MANCHETES DOS JORNAIS   DE DOMINGO -– 06/09/2026 

MANCHETES DOS JORNAIS   DE DOMINGO -– 06/09/2026 

  Edição de Chico Bruno                      

 

MANCHETES DOS JORNAIS   DE DOMINGO -– 06/09/2026                                                                                                                                                                                                                       

                                                                             

 

O GLOBO – Ficha limpa e apoio à democracia são principais atributos exigidos pelo eleitor           

 

   FOLHA DE S.PAULO – Brasil vive boom de fundos com estruturas sem transparência             

 

      O ESTADO DE S.PAULO – Impeachment de ministros do Supremo pressiona Alcolumbre    

 

   Correio Braziliense – Esquenta a campanha em busca de votos no DF        

 

   Valor Econômico – Não circula hoje     

 

   Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia 

 

CREDENCIAIS nas urnas - Em meio a uma campanha eleitoral em que acusações de irregularidades dirigidas a adversários e às instituições vêm pautando os discursos dos presidenciáveis, a última rodada da pesquisa Quaest contratada pelo GLOBO e pela TV Globo aponta que corrupção é o tema que mais influencia o eleitor na hora de escolher um candidato à Presidência. Não ter envolvimento com desvios é o atributo positivo mais citado pelos brasileiros como decisivo para o voto junto com a defesa da democracia. Já quando o fator é o que leva a rejeitar um presidenciável, a ligação com casos de corrupção se descola como aspecto mais mencionado. Segundo o levantamento, que contou com entrevistas em todo o país na semana passada, 31% apontaram “não estar envolvido em corrupção” como o principal atributo para votar em um postulante ao Palácio do Planalto, enquanto 28% indicaram “ter compromisso com a democracia” como característica preferencial. Ao serem perguntados sobre o principal fator que os levaria a “não votar de jeito nenhum” em alguém, 40% citaram o envolvimento em corrupção. É o dobro dos 21% que responderam rejeitar um candidato sem compromisso com a democracia. 

 

Fundos sem fundo - O Brasil virou uma espécie de fábrica global de fundos de investimento regulados. Em 2014, assumiu a primeira posição em número dessas estruturas e, de lá para cá, descolou dos demais países, segundo números agregados pela IIFA, sigla em inglês para Associação Internacional de Fundos de Investimento. 

 

A entidade reúne informações de 44 jurisdições, incluindo o Brasil, representado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). No período, o número de fundos regulados do Brasil no levantamento da IIFA passou de 14,4 mil para 32,3 mil ao final do primeiro trimestre deste ano —quase o dobro do segundo colocado, a Coreia do Sul, que ao final de março tinha 17,3 mil. Três tipos de fundos respondem por 47,2% desse boom brasileiro, segundo dados da Anbima: multimercados, FIPs (fundos de investimento em participações) e, sobretudo, Fidcs (fundos de investimento em direitos creditórios). São veículos que podem dar origem a estruturas pouco transparentes. Os fundos brasileiros equivalentes, como o FIP, são contabilizados pela IIFA. Mesmo não sendo abertos, eles são regulados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e têm alguns limites de aplicação. A CVM, porém, não foi preparada para elevar a proteção dos investidores durante esse boom. O que se viu no período foi o seu enfraquecimento, acompanhado de um número crescente de investigações criminais, que apuram o uso de fundos para fraudes, ocultação de patrimônio, desvio e lavagem de dinheiro até pelo crime organizado. "Não tenho nada contra o fundo em si. É uma opção legítima para quem quer investir, mas algumas estruturas estão a serviço do crime", afirmou à Folha o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público do Estado de São Paulo, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. 

 

BAFO quente em Alcolumbre - A crise no STF intensificou a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que dê seguimento aos pedidos de impeachment contra integrantes da Corte. Presidente do Senado é alvo de três petições no Conselho de Ética. Presidente do Senado criticou ataques dirigidos a ele: ‘O desejo do cidadão Davi era ir para a tribuna’. 

 

ESQUENTA campanha candanga - A apenas 28 dias do primeiro turno, a corrida ao Palácio do Buriti entra em sua fase mais decisiva, marcada pela intensificação das agendas de rua e pelo acirramento dos prazos na Justiça Eleitoral. Neste domingo, enquanto os postulantes ao Governo do Distrito Federal mobilizam militantes e buscam o voto direto nas feiras, carreatas e comícios das regiões administrativas, a contagem regressiva impõe um ritmo acelerado aos bastidores das campanhas. Com a propaganda eleitoral no rádio e na televisão operando em pleno vapor, cada compromisso público torna-se crucial para a consolidação de alianças e a atração dos indecisos nesta reta final rumo ao pleito de outubro.   

 

STF avalia veto a policiais e militares - Em mais um capítulo da crise envolvendo o Poder Judiciário, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sugeriu, ontem, uma alteração no regimento interno da Corte para vedar a nomeação de policiais federais e militares das Forças Armadas nos gabinetes dos magistrados. A ação do ministro ocorre em meio à instabilidade envolvendo o esquema do Banco Master após o ministro Alexandre de Moraes ser citado em conversas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A proposta será analisada por uma comissão formada por quatro ministros e que não conta com a presença de André Mendonça. 

 

AÇÃO no Paraná - O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu para a Justiça Eleitoral do Paraná a responsabilização de envolvidos após o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) anexar documentos sigilosos do magistrado em seu processo de registro de candidatura ao Senado. Deltan apresentou documentos com os sigilos fiscal e bancário de Zanin como anexos da defesa que contestou as impugnações de sua candidatura. Originalmente, os documentos sigilosos fizeram parte de um processo contra Deltan no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Deltan era chefe da Lava-Jato no Paraná. 

 

“DIZER que vacina faz a pessoa virar gay é crime” - O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, cumpriu agendas institucionais e de campanha pelas cidades paulistas de Barretos e São José do Rio Preto. Sem abordar a crise institucional entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal. Os discursos do petista focaram em recados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio às bandeiras de soberania e defesa do pix, além de ataques à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do presidenciável do PL de oposição a Lula, Flávio. Em Barretos, durante visita no Hospital do Amor — unidade focada no tratamento e prevenção do câncer —, Lula lembrou a época da pandemia da covid-19 e como o governo Bolsonaro agiu para desacreditar as vacinas. “Não desmereça a vacina, pelo amor de Deus. Dizer que vacina faz a pessoa virar gay, dizer que vacina faz a pessoa virar jacaré. É crime”, afirmou o petista, que acrescentou garantir pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que pacientes com câncer receberão tratamento adequado em até 30 dias. 

 

FLÁVIO Bolsonaro visita aliado na prisão no PR - O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente, visitou, ontem, Filipe Martins, ex-assessor do pai. Martins está preso na cadeia pública de Ponta Grossa, no interior do Paraná, cumprindo condenação dada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 21 anos de prisão em processo relatado por Alexandre de Moraes. Durante o ato, Flávio criticou conversas que teriam sido trocadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvendo Moraes. o ministro do Supremo e se referiu a ele como “laranja podre”. A visita durou cerca de uma hora e meia. Ao sair da penitenciária, Flávio Bolsonaro afirmou que a prisão de Martins é injusta e simboliza graves violações dos direitos. “Vim dar um abraço em um amigo muito importante para nós que está preso aqui acusado de ter feito uma minuta que nunca existiu, que ninguém nunca viu, e acabou sendo usada para sua condenação”, criticou Flávio, que relembrou conversas que teriam sido trocadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvendo Moraes.  

 

"SOU mais cobrada do qualquer homem" - Após ser alvo de panfletos com acusações sem provas sobre a morte do marido, Fernando Lucena, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou ao Correio que passou a ser acusada de ter colocado o próprio material nas ruas para obter vantagem eleitoral. Segundo ela, os ataques se intensificaram depois que o caso veio a público e ultrapassaram os limites da disputa política. “Os ataques já se intensificaram no mesmo dia em que os denunciamos: chegaram a me acusar de ter plantado os próprios panfletos para ganhar a eleição. Não há limite para quem age assim”, afirmou. A distribuição dos materiais, que fazem acusações sem apresentar provas sobre a morte de Lucena, é investigada pela Polícia Civil e também foi levada à Polícia Federal e ao Ministério Público Eleitoral pela coligação da governadora. Raquel disse que pretende acompanhar as apurações “até o fim” e responsabilizar autores e financiadores. Para ela, o episódio configura violência política de gênero por atingir sua honra, os filhos, a família e a memória do marido. 

 

  SÃO Paulo está sem caixa - O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, afirmou ontem, que, se eleito, receberá o estado “sem caixa e com déficit orçamentário” Segundo ele, São Paulo tinha R$ 22 bilhões em caixa no início da atual gestão e conta hoje com R$ 5 bilhões. “Isso que está acontecendo no estado de São Paulo não acontece há 30 anos”, afirmou Haddad, durante comício em São José do Rio Preto (SP). O petista disse ainda que os R$ 5 bilhões atualmente disponíveis seriam suficientes para bancar apenas uma semana de despesas do estado. Haddad afirmou que as contas paulistas estavam equilibradas desde o governo de Mário Covas, há cerca de três décadas, e usou a situação fiscal como uma das principais críticas à atual administração estadual. As declarações ocorreram durante comício no município de São José do Rio Preto, ao lado do candidato à Presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e das candidatas ao Senado pela chapa governista, Marina Silva e Simone Tebet. 

 

ENQUANTO o STF briga... - O ex-banqueiro Daniel Vorcaro espera que as discussões sobre o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes e a crise interna no Supremo Tribunal Federal terminem abrindo uma brecha para que ele possa sair da cadeia — e com dinheiro no bolso, oriundo de fundos de pensão e do BRB. Juristas que acompanham o caso perceberam esse perigo, diante da avalanche de nulidades que os advogados começam a levantar em relação ao processo envolvendo o ex-controlador do Master. E até aqui, a contar pelo que já se sabe a respeito da delação premiada de Antônio Carlos Freixo Junior, da Entre Investimentos, que fazia parte do esquema de Daniel Vorcaro, há muito serviço a ser feito, uma vez que Freixo Junior teria relatado, inclusive, pagamentos em malas de dinheiro, feitas a pedido do ex-controlador do Master. Toda essa documentação está no gabinete de André Mendonça, à espera de análise. 

 

MUITO dinheiro fica esquecido - Ao que se sabe até aqui, o empresário detalhou que movimentou R$ 1,3 bilhão, a fim de efetuar os pagamentos determinados por Vorcaro. Foi a Entre Investimentos, de Freire Junior, que fez as remessas para o Havengate, o fundo com sede no Texas, para o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Nas conversas mais reservadas, o receio é de que tudo isso fique sob o tapete, por causa das relações entre Alexandre de Moraes e o presidiário Daniel Vorcaro. 

 

CORRE aí… - Em reuniões e conversas ao longo dos últimos dias, ficou patente entre muitos atores da política que não bastará tirar processos de ministros ou declarar impedimentos, como já foi feito lá atrás, com Dias Toffoli e o caso Master. Agora, é preciso uma reforma profunda.  

 

...E MUDA logo - No embalo das mudanças, começa a ganhar corpo uma proposta de idade mínima para ingresso no Supremo Tribunal Federal. Cogita-se, inclusive, algo em torno de 55 ou 60 anos. Nesta idade, a pessoa já demonstrou notório saber jurídico e já tem uma carreira consolidada no direito.  

 

VALE lembrar - Se a mudança for feita, o governador do Rio, o desembargador Ricardo Couto, poderia ser indicado. Tem 62 anos. O advogado-geral da União, Jorge Messias, estaria fora. Tem 46 anos.  

 

ESPERE o segundo turno - O PL aposta que, se houver um segundo turno no Ceará, o candidato Ciro Gomes (PSDB) terá que dividir o palanque com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado. Entretanto, aliados de Ciro avisam que, se houver segundo turno, a neutralidade do candidato a governador deve permanecer, de forma a aglutinar votos de todos os presidenciáveis. 

 

PL e PT unidos… - … por um contabilista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado Filipe Barros (PL-PR), candidato ao Senado, estão em campos opostos da política, mas dividem o mesmo representante de contabilidade das campanhas deste ano. A informação encontra-se na prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

 

C0RRIDA acirrada - Em Santa Catarina, a eleição para o Senado é considerada a mais difícil de vislumbrar um final, numa disputa embolada entre a deputada Carol de Toni (PL), o senador Esperidião Amin (PP) e o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL). A última pesquisa Quaest por lá mostrou Amin na liderança, o Zero Dois de Bolsonaro em segundo, e a deputada, em terceiro. O governador Jorginho Mello (foto) e demais candidatos têm falado bem dele em eventos, e isso fortaleceu o ex-vereador fluminense. 

 

ENQUANTO isso, no Paraná... -  A direita tem enfrentado uma divisão de votos no estado. Dos cinco melhores candidatos avaliados ao Senado nas pesquisas, quatro são desse campo: Filipe Barros (PL), Deltan Dallagnol (Novo), Alexandre Curi (Republicanos) e Cristina Graml (PSD). A outra candidata é a deputada e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) Gleisi Hoffmann (PT). Esse cenário pode beneficiar Gleisi, porque enquanto eles dividem o mesmo eleitorado, a deputada aglutina os votos da esquerda em torno de um só nome.  

 

POR falar em divisão... - Os partidos mais à direita fazem questão de marcar diferenças, haja vista a convocação de duas manifestações distintas contra Alexandre de Moraes para o Sete de Setembro. Uma da deputada Bia Kicis (PL) e outra de Sebastião Coelho (Novo). Ambos concorrem ao Senado. 

 

CÁRMEN Lúcia vê erros de Moraes e Mendonça - A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), vê erros tanto do ministro André Mendonça quanto do ministro Alexandre de Moraes nas medidas que levaram a corte ao epicentro de uma crise institucional, e ainda não definiu qual deles vai ganhar o seu apoio. 

 

Moraes e Mendonça disputam o voto de Cármen em busca da hegemonia de seus respectivos grupos no Supremo, e a posição da magistrada é considerada decisiva nas deliberações que o plenário deve fazer sobre as condutas dos dois ministros. 

 

   DELEGADOS da PF querem impedimento de Gonet - A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) pediu neste sábado (5) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado no âmbito da Operação Compliance Zero, sobre o Banco Master. Na noite de sexta-feira (4), Gonet disse ao presidente do STF, Edson Fachin, que abriu uma apuração sobre uma possível ocorrência de ordem ou interferência externa na elaboração do relatório da Polícia Federal que apontou a relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. No relatório, o procurador-geral também é citado. A entidade, que representa mais de 2.300 delegados da Polícia Federal, também pediu o arquivamento de um procedimento de controle externo da atividade policial instaurado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) para apurar a conduta da PF na elaboração de um relatório sobre material apreendido.  

 

TENSÃO no STF pressiona Messias - A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação de mensagens de Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, que reagiu com pedido de investigação contra o colega André Mendonça, ampliou a pressão sobre o ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, principal opção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Corte. O ápice da tensão no Judiciário abriu a possibilidade de a indicação ficar para um segundo momento. Lula vinha dizendo até então a auxiliares e em falas públicas que enviaria novamente o nome do aliado para o lugar de Luís Roberto Barroso, que se aposentou há quase um ano. Messias foi rejeitado pelo Senado em abril, num movimento feito pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), com aval de ministros da Corte, como Moraes. Cinco meses depois e dentro de um quadro tumultuado no Supremo, integrantes do círculo próximo de Lula tentam convencê-lo a indicar o desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio, que tem adotado uma postura de combater as ilegalidades e a corrupção no estado. O presidente não é próximo de Couto, mas já fez a ele elogios públicos. 

 

A OMISSÃO de Cury - O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, não declarou três empresas dos Estados Unidos em que tem participação na declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha de Cury confirmou que as empresas não estão na declaração de bens de Augusto Cury, que se trata de um erro e que a inconsistência será corrigida.  

 

NÚCLEO duro - O núcleo mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma reformulação no momento em que ele busca o quarto mandato. A dinâmica da campanha eleitoral e investigações da Polícia Federal que atingiram aliados forçaram mudanças e promoveram um reequilíbrio de forças. O grupo com ligação maior ao presidente é formado pelo presidente do PT e coordenador do comitê de reeleição, Edinho Silva; pelo ex-ministro Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo; pelo ministro Sidônio Palmeira (Comunicação Social); e por Paulo Okamotto, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo. Também se reaproximaram o tesoureiro da campanha, José de Filippi Júnior, e Gilberto Carvalho, responsável pela agenda. Na área econômica, os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), além do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, são as principais referências. Interlocutores de Lula, no entanto, avaliam que o presidente mantém o estilo centralizador, o que reduz o poder de influência do entorno. Entre os integrantes do grupo, Okamotto é tido como alguém que “fala de igual para igual” com Lula. Cabe a ele a organização logística da campanha e a mobilização, seja em eventos ou nas redes. As reuniões com o presidente são semanais: na terça-feira, o aliado circulava pelo Palácio do Planalto enquanto Lula participava do evento que anunciou melhorias para públicos de shows.

Presidente IPG-Instituto João Goulart