Manchetes dos jornais de domingo 28-09-2025
Edição de Chico Bruno
Manchetes dos jornais de domingo 28-09-2025
FOLHA DE S.PAULO – Em 40 anos, ocupação urbana em represas de SP cresce uma Paris
O ESTADO DE S.PAULO – Sob pressão, programa econômico de Milei depende de eleições
O GLOBO – Juros e alta de insumos limitam a expansão do agronegócio
CORREIO BRAZILIENSE – Saúde mental no DF acumula falhas no público e privado
Destaques de primeiras páginas e fatos mais importantes
Crescimento desordenado - De 2020 a 2024, a área urbanizada dentro das ARPMs (Áreas de Preservação e Recuperação de Mananciais) da Billings e da Guarapiranga aumentou quase 7%, passando de 201 km² para 215 km², segundo mapeamento da Folha com dados da plataforma MapBiomas. Os 14 km² a mais de área construída nesse território equivalem a quase o tamanho de São Caetano do Sul, menor município da região metropolitana da capital. Se considerado todo o período em que existem dados sobre a ocupação, a área urbanizada dobrou. Passou de 98 km², em 1985, para os 215 km² registrados no ano passado. O aumento equivale a uma área maior do que Paris —a capital da França tem 105 km². Isso não significa que toda a urbanização nesta área é ilegal ou irregular, mas sim que ela segue crescendo em locais onde a preservação deveria ser priorizada. Em cinco anos a fiscalização da Prefeitura demoliu 4.400 imóveis irregulares. O secretário municipal de Mudanças Climáticas, Renato Nalini, reconhece a dificuldade de manter os terrenos protegidos contra novas ocupações. O mais comum é que, mesmo com as multas e os terrenos embargados, as construções avancem. "Já temos desfeito a segunda construção no mesmo lugar" disse ele, demonstrando-se preocupado também com a poluição nas duas represas.
Milei pressionado - O programa econômico do presidente da Argentina, Javier Milei, enfrenta uma encruzilhada. Com a queda da aprovação do governo e a crescente incerteza do mercado financeiro em relação ao futuro do país, as eleições legislativas nacionais de outubro serão fundamentais para definir se o líder argentino vai conseguir avançar com as medidas para estabilizar a economia. Até lá, a população segue em compasso de espera. Desde que o escândalo envolvendo a irmã de Milei eclodiu — Karina Milei foi acusada de cobrar propina de indústrias farmacêuticas —, o presidente argentino passou a viver uma combinação perversa, colocando em xeque a confiança dos investidores no país. No início deste mês, foi duramente derrotado na eleição local da província de Buenos Aires e perdeu batalhas importantes no Congresso, num momento em que o apoio de governadores mais moderados está estremecido e a economia dá sinais de estagnação. Na eleição legislativa de 26 de outubro, metade das cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço do Senado estarão em disputa. Os investidores vão se debruçar sobre o resultado que sairá das urnas — e o que ele vai apontar para o futuro do país. Um apoio expressivo do eleitorado será fundamental para Milei mostrar que ainda tem força popular para seguir adiante com o seu programa de estabilização.
Os limites do agronegócio - A safra agrícola do Brasil cresce, com previsão de recorde de 350 milhões de toneladas, mas os produtores enfrentam margens apertadas devido a custos elevados e preços baixos. A queda na rentabilidade atinge especialmente a soja e milho, com preocupações sobre a capacidade de cobrir custos. Produtores adotam medidas de redução de custos enquanto enfrentam desafios financeiros e climáticos.
Mau atendimento - A morte de seis internos em uma comunidade terapêutica no Paranoá, após um incêndio ocorrido no fim de agosto, foi o episódio dramático de um problema antigo no Distrito Federal: a dificuldade na assistência a brasilienses com a saúde mental comprometida. E a demanda só aumenta. De janeiro a outubro de 2024, a Secretaria de Saúde realizou 303,5 mil atendimentos, uma alta de 7,82% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando ocorreram 281,5 mil assistências. Especialistas afirmam que seriam necessários 46 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), mas há apenas 18 em funcionamento. No caso das comunidades terapêuticas, entidades privadas, o Ministério Público do DF cobra uma fiscalização mais rigorosa do Executivo local.
As seguidas derrotas do bolsonarismo - Depois de sucessivas derro tas ao longo do último mês, o bolsonarismo vive seu pior momento desde a ascensão de Jair Bolsonaro (PL), que o colocou no Palácio do Planalto em 1º de janeiro de 2019. Acostumado a arrastar multidões e a ter o monopólio da narrativa política no campo conservador, Bolsonaro agora está em prisão domiciliar, inelegível e condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ex-capitão acompanha a distância, de dentro de sua mansão no Jardim Botânico, seus filhos e aliados políticos negociarem em seu nome, inclusive, no projeto de dosimetria para os golpistas do 8 de Janeiro. Enquanto isso, a gestão Lula cresce em aprovação. Com Bolsonaro fora do jogo, pré-candidatos à Presidência em 2026 sabem que a única candidatura viável será aquela que tiver o apoio explícito do ex-presidente. O obstáculo, no entanto, tem nome e sobrenome: Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já sabotou a pré-candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e sinalizou que pretende disputar o Planalto em 2026 mesmo sem autorização de seu pai. A justificativa é que Bolsonaro não estaria em condições de tomar decisões políticas. A retórica tem sido utilizada, inclusive, para justificar sua inflexão sobre a revisão das pe nas. Para a insatisfação do ex-presidente, o parlamentar tem boicotado qualquer negociação que envolva reduzir a pena em vez de tirá-lo da cadeia.
Caminhada na Esplanada - Para tentar ressuscitar a articulação do perdão aos golpistas, nomes próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro iniciaram na sexta uma convocação para uma “caminhada pela anistia”. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, aparecem diversos nomes, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e líderes bolsonaristas na Câmara e no Senado. A ideia é que seja na terça-feira da semana que vem, na Esplanada dos Ministérios.
Deputados pedem socorro à flotilha - Um grupo de deputados federais encaminhou um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e José Múcio (Defesa) pedindo providências imediatas para garantir a segurança de 17 brasileiros que integram a expedição Global Sumud Flotilla (GSF). A iniciativa internacional reúne organizações e ativistas de mais de 40 países com o objetivo de romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza e levar alimentos, água potável e medicamentos à população palestina. Segundo o documento encaminhado ao presidente, os navios da flotilha são alvos de ataques desde a partida no início de setembro. Um dos barcos acabou atingido por drone em águas tunisianas no dia 9, sofrendo incêndio e danos estruturais. Na terça-feira passada, próximo à ilha de Creta, na Grécia, mais de uma dezena de explosões atingiram as embarcações. Há relatos de vigilância por drones, uso de explosivos e químicos, além de interferência em sistemas de comunicação de emergência. O coordenador da delegação brasileira relatou que granadas de luz e cápsulas com líquido irritante foram lançadas contra os barcos. “Arde o contato da pele”, afirmou. A organização atribui os ataques a Israel, que não confirma a autoria. Entre os brasileiros que integram a flotilha estão a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (PSol-Campinas), a dirigente Gabrielle Tolotti (PSol-RS), o militante Nicolas Calabrese e o ativista brasiliense Thiago Ávila. O movimento internacional tenta furar o bloqueio israelense à Faixa de Gaza levando alimentos, água e medicamentos. “Não há tempo a perder. A cada hora que se adia uma ação concreta, aumenta o risco de tragédia. Não se trata apenas de proteger vidas brasileiras, trata-se de afirmar o Brasil como nação soberana, solidária e digna de respeito internacional”, diz ofício.
"Petista não é bem-vindo", diz frigorífico - Um açougue em Goiânia colocou um cartaz dizendo que “petista aqui não é bem-vindo” na porta do estabelecimento. O caso levou o deputado estadual Mauro Rubem (PT) a denunciar a empresa ao Ministério Público e ao Procon de Goiás. O Frigorífico Goiás expõe publicamente o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais. A empresa tem quatro lojas em Goiânia e divulga produtos embalados com a foto de Bolsonaro e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nas eleições de 2022, o mesmo estabelecimento fez uma promoção de picanha a R$ 22 o quilo para quem vestisse a camiseta da Seleção Brasileira, em alusão ao número de urna do então candidato Jair Bolsonaro (PL). A prática foi proibida pela Justiça Eleitoral na época. Na quarta-feira, o parlamentar petista anunciou que protocolou uma representação no Ministério Público e uma denúncia administrativa no Procon após a colocação do cartaz com a frase “petista aqui não é bem-vindo”.
Recado global - Durante o discurso na sede da ONU, na terça feira, o presidente Lula mencionou a cidadania de gênero como condição fundamental para uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. Isso passa, alertou Lula, pela redução de desigualdades e pela garantia de direitos fundamentais. “A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros e familiares”, afirmou o chefe do governo brasileiro.
Linha de frente - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terminou a semana empenhadíssimo no debate sobre a aprovação do projeto de lei que concede isenção de IR para quem recebe até R$ 5 mil. Ontem, em entrevista ao podcast 3 Irmãos, ele detonou a iniciativa do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) de vincular a aprovação do PL da Anistia à proposta do governo. “Nem me passa pela cabeça que isso possa estar sendo discutido, é uma loucura”, disse.
Uma ou outra - Na quarta-feira, durante audiência pública no Congresso Nacional, o chefe da equipe econômica foi duro contra a proposta da oposição de ampliar a isenção para quem ganha até R$ 10 mil. A medida só seria possível se houver compensação arrecadatória. Haddad sugeriu o seguinte: PL, União Brasil e PP abrirem mão de metade das emendas de 2026 e, assim, permitirem o aumento da isenção para até R$ 9 mil.
De olho no SNE - O Senado votará o Sistema Nacional de Educação (SNE) em 7 de outubro, e algumas entidades estão preocupadas com possíveis alterações do texto na Casa. A Associação de Olho no Material Escolar faz um chamado para que o projeto seja mantido como está, garantindo que estados e municípios tenham autonomia para criar as próprias políticas públicas de educação, respeitando as realidades locais e fortalecendo a gestão descentralizada da área.
Dobradinha - O senador Izalci Lucas (PL-DF) está afinado com o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) quanto às expectativas da oposição em relação à CPMI do INSS. Em um bate-papo entre os dois, o deputado se mostrou otimista: “Temos expectativa de chegar na verdadeira cabeça da cobra”. Izalci e Trovão acreditam que a comissão vai identificar possíveis irregularidades em relação ao consignado de aposentados e ao seguro-defeso, benefício concedido a pescadores.
Direto do Recife - O historiador e youtuber recifense Jones Manoel está batalhando por espaço no campo da esquerda. Com aproximadamente 400 mil seguidores nas redes sociais, frequentemente trata de assuntos de interesse da capital pernambucana. Mas está de olho em Brasília também. Ontem, nas redes sociais, questionou o ministro Fernando Haddad sobre a privatização do metrô recifense. Na semana passada, esteve em Brasília para a entrega do abaixo-assinado contra a PEC da Blindagem no Senado. Filiado ao PCBR, Jones avalia uma filiação ao Psol para tentar uma candidatura de maior projeção.
Só se for assim - Nesta terça-feira, a Comissão Especial votará a MP 1.303, que trata da tributação sobre aplicações financeiras e de ativos virtuais. O colegiado avaliará o relatório do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Nos bastidores, há quem diga que se ele isentar a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o texto é aprovado.
Inovação em debate - Inovação, tecnologia e data centers serão os temas abordados no 3º Brasília Summit, promovido pelo Lide – Grupo de Líderes Empresariais e pelo Correio, na próxima terça-feira. Participam do evento o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso; o ministro Flávio Dino; além dos governadores Ibaneis Rocha (DF) e Ronaldo Caiado (Goiás). O summit começa às 8h no Brasília Palace Hotel.
Mulheres voltam ao centro do debate - Brasília, a versão feminina do Brasil, será palco da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres a partir de amanhã. Promovido pelo ministério chefiado por Márcia Lopes, o encontro terá como tema “Mais democracia, mais igualdade, mais conquistas para todas”. A conferência contará com a participação massiva das ministras do governo Lula e uma possível presença do presidente na abertura. “É fundamental ouvir as mulheres, conhecer, se aproximar das realidades das mulheres deste país”, afirma Márcia Lopes. No dia 30, a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia — única mulher a integrar a Corte — falará no painel específico sobre Justiça e violência de gênero. Há razões para se debater essa realidade. A cada dia, quatro mulheres são vítimas de feminicídio no Brasil. Na semana passada, o Distrito Federal registrou a maior pena já aplicada no país a um autor dessa covardia: Wallison de Oliveira foi condenado a 67 anos de prisão pela morte da ex-companheira Juliana Soares, já em conformidade com a Lei 14.994/2024, que ampliou a punição a quem comete violência contra as mulheres.
De volta - Os painéis programados tratarão ainda de temas, como autonomia econômica, justiça de gênero e étnico-racial e violência política de gênero. Depois de um hiato de 10 anos, uma mobilização coloca as mulheres no centro do debate nacional.
Mandou mal - O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), eleito como um dos parlamentares mais votados do país, jogou a carreira política fora ao se mudar para os Estados Unidos e trabalhar por sanções a ministros do STF e retaliações para salvar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Acabou denunciado por coação em processo judicial.
Ele insiste na narrativa - “Os senadores e governadores que impediram a criação das garantias mínimas contra o regime de exceção são serviçais complacentes dos tiranos. Vocês é que estão desconectados com o povo, emprenhados por narrativa da Globo e impressionados com artista fazendo micareta na rua”, afirmou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Ocupação da máquina - União Brasil e PP, prestes a deixar o governo, mantêm 140 filiados em cargos estratégicos. A saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo, após pressão partidária, inicia um movimento que pode impactar órgãos com orçamentos bilionários. A disputa por espaços já desperta interesse de outras siglas, enquanto filiados buscam manter posições. A pressão por exonerações cresce, com potencial sanção a quem desobedecer.
Haddad: associar isenção a anistia é loucura - O ministro da Economia, Fernando Haddad, criticou como "loucura" a ideia de vincular a votação de um projeto que isenta de IR quem ganha até R$ 5 mil à aprovação de um texto sobre dosimetria de penas para envolvidos em atos antidemocráticos. O relator, Paulinho da Força, cogita essa condição, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta, refutou o vínculo, marcando a votação do IR para a próxima quarta.
A volta às raízes - Guilherme Boulos (PSOL-SP), prestes a ser indicado para a Secretaria-Geral da Presidência, retorna à "esquerda raiz" após tentar atrair eleitores de centro. Após perder a corrida pela prefeitura de São Paulo, Boulos assume postura combativa contra opositores de Lula, defendendo pautas como isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil. Nas redes, ele se aproxima de grupos mais pobres, mirando a eleição de 2026.
Sem Boulos, a aposta - Com a provável ida de Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência, o PSOL perde seu principal puxador de votos em São Paulo. O partido aposta na deputada Érika Hilton e no "voto de opinião" para manter o desempenho eleitoral de 2022. Além disso, Natália Boulos, esposa do deputado, é considerada para disputar uma vaga na Câmara. A movimentação reflete estratégias para sustentar a influência do PSOL sem Boulos na eleição.
Anistia a Bolsonaro encorajaria novos golpes - O cientista político Adam Przeworski, da Universidade de Nova York, afirma que anistiar Jair Bolsonaro seria desastroso, pois encorajaria novos golpes. Ele enfatiza que a condenação de Bolsonaro e militares por tentativa de golpe fortalece as instituições brasileiras. Przeworski observa que a crise atual é da esquerda, não da democracia, e que partidos de extrema direita podem ser democráticos.
Como é lá fora - A PEC da Blindagem, barrada pelo Senado após pressão popular, propunha barreiras inéditas para processar parlamentares no Brasil, como voto secreto e foro privilegiado para líderes partidários, destoando de práticas internacionais. Em países como EUA e Reino Unido, não há tais barreiras, enquanto Espanha e México exigem aval do Congresso, mas sem foro a líderes partidários. Especialistas apontam corporativismo no Brasil, com privilégios extensos, comparados a outros países.
Valdemar acena com trégua a Eduardo - O esforço dos bombeiros acionados por Jair Bolsonaro para tentar diminuir a temperatura da briga pública entre Eduardo Bolsonaro e Valdemar Costa Neto finalmente fez efeito e produziu uma trégua entre o deputado e o presidente do PL. Na tarde desta sexta-feira, após ataques mútuos em público e nos bastidores, Valdemar procurou a equipe da coluna e declarou que Eduardo merece todo o apoio dele e do partido. Aliados do deputado, por outro lado, disseram que a crise entre eles está resolvida. “O que ele está fazendo pelo pai é para a gente louvar, porque não é fácil o que ele está passando”, afirmou o dirigente. “Se for ele o escolhido por Jair Bolsonaro para ser o candidato em 2026, terá todo o nosso apoio.” As declarações de Valdemar representam uma guinada radical em relação ao que ele mesmo disse à Folha de S. Paulo na semana passada sobre a possibilidade de Eduardo insistir em se candidatar à Presidência contra a vontade de Bolsonaro. "Não acredito que ele brigue com o pai. Vai ajudar a matar o pai de vez?", disse ele. Em resposta, o deputado chamou a fala do dirigente de “canalhice” em conversa com a colunista do GLOBO Bela Megale e cobrou um pedido de desculpas. Valdemar, por sua vez, esticou ainda mais a corda. “Canalhice é xingar o próprio pai e pensar que tem votos. Os votos são do seu pai, não seus. Mas, se o seu pai te escolher, vai ter o apoio do partido. Diferente de você, respeito muito seu pai”, retrucou o presidente do PL em referência aos diálogos divulgados pela Polícia Federal (PF) nos quais o 03 ofende Jair Bolsonaro. Diante do impasse entre o filho e Valdemar, Jair Bolsonaro pediu aos aliados que o visitaram, incluindo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, para convencerem Eduardo a não atacar mais Valdemar.
'Não quero ser presidente, quero ser primeira-dama' - Michelle Bolsonaro reafirmou seu apoio a Jair Bolsonaro, destacando sua intenção de ser primeira-dama novamente, apesar de recentes especulações sobre uma possível candidatura em 2026. Durante evento em Rondônia, ela defendeu o ex-presidente, atualmente inelegível e em prisão domiciliar, e destacou sua disposição para representá-lo politicamente. A ex-primeira-dama também enfatizou seu compromisso com valores conservadores, mas prioriza cuidar da família, especialmente após o diagnóstico de câncer de Jair Bolsonaro.
Presidente IPG-Instituto João Goulart


