senacon precisaria apenas uniformizar os números e aplicar indicadores capazes de medir, de forma padronizada, a qualidade dos serviços prestados e os resultados alcançados. 

 

PELO reconhecimento - Segundo as entidades, a divulgação sobre os serviços de atendimento mostraria que os métodos consensuais entre consumidores e empresas funcionam tão bem quanto os da plataforma Consumidor.gov e de ferramentas semelhantes das agências reguladoras. A coluna entrou em contato com a Senacon, mas não obteve resposta até a publicação desta edição.  

 

BOCA fechada - Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto não pretende dizer uma palavra sobre a crise entre Michelle Bolsonaro e o enteado presidenciável. “Bolsonaro me proibiu de falar”, disse o dirigente partidário, ontem, a repórteres, em Goiânia. “Só vou dar entrevista a partir de terça-feira, quando eu fizer reunião com ela”, acrescentou.  

 

PATRIOTAS? - Kleber Mendonça Filho, diretor do premiado O Agente Secreto, está indignado com as ações do clã Bolsonaro com o governo de Donald Trump. “Nunca houve grupo político brasileiro tão abertamente contra o próprio Brasil, tão #EstatuaDaLiberdadeNaBarraDaTijuca, tão cretino, desonesto e burro como o bolsonarismo”, escreveu nas redes sociais. 

 

GAZETEIRO - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado neste ano, de acordo com levantamento da Folha nos registros da Casa. O pré-candidato à Presidência é o quinto parlamentar, empatado com outros quatro, que mais deixou de registrar seu voto nas 49 matérias analisadas até o dia 22 de junho. 

 

MARÍLIA volta defender frente ampla em MG - Pressionada para disputar o governo de Minas Gerais e garantir um palanque para o presidente Lula no estado, Marília Campos (PT) defendeu a construção de uma frente ampla e participou de uma agenda conjunta com os pré-candidatos ao governo Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares Júnior (PSB). Minas Gerais é a única das 27 unidades da federação em que o presidente Lula ainda não tem palanque definido. Ele indicou a preferência por uma candidatura própria do partido ao governo do estado e tem preferência pelo nome de Marília Campos. Um dos principais quadros petistas em Minas Gerais, Marília foi prefeita de Contagem, terceira maior cidade de Minas Gerais, entre 2021 e 2026. Ela renunciou ao cargo em abril para concorrer ao Senado. Neste sábado (27), ela, Gabriel Azevedo e Jarbas Soares Júnior participaram do Encontro Regional de Lideranças do Norte de Minas em Montes Claros, cidade do norte de Minas. Os três posaram para uma foto juntos. Marília classificou o ato como uma primeira iniciativa concreta para a construção de uma frente ampla no estado, destacando que os três são de partidos diferentes, mas "falam a língua do diálogo, da união e da despolarização." 

 

PLANALTO testa 'cercadinho' - O Palácio do Planalto está testando um novo formato de eventos para a campanha de reeleição de Lula, com o presidente de pé, cercado pelo público, para aumentar a interação e dinamismo. Apesar dos riscos de improvisos que podem causar polêmicas, essa estratégia é vista como uma forma de aproximar Lula dos eleitores, permitindo maior interação e visibilidade. O modelo foi bem recebido por Lula, que busca diversificar suas aparições e fortalecer sua conexão com o povo. 

 

MICHELLE usa estrutura do PL - Michelle Bolsonaro avança na política ao confrontar Flávio Bolsonaro em meio à disputa por influência no espólio de Jair Bolsonaro. Utilizando a estrutura do PL Mulher, Michelle fortalece sua posição ao formar uma bancada de aliadas, destacando-se na formação política de 5.200 mulheres conservadoras. Com apoio do partido, ela impulsiona candidaturas ao Senado e redefine o equilíbrio de poder no bolsonarismo. 

 

PÁGINAS 'fantasmas' custam mais de R$ 1 milhão - Sete páginas não identificadas no Facebook e Instagram gastaram R$ 1,1 milhão em anúncios contra Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, usando táticas para driblar algoritmos e dificultar o rastreamento dos financiadores. Criadas em maio, as páginas impulsionaram conteúdo político descontextualizado, afetando as disputas eleitorais. A Meta afirmou buscar garantir um ambiente on-line saudável. 

 

AUXÍLIO de emergência - Ainda há alguns aspectos que precisam de explicação mais profunda sobre as ambíguas fontes de financiamento no filme "Dark Horse". Após Daniel Vorcaro dar calote, empresários aliados à família Bolsonaro foram chamados para complementar o orçamento de produção do milionário. Um empresário revelou, sob anonimato, que investiu 1 milhão de reais, com cotas que variam de 500 mil reais a 2 milhões de reais.

Presidente IPG-Instituto João Goulart