Manchetes dos jornais  de domingo 27-07-2025 

Manchetes dos jornais  de domingo 27-07-2025 

 

Edição de Chico Bruno    

 

Manchetes dos jornais  de domingo 27-07-2025      

 

                    

 

FOLHA DE S.PAULO – Com aperto em contas, governo usa mais brechas para gasto fora da meta  

 

O ESTADO DE S.PAULO – Empresários contam com parceiros dos EUA na pressão contra tarifas               

 

CORREIO BRAZILIENSE – “Supremo não é competente para julgar cidadãos comuns”       

 

        O GLOBO – Como pensa o eleitor que vai decidir 2026 

 

        Valor Econômico – Não circula hoje         

 

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes 

 

Apertos e brechas - A situação de aperto nas contas públicas tem tido o efeito colateral de multiplicar o uso de brechas para gastar fora das regras fiscais ou até mesmo do Orçamento, com efeitos negativos sobre a priorização de recursos públicos, a transparência e o endividamento do país. Os instrumentos são variados e envolvem o uso do setor privado para bancar ações de responsabilidade do governo, a criação de instituições para fugir do teto de gastos, a execução de políticas públicas por meio de fundos e a flexibilização de regras fiscais para excluir despesas. O limite para os gastos públicos e o avanço das despesas obrigatórias sobre o espaço disponível (muitas vezes devido a resistências políticas em fazer mudanças ou reformas) são o pano de fundo para esse movimento. Para o economista Manoel Pires, do FGV Ibre, a situação gera dois problemas: desincentiva a melhor gestão desses ativos e induz a criação de subterfúgios para executar políticas fora do Orçamento.  

 

Dependência - A poucos dias da entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos, as empresas brasileiras navegam num cenário de grande incerteza. Se a medida começar a valer na próxima sexta-feira, 1º de agosto, como está previsto, as companhias nacionais vão ficar dependentes da força de pressão das importadoras norte-americanas e, eventualmente, do sucesso delas na Justiça local para conseguir escapar da tarifa de 50%. A esperança é depositada nos importadores norte-americano, porque as tarifas vão encarecer os produtos que são comprados do Brasil, o que, na ponta, também pode respingar em alta de preço para o consumidor local - no caso de alguns produtos, uma troca de comprador nem sempre é trivial e ocorre com rapidez. 

 

Continua o mesmo - Com 31 anos dedicados à mais alta Corte de Justiça do país, o ministro aposentado Marco Aurélio Mello lamenta os “tempos estranhos” em que o Supremo Tribunal Federal, no seu modo de ver, tem se afastado do papel primordial de ser o guardião da Constituição. E afirma que um dos problemas está na questão da competência atribuída pelo próprio tribunal. “O atual presidente da República, quando era ex-presidente, foi julgado na 13ª Vara Criminal de Curitiba”, observa. 

 

Visão eleitoral - Há três anos, eles foram fundamentais para a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro. E com a polarização persistente — entre lulistas e demais simpatizantes da esquerda de um lado, e bolsonaristas e antipetistas do outro — serão ainda mais relevantes em 2026. Estimada pelo diretor da Quaest, Felipe Nunes, em 10% do eleitorado, a fatia da população com posição não calcificada e, portanto, com o voto ainda em disputa, será o foco de uma série de reportagens do GLOBO, que vai acompanhar até o próximo pleito o processo de decisão e as percepções em momentos-chave de um grupo de oito moradores de colégios eleitorais estratégicos para as campanhas. Eleitores das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e do estado de Minas Gerais, regiões também tidas como decisivas, Lucas, Célio, Lorena, Vinícius, Fabiana, Walter, Letícia e Wagner têm razões distintas para não adiantar o voto. As preocupações passam por demandas antigas, como a segurança pública e a corrupção, e se juntam a outras mais recentes. Nas primeiras entrevistas, os reflexos danosos do tarifaço de 50% aos produtos brasileiros, ameaçado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, foram citados como relevantes na balança para 2026 e evidenciaram o apelo da pauta de soberania e, em segundo plano, o peso da economia na cabeça desse eleitorado.  

 

Praça fechada aos protestos - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a proibição de qualquer tipo de manifestação ou acampamento num raio de 1km da Praça dos Três Poderes, da Esplanada e das áreas em frente aos quartéis. O motivo foi o gesto do deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), que montou uma barraca em frente do STF em protesto contra decisões da Corte relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar recebeu a solidariedade do também deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e do desembargador aposentado Sebastião Coelho, que se juntaram à manifestação. Pelas redes sociais, uma carreata estava sendo convocada para hoje, cujo destino final seria a Praça dos Três Poderes. A decisão do ministro atendeu à representação da Procuradoria-Geral da República. A PGR e Moraes consideraram que a manifestação chefiada por Lopes e Chrisóstomo era uma tentativa de intimidação à Corte devido às punições impostas a Bolsonaro — e que poderiam ensejar à repetição das ocorrências de 8 de janeiro de 2023. 

 

Parlamentar é arrolado com filho 03 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou que um pedido para investigação do deputado Filipe Barros (PL-PR) seja juntado aos autos do inquérito que mira o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL--SP) por supostos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação sobre organização criminosa e abolição violenta do Esta do Democrático de Direito. A movimentação não implica na automática investigação do parlamentar. Significa, porém, que o teor da notícia-crime será analisado no bojo do inquérito que trata de fatos semelhantes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve se manifestar sobre a solicitação antes de uma eventual inclusão do parlamentar no inquérito. A notícia-crime foi apresentada ao STF pelo advogado Benedito Silva Junior, que imputou a Filipe suposto crime contra a soberania nacional. A base da petição é uma notícia sobre uma viagem que o parlamentar, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, fez aos Estados Unidos em maio — quando teria tido reuniões com Eduardo Bolsonaro e um congressista norte-americano para tratar de eventuais sanções a Moraes.  

 

Governadores criticam a condução do tarifaço - Governadores da direita aproveitaram o segundo dia da Expert XP, ontem, para criticar a condução feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao tarifaço de Donald Trump sobre o Brasil, que aumentou em 50% os impostos sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Segundo Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR) e Tarcísio de Freitas (SP), a administração desse contencioso está equivocada. 

 

Atacar o Supremo é atacar a Constituição - Boa parte dos ataques ao Supremo Tribunal Federal e, em particular, ao ministro Alexandre de Moraes evidenciam a estratégia de desestabilizar um dos Poderes da República, em nome de um projeto político. Trata-se de uma linha de combate perigosa, pois afeta diretamente a democracia brasileira. Os detratores das decisões do STF buscam não apenas contestar os ministros, mas alimentar na opinião pública um sentimento de revolta, quando não de ódio, contra um dos pilares de qualquer regime democrático. Os episódios de 8 de janeiro mostram o que pode acontecer quando essa trama prospera. Articular impeachment de ministros; atirar bombas no prédio do STF; incitar uma turba a invadir e quebrar um edifício público; colocar em dúvida a urna eletrônica e o nosso sistema eleitoral; utilizar armas políticas para atingir um Poder cuja atribuição é assegurar o cumprimento da Constituição. Os ataques direcionados ao Supremo têm a finalidade de intimidá-lo, sequestrando sua independência e sujeitando-o à politização. Ocorre que enfraquecer o Supremo é deixá-lo vulnerável às paixões políticas, que não obedecem a racionalidade. Aos que alegam que o problema seria o ministro Alexandre de Moraes, ressalte-se que a maior parte das decisões do magistrado foram referendadas por seus pares. Não dá para separar, portanto, os homens da instituição. 

 

Preta - Diversas organizações que defendem os direitos das mulheres negras promoveram, nos últimos dias, manifestações nas capitais brasileiras. Hoje, haverá caminhada no Rio de Janeiro, dois dias depois da homenagem a Preta Gil na capital carioca. Este ano, o tema das mobilizações é “Mulheres negras rumo a Brasília: contra o racismo, por justiça e o bem viver”. O ato na capital federal está previsto para 25 de novembro.  

 

Acreditando - Em meio ao iminente tarifaço de Donald Trump, o presidente Lula sanciona amanhã o projeto de lei que cria o Programa Acredita Exportação. A iniciativa busca incentivar micro e pequenas empresas a ingressarem no mercado exterior. O incentivo viria por meio da devolução de tributos pagos ao longo da cadeia produtiva de exportação.  

 

Parte importante - Em 2024, essas empresas contribuíram com US$ 2,6 bilhões nas exportações brasileiras. Elas representam 40% das companhias que produzem bens e serviços para o mercado externo.  

 

Alerta no trabalho - Este domingo marca o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho. E serve de alerta: No primeiro semestre deste ano, o Ministério do Trabalho registrou 1.689 mortes por acidente de trabalho — alta de 5,63% em relação ao mesmo período de 2024. O número de acidentes também cresceu — variação de 9% — com mais de 380 mil ocorrências. 

 

Samba soberano - As ministras Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas) se juntaram à ex-colega de Esplanada Cida Gonçalves (Mulheres) para entoar um samba em defesa da soberania brasileira. Em um clima de batuque, celebração e militância, elas criticaram o tarifaço de Donald Trump e criticaram a família Bolsonaro no tradicional Samba da Tia Zélia, realizado na Vila Planalto. 

 

“Engulam o choro” - “Não vamos aceitar chantagem de quem perdeu a eleição. Eles que engulam o choro. Esse país tem um governo, e ele se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Quem matou 750 mil pessoas com negacionismo tem que responder por isso”, declarou Cida Gonçalves. Cida também falou sobre a importância da cultura como trincheira política: “O samba é feito por quem trabalha de sol a sol, por quem sustenta esse país. E nós queremos um Brasil soberano, democrático e justo.” 

 

Cabeça erguida - A ministra Macaé Evaristo homenageou a anfitriã da roda, a sambista Tia Zélia. “Esse espaço aqui é símbolo de resistência. O Brasil é nosso, plural e feito pela luta. Não vamos abaixar a cabeça para ninguém”, afirmou, sob aplausos.  

 

Música do povo - Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, também defendeu o samba como ferramenta de democratização. “A Tia Zélia democratiza a festa, e aqui a gente também democratiza a luta. O samba é negro, é popular, é do povo”, disse. 

 

Alckmin usa negociação para manter a vice de Lula em 2026 - Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil, está usando seu papel central nas negociações sobre as tarifas impostas pelos EUA para solidificar sua posição na chapa presidencial de 2026 ao lado de Lula. Embora o PT pressione para que ele concorra ao Senado ou ao governo de São Paulo, Alckmin busca fortalecer alianças e manter sua influência política. Ele tem liderado diálogos com empresários e diplomatas para resolver a crise tarifária, destacando sua experiência e habilidade política. 

 

Michelle assume viagens e agendas de Bolsonaro - Michelle Bolsonaro assume papel de destaque no cenário político devido a restrições judiciais ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Como presidente do PL Mulher, ela intensificou articulações e viagens em nome do marido, ganhando protagonismo em encontros políticos e religiosos. Com apoio crescente no PL e entre evangélicos, Michelle é vista como potencial candidata para 2026, apesar de resistências familiares. 

 

Nikolas vira réu - A Justiça Eleitoral de Minas Gerais aceitou denúncia contra Nikolas Ferreira e Bruno Engler por calúnia contra o ex-prefeito Fuad Noman, durante as eleições de 2024. Os bolsonaristas são acusados de desinformação ao alegarem que Noman teria distribuído material impróprio a menores. A ação pode resultar em perda de direitos políticos e indenização por danos morais. A defesa tem 10 dias para responder. 

 

PT privilegia palanques para Lula - O PT planeja para 2026 o menor número de candidatos a governador de sua história, priorizando alianças para fortalecer o palanque de Lula na reeleição e nomes competitivos ao Senado. A estratégia visa conter o avanço do bolsonarismo, buscando apoio de partidos de centro. Estados como São Paulo e Rio Grande do Norte são foco de preocupação, enquanto alianças com centro-direita são consideradas para evitar domínio oposicionista. 

 

Só podia ser brasileiro, primeiro ‘deputado remoto’ - A flexibilidade do regulamento da Câmara pode fazer com que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) inaugure uma nova categoria de parlamentar: o deputado remoto. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ficará nos Estados Unidos, por medo de ser preso se voltar ao Brasil, e disse que sacrificaria o mandato. No entanto, se a Casa mantiver o ritmo de sessões virtuais adotado pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), Eduardo conseguirá se sustentar no cargo até, pelo menos, o final do primeiro semestre de 2026.