MANCHETES DOS JORNAIS  DE DOMINGO – 23/08/2026             

MANCHETES DOS JORNAIS  DE DOMINGO – 23/08/2026             

                                                                                                                                                                                                              

Edição de Chico Bruno      

 

MANCHETES DOS JORNAIS  DE DOMINGO – 23/08/2026                                                                           

 

                                                                  O GLOBO – Pacto político é o 1º passo para ajuste fiscal em 2027, dizem economistas       

 

      FOLHA DE S.PAULO – Díaz-Canel diz que reformas em Cuba não são guinada capitalista        

 

                   O ESTADO DE S.PAULO – Diálogos revelam ação de Lulinha para intermediar reuniões na Presidência                 

 

      

 

Correio Braziliense – Saiba o que candidatos ao Buriti propõem para o DF        

 

   

 

Valor Econômico – Não circula hoje     

 

               

 

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia 

 

AJUSTE na largada - O próximo presidente eleito, seja ele quem for, precisará resgatar a credibilidade na gestão das contas públicas. Especialistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que a receita para ancorar as expectativas do mercado e conter a escalada da dívida requer como ingrediente-chave o corte de despesas. Diante de um quadro fiscal “no limite”, com a dívida bruta em 81,9% do PIB, somando R$ 10,8 trilhões — o maior patamar desde abril de 2021 —, o caminho para enfrentar a crise fiscal é um pacto político com o novo Congresso Nacional. Os efeitos colaterais da crise fiscal, que incluem juros altos, inflação pressionada, desvalorização do real e paralisia de investimentos, com recorde de recuperações judiciais no agro e inadimplência de empresas, teriam o poder de mobilizar os deputados e senadores, afirmam especialistas. 

 

Endividamento: Com dívida pública acima de R$ 10 tri, Lula deve terminar o terceiro mandato com déficit nominal recorde 

 

O pacto político a favor da melhor gestão dos recursos é o capítulo de introdução de um receituário conhecido por especialistas, mas que costuma ser deixado de lado em razão do custo político. Nessa lista, entram propostas como: fim do aumento real do salário-mínimo; nova Reforma da Previdência; dar seguimento à proposta de Reforma Administrativa; desvinculação de saúde e educação da receita; e revisão de subsídios e desonerações. 

 

EUA asfixiam Cuba - Aos 66 anos, o engenheiro Miguel Díaz-Canel comanda Cuba no momento mais crucial de sua história, em que até mesmo a capacidade de sobrevivência da ilha como nação autônoma é considerada sob ameaça. Sob bloqueio implacável do governo do norte-americano Donald Trump, que desde maio impede a entrada de combustível e insumos no país, os cubanos enfrentam situações extremas em que faltam luz, água, transporte, alimentos e remédios. O lixo, nas ruas, fica por dias sem ser recolhido. Para tentar contornar o cerco, o parlamento de Cuba aprovou há dois meses um pacote de reformas econômicas apresentado pelo governo com 176 medidas que abrem espaço para o setor privado de forma inédita —e impensável há poucos anos. Empresários privados estão autorizados a ter mais de dois negócios, com mais de cem empregados, o que possibilita o surgimento de conglomerados. Ações poderão ser negociadas livremente. Companhias estrangeiras poderão explorar a terra por até 99 anos, em sistema de usufruto. Canel, que desde que assumiu o governo viu o PIB do país encolher 15% depois de sucessivas crises (entre elas, o fim da pareceria energética com a Venezuela e a Covid-19), afirma que as reformas não vão trazer o capitalismo de volta a Cuba. "O povo não permitiria", disse ele em entrevista exclusiva concedida à Folha na semana passada em Havana. Na entrevista, o líder da ditadura cubana diz que os EUA promovem um genocídio silencioso no país e tentam, com a escalada das sanções, provocar uma explosão social que leve "à famosa queda da Revolução, que eles tanto desejaram e pela qual tanto esperaram". Afirma que o governo, no entanto, não vai capitular. "Não temos alternativa senão resistir." 

 

CAÇADA a Lulinha em marcha acelerada - A lobista Roberta Luchsinger afirmou em mensagens encontradas no celular dela pela Polícia Federal que Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi responsável por marcar uma reunião no Palácio do Planalto para o governador do Maranhão, Carlos Brandão, e que Lula ia “prosseguir com liberação da obra dele” no Estado. A investigação sobre suspeitas de tráfico de influência de Roberta Luchsinger e Lulinha, como o filho do presidente é conhecido, detectou que a lobista intermediou a contratação, por órgãos vinculados ao governo do Maranhão, de uma empresa de informática do empresário Cleber Ribas. Ela também atuava em favor dele junto ao governo federal. 

 

A PF também apontou, a partir da quebra de sigilos, que Roberta mantinha diálogos sobre negócios com o governador Carlos Brandão. 

 

CORRIDA eleitoral no DF - Sete candidatos mais bem pontuados na corrida ao Buriti, segundo a pesquisa Correio Opinião Inteligência Política, apresentam propostas para problemas do Distrito Federal. A pedido do Correio, eles sugerem medidas para ajudar pequenos comerciantes, enfrentar o endividamento das famílias, promover a regularização fundiária, incentivar a agricultura e ampliar empregos para os jovens. Boa parte das medidas passam pela recuperação do Banco de Brasília, além de políticas públicas voltadas para a educação, a formação profissional e desburocratização. Foram ouvidos Celina Leão, José Roberto Arruda, Leandro Grass, Ricardo Cappelli, Paula Belmonte, Samara Mineiro e Kiko Caputo. 

 

JANJA e Michelle na luta pelo voto evangélico - A disputa pelo eleitorado evangélico ganhou espaço na campanha presidencial de 2026 à medida que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsona ro (PL-RJ) se consolidam como os principais nomes da corrida ao Palácio do Planalto. De um lado, a primeira-dama Janja da Silva passou a investir em uma aproximação direta com mulheres evangélicas, sobretudo as de baixa renda e que enfrentam situações de violência. De outro, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), que construiu ao longo dos últimos anos uma relação estreita com igrejas e lideranças cristãs, voltou a atuar ao lado de Flávio depois do período de tensão entre eles. O movimento ocorre sobre uma base eleitoral numerosa. Segundo o Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 26,9% dos brasileiros com 10 anos ou mais se declaravam evangélicos. São cerca de 47,4 milhões de pessoas. O grupo cresceu 5,2 pontos percentuais desde 2010, quando representava 21,6% da população nessa faixa etária. 

 

A OUTRA polarização - Não é apenas na campanha presidencial que PT e PL têm disputas acirradas. Para a Câmara dos Deputados, a briga será tão ferrenha quanto. É que as duas legendas projetam a eleição de 100 deputados, sendo que o PT conta, ainda, com a federação — que inclui PCdoB e PV. E, se contar PSol e Rede, deve passar dessa centena.  

 

ÚLTIMOS - O governo passa esses dias terminando a elaboração do Orçamento de 2027 para enviar ao Congresso. A avaliação é de que a equipe econômica terá que fazer malabarismos, a fim de evitar dar discurso à oposição sobre os problemas fiscais para o ano que vem. Há o desafio de apresentar uma conta crível e factível, uma vez que haverá aumento de gastos obrigatórios — especialmente, na Previdência. Tem gente trabalhando madrugada adentro. 

 

GASPAR, Flávio e o Nordeste - Do lado da campanha presidencial do PL, o vice-presidente da chapa, deputado Alfredo Gaspar (AL), foi escalado para a maior parte das agendas no Nordeste. Ontem, por exemplo, representou a campanha presidencial no lançamento da postulação à reeleição do líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB), em João Pessoa. Interlocutores do partido dizem que Flávio vai analisar suas viagens à região com muita cautela para não se expor. Porém, o problema é outro. É que, com o favoritismo de Lula por lá, muitos querem distância de Flávio.  

 

BETS e campanha - Até aqui, os oposicionistas não fecharam propostas sobre esse tema. A estratégia de Flávio Bolsonaro, por exemplo, é culpar Lula pela demora da regulamentação das casas de aposta on-line, principalmente com os dados de apostas dos beneficiários do Bolsa Família. No entanto, não tem um projeto pronto para o setor.  

 

CAMPANHA dupla - Candidata a deputada federal pelo Podemos, a ex-primeira dama do Distrito Federal Mayara Noronha fechou uma dobradinha eleitoral com o empresário Neto Rodrigues, que disputa uma vaga de deputado distrital pelo partido. Mayara vem com a experiência acumulada na área social, enquanto Neto chega com um discurso voltado ao setor produtivo.  

 

DATA Uber - Enquanto os taxistas do Rio de Janeiro se mostram divididos em relação à eleição de outubro, os motoristas de aplicativo da cidade são incisivos ao dizer que não pretendem votar em ninguém. O desencanto com os políticos é geral entre os cariocas, onde Lula e Flávio Bolsonaro fizeram atos de campanha neste fim de semana.  

 

UM espaço grande para dois - O hotel onde Lula e sua comitiva se hospedaram, no Rio de Janeiro, foi o mesmo onde o ex-governador de São Paulo, João Doria, comandou o 25º Fórum Empresarial Lide, na sexta-feira. Lula chegou ao hotel no fim da noite. Estavam, inclusive, no mesmo andar. Lula numa ala mais reservada, cheia de seguranças à porta. E Doria do outro lado. O ex-governador só saiu, no início da tarde, quando o presidente já havia deixado o hotel para o ato de campanha em Bangu, ao lado do ex-prefeito Eduardo Paes. 

 

JUSTIÇA eleitoral e IA - Em vídeo produzido por inteligência artificial, o candidato ao governo do Maranhão e ex-senador Roberto Rocha (PRTB) cria um cenário em que três homens jogam trinca e suas expressões não são boas. Nas cartas, há rostos de oponentes regionais, como o do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino; dos candidatos ao governo Eduardo Bride (PSD) e Orleans Brandão (MDB), de Lula e do ex-ministro dos Esportes e candidato ao Senado André Fufuca (PP). Então, Rocha entra na sala, vira a mesa do jogo e surge a frase: “Quando as cartas estavam marcadas, uma nova jogada virou a mesa”. Vai dar muita polêmica. No mínimo. 

 

Rouco de tanto repetir que, se seu filho for culpado, deve ser investigado e punido como qualquer outro brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um problema para tentar resolver — e rápido. A imagem de que o governo tem o que os oposicionistas chamam de “sanha arrecadatória”. Em seminários e palestras, representantes de diversos setores têm reclamado de alguns pontos nesse sentido. O setor do petróleo é um deles. Participantes do 25º Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro, e instituições ligadas à extração, citam, por exemplo, os 12% cobrados nas exportações de petróleo. Esse percentual foi fixado por medida provisória. Depois, quando a MP perdeu a validade, o governo manteve a cobrança por uma resolução da Camex. “Outros países também produzem petróleo. Com esse imposto, a perspectiva de atração de empresas será menor, uma vez que a capacidade de refino também é reduzida”, adverte o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Roberto Ardenghy.  

 

NO aguardo - O setor petrolífero espera que a Justiça Federal se pronuncie a respeito da ação que tramita na 17ª Vara Federal, a fim de barrar os 12%. A expectativa é de que esse imposto pode, inclusive, reduzir o interesse das empresas pelos campos a serem licitados, sobretudo na Margem Equatorial. Afinal, avisam os empresários, o fato de uma medida provisória caducar e o governo manter o imposto por resolução da Camex, é sinal de insegurança jurídica. 

 

PARA Caiado e Renan, Lula e Flávio são "fujões" - Os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) criticaram, ontem, a ausência dos adversários Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro debate entre os presidenciáveis, hoje à noite, na Band. O primeiro classificou os dois como “fujões” e afirmou que ambos teriam “muito a esconder e nada a poder mostrar para o país”. Em entrevista, ele ainda criticou a polarização entre direita e esquerda e afirmou que a disputa impede a discussão de temas prioritários como segurança, educação e saúde. No caso de Renan, ele publicou uma mensagem para Lula e Flávio Bolsonaro no X (antigo Twitter), no qual escreveu que ambos estariam “com medo” dele ao “fugirem” do primeiro debate na tevê.  

 

OUSADIA de Zema - Candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema divulgou neste sábado (22) seu jingle de campanha, em que promete "acabar com o PT". No vídeo que acompanha a música, feito com inteligência artificial, os ministros do STF Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes aparecem na cadeia com roupa de presidiário, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também aparecem críticas ao "jogo do tigrinho" e à influenciadora Virgínia Fonseca, que foi sua garota-propaganda. Zema retoma no vídeo e no jingle o conceito dos intocáveis, que fariam parte de uma casta dos Poderes interessada apenas em defender seus interesses. Ele costuma condenar os "abusos" dos ministros do STF, citando especialmente Moraes e Gilmar. A melodia, que parodia a música "O nome dela é Jennifer", também faz referências ao escândalo do INSS e ao aumento do preço dos alimentos. 

 

CÁRMEN Lúcia rejeita tese de 'deepfake do bem' - A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia compara os vídeos de IA (inteligência artificial) que imitam pessoas, os deepfakes, à famosa foto do então eleito presidente Tancredo Neves sentado em uma poltrona, cercado por seus médicos no hospital de Brasília, em março de 1985. Tancredo estava doente e viria a morrer 27 dias depois, antes de assumir o cargo. O objetivo da imagem era tranquilizar os eleitores sobre a saúde do mandatário. A foto foi autorizada pelo político. Em entrevista ao episódio de estreia do podcast "A Máquina", série da Folha publicada pelo Café da Manhã durante o período eleitoral, a ministra rejeita a tese de deepfake "do bem". Para ela, ainda que um vídeo de IA não tenha como objetivo ofender alguém, seja autorizado e não contenha nenhuma mentira, ainda é um deepfake —vedado, portanto, pela regra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

 

DEBATE sem os favoritos - O primeiro debate presidencial da eleição de 2026 deve ser marcado pelas ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), condição que tende a ser explorada pelos outros candidatos convidados pelo Grupo Bandeirantes. O evento ocorre neste domingo (23), às 20h. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) devem aproveitar a oportunidade para se fazerem mais conhecidos do eleitorado, já que todos amargam baixa intenção de voto nas pesquisas eleitorais. 

 

FLÁVIO tem 47%, e Lula, 42% em SP no 2º turno; MG marca empate - Pesquisa Datafolha mostra que, no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o senador Flávio Bolsonaro (PL) está à frente do presidente Lula (PT) em cenário de segundo turno, com 47% das intenções de voto ante 42% do petista. Já em Minas Gerais, Lula marca 46% no mesmo cenário de segundo turno, ante 42% do rival. Como a margem de erro para o estado é de três pontos percentuais, o cenário no estado é de empate técnico. 

 

Alta-tensão entre eles - O andamento da investigação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elevou a tensão entre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. De um lado, o chefe do Ministério Público afirma que o inquérito contra o filho do petista deve ser enviado à primeira instância da Justiça por não haver elementos envolvendo autoridades com prerrogativa de foro na Corte. Do outro, há um entendimento de pessoas próximas a Mendonça de que a conexão com o escândalo do INSS, que revelou o envolvimento de um parlamentar, e as citações a Lula em mensagens de celular encontradas ao longo da apuração podem manter o caso por ora no STF. O descompasso ampliou as divergências entre os dois, que vêm se acumulando nos últimos meses e perpassam também, além da apuração sobre descontos indevidos de aposentadorias, o caso ligado ao Banco Master. 

 

Diante desse impasse, Mendonça deve rejeitar o pedido da PGR, que pode recorrer da decisão do ministro à Segunda Turma do STF. Além do relator da investigação de Lulinha, fazem parte do colegiado o decano da Corte, Gilmar Mendes, e os ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. O magistrado, porém, não deve decidir sobre o desfecho do caso tão cedo.  

 

PREFEITOS de oito das dez maiores cidades de AL apoiam tanto Lira quanto Renan - Apesar de estarem em chapas distintas nas eleições em Alagoas, Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB) encontraram um ponto de convergência no interior do estado: o apoio de prefeitos às duas candidaturas ao Senado. Dos dez municípios mais populosos de Alagoas, oito têm gestores que manifestaram publicamente alinhamento com os dois políticos, adversários que estarão na disputa por duas vagas no Senado em outubro. Arapiraca, Rio Largo, Palmeira dos Índios, União dos Palmares, Penedo, São Miguel dos Campos, Delmiro Gouveia e Coruripe estão entre as maiores cidades do estado que se enquadram nesse cenário. Na maioria dos casos, a manifestação aparece nas próprias redes sociais dos gestores ou de aliados próximos. A exceção mais evidente é Maceió. Na capital, o prefeito Rodrigo Cunha (Podemos) está alinhado ao grupo de João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, principal adversário de Renan Filho na corrida pelo governo e aliado de Lira. Marechal Deodoro também não aparece no movimento: o prefeito André Bocão (MDB) mantém proximidade com os Calheiros. 

 

OCTOGENÁRIOS batem recorde nas urnas - A eleição de 2026 representa um recorde em termos de número de candidatos com 80 anos ou mais em pleitos nacionais desde 2002, de acordo com dados da Justiça Eleitoral analisados pelo GLOBO. Serão ao menos 99 octogenários disputando votos em todo o Brasil, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição justamente aos 80. A reportagem considerou os dados atualizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até esta segunda-feira (17), quando dados de cerca de 20.400 candidaturas estavam disponíveis. Apesar de já encerrado o prazo de registro de candidaturas no dia 15, a plataforma de divulgação ainda pode receber mais informações, devido ao ciclo do processo de documentação oficial. O pico de candidaturas com mais de 80 anos havia acontecido na eleição passada, com 90 postulantes ao nível federal e estadual. O crescimento é ininterrupto desde 2002, o que pode refletir, além da estratégia de repetição de figuras conhecidas do eleitorado, também a elevação da expectativa de vida da população brasileira. O dado pode aumentar já que, em termos gerais, a quantidade total de candidatos foi de 28,9 mil na eleição de 2022. 0,48% dos candidatos nas eleições de 2026 nasceram antes de 1946, ante um índice de 0,31% no último pleito nacional. Para calcular a idade dos candidatos o GLOBO considerou como referência a data da realização do primeiro turno em cada ano. 

 

ATRAÇÃO incerta - Dados da última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira, revelam que o presidenciável do PL, o senador Flávio Bolsonaro, não atrai boa parte dos eleitores que preferem outros nomes da direita no primeiro turno em um eventual embate direto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, o filho de Jair Bolsonaro é escolhido por 60% dos que apoiam Romeu Zema (Novo); 54% dos que optam por Ronaldo Caiado (PSD); e 48% dos que indicam voto em Renan Santos (Missão). O apoio da direita não bolsonarista é a principal aposta de Flávio para um eventual segundo turno contra Lula, mas a concordância entre os eleitores ainda é um desafio.

Presidente IPG-Instituto João Goulart