Kubitschek Foi Assassinado pela Ditadura Militar, Não Vítima de Acidente Rodoviário
Kubitschek Foi Assassinado pela Ditadura Militar, Não Vítima de Acidente Rodoviário
Rastros de eliminação cruel de inocentes pelos ditadores militares não cessam, desde a ¨redemocratização¨.

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Ex-presidente mais popular da história do Brasil ao lado de Jango, foi cruelmente eliminado pelos covardes galinhas-verde, descarados milicos autotrombeteados, junto de seus irracionais macacos-de-auditório e filhotes políticos por todo o País, como ¨pela família, por Deus e pela liberdade¨
O Relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) atesta que o ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) foi morto pela ditadura militar (1964-1985), e não vítima de um acidente de carro como oficialmente registrado. A informação foi revelada pelo pelo jornalista Fabio Victor do jornal Folha de S.Paulo, no último dia 8.
Elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso na comissão, o documento tem mais de cinco mil páginas. Juscelino Kubitschek morreu em 22 agosto de 1976, na Rodovia Presidente Dutra, quando viajava de São Paulo ao Rio de Janeiro.
Por volta das 18h de um domingo ensolarado, o Opala em que estava o ex-presidente conduzido por seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro, trafegava na altura do km 165 da via Dutra, em direção ao Rio, quando, desgovernado, atravessou o canteiro central, invadiu a pista oposta (sentido de volta a São Paulo) e chocou-se de frente countra uma carreta em alta velocidade. Juscelino Kubisctek e seu motorista morreram instantaneamente com a colisão.
A versão oficial nunca convenceu os familiares do presidente, ao lado de João Goulart, mais popular da história do Brasil. Todos os detalhes do suposto acidente até as investigações, passsando por depoimentos das testemunhas e documentos revelados ao longo do tempo, apresentam vácuos e contradições gritantes que, logo, tornaram impossível dar crédito ao que diziam os ditadores militares que, então, governavam o País.
Sempre esteve evidente que Kubitschek havia sido vítima de atentado político através de sabotagem mecânica, ou um tiro ou envenenamento do motorista. Exatajente essa foi a conclusão, nos anos de 2010, das Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo e de Minas Gerais, além da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo.
Um inquérito civil conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) por seis anos, de 2013 a 2019, descartou que tenha havido choque entre o ônibus da Viação Cometa ultrapassado pelo Opala que transportava o ex-presidente, como afirmava a ditadura.
Teria sido através deste choque que, segndo a versao oficial, o carro desgovernou-se e foi parar no outro lado da Rodovia, onde se chocou contra a carreta. Este choque realmente existiu, porém a perda de direção de Geraldo Ribeiro foi provocada por sabotagem.
Kubitshek teve como marca a transferência da capital federal do Rio a Brasília, e a implulsão da industrialização com o plano “50 anos em 5”. Mais tarde, foi eleito senador com os direitos políticos cassados após o golpe de 1964 pela ditadura militar no Brasil em conjunto com a Operação Condor — ação coordenada entre regimes ditatoriais do Cone Sul e os Estados Unidos entre 1975 e 1983, com o fim, justamente, de perseguir e eliminar lideranças regionais.
João Goulart, cuja morte no mesmo ano a princípio foi tida como parada cardíaca, mais tarde indícios apontaram que o ex-presidente derubado pelo golpe militar fora envenenado por agente da CIA, no período em que esteve exilado no Uruguai.
Reaberta pelo presidente Lula em 2025 após o ex-presidente Jair Bolsonaro tê-la extinto, a finalidade da CEMDP é reconhecer pessoas mortas ou desaparecidas devido a atividades políticas entre 1961 e 1988, buscar a localização dos corpos e emitir pareceres sobre os requerimentos apresentados por familiares das vítimas do regime militar no Brasil.
Em nota, a neta do ex-presidente, Anna Christina Kubitschek, presidente do Memorial JK, informou ter recebido nesta sexta-feira o ofício da comissão e disse que tomará conhecimento.
“A reabertura do debate sobre a morte de meu avô Juscelino representa “Uma semana antes da tragédia, estava ao lado de minha mãe Márcia, no Rio de Janeiro, quando recebemos a notícia da morte de meu avô em um acidente automobilístico, o que, incrivelmente, ocorreria uma semana depois. Portanto, os elementos reunidos ao longo dos anos indicam que o fato não pode ser analisado isoladamente do contexto político da época.”
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Author`s name Edu Montesanti


