MANCHETES  DOS JORNAIS  DE DOMINGO - 20/09/2026 

MANCHETES  DOS JORNAIS  DE DOMINGO - 20/09/2026 

                                                                                                                                                           Edição de Chico Bruno      

 

                                                                                                          MANCHETES  DOS JORNAIS  DE DOMINGO - 20/09/2026                                                                                              

 

                                                                                            

 

O GLOBO – De mandato a limite à atuação de parentes, candidatos miram mudanças no STF        

Valor Econômico – Não circula hoje   

 

 FOLHA DE S.PAULO – Projetos de R$ 204 bilhões em infraestrutura ficam para próximo presidente     

 

    O ESTADO DE S.PAULO – IA muda funções de início de carreira e pressiona geração Z             

 

    Correio Braziliense – PAS completa 30 anos e amplia o acesso à UnB                 

 

         Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia 

 

MUDA Senado – Diante da grave crise na qual está mergulhado o Supremo Tribunal Federal, os seis principais presidenciáveis na corrida eleitoral têm enfatizado propostas de reforma do Judiciário em seus discursos. Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema convergem na defesa de mandato fixo para ministros que varia de 8 a 15 anos, e na adoção de idade mínima para a indicação. Os candidatos também defendem que parentes dos magistrados sejam proibidos de advogar na Corte. O limite a decisões monocráticas e a adoção de critérios mais rígidos de nomeação no STF também aparecem nos planos.  

 

BOLADA para investir - O próximo presidente herdará uma extensa carteira de concessões de infraestrutura que o atual governo prometeu levar a leilão em 2026, mas não conseguiu tirar do papel. Projetos de rodovias, ferrovias, portos e hidrovias foram adiados e agora avançam para 2027 ou até para os anos seguintes, somando ao menos R$ 204 bilhões de investimento previsto. Os atrasos atingem alguns dos principais projetos anunciados pela gestão Lula. Dos 13 leilões rodoviários inicialmente previstos para este ano, a expectativa agora é realizar sete. Nos portos, apenas três dos 18 certames anunciados haviam ocorrido até setembro, enquanto as cinco concessões de hidrovias previstas foram empurradas para frente. A agenda ferroviária também ficou quase toda para o próximo governo. Apesar do cenário de atraso em 2026, o atual mandato de Lula se consolidou como a gestão que mais fez concessões de infraestrutura, com 50 leilões de rodovias, portos e aeroportos, de 2023 a 2025, segundo levantamento dos ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos. O número supera o de projetos executados durante os governos de Jair Bolsonaro e Fernando Henrique Cardoso. 

 

GERAÇÃO amedrontada - As funções delegadas a jovens profissionais em início de carreira estão mudando. Atualmente, a inteligência artificial consegue gerar códigos com mais agilidade do que desenvolvedores de software, por exemplo. No ambiente corporativo, cada empresa vive uma jornada. Algumas ainda estão em fase de adoção, outras estão mais à frente ao desenvolver habilidades para automatizar processos. Para a Geração Z brasileira, a mudança traz efeitos que já estão em curso no País. De um lado, alguns vivenciam a chamada sobrecarga cognitiva. Do outro, cresce o medo de ser substituído pela tecnologia. 

 

Na última reportagem da série “O retrato da Geração Z”, a pesquisa inédita do Instituto Ipsos, em parceria com o Estadão, revela que mais da metade dos jovens brasileiros tem receio da automação. De acordo com o levantamento, 56% da Geração Z se preocupa muito com o risco de ter ocupações e profissões assumidas pela tecnologia. Somente 8% não se preocupam com a possível ameaça da IA no trabalho.  

 

INICIATIVA de sucesso - Iniciativa pioneira da Universidade de Brasília, o Programa de Avaliação Seriada (PAS) chega aos 30 anos muito bem-sucedido. Desde a realização da primeira prova, em 1996, o modelo inovador se consolidou como importante instrumento para ampliar o acesso ao ensino superior público. Ex-candidatos, estudantes e professores consideram o método de seleção, com três provas anuais, uma ferramenta essencial para aproximar a universidade do ensino médio e melhorar a preparação dos alunos. Integrante da primeira turma do PAS, o servidor público Manoel Soares Jr. enumera as lições aprendidas: “Cobrança gradual do conteúdo, garantia mínima de vagas e estímulo ao amadurecimento do aluno.” 

 

Abin alerta para interferência dos EUA na eleição - A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elaborou um relatório em que adverte, veementemente, sobre a influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, cujo primeiro turno será em 4 de outubro. Chama atenção o alerta de que a intervenção a partir de Washington chega a um “nível de criticidade”. O documento foi encaminha do ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no fim de agosto.  Segundo o relatório, que reúne documentos do governo norte-americano colhidos entre novembro de 2025 e maio de 2026, a meta do presidente Donald Trump é a “redução da influência de potências rivais dos EUA na América Latina e de negação do acesso dessas potências a ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região, em favor de seu controle, direto ou indireto, pelo governo dos EUA ou pelo capital privado estadunidense”. O levantamento da Abin foi publicado pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmado pelo Correio. 

 

LULA na ONU - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca, hoje, para Nova York, onde participará da 81ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) num momento em que, novamente, as relações entre Brasil e Estados Unidos estão em um ponto baixo. Lula fará na terça-feira o discurso de abertura, pronunciamento que deverá combinar temas da agenda internacional com uma defesa da soberania brasileira e das instituições democráticas. Fontes de Palácio do Planalto afirmam que o presidente destacar a importância do multilateralismo, defender a negociação como instrumento para a solução de disputas e reforçar a necessidade de respeito ao direito internacional humanitário. A reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança, também deve estar entre os principais pontos. 

 

O FIM da crise tem um jeito - Se tem algo com que todos concordam no STF é que a crise na Suprema Corte só termina quando houver uma investigação geral sobre tudo o que foi divulgado, até agora, levantando suspeitas sobre os ministros. Logo, avisam alguns, não vai adiantar pegar apenas Alexandre de Moraes para servir de bode expiatório protegendo os demais. Durma-se com um barulho desses.  

 

A CAMPANHA da reta final - Com a polarização dando as cartas nesta eleição, tanto a campanha de Flávio quanto a de Lula vão jogar pelo voto útil, a fim de liquidar a fatura no primeiro turno. Só não deixarão tão explícito assim porque se fizer campanha para decidir a eleição logo na primeira votação, e não der tal resultado, quem insistir muito nisso sai com ares de derrotado.  

 

SENADO, a próxima arena - Depois do STF, é o Senado da República que terá embates supremos no plenário por causa dos desdobramentos do caso Master. É que, a cada dia, cresce o número de senadores que estiveram com Daniel Vorcaro, à esquerda e à direita. Independentemente de quem vencer a eleição, a crise tende a continuar forte em 2027.  

 

CÓDIGO de conduta geral - O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), apresentou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que dispõe de um código de conduta para os servidores públicos brasileiros — “todos os agentes públicos, inclusive os membros de Poder e titulares de órgãos constitucionalmente autônomos”. A proposta pretende evitar conflitos de interesses. 

 

PROJETO apartidário -  Assinada por diversos senadores, do PT ao PL, a justificativa da PEC se baseia nos casos expostos de corrupção de servidores públicos, como no escândalo do INSS e no caso Master. “A sociedade brasileira, nos últimos meses, tem assistido, estupefata, a uma sequência sem fim de casos de mau comportamento de agentes públicos de todos os Poderes e de todos os entes federados. O escândalo do Banco Master trouxe à tona uma rede de relações espúrias entre agentes do Estado e empresários desonestos”, argumenta Braga. 

 

SAI daí rapidinho - Candidatos do União Brasil e do Progressistas, em São Paulo, estão atônitos com a prisão do ex-vereador Milton Leite, que preside o diretório estadual da federação União Progressista, que une as duas legendas. A ordem é soltar a mão dele e seguir, se possível, sem comentar mais este escândalo. Leite foi preso numa operação que investiga a relação com empresas de ônibus e o Primeiro Comando da Capital (PCC) na capital paulista. Há o receio de que isso possa atrapalhar a campanha dos candidatos da federação.  

 

ALIÁS… - Em São Paulo, começou a caça de imagens de Milton Leite pedindo votos para Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro e quem mais tiver para jogar na internet. 

 

A FORÇA do vice - Neta reta final de campanha, o vice-presidente Geraldo Alckmin se dedicará especialmente ao interior de São Paulo, estado que governou por 14 anos. É o nome forte para tentar arrefecer a dificuldade do PT na região.  

 

ENQUANTO isso, na campanha do PL…  - O deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, tem exercido esse papel para a campanha no Nordeste. Ou seja, tentar quebrar a resistência ao candidato na região. A avaliação dos bolsonaristas é de que nem tudo está perdido por lá. 

 

O BRB entra na campanha presidencial - Depois de o governo corrigir o valor do Bolsa Família ao montar uma espécie de armadilha para o PL de Flávio Bolsonaro, tal como Jair Bolsonaro fez em 2022, o PT põe outro tema indigesto na roda: o socorro ao BRB. A nota do partido afirma que não há negociação entre a União e o GDF. De quebra, afirma em relação que “o governo federal não vai assinar cheque em branco para quem ainda não mostrou as contas”. Para aliados da governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, trata-se de mais uma armadilha para o grupo de Flávio. Afinal, enquanto aliado de Celina, caberia ao presidenciável do PL ajudar o BRB. Até agora, ele não se manifestou abertamente sobre o episódio e sequer tem participado de debates. É mais uma crise, que assim como a do Supremo Tribunal Federal, ficará para depois das eleições. 

 

PODE ser - Líderes de partidos do centrão, que se mantiveram neutros no primeiro turno, dizem que há uma tendência de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) numa eventual segunda etapa contra Lula, especialmente após o crescimento do senador nas últimas pesquisas. União Brasil e PP, que formam uma federação, devem puxar a fila de apoios ao senador, segundo um dirigente. 

 

Há uma expectativa também de que o Republicanos apoie Flávio, sobretudo por pressão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Quanto ao PSD, o apoio de Ronaldo Caiado é dado como certo, mas ainda há dúvidas de como o principal cacique da legenda, Gilberto Kassab, se comportaria. As apostas são de que ele, que adota postura pragmática, esperaria por uma decisão até o último minuto. 

 

FILHO de Covas declara apoio a Lula - ilho do governador Mário Covas (PSDB) e ex-vereador de São Paulo, Mário Covas Neto, o Zuzinha (PSDB), declarou apoio à candidatura de Lula (PT). A articulação foi feita por Geraldo Alckmin (PSB), que foi vice de Covas e é de Lula. Covas Neto confirmou o apoio ao petista em vídeo gravado antes de comício do presidente realizado em Guarulhos, nesta sexta-feira (18). "Não pense que Flávio Bolsonaro é igual ao pai dele [Jair Bolsonaro]. Ele é muito pior. Ele vai transformar esse país num campo de batalha", disse. "Eleição não é esquerda contra direita. É democracia contra a tirania", prosseguiu o tucano. 

 

Vorcaro chamava Otto Alencar de ‘conselheiro’ e ‘comandante’ -  

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal mostram que o banqueiro tratava o senador Otto Alencar (PSD-BA) como seu “conselheiro” e recebia, por meio de um advogado, recados frequentes atribuídos ao parlamentar. O material também revela tentativas de marcar reuniões presenciais entre o dono do Master e o congressista, que nega ter se reunido com Vorcaro. Um relatório da PF aponta que o advogado Ciro Soares, que atuava para Vorcaro e tinha relação pessoal com integrantes dos três Poderes, atuava como intermediário entre o banqueiro e o parlamentar. O defensor, segundo os investigadores, costumava avisar Vorcaro quando estava reunido com Otto, enviava fotos ao lado do parlamentar e ligava para o banqueiro para transmitir “recados” do senador.  

 

LENDAS evangélicas - Depois de passar metade da vida frequentando a mesma Assembleia de Deus em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, a psicanalista Alessandra Silva, de 40 anos, sentiu necessidade de mudar de igreja nas eleições de 2022. Ela diz que o estopim, à época, foi o incômodo com a forma como seu pastor orientava voto “no candidato que ele já tinha escolhido”, apresentado por ele como “representante da pátria e da família” e “contra o homossexualismo (sic)”. O relato de Alessandra vai ao encontro de dados captados na pesquisa Religião e Vida Pública no Brasil, feita pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) com a Quaest. Os dados começam a ser divulgados neste domingo pelo GLOBO, no primeiro capítulo da série de reportagens “Fiel da balança”, que vai abordar as mudanças religiosas no país e seus impactos nas eleições e nos hábitos dos brasileiros. 

 

O levantamento, com 15 mil entrevistas presenciais ao redor do país, aponta que oito em cada dez pessoas são contrárias a discutir política em espaços religiosos. Além disso, nove a cada dez brasileiros não querem que sua liderança religiosa permita a presença de candidatos na igreja — esses percentuais são similares entre católicos, evangélicos e outras religiosidades. 

 

´'PÉ no chão - Autor do bordão mais conhecido das últimas décadas em campanhas presidenciais — “Nunca antes na História deste país” —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a reconhecer as dificuldades de sua gestão e a adotar um discurso mais “pé no chão”. Após debater com aliados os obstáculos da corrida eleitoral, o petista tenta modular o tom ufanista e afirma até mesmo que poderia ter feito “muito mais”. A mudança na postura ocorre em um momento em que a campanha à reeleição está pressionada por pesquisas de intenção de voto. Os últimos levantamentos mostraram cenário de empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL) — no Datafolha divulgado na quinta-feira, o petista aparece com 46%, contra 44% do candidato do PL em eventual segundo turno, enquanto na Quaest de segunda-feira o senador está numericamente à frente (42% a 40%). A modulação no discurso vinha sendo recomendada por aliados e passou a ser colocada em prática nos últimos dias. A inflexão mira o eleitor que se declara independente, levando em conta também a divulgação de propostas para um possível quarto mandato. 

 

CUSTO de vida é o mote - O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, vai reforçar o discurso econômico voltado para a redução do custo de vida da população e concentrar as viagens ao Sudeste nas duas semanas que faltam para o primeiro turno, em um apelo ao “voto útil”  dos eleitores dos outros candidatos de direita. As pesquisas mostram um acirramento da disputa contra o presidente Lula, e a campanha do senador busca antecipar o apoio de uma parcela do eleitorado que rejeita o PT. O movimento, que tem como alvo os apoiadores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), será conduzido sem ataques diretos aos adversários. A orientação é apresentar Flávio como o nome em melhores condições de derrotar o atual presidente e antecipar uma migração que poderia ocorrer naturalmente em um eventual segundo turno. 

 

Na quinta-feira, Flávio vocalizou o mote durante ato de campanha em Vitória da Conquista (BA) e na live semanal: — Vocês que estão pensando em votar em outros candidatos, que são meus concorrentes, pensem na possibilidade de votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, para a gente resolver logo. 

 

ATRAVESSSOU o samba - O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, aceitou a petição contra o presidente Lula e o vice Alckmin, acusados de financiamento público indevido do desfile da Acadêmicos de Niterói. A ação foi movida por Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, alegando abuso de poder político e econômico. O TSE determinou a citação dos investigados para defesa. A petição aponta repasses de R$ 9,6 milhões à escola de samba, com suspeitas de receitas privadas não esclarecidas. 

 

FALHA no sinal - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e André Mendonça afirmaram à Polícia Federal (PF) que não conseguiram acessar os arquivos com a íntegra dos dados do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. 

 

Os magistrados encaminharam ofícios para informar sobre suas dificuldades de acesso ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Fux e Mendonça haviam pedido nesta quinta-feira, 17, acesso aos celulares do banqueiro. Os pedidos foram feitos depois que vazaram mensagens trocadas entre o banqueiro e o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro. Também surgiram menções a pagamentos ao filho de Kassio Nunes Marques. 

 

A divulgação dos diálogos se deu pouco antes da sessão de terça-feira, 15, que discutiu os indícios de que Alexandre de Moraes mantinha elo com Vorcaro. 

 

VALE tudo no pedaço - O Movimento Cultura com Lula, liderado por João Paulo Mehl, usa recursos de uma ONG que recebeu R$ 5,6 milhões do governo para apoiar a reeleição de Lula. A iniciativa, que envolve servidores do Ministério da Cultura e Pontos de Cultura, não está registrada no TSE. A primeira-dama, Janja, apoia o movimento, que promove ações pró-Lula em todo o Brasil. Mehl, ligado à Rede Livre, nega uso de recursos públicos na campanha, afirmando que é uma ação voluntária e democrática.

Presidente IPG-Instituto João Goulart