Manchetes dos jornais de domingo - 07/12/2025
Resumo de domingo - 07/12/2025
Edição de Chico Bruno
Manchetes dos jornais de domingo - 07/12/2025

O GLOBO – Garotos do tráfico
O ESTADO DE S.PAULO – Perfis da gestão Lula são usados para pressionar Congresso e atacar rivais
FOLHA DE S.PAULO – Lula supera Flávio e Tarcísio no segundo turno, aponta Datafolha
Valor Econômico – Não circula hoje
Correio Braziliense – Maria de Lourdes, 25, carbonizada por um soldado no quartel
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes
Utilização indevida – O governo tem usado perfis institucionais do governo nas redes sociais pera defender agendas do Planalto, fazer contraponto a decisões do Congresso e criticar adversários. Especialistas ouvidos pelo Estadão divergem sobre a legalidade da estratégia. Parte avalia que as publicações podem configurar propaganda pública irregular. Outros sustentam que não há impedimento na Constituição. E agora, José?
Dinheiro fácil atrai - O GLOBO seguiu a trajetória ao longo de um ano com dez adolescentes envolvidos no tráfico de drogas, todos amigos e habitantes do complexo Penha, um grupo de favelas na Zona Norte crucial para o Comando Vermelho. Seis deles já morreram, o último durante a mega-operação policial contra o CV, em outubro, que terminou com a morte de 117 suspeitos. O primeiro de uma série de reportagens especiais de Bruna Martins mostra como a estratégia de expansão das facções criminosas envolve a cooptação de pessoas cada vez mais jovens, quase sempre vindas de famílias desestruturadas e seduzidas por promessas de poder e dinheiro fácil.
Datafolha revela - Anunciado como candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser o rival de Lula (PT) na eleição de 2026, seu filho Flávio ficaria 15 pontos atrás do petista se um eventual segundo turno fosse hoje. Outros nomes da direita, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Jr. (PSD-PR), marcam 5 e 6 pontos de desvantagem, respectivamente. A indicação foi vista pelo centrão, pelo MDB e pelo PSD, a amálgama que está no governo Lula e também tem nomes para desafiá-lo, com desagrado. Os números da mais recente pesquisa do Datafolha sobre a sucessão do ano que vem colocam mais água nesse moinho. O instituto ouviu 2.002 eleitores de terça (2) a quinta (4), antes, portanto, do anúncio feito por Flávio. O levantamento foi feito em 113 municípios com maiores de 16 anos. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou menos. No cenário contra Flávio, Lula marca 51% ante 36%; antes, em julho, ganhava de 48% a 37%. Irmão do senador, o deputado Eduardo (PL-SP) passou de 37% para 35%, enquanto no embate Lula foi de 49% para 52%, dentro da margem de erro. Já a ex-primeira-dama Michelle (PL-DF), que bateu de frente com os filhos do marido preso, perde de 50% a 39% nesta aferição de cenário. Os governadores da direita no páreo se saem melhor. Tarcísio perde na simulação para Lula por 47% a 42%; em julho, o placar era 45% a 41%. Já Ratinho Jr. mantém a competitividade já vista quando perdia por 45% a 40%, marcando agora 41% contra 47% do atual mandatário. Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ que se declarou o nome do pai para o pleito de 2026, só é visto como ideal para ser lançado pelo ex-presidente por 8% dos eleitores brasileiros. Preferem a ex-primeira-dama Michelle 22% e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), 20%.
Insanidade - Antes de atear fogo na sala acústica do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), no Setor Militar Urbano, Kelvin Barros da Silva, 21 anos, apunhalou a cabo e musicista Maria de Lourdes Freire Matos no pescoço. O militar fugiu em direção ao Paranoá, mas foi captura do por agentes da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). Em depoimento, confessou o crime e deu cinco versões sucessivas e contraditórias. Para a advogada da família da vítima, Leila Santiago, elementos apurados reforçam a hipótese de que o feminicídio tenha sido motivado pela incapacidade de o assassino aceitar a autoridade exercida por Maria.
Inclusão social - A maioria dos jovens que cresceu em famílias atendidas pelo Bolsa Família rompeu o ciclo da pobreza e deixou de depender do programa. É o que apontam os dados da pesquisa “Filhos do Bolsa Família: uma análise da última década do programa”, divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa mostra que, na chamada segunda geração de beneficiários, sete em cada 10 adolescentes atendidos em 2014 não precisam mais do auxílio em 2025. Considerando todos os beneficiários daquele ano, 60,68% deixaram o programa. Entre os mais jovens, a transformação aparece com ainda mais nitidez, 68,8% dos que tinham entre 11 e 14 anos e 71,25% dos de 15 a 17 anos conseguiram superar o patamar de renda que os mantinha no Bolsa Família. Os percentuais caem nas faixas etárias mais jovens: 41,3% entre crianças de até cinco anos e 55,2% entre aquelas de 6 a 10 anos. Segundo o ministro Wellington Dias, a virada social das últimas gerações está diretamente ligada à frequência escolar, responsável por transformar trajetórias familiares de longo prazo. “Mais de 70% dos jovens que eram beneficiários entre 15 e 17 anos em 2014 ascendem quando chegam aos 20, 25 anos. Principalmente por causa dos estudos”, disse o ministro durante a apresentação do estudo, no Rio de Janeiro.
Governo adia Cúpula do Mercosul - O governo federal adiou a Cú pula do Mercosul para janeiro do ano que vem, segundo interlocutores do Palácio do Planalto. Manteve, porém, a assinatura do acordo de livre-comércio entre o bloco sul-americano e a União Europeia (UE), prevista para o dia 20 de dezembro, em Brasília. O tratado será firmado ainda na presidência brasileira do Mercosul, já que a troca de comando ocorre antes do encontro de chefes de Estado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi, do lado sul-americano, o principal articulador do acordo, e pretende obter os créditos pelo resultado da negociação. O adiamento da cúpula ocorreu também porque os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Paraguai, Santiago Peña, não poderiam participar no dia 20. O Executivo espera realizar a cúpula em Foz do Iguaçu, no Paraná, por simbolismo: o Brasil vai passar a presidência do Mercosul para o Paraguai, cuja principal fronteira com o território brasileiro é na cidade paranaense.
A outra disputa - O Progressistas, de Ciro Nogueira, já percebeu um movimento do PSD, de Gilberto Kassab, para tomar seu espaço e seus filiados na janela de 2026. É a vontade de controlar o centro.
O tempo do PL - Muita gente do partido diz que Flávio Bolsonaro tem até março para levantar voo. Se não conseguir, os Bolsonaro oferecerão o nome para uma vice, com o compromisso de indulto a Jair Bolsonaro e anistia.
Ou vai ou racha - Dentro da família, o que se comenta é que, com a candidatura de Flávio, chegou a hora de saber quem na política está com Jair Bolsonaro e quem apenas finge que apoia o ex-presidente.
À la PT - Até março, a briga na direita será semelhante àquela que dominou a esquerda quando Lula estava preso: um grupo queria a candidatura de um nome fora do PT e outro defendia que o partido não poderia ceder espaço. O PT não cedeu e lançou Fernando Haddad. Mesmo que fosse para perder — e foi —, os petistas manteriam seu patrimônio político.
Tem jogo em solo gaúcho - Os petistas consideram que nem tudo está perdido no Sul do país. Afinal, Lula obteve 43,6% dos votos no Rio Grande do Sul em 2022. Agora, depois das ações de governo, a avaliação é de que será possível ampliar esse percentual num segundo turno.
Boca de siri - Mesmo convocado para prestar depoimento no STF, o que se diz no mundo jurídico é que Daniel Vorcaro, o ex-controlador do Master, não pretende comparecer. Ninguém gosta de produzir provas contra si mesmo ou contra quem pode ajudar. Se for, será para ficar calado.
É Orçamento e tchau - Com o ano eleitoral logo ali, os parlamentares planejam votar a Lei Orçamentária Anual (LOA) para sair de recesso. A tensão chegou ao ponto que não dá para votar mais nada.
Hora de leveza/ A jornalista Maria Lúcia Sigmaringa Seixas abre, nesta segunda-feira, a exposição de artes plásticas, no espaço Ivandro Cunha Lima, no Senado, às 19h. Malu Sig apresentará seus trabalhos Olhares desde o Cerrado.
Direita em disputa - O anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto ocorreu por dois motivos. O primeiro é que os Bolsonaro perceberam que estavam perdendo o controle do processo. Circularam conversas a respeito de uma ida dos presidentes de partido de centro ao Palácio dos Bandeirantes, convidando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a concorrer ao Planalto. Esse movimento deixaria Tarcísio como um nome de centro. E não do bolsonarismo. Os demais governadores pré-candidatos já são todos do centro — Ronaldo Caiado (GO), Romeu Zema (MG) e Ratinho Júnior (PR). Agora, o bolsonarismo volta ao ringue. E o bordão do momento no grupo familiar é “melhor perder liderando do que vencer liderado”. Em segundo lugar, diz-se entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava reinando sozinho, sem que houvesse um adversário mais solto para fazer o contraponto. Afinal, os governadores estão ocupados. Se descuidarem-se de seus respectivos estados, fica ruim. Agora, tem um senador pré-candidato. Se será apenas esse o papel de Flávio Bolsonaro, o tempo dirá.
PL ameaça rachar base de Ibaneis - A assinatura da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) a favor da criação de uma CPI no Congresso Nacional sobre a venda do Banco Master para o BRB acendeu o alerta em Brasília para um racha na base do governador Ibaneis Rocha (MDB). Deputados distritais de PT, PSOL e PSB reuniram 7 das 8 assinaturas necessárias para a abertura de uma CPI na Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde 17 dos 24 parlamentares integram a base de Ibaneis. Bia Kicis é presidente do PL no DF. A posição dela passou a alimentar a esperança na oposição de que o partido, que tem três deputados distritais, poderá dar a oitava e última assinatura. Aliados afirmam que a deputada foi questionada sobre a posição a favor da CPI proposta na Câmara dos Deputados. Respondeu que a assinatura refletia o pensamento dela sobre o tema —em uma espécie de carta branca para os demais integrantes do partido em Brasília. Bia entrou em rota de colisão com Ibaneis por conta das eleições de 2026. Os dois brigam pelo apoio do PL para a segunda vaga ao Senado —em dobradinha com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), apontada como favorita para a primeira.
Alcolumbre marca votação do marco temporal no Senado - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautou para a terça-feira (10) a PEC (proposta de emenda à Constituição) do Marco Temporal, que define que só podem ser demarcadas terras indígenas ocupadas antes de 1988, ano da Constituição Federal em vigor. Alcolumbre já havia anunciado na última quarta (3) a intenção de pautar o tema ao discursar no plenário e cobrar respeito ao Poder Legislativo após a decisão do ministro Gilmar Mendes que blindou o STF (Supremo Tribunal Federal). Gilmar restringiu a propositura de pedidos de impeachment contra ministros da corte à Procuradoria-Geral da República. Se concretizada na data definida pelo presidente da Casa, a votação dos senadores ocorrerá na véspera do julgamento do STF sobre o marco temporal, matéria que tramita sob a relatoria de Gilmar. Em contraponto à visão que estabelece a Constituição de 1988 como marco para demarcações, há o entendimento de que o direito dos povos indígenas sobre as terras tradicionalmente ocupadas por eles precede a criação do próprio Estado brasileiro.
Ecumênica, a força de Magro atravessa governos, grupos e esferas de poder - O empresário Ricardo Magro, dono da Refit, vive luxuosamente em Miami enquanto a empresa enfrenta investigações por sonegação bilionária. Magro construiu uma rede de contatos políticos e influenciou decisões que favoreceram seus negócios no Brasil. Sua trajetória é marcada por controvérsias fiscais e alianças políticas, incluindo laços com Eduardo Cunha e figuras do PT. A Receita Federal aponta um prejuízo de R$ 26 bilhões devido a manobras fiscais da empresa.
Mais do mesmo - O recuo de David Alcolumbre ao cancelar a sabatina de Jorge Messias foi acompanhado nos bastidores pela ameaça de anular a nomeação de Lula indefinidamente, deixando a STF com dez ministros. A sinalização era vista como bravata no Senado. Havia quem se lembrasse de ter ouvido o Alcolumbre repetir várias vezes, em 2021, que ele só prescrevia a sabatina de André Mendonca "acima do meu cadáver". Na época, ele queria forçar Bolsonaro a nomear Augusto Aras. Até que, depois de 4 meses, ele pautou. Aqueles que agora duvidam de Alcolumbre dizem que ele está repetindo a mesma trama com personagens diferentes e que lhe falta criatividade.
Ações da PF afetam caciques do União Brasil - Investigações da Polícia Federal impactam líderes do União Brasil em sete estados, incluindo Rio, Bahia e Amapá, por suspeitas de desvio de emendas e fraudes. O episódio mais recente envolve a prisão de Rodrigo Bacellar por vazamento de operação. A tensão entre o partido e o governo Lula se intensifica, com o União ordenando a entrega de cargos. A deterioração das relações pode afetar alianças, como a formação da federação com o PP.
Bolsonaro exigiu apoio de Michelle - Jair Bolsonaro, mesmo preso, articulou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026, pedindo a Michelle que não se opusesse e encerrasse brigas familiares. Bolsonaro também assegurou o apoio do PL, liderado por Valdemar Costa Neto. Anunciada a candidatura, Flávio busca unir forças anti-Lula e conta com apoio internacional, incluindo de Javier Milei, presidente da Argentina.
Presidente IPG-Instituto João Goulart


