MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO -– 13/09/2026
RESUMO
Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO -– 13/09/2026
O GLOBO – Investigações sobre Master e INSS vão para presidência do Supremo
O ESTADO DE S.PAULO – Fachin assume relatoria e limita sessão de 3ª ao caso Moraes
FOLHA DE S.PAULO – Fachin tira de Mendonça o caso Moraes e paralisa análise do Master e INSS
Correio Braziliense – Fachin assume ação sobre suposta relação de Moraes com Vorcaro
Valor Econômico – Não circula hoje
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
TESTE de força - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumiu neste sábado a relatoria do procedimento que envolve o ministro Alexandre de Moraes e que será julgado na próxima terça-feira. O processo foi aberto por André Mendonça para analisar relatório da Polícia Federal que revelou o conteúdo de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro às vésperas da prisão do banqueiro. Mendonça enviou o processo à Presidência do STF após Fachin determinar que qualquer procedimento sobre potencial investigação de ministros da Corte passasse previamente por seu gabinete. Ao receber os autos, Fachin determinou formalmente a transferência da relatoria para a Presidência do STF. Fachin também determinou que as investigações relacionadas ao Master e à fraude dos aposentados do INSS sejam encaminhadas à Presidência do STF. O ministro não explicou o motivo dessa segunda requisição, mas entre ministros a expectativa é que o presidente do STF possa assumir também esses casos.
Essa foi mais uma movimentação feita por Fachin neste sábado para viabilizar o julgamento de terça, ocasião em que os ministros poderão avaliar se há indícios para que Moraes seja formalmente investigado. Mais cedo, Fachin determinou que a PF informe, em até 24 horas, quem mantém a custódia e qual é o estado do material extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada após os ministros Cristiano Zanin, Moraes e Gilmar Mendes solicitarem cópia integral da mídia extraída do aparelho ou, alternativamente, que o conteúdo seja requisitado à PF. Esse grupo alega que a disposição do material integral é fundamental para a realização de qualquer sessão sobre o procedimento que envolve Moraes.
FRUSTRAÇÃO - A decisão de Fachin frustra solicitação do ministro Gilmar Mendes, um dos principais aliados de Alexandre de Moraes na Corte. Na sexta-feira, o decano havia sugerido ao presidente do STF que assumisse a relatoria única dos casos envolvendo Moraes e André Mendonça e adiasse o julgamento marcado para a sessão extraordinária de terça-feira. No sábado, porém, Gilmar obteve uma resposta positiva na cobrança pelo acesso aos dados brutos do celular do dono do Master, Daniel Vorcaro, antes do julgamento.
O MISTÉRIO do celular - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou, ontem, que a Polícia Federal preste, no prazo de 24 horas, informações sobre a custódia e o estado do material extraído do celular do investigado Daniel Vorcaro. A decisão atende a solicitações dos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que pediram acesso à cópia integral dos dados obtidos a partir do aparelho. Nos ofícios encaminhados ao Supremo, Zanin, Moraes e Gilmar solicitaram a disponibilização da mídia extraída do telefone de Vorcaro. Como alternativa, os ministros pediram que a própria Polícia Federal fosse acionada para fornecer o conteúdo. O material é tratado no despacho como par te das informações relacionadas à investigação envolvendo o empresário.
UM NÓ difícil de desatar - A troca de ofícios e despachos entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma demonstração de que haverá trégua. Pelo menos, essa é a leitura dos políticos e da parte da Suprema Corte que deseja resolver a crise no curto prazo. Porém, por mais que a crise se arraste, a visão geral, inclusive, de alguns ministros, é a de que o ministro Alexandre de Moraes perdeu todas as condições de recuperação da sua imagem. Nesse sentido, ainda que o ministro André Mendonça seja visto como alguém que extrapolou suas funções ao investigar um colega, está difícil garantir a permanência de Moraes no STF. O desafio agora é encontrar a forma de resolver, com o menor trauma possível. Para essa mágica, os ministros não têm uma receita.
A VIDA como ela é - A pressa do presidente do STF, Edson Fachin, em resolver a crise não é a mesma dos demais ministros. Para esta terça-feira, conforme o leitor da coluna já sabe, a previsão é de pedido de vistas no caso Moraes e o mesmo deve ocorrer na situação de André Mendonça, no dia 23. Enquanto eles não encontrarem a fórmula para resolver um caso, o outro também não desenrola. E, nessa toada, o tiroteio segue sem data para terminar.
O TEMOR de Flávio - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fechou a última semana perdendo o discurso de que não era investigado e tem dificuldades em alegar que se trata de “perseguição”, uma vez que a abertura do sigilo se deu pelo ministro André Mendonça. O que tira o sono de seus aliados é que apareça algo do iPhone 17 Pro de Daniel Vorcaro que ainda não veio a público.
POR falar em Flávio… - Se depender da campanha do presidente Lula, além do áudio enviado para Daniel Vorcaro, o horário eleitoral do petista deve trazer a investigação que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo no Supremo no caso do filme Dark Horse. A avaliação interna é que o slogan “o pior dos Bolsonaros” está ficando popular entre os brasileiros, e é por aí que o tom da campanha deve seguir contra o Zero Um de Jair Bolsonaro (PL).
O RECADO de Durigan - Responsável pela principal palestra do seminário Brasil Hoje, do think tank Esfera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, dará seu recado no sentido de tentar alavancar a confiança do empresariado no governo Lula, especialmente, no quesito contas públicas e controle de gastos. Outros integrantes do governo, como a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, também farão exposições no seminário. O debate começa às 9h, na Casa Fasano, com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
FISCALIZAÇÃO redobrada - A notificação da Advocacia-Geral da União (AGU) ao YouTube sobre 97 canais que usavam inteligência artificial (IA) com falsos médicos em vídeos preocupa especialistas em tecnologia. “Quando conteúdos falsos simulam profissionais em áreas, como saúde, educação ou segurança, o risco ultrapassa a desinformação e pode afetar direitos e serviços essenciais. O poder público precisa avançar na responsabilização de quem produz e distribui esse tipo de conteúdo”, defende Felipe Matos, especialista em IA e CEO da 10k digital.
A VOLTA de Queiroz - Ex-assessor de Flávio Bolsonaro enroscado no escândalo das rachadinhas, Fabricio Queiroz, apareceu no comício de Flávio Bolsonaro, neste sábado, em Angra dos Reis (RJ). Mas evitou fotos ao lado do candidato do PL ao Planalto. O momento é para esse personagem ficar fantasiado de abajur apagado, dizem aliados do senador.
PRECEDENTE - Depois que Daniel Vorcaro teve direito à visita de seus advogados por duas horas e sem monitoramento ou marcação prévia, choveu pedidos para que o ministro André Mendonça concedesse o mesmo a outros presos da Papuda. Se a moda pega, acabará mudando.
DATAa-Uber - A vida do PT não está fácil entre os motoristas de aplicativo em São Paulo. Coincidência ou não, oito motoristas ouvidos pela coluna disseram votar em qualquer um que esteja contra o presidente-candidato no segundo turno.
E O Caiado? - O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) continua internado para tratar de uma pneumonia e deve ter alta hoje. O médico e ex-governador de Goiás está cauteloso quanto à saúde e o retorno a eventos e às gravações de campanha. Mas não deixou de dar o seu recado. Depois que Flávio virou investigado, os aliados do ex-governador ainda acreditam que ele possa angariar os votos. Até aqui, contudo, quem tem se beneficiado de qualquer problema com Flávio é Augusto Cury, do Avante.
PT E PL vão às ruas - Este domingo será marcado por mobilizações de grupos de esquerda e de direita em diferentes pontos do país. De um lado, o PT promove uma agenda nacional neste dia 13 para fortalecer a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Do outro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL--MG) convocou uma manifestação em Macapá para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento a um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
CRISE no STF não muda o voto - A crise institucional mais grave da história do STF (Supremo Tribunal Federal) não alterou muito a intenção de voto dos brasileiros para presidente. As acusações contra o ministro Alexandre de Moraes não mudaram a preferência de 85% dos eleitores, enquanto aquelas contra André Mendonça não afetaram outros 86%. O dado foi aferido pelo Datafolha. O instituto ouviu 2.002 eleitores em 125 cidades de terça-feira (8) a quinta (10), então este levantamento leva em conta parcialmente as mais recentes revelações da crise. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.
MÃE substitui Carla Zambelli - Mesmo foragida da Justiça brasileira e à espera do desfecho de um processo de extradição em aberto na Itália, Carla Zambelli (PL-SP) participa ativamente da campanha da mãe à Câmara dos Deputados por São Paulo. E isso segundo a própria candidata, Rita Zambelli, 76. A ex-deputada participa das decisões sobre pautas de campanha, ajuda a produzir o material publicado nas redes e grava vídeos em que pede voto para os integrantes da família: além de Rita, o irmão Bruno Zambelli (PL-SP) é candidato à reeleição na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Rita diz ter os mesmos princípios e valores da filha, condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em dois processos distintos.
FLÁVIO Bolsonaro (PL) mantém dianteira sobre Lula (PT) no estado de São Paulo, mostra a mais recente pesquisa Datafolha. Se realizado hoje, um segundo turno entre os dois no maior colégio eleitoral do país teria o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com 47% das intenções de voto, contra 42% do petista. Em Minas Gerais, Lula tem 46%, e Flávio, 45%. Os presidenciáveis mais competitivos deste pleito continuam, portanto, em empate técnico.
A margem de erro no cenário paulista é de dois pontos percentuais e, no mineiro, de três. No Rio de Janeiro, o candidato do PL marca 49% das intenções de voto, superando os 41% de Lula. No Distrito Federal, o senador lidera com 51% das intenções, enquanto Lula pontua com 39%. O quadro se inverte em Pernambuco, onde o atual presidente vence com folga, registrando 61% contra 30% do opositor bolsonarista.
RELATÓRIO da PF sobre fundo desmonta versão de Flávio - A descoberta de que o Havengate, o fundo que recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme Dark Horse, permaneceu “inoperante” por quatro anos, desmonta a versão apresentada por Flávio Bolsonaro para explicar sua utilização, quando vieram à tona mensagens trocadas por ele com o dono do Master a respeito da cinebiografia de Jair Bolsonaro. De acordo com informações reveladas pelo relatório da Polícia Federal tornado público a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, o Havengate é sediado nos Estados Unidos e administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto. Criado em 2020 para a incorporação de um empreendimento imobiliário que nunca foi adiante, ele estava “inerte” até receber a primeira remessa de U$ 2 milhões, em fevereiro de 2025. É uma situação bem diferente da descrita pelo senador e candidato à presidente pelo PL em entrevista à Globonews, em maio passado. Na ocasião, ele disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para a realização do filme, e justificou não poder apresentar a íntegra do contrato com dono do Master pelo fato de o fundo ser uma estrutura jurídica nos Estados Unidos. Na mesma entrevista à GloboNews em maio, Flávio também declarou que escolheu o fundo de Paulo Calixto para gerir os recursos de “Dark Horse” porque o advogado era da “confiança” de Eduardo Bolsonaro, sem que a verba pudesse beneficiar o irmão nos Estados Unidos, onde ele está em autoexílio. Dentre os arquivos que constam nos autos tornados públicos nesta sexta-feira, no entanto, há uma manifestação da PGR que afirma que Eduardo orientou a gestão dos recursos para o exterior. O documento se baseia em mensagens trocadas entre o ex-deputado e o publicitário Thiago Miranda, responsável por intermediar o contato dele com Vorcaro. “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático”, diz a PGR, com base em investigações da PF.
Flávio pediu que investigação fosse redirecionada de Dino para Mendonça - A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), candidato à Presidência da República, fez pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para redirecionar uma investigação sobre o caso 'Dark Horse' do ministro Flávio Dino para o ministro André Mendonça. A Polícia Federal investiga se a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu recursos de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e qual foi a origem do dinheiro repassado pelo banqueiro, que provocou rombo nos fundos de previdências estaduais e municipais país afora. Em um dos pedidos, feito no fim de julho, a defesa de Flávio diz ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, que há um equívoco na distribuição de uma petição que caiu com o ministro Flávio Dino por ter relação com emenda parlamentar. Dino tem em seu gabinete as investigações sobre o mau uso desse tipo de recurso enviado por parlamentares, e há suspeita que o filme tenha recebido recursos de emendas federais.
FALTA material - Integrantes de partidos da coligação do candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), têm reclamado nos bastidores do planejamento interno da campanha e do empenho dado até agora aos aliados que concorrem a deputado estadual e federal pelo estado. As queixas envolvem desde a demora na distribuição de material até a antecedência com que os compromissos têm sido marcados. Além da federação PT, PCdoB e PV, formam a chapa de Haddad PSB, PSOL, Rede e PDT. Sob reserva, um aliado com trânsito na campanha descreve Haddad como alguém “afastado” das bases, que circula apenas em um núcleo restrito de auxiliares do PT. Ele relata que, pela quarta semana consecutiva, não houve reunião da coordenação geral, na qual representantes de todos os partidos da chapa discutiam os rumos, o que coincide com o início oficial de campanha, em 16 de agosto. O mal-estar ocorre num momento adverso para o petista, que amarga desvantagem de 20 pontos para Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador de São Paulo. No levantamento mais recente do Datafolha, Haddad marca 29% das intenções de voto, contra 49% do rival, favorito a vencer já no primeiro turno.
POSSIBIDADE de recorde feminino no Senado -A rodada de pesquisas mais recentes da Quaest nos estados indica que o Senado pode ter a maior eleição feminina de sua história este ano. É o que mostra levantamento realizado pelo cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), com base nos dados do instituto. A análise aponta haver hoje 15 mulheres em situação de favoritismo na corrida por uma das duas cadeiras da Casa em disputa em cada local, enquanto outras 14 têm candidaturas competitivas, em um panorama que abrange tanto nomes à esquerda quanto à direita. Medeiros aponta que as mulheres formam a "principal fortaleza eleitoral da base do governo Lula para o Senado". No Sudeste, onde o presidente atua para ampliar a base de votos, destacam-se Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) em São Paulo, Benedita da Silva (PT) no Rio de Janeiro e Marília Campos (PT) em Minas Gerais. Também são candidatas bem posicionadas ao Senado à esquerda: Manuela D’ávila (PSOL) no Rio Grande do Sul; Marília Arraes (PDT) em Pernambuco; Gleisi Hoffman (PT) no Paraná; Luizianne Lins (Rede) no Ceará; Eliziane Gama (PT) no Maranhão; Samanda de Lula (PT) no Rio Grande do Norte; e Leila do Vôlei (PDT) e Erika Kokay (PT) no Distrito Federal. Um fenômeno semelhante ocorre no campo bolsonarista. Há mulheres à frente nas pesquisas em várias localidades, como Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) no Distrito Federal; Carol De Toni (PL) em Santa Catarina; Cristina Graeml (PSD) no Paraná; Sílvia Cristina (PP) em Rondônia; Mara Rocha (Republicanos) no Acre; Teresa Surita (MDB) em Roraima; e Rayssa Furlan (Podemos) no Amapá. O levantamento mostra também a presença de lideranças jovens, como Janaína Riva (MDB) em Mato Grosso, atual deputada estadual de 37 anos, e Marina JHC (PSDB) em Alagoas, de 35 anos, que busca quebrar a força local de Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB). Também há nomes competitivos fora do lulismo e do bolsonarismo, como a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (MDB), a ex-senadora capixaba Rose de Freitas (MDB) e Gracinha Caiado (União) em Goiás, mulher do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), além das atuais senadoras Zenaide Maia (PSD-RN) e Soraya Thronicke (PSB-MS), que miram a reeleição.
Presidente IPG-Instituto João Goulart


