MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 05/07/2026 

MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 05/07/2026 

                                                                                                                                                            Edição de Chico Bruno           

MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO – 05/07/2026                                         

                      O GLOBO – Escassez crônica de mão de obra limita operação das empresas      

 

   O ESTADO DE S.PAULO – Juros altos põem empresas do mercado financeiro em xeque        

 

   Valor Econômico – Não circula hoje          

 

                           FOLHA DE S.PAULO – Tarcísio lidera no 1º turno  e vence Haddad no 2º, afirma Datafolha                                                             

 

              Correio Braziliense – Hora de partir para cima em busca do hexa   

 

  Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia 

 

FALTA de mão de obra - A taxa de desem­prego se man­tém nas mínimas his­tó­ri­cas refle­tindo a escas­sez crô­nica de mão de obra em vários seto­res, do varejo à indús­tria. Pes­quisa estima que 80% das empre­sas têm difi­cul­dade de pre­en­cher suas vagas. O qua­dro não muda há cinco anos e virou um custo ope­ra­ci­o­nal que limita os negó­cios. Para espe­ci­a­lis­tas, o mer­cado de tra­ba­lho do país passa por uma mudança estru­tu­ral movida por alte­ra­ções demo­grá­fi­cas, baixa qua­li­fi­ca­ção e novas expec­ta­ti­vas dos tra­ba­lha­do­res, entre outros fato­res. 

 

JUROS estratosféricos - Os juros altos por um período prolongado têm provocado dificuldades para empresas do mercado financeiro que atuam no Brasil, informam Luiz Guilherme Gerbelli e Luciana Dyniewicz. Nos últimos meses gestoras de investimentos reduziram o quadro de funcionários, reorganizaram suas atividades, e em casos extremos encerraram seus negócios. Os juros muito elevados tornam as aplicações em renda fixa mais atrativa para os investidores. Esses produtos cobram taxas de administração mais em conta o que reduz a receita das gestoras. A Selic está acima de 10% desde fevereiro de 2022 – atualmente está em 14,25%.  

 

LIDERA com folga - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes com 46% das intenções totais de votos, segundo o Datafolha. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) está na segunda posição, com 30%. Outros três candidatos de esquerda radical, Vera Lúcia (PSTU, 5%), Vivian Mendes (UP, 4%) e Carlos Machado (PCB, 4%), surpreendem empatados no terceiro posto, ainda que distante. Em teoria, eles tomam para si 13% que poderiam ser disputados por Haddad. Dizem votar em branco, nulo ou em ninguém 8%, enquanto 3% estão indecisos. Tarcísio amealha 52% dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos e são usados pela Justiça Eleitoral para contabilizar o resultado do pleito, ante 34% de Haddad. Para vencer em qualquer rodada, o candidato deve ter 50% dos votos válidos mais um. A margem de erro de dois pontos para mais ou menos e a distância da eleição, quando a declaração de voto branco e nulo é historicamente maior, não permitem afirmar que ele ganharia a disputa no primeiro turno se ela fosse hoje. Essa pesquisa, realizada de quarta-feira (1º) a sexta (3) e registrada na Justiça Eleitoral. 

 

ATRÁS do hexa - Basta um lampejo para mudar o destino de uma seleção na Copa. Brasil e Noruega se enfrentam, hoje, em busca de uma vaga às quartas de final, apostando justamente nos protagonistas capazes de produzi-lo. De um lado, o astro Vinicius Junior, o principal fator de desequilíbrio da constelação de Carlo Ancelotti, e o especialista em assistência Bruno Guimarães. De outro, Erling Haaland, o konungr (rei) da melhor geração do futebol norueguês. Ancelotti também sonha com a parceria Vini Jr. e Neymar. Na coletiva de ontem, destacou que os dois “podem jogar juntos”, mas não adiantou a escalação deste domingo. O treinador também confirmou o retorno de Raphinha entre os relacionados. “Não está 100%, mas pode jogar alguns minutos e ser útil em determinados momentos. Recuperou muito bem e muito rápido (da contusão)”, disse. 

 

APOSTA de Lula - A comunicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou em uma nova fase nos últimos meses. Sem abandonar a defesa das políticas públicas, dos programas sociais e das obras de infraestrutura, o petista passou a incorporar de forma mais recorrente aos discursos temas como soberania nacional, patriotismo, defesa da economia brasileira, fortalecimento da indústria, valorização das instituições democráticas e orgulho nacional. A mudança pode ser observada tanto no conteúdo das falas quanto na forma como o governo passou a apresentar suas realizações. Além da mudança na comunicação pública, os especialistas avaliam que o presidente Lula também ajustou sua postura política ao longo do terceiro mandato. Se, nos primeiros meses de governo, os discursos frequentemente destacavam as dificuldades para governar e os embates com o Congresso Nacional, a estratégia passou a privilegiar a construção de consensos e a defesa da estabilidade institucional. 

 

AFASTADO do comando - Uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) afastou o deputado federal Alex Manente (SP) do comando nacional do Cidadania. A decisão anula os efeitos do congresso partidário convocado pelo grupo de Manente e do ex-presidente Roberto Freire, que havia elegido uma nova executiva nacional. O grupo liderado por Comte Bittencourt, atual presidente do PSB no Rio de Janeiro, retoma o controle da sigla. Em nota, a direção nacional restabelecida disse que o objetivo agora é “pacificar o Cidadania”. 

 

FLÁVIO viaja de novo para EUA - O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou para os Estados Unidos, onde participará de uma audiência pública, marcada para amanhã, para discutir as tarifas comerciais impostas pelo governo norte-americano ao Brasil. Antes da viagem, o parlamentar afirmou que pretende defender o Pix durante o encontro, em meio às críticas envolvendo o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Durante participação, na sexta-feira, no 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, no Rio de Janeiro, Flávio rebateu declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem acusado integrantes da oposição de prejudicar os interesses nacionais nas discussões sobre o chamado “tarifaço” anunciado pelo presidente Donald Trump. A viagem acontece em meio à condução de uma investigação comercial dos EUA sobre práticas adotadas pelo Brasil. Nesse contexto, Flávio encaminhou às autoridades norte-americanas um documento no qual sustenta que o Pix não configura concorrência desleal para empresas americanas do setor de meios de pagamento.  

 

BANHO Maria - Em meio à crise em curso entre Michelle Bolsonaro (PL) e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o futuro da ex-primeira-dama na corrida eleitoral e no partido ficou incerto. Segundo aliados, ela ainda não decidiu se manterá a candidatura ao Senado Federal pelo Distrito Federal. E, com essa decisão, outras portas podem se abrir. O Correio Braziliense conversou com pessoas próximas de Michelle, que contaram que a decisão final sobre o Senado Federal deve ocorrer próximo das convenções partidárias, que podem ocorrer até 5 de agosto. 

 

PÉ no freio após elogio - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou, ontem, uma nova mensagem nas redes sociais para tentar conter a repercussão negativa causada por seu elogio, na sexta-feira, à Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo governo Lula. No novo post, Michelle afirma que a defesa das pessoas com deficiência é uma pauta que está “acima de qualquer ideologia ou partido” e cita como exemplo a sanção, por Jair Bolsonaro, da Lei Amália Barros — projeto de autoria de um parlamentar do PT que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial. A publicação é uma resposta à reação de parte da base bolsonarista após Michelle classificar o programa do MEC como um “sonho realizado” e parabenizar a comunidade surda em post nas redes sociais. A repercussão negativa levou parlamentares e lideranças do PL a compartilharem críticas nas redes, incluindo montagens da ex-primeira-dama associada ao PT e acusações de traição. 

 

LUTA comum de todas as mulheres - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro protagonizou o fato político mais importante da semana ao denunciar a truculência masculina nas decisões do partido ao qual pertence. A insatisfação foi de tal monta que há dúvidas até sobre a intenção da ex-presidente do PL Mulher de disputar uma eleição bastante favorável para o Senado pelo Distrito Federal. Michelle denunciou seguidos ataques e humilhações pela ala machista da política. O desabafo provocou dois movimentos opostos. De um lado, atiçou novas ações misóginas, como a grotesca declaração de que “mulher vota mal” e mais ataques à senadora Damares Alves. Por outro lado, despertou uma mensagem suprapartidária em defesa do papel da mulher na política. Além da própria Damares, que exortou as mulheres a ingressarem na política, outras personalidades manifestaram repúdio ao machismo e movimentos congêneres, como “red pill”, que disseminam o ódio ao gênero feminino. Simone Tebet, Celina Leão, Marina Silva, Eliziane Gama deixaram claro que, acima das diferenças ideológicas, há uma bandeira em comum: o respeito e a valorização das mulheres na política. “Podemos ter divergências políticas, mas quando uma mulher é atacada na sua dignidade e na sua capacidade, todas nós somos atacadas”, disse Eliziane Gama (PT), em solidariedade a Damares Alves. 

 

LEGIONÁRIA - Uma das personalidades brasileiras mais conhecidas do mundo, a ex-ministra do meio ambiente Marina Silva recebeu a insígnia de Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra, a mais alta honraria concedida pela França. Em agradecimento, Marina disse que não acolhe a homenagem como uma conquista individual, mas como uma celebração à retomada de políticas ambientais a partir do terceiro mandato do governo Lula.  

 

DOBRADINHA - Inspirado na série Os Intocáveis, de Romeu Zema, o senador Eduardo Girão lançou o vídeo Os Invotáveis a fim de turbinar a pré-campanha no Ceará. Com ataques a Lula e a Ciro Gomes, o pré-candidato a governador se junta ao colega de partido e presidenciável pelo partido Novo para reforçar o palanque da direita. “Sabe quem é votável? Quem é de direita e não tem medo de afirmar: se a esquerda está de um lado, eu estou do outro.” 

 

ARSENAL - A lista de armas vinculadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro inclui seis pistolas, duas carabinas e duas espingardas. Todas deverão ser recolhidas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que manteve a prisão domiciliar do condenado. Moraes também revogou o Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-chefe do Planalto.  

 

PT e bets - Um levantamento divulgado pelo Partido dos Trabalhadores indica que os integrantes da legenda na Câmara dos Deputados apresentaram 28 projetos de lei para disciplinar as bets no Brasil. Entre outras medidas, as propostas defendem proibição da publicidade em unidades de ensino e de saúde, restrição do acesso de beneficiários de programas sociais a plataformas e programas de proteção a crianças, adolescentes e idosos. 

 

VÍCIO é caro - Um dos temas preocupantes em relação às bets é o custo no tratamento de pessoas que se tornaram dependentes da jogatina. Segundo o diretor do Departamento de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Dias, a arrecadação proveniente das apostas é muito inferior ao custo das ações do governo federal para viciados em jogos.  

 

NA ponta do lápis - “O que se prevê de carga tributária, dentro do desenho que existe hoje, para o Ministério da Saúde foi, no ano passado, de R$ 34 milhões, e, este ano, R$ 56 milhões. Só as ofertas que nós fazemos relacionadas a pessoas com problemas com jogos e apostas seguramente vão ultrapassar R$ 70 milhões, R$ 80 milhões ao longo deste ano, junto com as outras ações que estão sendo realizadas”, afirma Dias. 

 

TRANSFERIDO para o DF - O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (PL) foi transferido, ontem, para a Penitenciária Federal de Brasília por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O político estava detido no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8, no Rio.  Além de Bacellar, o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado Thiago Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, também estão presos no presídio do DF. O ex-presidente da Alerj é um dos investigados na quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira. Segundo os investigadores, ele é suspeito de vazar informações sobre operações policiais para integrantes do Comando Vermelho, o que teria favorecido a atuação da organização criminosa. A defesa nega qualquer participação nos fatos apurados. 

 

AVALIAÇÃO positiva - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), faz uma gestão ótima ou boa para 45% dos eleitores do estado. Já 32% consideram a gestão regular, e 20%, ruim ou péssima. O cenário, aferido pelo Datafolha, é de estabilidade em relação ao levantamento anterior do instituto, feito em março. Agora, foram ouvidas 1.608 pessoas de 1º a 3 de julho, numa pesquisa com margem de erro de dois pontos para mais ou menos. 

 

JUCÁ volta à política - O ex-senador e pré-candidato a deputado federal Romero Jucá (MDB-RR) criticou a avalanche de pautas-bomba aprovadas no Senado e disse que, se eleito, vai priorizar o debate sobre os gastos públicos no Brasil. O emedebista volta à política após ser derrotado nas eleições de 2022. Crítico da política fiscal do governo Lula pelo avanço de gastos, Jucá não poupou ataques ao Congresso Nacional que, em uma disputa com o governo, aprovou três pautas-bomba em um só dia. "É uma irresponsabilidade o que está acontecendo. Uma insanidade que cria precedente. No final, é a sociedade quem paga a conta", disse à FOLHA. 

 

MESMA proposta - O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro propõem a construção de presídios de segurança máxima como parte de suas campanhas eleitorais, refletindo a preocupação crescente com a segurança pública no Brasil, apontada por 30% dos brasileiros como o principal problema do país. Enquanto Lula planeja integrar esforços federais e estaduais, Flávio se inspira em modelos internacionais de encarceramento rigoroso. A disputa eleitoral foca no combate ao crime organizado, com ambos os candidatos enfatizando medidas de endurecimento penal. 

 

MAIORIDADE penal - Uma pesquisa do Datafolha revela que 70% dos brasileiros acreditam que adolescentes infratores devem ser punidos como adultos, um aumento em relação aos 65% de 2022. A reeducação é preferida por 27%. A discussão sobre maioridade penal avança no Congresso, impulsionada pelo apoio popular. A pesquisa também aponta que 85% dos brasileiros são contra a liberação do uso de drogas. 

 

VOTO feminino em debate - A declaração do blogueiro Paulo Figueiredo, aliado de Flávio Bolsonaro, criticando o voto feminino, ecoou entre bolsonaristas e ativou grupos radicais nas redes, influenciados por discursos da direita americana. A análise do instituto Democracia em Xeque mostrou que 38% das interações sobre o tema foram impulsionadas por esse vídeo. Flávio Bolsonaro, por sua vez, distanciou-se das declarações para preservar apoio moderado e responder a críticas. Enquanto isso, a esquerda, liderada por aliados de Lula, capitalizou a defesa do voto feminino, representando 30% das menções ao tema nas redes.

 

 IPG-Instituto João Goulart