‘Possível comprometimento’

 ‘Possível comprometimento’

 ‘Possível comprometimento’

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| Antonio Augusto/TSE

Nunes Marques terá hoje (9) um termômetro de sua presidência à frente do Tribunal Superior Eleitoral.

Não só de sua liderança entre os pares, mas também do uso do Supremo Tribunal Federal como uma espécie de instância revisora eleitoral, Flávia Maia e Daniel Marcelino escrevem no JOTA PRO Poder.

  • O teste será no julgamento em que os ministros do TSE vão decidir se mantêm a liminar em que o ministro suspendeu a pesquisa da AtlasIntel com perguntas relacionando Flávio Bolsonaro ao Master e a Daniel Vorcaro.

Por que importa: Nos bastidores, a decisão soou como um aceno do presidente do TSE ao bolsonarismo.

  • Mesmo que já tenha sido divulgado, o levantamento acaba desqualificado pela decisão de Nunes Marques, que protege o candidato do PL e pode trazer reflexos para a série histórica.
  • O julgamento da liminar deve responder até que ponto o TSE está disposto a aceitar inovações nas pesquisas eleitorais.
  • Uma das discussões trazidas pelo PL à Justiça Eleitoral é o uso, durante a entrevista com eleitores, do áudio de Flávio pedindo R$ 134 milhões a Vorcaro para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.
  • Para justificar a liminar, Nunes Marques citou mecanismo de indução do entrevistado e “possível comprometimento da neutralidade metodológica”.
  • Para a Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa), a liminar foi vista como censura e considerada inconstitucional.

Interlocutores do TSE ouvidos pelo JOTA apontam que o uso do áudio será determinante na escolha dos ministros, pois há uma dose de heterodoxia no levantamento do AtlasIntel.

  • Nesse caso, se a inovação for vista pelo colegiado como causa de desequilíbrio entre candidatos, Nunes Marques sai fortalecido.
  • Se o colegiado mantiver a decisão, o STF pode ser acionado para rever o caso, o que testará o interesse da Corte em interferir nas decisões da Justiça Eleitoral nas eleições de 2026.