Quem está por trás da nova Lava Jato….
Quem está por trás da nova Lava Jato….
Caso Lulinha vira manchete em todos os cantos com base em contrato que nunca existiu, enquanto velha mídia repete o roteiro que já aplicou contra Vargas, Jango e o próprio Lula
Fábio Luís, o Lulinha. em 2010 - Foto: Greg Salibian/Folhapress
Aturma da Lava Jato voltou. E, com ela, o PIG — o Partido da Imprensa Golpista, na clássica definição de Paulo Henrique Amorim — reaparece todo assanhado: “o Lulinha, o Lulinha”.
O problema é que as denúncias não param em pé. Como diz meu amigo Antonio Mello, são pastéis de vento.
Imaginem: um contrato que não foi assinado, que não foi enviado, que não passou pela mão de ninguém. Cadê o contrato? Quanto foi? Quanto teve de lucro? Quanto teve de corrupção? Absolutamente nada.
Mesmo assim, o caso está virando manchete em todos os cantos.
E o elenco é revelador. Já escalaram Vladimir Netto, o autor do livro sobre Sergio Moro, o “herói da Lava Jato”. Lá estava ele ontem no Jornal Nacional, da Globo, todo pimpão, feliz da vida, conseguindo de novo “combater o Lula e o PT”, como fez na época do livro.
Anotem: a mitificação dos “enxadristas” vem aí
Dá até para calcular o próximo passo. Vão começar a aparecer matérias e análises dizendo: “o André Mendonça é um enxadrista”, “o Kassio Nunes Marques é um enxadrista”.
Anotem, aguardem. Por quê? Porque é sempre assim. Não tem nada de novo.
Em todo processo eleitoral brasileiro, o desenho é o mesmo: de um lado o PIG, do outro os setores populares. E isso não começou com Lula e o PT.
Já era assim com Getúlio Vargas. Sempre foi assim na história do Brasil. Quando Jango sofreu o golpe de Estado, onde estavam a Globo, o Estadão, a Folha? Pedindo golpe. Pedindo intervenção militar.
E não é preciso voltar a 1964. O roteiro se repetiu no chamado “escândalo do mensalão”, em 2005, numa grande operação midiática para desgastar Lula, e também em 2016, no golpe contra Dilma Rousseff — sob aplausos das mesmas redações.
Essas pessoas não têm vergonha nenhuma na cara de voltar a fazer isso a cada tempo.
O cálculo eleitoral por trás da ofensiva
O objetivo agora é claro: forçar a barra para impedir, de qualquer maneira, que Lula ganhe no primeiro turno.
E aí vem o detalhe cínico do cálculo: no segundo turno, talvez uma parte deles venha até conversar com Lula. Porque eles também vão precisar de algum anteparo ao bolsonarismo — que não foi bom, por exemplo, para setores como a própria Rede Globo de Televisão.
Ou seja: atacam no primeiro turno para enfraquecer, e negociam no segundo para se proteger. O PIG voltou, e a tentativa de implantar uma nova Lava Jato voltou com tudo.
É isso aí, é Brasil.


