Manchetes dos jornais de domingo - 14/12/2025
Resumo de domingo - 14/12/2025
Edição de Chico Bruno
Manchetes dos jornais de domingo - 14/12/2025
O GLOBO – Tarifaço inunda varejo brasileiro com produtos chineses baratos
FOLHA DE S.PAULO – Cresce preocupação dos brasileiros com segurança, aponte Datafolha
O ESTADO DE S.PAULO – Caso Master atinge o STF e aumenta pressão sobre código de ética
Valor Econômico – Não circula hoje
Correio Braziliense – Turismo em Brasília ganha força e atrai mais visitantes
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia
Invasão chinesa - A indústria chinesa tornou o Brasil um dos mercados alternativos aos EUA após a imposição de tarifas de importação astronômicas pelo governo Trump. Como resultado, o varejo brasileiro, tanto nas lojas físicas quanto nas plataformas digitais, foi invadido por roupas, calçados, acessórios, brinquedos, eletrodomésticos portáteis e objetos decorativos e papelaria, que serão apresentados neste Natal como opções de presente que cabem na bolsa. Houve um aumento de 35% nas importações de itens impulsivos, "coisas úteis" e "achadinhos", que já totalizam meio bilhão de reais. O aumento, também ajudado pela queda do dólar, foi de 41% em bijuteria de fantasia e 164% em canetas. Os varejistas viram na China uma oportunidade de marketing e investiram nos produtos, ampliando o apelo com a oferta, por exemplo, de frete grátis em compras a partir de R$ 10.
Insegurança cresce no país - O percentual de brasileiros que veem na segurança pública o principal problema do país chegou a 16%, mostra o mais recente levantamento do instituto Datafolha. O setor está atrás de saúde, área reconhecida como o maior gargalo nacional para 20% da população, mas à frente da economia –o principal problema para 11% dos entrevistados. É um cenário que se inverteu na comparação com o último Datafolha, de abril deste ano, quando economia era o principal problema para 22% dos brasileiros e a violência, para 11%. O nível de confiança é de 95%. Mas não é um patamar inédito: a segurança também era o maior problema do país para a população em setembro de 2023, quando o Datafolha apontou que o setor empatava com saúde, ambos em 17%. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 2 e 4 de dezembro de forma presencial em 113 municípios. A margem de erro da amostragem principal é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A violência é mais citada entre os homens —18% deles enxergam-na como o maior problema do país— e a saúde lidera entre as mulheres, com 26%. As respostas são espontâneas e cada pessoa só podia escolher uma opção. A mudança na percepção, dizem especialistas, acompanha a avaliação de que o Brasil vem se tornando um país mais violento. Segundo eles, relatos de alguém que tenha sido vítima de algum delito são cada vez mais frequentes em círculos de amizade ou ambientes de trabalho. Mas isso se deve também ao maior debate sobre o tema capitaneado por grandes operações recentes que mostraram o poderio tanto bélico quanto econômico de organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Aumenta pressão por conduta ética - O Supremo Tribunal Federal (STF) foi tragado para o centro do escândalo do Banco Master pelas relações controversas pessoais e financeiras entre ministros que julgarão os processos e os investigados, suspeitos de fraudes de R$ 12,2 bilhões no sistema bancário. O episódio fortaleceu internamente o debate sobre a criação urgente de um Código de Conduta para os magistrados. Embora integrantes do tribunal evitem comentar publicamente para preservar o “espírito de corpo”, nos bastidores, o incômodo é visível pelas conexões reveladas entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com os controladores do Master. Na última sexta-feira, 12, Toffoli, que viajou em um jatinho com um dos advogados da causa, impediu que a CPI do INSS tivesse acesso ao material de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do controlador do banco, Daniel Vorcaro. Já a esposa de Moraes, Viviane de Moraes, fechou um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de advocacia e o Banco Master. Segundo o jornal O Globo, a banca da família Moraes representaria o banco “onde fosse necessário”.
Turismo candango - Aos 65 anos, a capital federal adquire novas vocações além de centro das decisões políticas — e essa diversidade tem atraído mais turistas. Dados fornecidos pelo Booking.com indicam um aumento expressivo de procura por hospedagem em Brasília para as festas de fim de ano, em janeiro e no carnaval. Segundo o levantamento, há um interesse significativo de visitantes estrangeiros — portugueses, chilenos, peruanos e norte-americanos são os mais assíduos. Arquitetura, gastronomia, experiências culturais e afetivas são considerados fatores positivos.
Boi, bíblia e bala resistem a Flávio - A candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto enfrenta resistência dos setores que apoiaram o governo de seu pai, Jair Bolsonaro. Agronegócio, líderes evangélicos e a bancada da segurança pública veem Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro como alternativas mais viáveis para 2026. Flávio precisa provar sua viabilidade política em dois meses, mas enfrenta ceticismo e falta de apoio, sendo visto como uma figura lateral em relação às prioridades desses grupos.
A virada dos números 2 - Na reunião ministerial da próxima quarta-feira, na Granja do Torto, a últimoade 2025, Lula dirá que o próximo ano será de continuidade dos projetos já iniciados. Ele avisará a primeira hierarquia que, em abril, quando uma grande onda de ministros deixará o governo para disputar as eleições, aqueles que assumirem as pastas serão os número dois. Em alguns ministérios, isso faz pouca diferença. Em outras, as coisas são diferentes. O que significa dizer, para quem ainda tinha dúvidas, que Dario Durigan será o Ministro das Finanças em pouco mais de três meses.
Missão Cumprida em 2026 - Fernando Haddad se disfarça, ele não diz com todas as cartas, mas sabe que sua missão em 2026 será novamente a disputa eleitoral majoritária em São Paulo. Se ele concorrerá ao Senado ou ao governo ainda depende de qual eleição Geraldo Alckmin participará no próximo ano.
Pórtico Mágico - PT e o governo escolheram um nível ideal de aprovação para Lula alcançar nas eleições entre março e abril: acima de 40% do "ótimo" e do "bom". Seria a porcentagem mágica que indicaria que Lula perfurou a bolha em direção ao centro. No Datafolha da primeira semana de dezembro, o presidente apareceu com 32% dos brasileiros considerando sua gestão ótima ou boa.
Sem Jair, Eduardo e Michelle - A última pesquisa Genial / Quaest de 2025 com os cenários eleitorais do próximo ano será divulgada na quinta-feira com uma novidade: será o primeiro turno sem Jair Bolsonaro – e também sem Michelle e Eduardo. O único nome pesquisado do clã é o de Flávio Bolsonaro. Na quarta-feira, Quaest divulgou a avaliação do governo Lula. A investigação de campo começou na última quinta-feira e termina hoje.
Com vacina - Com o objetivo de se mostrar diferente do pai, Flávio Bolsonaro se apresentou a algumas pessoas a quem assegura que será candidato à presidência: "Eu sou o Bolsonaro que tomou a vacina".
Sobre um Bolsonaro de quatro costados comentando, satisfeito, sobre o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência: "o Centro queria os votos de Bolsonaro como quem compra um produto na Black Friday. Agora, o jogo é diferente, e eles vão ter que pagar um preço justo."
De dentro para fora - Sidônio Palma já pensou em deixar o governo no início deste ano, para se dedicar inteiramente à reeleição de Lula. Ele mudou de ideia. Você quer ajudar a dar um quarto mandato ao presidente da república, do lugar onde ele está, dentro da casa do governo?
O partido do retorno - Lula e de Janja pretendem passar o final do ano na base naval Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro, no campo militar, onde já passaram o fim do ano de 2023 a 2024. No ano passado, quando o casal escolheu a Granja do Torto, em paz. À noite, no caminho de volta, para 2026, e os dois querem ver os fogos de artifício no final do Forte Copacabana, mas no caminho isso depende de problemas de segurança.
Dor, cansaço e medo - A polarização política no país tem sido um problema há mais de uma década, mas que sentimento isso desperta hoje no Brasil? É uma questão sem precedentes: a última pesquisa Ipsos-Ipec quis quantificar esse sentimento de alguma forma. Entre os três primeiros lugares estavam os seguintes: dor (19%), fadiga (17%) e medo (16%). A pesquisa foi realizada entre 4 e 8 de dezembro, com mais de 2.000 pessoas, dos 131 municípios em todo o país.
Manifestação deixará deputado mais exposto - O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ficará novamente em evidência hoje, quando uma série de protestos pelo país vai colocá-lo como principal patrocinador do PL da Dosimetria, que pode reduzir as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pela tentativa de golpe de estado depois das eleições de 2022. Desde a tumultuada sessão da quarta-feira já circulava a hashtag #consgressoinimigodopovo pelas redes sociais, o que levou o PT e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo a fazer nova convocação para tentar barrar o avanço do projeto de lei.
Em defesa da controladora de emendas - O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos--PB), divulgou uma nota em defesa da servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, alvo na sexta-feira de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga possíveis irregularidades na indicação de emendas parlamentares. Segundo o deputado, a funcionária da Casa é uma “técnica competente”, “responsável” e “comprometida com a boa gestão da coisa pública”. Em um dos trechos da manifestação, afirmou que “a experiência da servidora é reconhecida por todos os órgãos do Poder Legislativo e do Poder Executivo que elaboram e executam o orçamento federal” e que sua atuação teria sido “fundamental no aprimoramento dos sistemas de rastreabilidade da proposição, indicação e execução de emendas parlamentares”.
Posse de suplente em análise - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), espera uma resposta da assessoria jurídica da Casa para definir o destino do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) até amanhã. A equipe de Motta afirmou que a decisão deve tratar não necessariamente da cassação da parlamentar, mas da posse de Adilson Barroso (PL-SP). O prazo de 48 horas dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à Câmara menciona especificamente a posse do suplente, não a cassação da titular. A Primeira Turma do STF confirmou, sexta-feira, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a perda imediata do mandato de Zambelli. O colegiado também chancelou a determinação para que a Mesa da Câmara dê posse ao suplente da deputada em até 48 horas, como prevê o regimento interno da Casa.
Escolta de deputada vira cabo de guerra - A Assessoria de Comunicação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou ontem que mandou retirar a escolta que acompanha a deputada Talíria Petrone (PSol-RJ) e que a proteção está mantida. Isso porque, em nota, a parlamentar afirmara que perdera a proteção sem comunicação prévia, apesar das investigações em curso sobre ameaças de morte contra ela. Segundo a deputada, a suspensão da proteção foi em retaliação às críticas que faz ao presidente da Câmara. Mas a assessoria de Motta assegura que a retirada da segurança nada tem a ver com a atuação par lamentar dela. De acordo com nota da assessoria da Presidência da Câmara, “a escolta à deputada Talíria Petrone foi suspensa em decisão do dia 8 de dezembro, em virtude de parecer técnico do Departamento de Polícia Legislativa Federal, emitido em 4 de dezembro, após consulta à Polícia Civil e ao Ministério Público do Rio de Janeiro, bem como à Polícia Federal, que constataram não haver mais ameaças recorrentes, nem riscos à integridade física da parlamentar”.
Bolsonaro terá de fazer exames dentro da PF - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, ontem, que Jair Bolsonaro realize exames médicos na Superintendência da Polícia Federal (PF), no Distrito Federal, onde está preso. A autorização atende a um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente, na quinta-feira, para permitir que o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli entre nas dependências da corporação com equipamento portátil de ultrassom para realizar exames de ultrassonografia das regiões inguinais (virilhas) direita e esquerda. Na decisão, Moraes ressaltou que, conforme determinado em decisões anteriores, as visitas dos médicos de Bolsonaro não necessitam de prévia comunicação. Segundo o pedido dos advogados do ex-presidente, “trata-se de procedimento não invasivo, rápido, que não exige sedação ou estrutura hospitalar, podendo ser plenamente realizado in loco, garantindo, assim, que as imagens e laudos correspondentes sejam disponibilizados imediatamente à Polícia Federal para subsidiar a perícia já determinada por vossa excelência”.
Visita de amizade e carinho - Em tratamento contra um câncer de mama triplo negativo, a deputada federal licenciada Roseana Sarney (MDB-MA) recebeu ontem a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama a Janja no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Desde agosto, quando tornou público o diagnóstico, a parlamentar mantém uma rotina de tratamento para lutar contra a doença. O encontro foi reservado e marcado por manifestações de solidariedade, carinho e confiança na recuperação da deputada e ex-governadora do Maranhão, de acordo com o perfil do partido nas redes sociais. Roseana é filha do ex-presidente da República José Sarney e assumiu o cargo máximo no Executivo do estado onde reside seu berço político por quatro mandatos, entre 1995 e 2002 e de 2009 a 2014. A deputada licenciada foi internada em 1º de dezembro depois de apresentar um quadro de baixa imunidade em decorrência da doença.
Operação sobre emendas recompõe grupo de Lira - A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de autorizar a operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo a assessora do PP Mariângela Fialek, terminou por recompor a relação entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Arthur Lira (PP-AL). A ideia, agora, é reaglutinar o Centrão em defesa da prerrogativa dos deputados e senadores em relação às emendas orçamentárias, deixando de lado as rusgas por causa da não cassação dos mandatos de Glauber Braga (PSol-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP). O grupo de Lira, porém, acredita que Motta errou ao pautar a cassação de Zambelli logo em seguida ao processo de Glauber. E considerou uma “humilhação” à Câmara o ministro Alexandre de Moraes, do STF, anular a decisão do Poder Legislativo sobre o mandato da deputada. A Mesa Diretora poderia ter decidido essa cassação numa canetada. Não o fez. Com as emendas e a ex-assessora de Lira sob os holofotes, muita gente tenta colocar a culpa no Palácio do Planalto, como se uma parte do governo quisesse emparedar o Centrão. O clima de desconfiança ameaça comprometer as votações que o governo espera para esta semana e, por tabela, perder lá na frente, no primeiro quadrimestre de 2026, a oportunidade de votar matérias importantes antes do período eleitoral. O espírito de Natal está passando muito longe da sede do Legislativo.
Volte uma casa - O resultado já levou muita gente na Casa a aconselhar Hugo Motta a não levar o caso de Alexandre Ramagem (PL-RJ) ao plenário e deixar que a perda de mandato se dê por faltas, tal como o que ocorrerá com Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Recalcule a rota - Nos bastidores, a turma do Centrão diz que Motta sonhava em ser o grande articulador do diálogo entre os opostos na Casa, a fim de encerrar a polarização. Até aqui, deu tudo errado. E, em 2026, ano eleitoral, será pior.
Sem intermediários - Na Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao dos Estados Unidos, Donald Trump, que estava à disposição para ajudar na crise com a Venezuela. Da parte do governo norte-americano não veio qualquer sinal.
Cálculos eleitorais - Apesar da recente aproximação entre Lula e Trump, o PT continua preocupado com os efeitos do apoio do presidente dos EUA ao futuro candidato da direita. O sentimento no partido é de que a bênção de Trump terá peso em 2026, e as eleições na Argentina são um grande exemplo de como isso pode acontecer também aqui.
Cautela - Dentro do PT, ninguém considera que Lula já ganhou as eleições. A alta cúpula afirma que vai precisar trabalhar muito no ano que vem e que será difícil qualquer nome que enfrente Lula nas urnas. Petistas lembram que o presidente jamais venceu uma eleição no primeiro turno. E não há previsão para o fim da polarização política.
Enquanto isso, em São Paulo... - O PT não moverá um dedo sequer para fechar o palanque de 2026 no estado até saber o que fará o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O leque de nomes está aberto. Tem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; tem o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); tem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; tem a ministra do Planejamento, Simone Tebet. E, para completar, o PT ainda não descarta ter o nome do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), como possível candidato ao Senado.
... tem festa com política - A festa do Prerrô, como é conhecido o grupo Prerrogativas, que reúne advogados de esquerda, ficou famosa quando, em 2021, marcou a primeira aparição pública de Lula e Alckmin. Na sexta-feira, teve a edição 2025. O coordenador do Perrô, Marco Aurélio Carvalho, colocou Alckmin, Tebet e Haddad no palco, no papel de “pré-candidatos” em São Paulo. Lula também não faltou ao evento, aclamado como candidato à reeleição.
Vota logo aí - Para acelerar a tramitação e evitar mais atrasos na votação do Plano Nacional da Educação (PNE), foi preciso que a Câmara rejeitasse o pedido para apreciação no plenário da Casa. Agora, o texto segue direto para o Senado e haverá um esforço para tentar aprová-lo ainda esta semana. Se não der, a presidente da Comissão de Educação, senadora Teresa Leitão (PT-PE), trabalhará para colocar a proposta em votação em 3 de fevereiro de 2026.
Revolução eleitoral - O primeiro passo rumo ao voto eletrônico no país faz aniversário hoje. Há 30 anos, em 14 de dezembro de 1995, saiu o edital de licitação internacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que iniciou um longo processo para a urna eletrônica. À época presidia o TSE, o ministro Carlos Mário Velloso, que votou, pela primeira vez, na urna eletrônica, no primeiro turno das eleições municipais de 1996, em Belo Horizonte.
Mutirão de especialidades - O governo federal realizou, ontem, o maior mutirão de cirurgias da história do Sistema Único de Saúde (SUS), o chamado Dia E, envolvendo 188 hospitais em todo o país. A ação, promovida pelo programa Ago ra Tem Especialistas,concentrou procedimentos cirúrgicos, exames e consultas médicas especializadas, beneficiando milhares de pacientes que aguardavam atendimento há meses. No Distrito Federal, o Hospital Universitário de Brasília (HuB), sob gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), se destacou ao realizar 572 procedimentos em um único dia, atendendo pacientes de diferentes regiões do país e reforçando a capacidade do mutirão de ampliar o acesso à saúde pública.
Exames de trânsito - A Mobilização Nacional de Médicos e Psicólogos do Tráfego manifestou repúdio à criação, pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), de uma “tabela nacional” para exames de aptidão física e mental de condutores. O grupo afirma que a medida não contou com estudos prévios e pode precarizar atendimentos, além de restringir o acesso de pessoas com deficiência. Segundo a entidade, os exames são instrumentos essenciais de saúde pública e prevenção de acidentes, avaliando condições como epilepsia, doenças cardiovasculares e alterações visuais, além de aspectos psicológicos ligados à atenção, controle emocional e tomada de decisão.
Esquerda tenta repetir fórmula - Contra o projeto de lei da dosimetria e novamente sob o mote de "Congresso inimigo do povo", movimentos sociais e quadros de esquerda planejam manifestações para este domingo (14), mais uma vez apostando na presença de artistas. Os atos são previstos em mais de 40 cidades e foram marcados ao longo da última semana após a Câmara dos Deputados aprovar, na madrugada de quarta (10), o projeto que prevê redução de penas para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demais presos por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. O cenário é semelhante ao dos atos de 21 de setembro, ocorridos após a Câmara ter aprovado, a toque de caixa, a PEC da Blindagem, que determinava a abertura de investigações contra parlamentares apenas mediante aprovação do Legislativo. Na ocasião, os protestos foram organizados às pressas, assim como os de agora, e tiveram o cantor Caetano Veloso como um de seus principais apoiadores —ele se apresentou junto de Chico Buarque, Gilberto Gil e outros artistas em Copacabana, no Rio de Janeiro. O artista confirmou que se apresentará novamente no local neste domingo, às 14h, junto de Gil e Paulinho da Viola.
Análise com IA destrincha discursos de Flávio - Na corrida para quebrar resistências à sua pré-candidatura presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concentrou os discursos no Senado em temas que fidelizam o bolsonarismo e o posicionam como antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que podem distanciá-lo do papel de unificar a oposição desejado pelo Centrão para endossar a pretensão de concorrer ao Palácio do Planalto. Há também na retórica do parlamentar assuntos que devem ser explorados como brechas por adversários na campanha. O GLOBO analisou todas as falas de Flávio em plenário desde o início do mandato, em fevereiro de 2019, até 14 de outubro, data do pronunciamento mais recente disponibilizado pelo Senado. A iniciativa faz parte do projeto "Com a Palavra", que usa ferramentas de inteligência artificial para processar e interpretar volumes robustos de manifestações de autoridades. Os 190 discursos contemplam 61 mil palavras, tamanho similar ao do livro "Dom Casmurro", clássico de Machado de Assis. No caso do senador, o acervo indica as linhas que devem ser usadas na corrida presidencial — uma delas é a associação ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nome mais citado, com 26 menções. As críticas à gestão de Lula também compõem a estratégia política necessária para buscar a parcela de quase metade do eleitorado que não votou no petista em 2022, numa disputa vencida por uma diferença de apenas 1,8 milhão de votos.
Motta reúne equipe jurídica para analisar ordem de Moraes - O presidente da Câmara, Hugo Motta, analisa a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que anula a preservação do mandato de Carla Zambelli e ordena sua cassação. Moraes afirma que a decisão da Câmara, que rejeitou a perda do mandato, violou a Constituição. Aliados de Motta preveem a posse do suplente Adilson Barroso. A consulta jurídica visa uma resposta política ao caso.
Código de conduta é comum no exterior - Edson Fachin, presidente do STF, busca implementar um código de conduta para tribunais superiores no Brasil, inspirado em modelos internacionais, como Alemanha e EUA. O foco é garantir a integridade e independência dos magistrados, evitando conflitos de interesse e melhorando a imagem pública das cortes. A proposta visa adaptar boas práticas internacionais às necessidades brasileiras, reforçando a transparência e a confiança pública.
COP30 revigora família - O clã Barbalho emerge fortalecido após a COP30, com obras em Belém aumentando sua popularidade. Helder Barbalho visa o Senado, mas ainda sonha com a vice-presidência ao lado de Lula. Celso Sabino, expulso do União Brasil, considera candidatura ao Senado, mas enfrenta pressão dos Barbalho para concorrer à Câmara pelo MDB. A disputa política no Pará se intensifica com partidos definindo estratégias para 2026.
Presidente IPG-Instituto João Goulart


