MANCHETES DOS JORNAIS  DE DOMINGO  18/10/2026 

MANCHETES DOS JORNAIS  DE DOMINGO  18/10/2026 

                                                                                                                                                           Edição de Chico Bruno    

 

MANCHETES DOS JORNAIS  DE DOMINGO  18/10/2026                                                                                                                                                                                                           

       

 

FOLHA DE S.PAULO – Bondades eleitorais de Lula somam R$ 290 bi e pressionam dívida pública                                                                                                                                                                               

O GLOBO – Flávio e Lula miram jovens e idosos ausentes em cinco cidades-chave      

 

O ESTADO DE S.PAULO – Lobista diz que Lulinha se reuniu com ministros inúmeras vezes e quer delação sem poupar Lula 

 

  Correio Braziliense – Meta é alvo de ações do governo. TSE exige isenção na campanha              

Valor Econômico – Não circula hoje                           

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia   

 

PACOTE eleitoral - A lista de medidas adotadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de olho nas eleições alcançou R$ 290 bilhões, considerando valores previstos para 2026 e 2027, e gera pressão sobre a dívida pública. Embora algumas iniciativas não afetem as regras fiscais —algumas delas, como os recursos para financiar empréstimos, são consideradas despesas financeiras—, boa parte acaba tendo impacto no endividamento do país. Em agosto, a DBGG (dívida bruta do governo geral) alcançou 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior patamar em cinco anos. A trajetória de crescimento da dívida está no centro das preocupações de economistas, que veem necessidade de um ajuste nas contas públicas de pelo menos R$ 250 bilhões no próximo mandato para estabilizar o indicador. Sem um esforço desta envergadura, os investidores podem continuar cobrando taxas de juros elevadas para financiar o país.  

 

CAÇA ao voto – O resultado mais parelho das disputas presidenciais desde 1989 faz as campanhas de Lula e Flávio 

 

mapearem o foco em locais e faixa etária no qual pode ser decisiva a redução da abstenção. Cinco cidades superpopulosos do Sudeste concentram 4.3 milhões de ausentes (13% do total de eleitores do país) e dados divulgados na sexta-feira pelo TSE mostram que quase a metade (49,1%) dos eleitores acima de 70 anos não votou, enquanto a faixa de 18 a 29 anos teve a segunda maior faixa de ausentes (23,4%).  

 

DEDO-duro - A lobista Roberta Luchsinger quer fazer um acordo de delação premiada e disse que não irá poupar nem o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e nem o filho mais velho de Lula, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, amigo dela. Em entrevista à CNN, ela afirmou que Lulinha esteve “inúmeras vezes” com ministros. “Vou fazer uma delação premiada porque não serei eu o boi de piranha”, disse na entrevista ao canal de notícias. A lobista e o filho do presidente são investigados pela Polícia Federal por tráfico de influência. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República divulgou nota dizendo que o presidente não manteve contatos com a lobista e desconhece os relatos que ela faz e estranha ela ter dado entrevista perto do segundo turno das eleições. A defesa de Lulinha ainda não se manifestou.  

 

CAMPANHAS reclamam da Meta - O governo brasileiro decidiu tomar providências contra a conduta da gigante da tecnologia Meta na campanha eleitoral. O Ministério da Justiça determinou à Agência Nacional de Proteção de Dados que investigue a empresa, dona do Facebook, do WhatsApp e do Instagram, para identificar possíveis violações ao Marco Civil da Internet. O governo acionou, ainda, o Ministério Público Federal. Em decisão de plenário, o Tribunal Superior Eleitoral determinou que a Meta não interfira na distribuição de pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Ambas alegam que têm sido prejudicadas no ambiente virtual.  

 

NOVO vai ao tribunal contra “showmícios” - O partido Novo acionou o TSE, ontem, contra a campanha de Lula e pede a produção de provas contra os atos que serão promovidos hoje pela campanha do petista, sob o mote “Brasil nas Ruas”. Para a legenda, há indícios de que o presidente estaria promovendo apresentações artísticas para animar comícios eleitorais, os chamados “showmícios”, prática vedada pela legislação eleitoral. A ação foi distribuída ao ministro Ricardo Ricardo Villas Bôas Cueva. Como exemplos do que chamou de “showmícios”, o Novo cita um material de divulgação do “Ato Musical pela Democracia”, marcado para hoje, em Copacabana, no Rio de Janeiro. O ato anuncia as presenças, entre outros nomes, de Caetano Veloso, Djavan e João Bosco. Na sexta-feira, o TSE encerrou uma ação contra os atos musicais sem decisão de mérito. A representação foi proposta por Leonardo Aragão, que concorreu a deputado estadual do Rio de Janeiro pelo Mobiliza. Para o ministro André Mendonça, que relatou a ação, o autor não tinha legitimidade para peticionar numa ação ligada à disputa presidencial. O magistrado encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral, que poderá avaliar as alegações e propor ações que julgar cabíveis.  

 

"NINGUÉM sabe como algoritmos funcionam” O problema fundamental da atuação das redes sociais é a falta de transparência, e o fato determinante para isso é a arquitetura dos algoritmos, algo que somente a plataforma sabe como funciona. Em um período eleitoral como o atual, crescem as desconfianças sobre a isenção das big techs, sobretudo depois das decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionadas à Meta. O professor associado de Comunicação Política da Pontifícia Uni versidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Arthur Ituassu, frisa, porém, que essa dúvida não é uma exclusividade brasileira, uma vez que as redes se tonaram fundamentais à disputa política. O meio digital, hoje, é fundamental para existir publicamente e garantir alcance mínimo junto ao eleitorado — algo que a direita compreendeu faz tempo e a esquerda ainda tem dificuldade em perceber a importância. 

 

ARMAMENTO entra na reta final - O fim da marcação dos cartuchos de balas, projeto de lei defendido por Flávio, será um dos pontos tratados nesta última semana de campanha. Isso porque não passou em branco o fato de o candidato não ter respondido à jornalista Renata Lo Prete, na entrevista da TV Globo, porque defendeu uma matéria que pretendia tirar esse rastreamento de munição das forças de segurança. A defesa da retirada das marcações será explorada pelos adversários do candidato como indício de tentativa de favorecimento ao crime organizado. Afinal, é consenso que balas sem marcação dificultam a fiscalização e o rastreio.  

 

ANOTE para cobrar - Ao pedir mais tempo para investigar o financiamento do filme Dark Horse, a Polícia Federal adia a conclusão das apurações para os primeiros dias do próximo governo. Seja quem for, será o momento de conhecer a verdade.  

 

ALIÁS… - A questão das armas e ideia de alguns do entorno de Flávio de retomar as bets representam um problema junto ao eleitorado evangélico. É por aí que petistas ligados a esse segmento irão atuar nesta semana. 

 

FIQUEM por lá… - ... mas não como “exilado”. Os deputados do PL começam a brigar pelos ministérios. Embora o candidato tenha dito que Eduardo Bolsonaro não será chanceler, nada foi dito nesse sentido sobre embaixador nos Estados Unidos. Aliás, se Flávio for eleito dia 25, é este o cargo que amigos do filho 03 pretendem que ele ocupe. 

 

“FORA do ar” - O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto (foto), avisou a amigos que não acompanhará Flávio ao debate da Band, hoje à noite. A ordem é ficar mergulhado. Valdemar tem deixado o bolsonarismo solto na condução da campanha, e a montagem de estratégia a cargo daqueles mais próximos do candidato.  

 

CADA um ao que interessa - A oposição a Lula está usando cortes da entrevista à Globo para dizer que ele não liga muito para o Bolsa Família, porque disse não saber da falta de reajuste dos valores. Da parte dos aliados do presidente, viralizou nas redes a parte em que Flávio diz que, com o fim da escala 6 x 1, o trabalhador terá mais um dia de folga para andar de ônibus e ser assaltado. Flávio tropeçou feio aí, uma vez que o policiamento é responsabilidade pelos governos estaduais e guardas municipais. Ou seja, não dá para culpar Lula.  

 

CONTINUA nas redes/ Quem procura “Flávio Bolsonaro 2026” nas redes sociais ainda verá um vídeo produzido por inteligência artificial de Xuxa Meneguel, em que a rainha dos baixinhos, ainda do primeiro turno, onde aparece “dizendo” para não votar em Lula. Xuxa já desmentiu, mas a postagem ainda está por lá.  

 

FAVORITO - Flávio segue hoje para o debate na condição de líder de quase todas as pesquisas e com a vantagem nas urnas em primeiro turno. O que torna esse confronto da Band o mais importante é que tudo o que for dito hoje poderá reverberar nas redes nesta última semana de campanha. O último debate, na Globo, na sexta-feira, não tem a mesma chance de impactar grande quantidade de eleitores. 

 

AS estratégias de cada um - Flávio Bolsonaro foi aconselhado a usar o debate de hoje, na Band, para tentar subir a hashtag “Lula condenado”. Para desestabilizar o petista, Flávio pretende sair-se com esta: “Quem já foi condenado aqui, Lula, eu ou você?” Pelo menos é isso que está planejado. E qualquer resposta que tenha a frase “eu fui condenado”, ainda que completada com a palavra “injustamente” ou “sem provas”, permitirá cortes para as redes. Lula sempre poderá, entretanto, responder que é inocente e que Flávio é investigado, por causa da relação com Daniel Vorcaro. Da parte de Lula, a ordem é tentar levar o candidato do PL a perder a pose de bom moço e expor um programa de governo voltado a pontos que o brasileiro não deseja, caso da liberação das armas.  

 

ALTA tensão - As estratégias em construção para esta noite, em que as campanhas querem os candidatos capazes de tentar desestabilizar o adversário ou obrigar a dar respostas que possam gerar cortes para as redes sociais, indicam que será muito difícil que o confronto se restrinja a propostas de governo para cada área. 

 

PROVA de vida - A campanha de reeleição de Lula (PT) pretende reforçar no segundo turno que o voto é usado como prova de vida para aposentados e pensionistas do INSS, para estimular idosos a votar. A estratégia já foi mencionada no primeiro turno. O tema foi discutido em uma recente reunião da campanha, para tentar reduzir a abstenção registrada em 4 de outubro. O exercício do voto dispensa o beneficiário de realizar outras formas de comprovação. Com isso, quem recebe aposentadoria, pensão ou o BPC (Benefício de Prestação Continuada) garante o pagamento do benefício após comparecer ao pleito. A prova de vida vale inclusive para quem não votou no primeiro turno. Segundo o INSS, 13 milhões de segurados estão com a prova de vida pendente. 

 

HONRARIA suspensa - A Justiça da Bahia suspendeu a cerimônia de entrega de um título de cidadão de Salvador ao candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), que aconteceria neste sábado (17) em meio a um ato de campanha do senador no Farol da Barra. A honraria foi proposta pelo vereador Cezar Leite (PL) e aprovada pela Câmara Municipal em maio deste ano. Na semana passada, a Câmara aprovou a transferência provisória da sede do Legislativo municipal para o Farol da Barra para viabilizar a cerimônia no local do comício. O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz (PSDB), informou que vai atender a determinação da Justiça. Em decisão liminar (urgente e provisória) nesta sexta-feira (16), a juíza Carla Graziela Costantino de Araújo, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, determinou que a Câmara Municipal suspenda a transferência da sede do legislativo para o local do ato de campanha. A multa é de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A decisão é resultado de uma ação popular movida pela aposentada Maria Lúcia Andrade da Silva, que questionou a legalidade da honraria.  

 

ALIADOS de Flávio preocupados com clã - A movimentação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro para assumir protagonismo na política externa em eventual governo do irmão causa preocupação em aliados de Flávio Bolsonaro, que tenta se esquivar do tema sem causar incômodo na ala ideológica do bolsonarismo. Apesar de o presidenciável do PL ter indicado internamente que vai limitar a participação de familiares na gestão, integrantes do Centrão e do núcleo mais pragmático do PL acreditam que dificilmente a montagem da equipe acontecerá sem a influência de Eduardo e Carlos Bolsonaro, eleito senador. O objetivo de Flávio, segundo auxiliares, é ter o ex-presidente Jair Bolsonaro como principal conselheiro político e destinar um papel mais discreto aos irmãos. Em entrevista à TV Globo anteontem, o candidato do PL negou a hipótese de Eduardo assumir o posto de chanceler. Ao ser questionado sobre uma possível nomeação de seu pai, atualmente em prisão domiciliar, o senador disse que o tema “não está no radar”. — Jair deve ter uma participação importante, como conselheiro. Ele tem experiência — diz Renato Bolsonaro, tio de Flávio e irmão mais novo do ex-presidente.

Presidente IPG-Instituto João Goulart