Manchetes dos jornais de domingo 3-08-2025 

          Manchetes dos jornais de domingo 3-08-2025 

                           

 

Edição de Chico Bruno           

 

          Manchetes dos jornais de domingo 3-08-2025              

                           FOLHA DE S.PAULO – Lula mantém reprovação de 40% e aprovação de 29%, mostra Datafolha     

 

    O ESTADO DE S.PAULO – Tarifaço ameaça sobrevivência de pequenas e médias empresas         

 

      Valor Econômico – Não circula hoje       

 

      CORREIO BRAZILIENSE – “Não há cenário mais infame que este que estamos vivendo”      

 

         O GLOBO – Maiores facções do país utilizam fintechs para lavar dinheiro do tráfico     

 

       Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes 

 

Na mesma - A expectativa do entorno do presidente Lula (PT) acerca de ganhos de imagem imediatos no embate com o americano Donald Trump não se concretizou. Segundo o Datafolha, o petista segue com avaliação estável, tendo seu governo reprovado por 40% e aprovado por 29%. Os dados foram aferidos nos dias 29 e 30 de julho. Na rodada anterior, Lula tinha 28% de ótimo e bom e os mesmos 40% de ruim e péssimo. O regular passou de 31% para 29%, e 1% não deu opinião. O presidente Lula (PT) na disputa pela reeleição no ano que vem lidera de forma isolada todos os cenários em que disputa no primeiro turno e, no segundo, descolou-se no limite da margem de erro do inelegível Jair Bolsonaro (PL) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Em todos, Lula tem vantagem sobre a oposição. Ampliou a vantagem sobre Bolsonaro em relação à pesquisa do mês passado em cinco pontos, batendo o rival por 39% a 33%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. 

 

Desespero - Quando o governo americano anunciou oficialmente, na quarta-feira, 30, que as exportações brasileiras teriam uma taxa extra de 40% (além dos 10% que já estavam em vigor), mas que havia uma lista de quase 700 itens que ficariam de fora desse tarifaço, as reações foram mistas. Quem ficou de fora suspirou aliviado. Quem não escapou voltou imediatamente às conversas com o governo, com seus compradores americanos, com seus assessores, para tentar pressionar o governo de Donald Trump a ampliar essa lista de exceções — e incluir nela o que eles produzem. Para um grupo grande de empresas, porém, não restou outra alternativa senão entrar em desespero. São as pequenas e médias, que não fazem parte das grandes corporações e não têm associações influentes que as defendam. Muitas investiram por anos a fio para conquistar a confiança dos clientes americanos, em um dos mercados de consumo mais disputados do mundo, e dependem essencialmente dos EUA para sobreviver. Em geral, têm pouca flexibilidade para buscar novos mercados para seus produtos. Nesse momento, navegam num gigantesco e turbulento mar de incertezas. 

 

No fundo do poço - Com a experiência de quem ocupou postos como o de procurador da República, ministro das Relações Exteriores, ministro do STF e juiz da Corte Internacional de Justiça, Francisco Rezek avalia que a geopolítica mundial vive o pior momento dos últimos dois anos, com situações como o desprezo pela ONU. “Chegamos ao fundo do poço, o que significa que alguma coisa melhor deve nos esperar a partir de agora”, diz em entrevista ao Correio. O professor de direito internacional critica duramente o presidente norte-americano Donald Trump, a quem classifica como “sociopata”. Ele vê o republicano expondo a hipocrisia que marcava o comportamento do governo americano frente ao resto dos países: ”Trump, insuperável na sua transparência, rasgou a fantasia”. Rezek acredita que o republicano não tem vontade de negociar o tarifaço e espera que o Brasil construa um mundo melhor ao lado do Brics. 

 

Lavagem digital - Investigações revelam que fintechs movimentaram R$ 28 bilhões para facções criminosas como PCC e Comando Vermelho nos últimos seis anos. Utilizando a infraestrutura de bancos digitais e plataformas de criptomoedas, essas empresas driblaram a fiscalização e facilitaram a lavagem de dinheiro. Autoridades destacam a complexidade do esquema, que inclui operações em 15 países e uso de "contas bolsão" para ocultação de patrimônio. Com muitas startups financeiras fora do radar dos órgãos de controle, o fenômeno da “fintechização” chegou ao submundo do crime. De acordo com as investigações, esquemas do tráfico de drogas e armas foram movimentados por meio de oito dessas instituições de pagamento e bancos digitais, que oferecem todo o tipo de produto financeiro, de transferências de recursos a compra e venda de criptomoedas. 

 

Israel: PT pede por ruptura - O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou uma carta na qual pede que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva suspenda relações diplomáticas e comerciais com o governo de Benjamin Netanyahu, de Israel. O senador e atual presidente nacional do PT, Humberto Costa, leu a carta de apoio ao povo palestino, durante o 17º Encontro do PT, em Brasília, e reafirmou a posição histórica da sigla em defesa da causa. O documento destaca que, no último dia 5 de junho, o presidente Lula declarou que, na região, não se trata de uma guerra, mas de “um genocídio premeditado”. “Todavia, ainda há no mundo inteiro quem compre, venda e subsidie o complexo industrial-militar de Israel, como se isso fosse normal”, afirma o texto, acrescentando que a militância presente no Encontro Nacional do PT “declara sua irrestrita solidariedade ao povo palestino”. 

 

Expectativa frustrada - Após uma semana intensa por causa da crise diplomática e comercial com os Estados Unidos, a pesquisa Datafolha, divulgada ontem, não indicou se a situação ajudou na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — como previam alguns aliados. O petista até apareceu com vantagem frente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (pivô da confusão) em cenário de segundo turno para a eleição de 2026, mas o quadro geral é estável com variações mínimas em relação aos levantamentos anteriores. O chefe do Executivo tem sua gestão reprovada por 40% e aprovada por 29%. Os dados foram aferidos nos dias 29 e 30 de julho, em meio à escalada do tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil, a quem aplicou sobretaxas de importação que chegam a 50%, apesar de ter mantido exceções para proteger setores da economia norte-americana. Mesmo assim, a postura de Lula, do vice, Geraldo Alckmin, e de sua equipe tem sido elogiada por boa parte de seus apoiadores e técnicos. 

 

Ainda é cedo - Dos consultados pela pesquisa, 29% dos eleitores brasileiros avaliam o governo do presidente Lula como ótimo ou bom e 40% como ruim ou péssimo. Outros 29% o definem como regular e 1% não respondeu. Para o analista político Melillo Dinis, o petista repete os números de seu antecessor, Jair Bolsonaro. Ele aponta que é precoce acreditar no índice de popularidade por causa da crise com os Estados Unidos. “A razão é que a disputa ainda está no campo do discurso, e não no campo da economia, no bolso do brasileiro ou nas contas das empresas. A polarização política no Brasil está no estágio da cristalização. Para mudar esse quadro ainda terá que ocorrer muitas pontes sobre as águas, e não apenas mais águas por baixo das pontes”, diz à coluna.  

 

Alerta na direita - Como os números estão estáveis para o PT, a direita corre contra o tempo para encontrar um nome que possa disputar o pleito presidencial no ano que vem. O ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível e, em tese, há opções, mas nenhum nome que empolgue o eleitorado conservador. Estão no páreo os governadores Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Romeu Zema.  

 

Com cautela - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resiste a uma ação da Advocacia-Geral da União (AGU) contra os Estados Unidos por conta da Lei Magnitsky aplicada contra ele. O argumento é o de que, como Trump está em guerra com o Poder Judiciário brasileiro, um processo poderia tornar-se um empecilho a mais para prejudicar o Brasil na negociação da suspensão do tarifaço. Mesmo assim, o advogado-geral da União, Jorge Messias, diz que AGU atuará dia e noite contra ingerência dos EUA. 

 

Enquanto isso… - O ministro Cristiano Zanin foi sorteado o relator da ação que tenta impedir instituições financeiras que atuam no Brasil de aplicarem sanções a Moraes. A medida busca barrar eventuais efeitos práticos da punição imposta pelos Estados Unidos. A ação, apresentada pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), pede que a Corte proíba bancos, operadoras de cartão e serviços financeiros que funcionam no país de cumprirem, replicarem ou darem qualquer eficácia às determinações da legislação norte-americana. 

 

Foco no Senado - A deputada federal Benedita da Silva (RJ) é a aposta do PT para concorrer ao Senado no ano que vem. Ela comentou sobre os planos durante o Encontro Nacional do partido, que termina hoje. A deputada Erika Kokay (DF) também anunciou sua pré-candidatura ao mesmo cargo.  

 

Representatividade - O PT acredita que vem tendo um bom retorno de sua militância. Mais de 500 mil filiados foram votar pelos novos presidentes regionais no mês passado. Um dado que chamou a atenção do presidente Lula é que mais da metade dos quadros do partido são mulheres. O levantamento da sigla também revelou que o partido foi o que mais elegeu vereadores LGBTQIAPN+ no país. 

 

Novos agravantes para Zambelli - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) anexe ao pedido de extradição da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) o processo que a parlamentar é ré na Corte por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Às vésperas das eleições presidenciais de 2022, ela apontou um revólver e perseguiu um apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. Publicada na sexta-feira, a ordem do magistrado para acrescentar o caso da perseguição no pedido de extradição ocorreu após o ministro Nunes Marques devolver a análise da ação para tramitação no Supremo. O tribunal agendou para 15 de agosto o julgamento de Carla Zambelli. 

 

Irmã de Carla Zambelli critica abandono do PL - Advogada e professora universitária, Paula Zambelli diz que a sua irmã mais nova, a deputada federal Carla Zambelli, foi abandonada pelo PL, desde a cassação do seu mandato pelo TSE até a prisão na Itália na terça-feira (29). Ao Painel a irmã também demonstrou preocupação com a saúde de Zambelli. Segundo Paula, ela já passou por cirurgias cardíaca e de retirada de um tumor no cérebro, além de sofrer de depressão. "O que mais me deixa perplexa é o abandono institucional: eu não imaginava que uma deputada da envergadura da Carla, a parlamentar mulher mais votada desta legislatura e do partido, ao passar por uma situação como esta seria desconsiderada pelo próprio partido", afirma. Ela diz que o partido não tem dado suporte financeiro nem jurídico para a deputada. Ideologicamente alinhada à esquerda, diferente da deputada, Paula diz que a irmã, desde a infância, tem histórico de assumir posturas firmes. 

 

71% veem Lula candidato à reeleição - A candidatura de Lula à reeleição em 2026 é vista como certa por 71% dos eleitores, embora 54% deles digam que o petista faria melhor se desistisse da empreitada. Como plano B, o vice Geraldo Alckmin (PSB) avançou e ameaça o posto de preferido do ministro Fernando Haddad (PT). Os achados da mais recente pesquisa do Datafolha ajudam a desenhar um pouco as linhas entre realidade e desejo na cabeça do eleitorado. Desde que a aprovação do governo entrou em plena vazante no começo do ano, Lula assumiu crescentemente o figurino de candidato que sempre foi.  Em abril, 62% diziam que Lula seria candidato, número que pulou para 66% no mês passado e 71%, agora. Todos os saltos são no limite ou acima da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento. 

 

Lula ganha vantagem sobre bolsonarismo em 1º e 2º turnos - A mais recente pesquisa do Datafolha mostra uma ligeira recuperação da posição do presidente Lula (PT) na disputa pela reeleição no ano que vem. Ele lidera de forma isolada todos os cenários em que disputa no primeiro turno e, no segundo, descolou-se no limite da margem de erro do inelegível Jair Bolsonaro (PL) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). 

 

Candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado esbarra em planos de aliados - Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está considerando candidatura ao Senado em 2026 fora do Rio de Janeiro, enfrentando desafios em Santa Catarina, Espírito Santo e Roraima. A movimentação pode causar atritos com aliados locais, que já têm suas próprias ambições políticas. No Espírito Santo, o deputado Evair de Melo e a filha do senador Magno Malta são cotados, enquanto em Roraima, o senador Mecias de Jesus busca reeleição. Em Santa Catarina, o apoio do governador Jorginho Mello à deputada Caroline de Toni complica a possível candidatura de Carlos. 

 

Planalto tenta reduzir danos na CPI do INSS - O Palácio do Planalto busca minimizar danos na CPI do INSS, com aliados conseguindo a presidência para Omar Aziz, mas lutando pela relatoria, possivelmente ligada a Hugo Motta. A comissão, que investigará fraudes bilionárias no INSS, deve convocar figuras chave, incluindo ex-ministros e o presidente do INSS. A oposição almeja ocupar a vice-presidência, com Damares Alves como possível candidata. 

 

Eduardo Paes admite que deve deixar o cargo antes do fim do mandato - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), admitiu que poderá deixar o cargo antes de 2028 para concorrer ao governo do estado. Seu vice, Eduardo Cavaliere, assumiria a prefeitura, tornando-se o prefeito mais jovem da história do Rio. Paes, em seu quarto mandato, não pode se reeleger em 2028. Ele destacou a importância da renovação política e elogiou Cavalieri por sua competência e dedicação à cidade. 

 

Petições em processo contra Moraes nos EUA coincidem com marcos da ação do golpe no STF - As petições do processo na Justiça dos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrem em datas coincidentes a andamentos da ação penal por tentativa de golpe de Estado, relatada pelo magistrado. Moraes é alvo de uma ação civil na Justiça Federal da Flórida por suposta censura e violação à soberania americana. A queixa foi registrada por Rumble e Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump e detentora da rede social Truth Social, em 19 de fevereiro, um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) finalizar o parecer sobre o inquérito da Polícia Federal (PF) que apurou a trama golpista. A Procuradoria denunciou 34 pessoas ao STF. Na segunda-feira, 2 de junho, Moraes marcou os interrogatórios dos oito réus do “núcleo crucial” da tentativa de golpe para a segunda seguinte, dia 9. Na sexta-feira, 6, a Trump Media fez um aditamento no processo, apresentando novos argumentos contra Moraes. Em 14 de julho, as autoras da ação voltaram a acionar a Justiça americana contra Moraes. Nesse dia, encerrava-se o prazo para que a PGR apresentasse as alegações finais contra o núcleo crucial. Horas depois da nova petição na Justiça dos Estados Unidos, a PGR apresentou o parecer e pediu a condenação dos oito réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

 

O plano de Kassab para dominar o Nordeste - O PSD elegeu como um dos principais focos nas eleições de 2026 elevar seu cacife em todo o Nordeste, principal reduto do PT. O partido de Gilberto Kassab quer ampliar o número de deputados estaduais e federais, além de senadores, para turbinar sua capilaridade e se tornar cada vez mais indispensável no xadrez da região. Cabeça de chapa não é prioridade, apesar de ter voo solo para governos estaduais no radar. A estratégia desenhada pela sigla inclui filiar políticos locais, sem fechar a porta para alianças estratégicas. Em alguns Estados, como Bahia, Ceará e Piauí, a legenda estará no palanque de petistas, com acordos já bem consolidados. O mais importante, ressaltam seus interlocutores, é expandir a presença no Legislativo para ter cada vez mais recursos dos fundos partidário e eleitoral, tempo de TV e poder de influência no Congresso Nacional.

 

Presidente IPG-Instituto João Goulart