A direita contra Flávio
A direita contra Flávio
22 integrantes do governo Jair Bolsonaro, antipetistas, articuladores do impeachment de Dilma e líderes de partidos de direita alertam para o risco de votar em Flávio Bolsonaro.
Não é fake news: cada fala tem link para a fonte.

22 contra Flávio
4integrantes do governo BolsonaroGeneral Santos Cruz, Abraham Weintraub, Joice Hasselmann, Pastor Otoni de Paula5membros da cúpula das campanhas bolsonaristasJulian Lemos, Luciano Bivar, Soraya Thronicke, Bruno Fonseca, João Pedro Sastre6lideranças do impeachment de DilmaMiguel Reale Júnior, Janaina Paschoal, Renan Santos, Kim Kataguiri, Arthur do Val, Alexandre Frota7nomes de destaque do PSDB e da direitaPedro Parente, José Aníbal, Claudia Costin, Aloysio Nunes, Geddel Vieira Lima, João Amoêdo, Rachel Sheherazade
Os alertas, por tema
9Corrupção Propina, lavagem de dinheiro e enriquecimento suspeito
9Risco à democraciaGolpismo, anistia e ataque às instituições
6Ameaça à soberaniaSubmissão aos EUA e pedido de interferência externa
5Sem projeto para o país O sobrenome no lugar de propostas
4Concentração de poderControle do Congresso, do STF e da República
4Extremismo e seita Culto ao líder e intolerância com quem discorda
3Milícia e crimeLigações com as milícias do Rio de Janeiro
3Direitos e dignidadeViolência contra a mulher e direitos do trabalhador
4 integrantes do governo Bolsonaro
General Santos Cruz
Ex-ministro da Secretaria de Governo de Bolsonaro
Bolsonarismo não é a direita, mas "vigarice", e a família é "capacho dos EUA".
Ameaça à soberaniaExtremismo e seita
O que foi dito
“A busca de interferência é traição. Nem sei se tem na legislação um enquadramento para isso. Eu me considero de direita. Isso aí que a gente vê, esse extremismo. Isso aí não é direita, isso se chama vigarice [...] A busca de apoio externo, da maneira como foi feita, é um absurdo e realmente um ataque à soberania do Brasil. É submissão voluntária [...] O fanatismo apaga tudo. Apaga se você é corrupto, se você é pedófilo, se você é traidor.”
Abraham Weintraub
Ex-ministro da Educação de Bolsonaro
Bolsonaro é corrupto, não tem programa e usa o medo de Lula para exigir voto em Flávio. Propõe rejeitar Lula e Flávio.
CorrupçãoSem projeto para o país
O que foi dito
“Quando apoiei [Jair] Bolsonaro, não havia suspeitas de corrupção como há agora. Meu rompimento foi em 2020, com a entrada do centrão”
“Sobrenome não é projeto [...] Na nossa avaliação, o bolsonarismo hoje tenta usar o medo de Lula para exigir voto em Flávio. É isso que chamamos de fazer o eleitor de refém”
Joice Hasselmann
Ex-deputada federal (PSL-SP), primeira líder do governo Bolsonaro no Congresso
Quando cheguei na casa do Flávio, vi que ele era ladrão na hora.
Corrupção
O que foi dito
“Quando eu cheguei na casa do Flávio, eu vi que ele era ladrão na hora, porque era absolutamente incompatível o lugar que ele morava com as obras de arte que ele tinha.”
“Gente, eu conheço Flavio Bolsonaro desde antes da campanha de 2018. Só quero avisar os senhores e senhoras: ele é bandido da pior espécie”
Pastor Otoni de Paula
Deputado federal (MDB-RJ), ex-vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara
Flávio é batedor de carteira e envolvido com milícia e corrupção nos hospitais do Rio.
CorrupçãoMilícia e crime
O que foi dito
“Você precisa entender quem é esse rapaz, que a eleição desse rapaz é um perigo para essa nação. E por que é um perigo para essa nação? Porque o comportamento dele é de batedor de carteira sim. [...] Sabe quem comandava o estacionamento do hospital federal? A milícia. Não era o tráfico, não. A milícia comandava o estacionamento do hospital. O Flávio era o agente político que organizava os hospitais. Tudo passava por ele. Contrato passava por ele. Contratações passavam por ele. Os cargos passavam por ele.”
“Do outro lado, nós temos um perigo muito grande”
“Flávio é batedor de carteira. Infelizmente é o que está acontecendo com a direita. [...] Sabe o que eles queriam fazer? Usar o filme do pai para lavar dinheiro.”
5 nomes das campanhas bolsonaristas de 2018 e de Flávio
Julian Lemos
Ex-deputado federal (PSL-PB), coordenador da campanha de Bolsonaro no Nordeste em 2018
Flávio é corrupto na essência e o dinheiro do filme é propina.
CorrupçãoAmeaça à soberania
O que foi dito
“Ele é corrupto na essência [...] Flávio não é direita coisa alguma. É um Bolsonaro moderado e entreguista”
“Não tenho outro adjetivo. Para mim, Flávio é um picareta [...] Não acredito em relação a esse tal financiamento de filme, isso não existe, isso aí é dinheiro de propina”
Luciano Bivar
Deputado federal (MDB-PE), presidente do PSL quando o partido elegeu Bolsonaro em 2018
Jamais votaria em Flávio, porque conheço bem o pai dele, que no governo deu sinais inequívocos de que queria dar um golpe. A escolha é entre o autoritarismo e a democracia, entre a subserviência e a soberania.
Risco à democraciaAmeaça à soberania
O que foi dito
“Jamais [...] Primeiro, porque eu conheço bastante o pai dele. No segundo ano do governo do pai dele, eu senti coisas inequívocas de gestos e falas, que ele queria dar um golpe [...] A gente está com uma escolha entre o autoritarismo e a democracia, entre a subserviência e a soberania. Então, eu nunca tive uma opção com tanta convicção como agora de votar no Lula para sua reeleição”
Soraya Thronicke
Senadora (MS), eleita em 2018 como "senadora de Bolsonaro"
Bolsonarismo é uma seita para idolatrar um líder. Derrotar Bolsonaro é importante para defender a democracia e o direito de discordar.
Extremismo e seitaRisco à democracia
O que foi dito
“Eles são kamikazes, por isso que eu chamo de seita. Na seita você tem que seguir o líder e não pensar. Na seita você não pode dar opinião. Na seita, você tem que idolatrar a liderança. Eu não apoio ninguém que seja candidato da seita.”
“A nossa democracia e nossa soberania estão em uma situação de vulnerabilidade [...] Existe algo muito estranho no ar, algo nunca visto. A tentativa de interferência de outro país”
Bruno Fonseca
Ex-coordenador do PL Jovem de São Paulo
Quando defendi coisas básicas, comecei a ser chamado de esquerdista.
Extremismo e seitaDireitos e dignidade
O que foi dito
“Quando eu defendi coisas básicas, como, por exemplo, dizer que mulher não pode apanhar, que o feminicídio precisa ser combatido, que o trabalhador precisa descansar, eu comecei a ser chamado de esquerdista. Isso me fez pensar que se defender o mínimo de dignidade é ser de esquerda, então eu sou de esquerda”
João Pedro Sastre
Influenciador conhecido como "gay de direita", candidato a deputado federal pelo MDB-SP em 2026 e apoiador da campanha de Flávio
Aprendi, na dor, o que é sentir desprezo de parte da direita pelos LGBT. Adeus, bolsonarismo. Flávio perdeu um soldado.
Direitos e dignidadeExtremismo e seita
O que foi dito
“Essa foi a tal direita que me abraçou. Adeus, bolsonarismo. Flávio perdeu um soldado. [...] Nunca é tarde para termos consciência. Aprendi, na dor, o que é sentir desprezo de parte da direita pelo LGBT. Hoje, depois de tudo que vivi, recalculo a rota [...] Fui um apoiador fiel. Tentei aproximar o público LGBT o máximo possível da campanha de Flávio e acredito que consegui. [...] O resultado me fez sentir na pele uma rejeição que eu já vinha percebendo em relação às pessoas LGBT dentro de determinados setores da direita.”
6 lideranças e militantes do impeachment de Dilma
Miguel Reale Júnior
Ex-ministro da Justiça de FHC, coautor do pedido de impeachment de Dilma
Votar em Flávio é, portanto, legitimar o golpe, dando sinal de aprovação à tentativa de assunção ao poder pela força e de desamor à democracia.
Risco à democraciaAmeaça à soberania
O que foi dito
“Nada justifica que, ao se pretender mudar o rumo, tome-se o caminho do precipício [...] Votar em Flávio é, portanto, legitimar o golpe, dando sinal de aprovação à tentativa de assunção ao poder pela força e de desamor à democracia”
Janaina Paschoal
Vereadora de São Paulo (PP), coautora do pedido de impeachment de Dilma, deputada estadual eleita pelo PSL em 2018
Bolsonaro já teve a sua chance, deu no que deu. Não escolhemos a monarquia.
Concentração de poderSem projeto para o país
O que foi dito
“Bolsonaro já teve a sua chance, infelizmente, deu no que deu. Não escolhemos a Monarquia”
Renan Santos
Fundador do MBL, candidato a presidente pelo Missão em 2026
Flávio é o mais corrupto da família e entrou na política pra fazer negócios. O perigo é maior com Flávio presidente por conta do acúmulo de poder [dos partidos aliados de Flávio que irão controlar Congresso e Senado, podendo indicar e remover ministros do STF].
CorrupçãoMilícia e crimeConcentração de poder
O que foi dito
“Vocês serão governados pelo mais corrupto da família Bolsonaro”
“Eu ignoro o Flávio Bolsonaro como candidato em qualquer cenário. Para mim ele não deveria ser candidato a nada, devia estar preso há muito tempo, desde o escândalo da rachadinha”
“O Flávio está lá em Brasília para fazer negócios. [...] O lance do Flávio é ficar rico e comprar imóveis, ele gosta de imóveis [...] A gente vai ficar aceitando que o campo da direita seja dominado por um criminoso, que é isso que é o Flávio?”
“Eu acho que, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo específico é maior com o Flávio [...] Se o Lula ganhar a eleição, o Lula não tem poder para passar PEC, para passar nada”
Kim Kataguiri
Deputado federal (Missão-SP), cofundador do MBL; apoiou Bolsonaro em 2018
Flávio Bolsonaro é quadrilheiro, vagabundo e corrupto. Faz o seu eleitor de otário, mudando de versão cada vez que sai uma matéria nova.
Corrupção
O que foi dito
“Flávio Bolsonaro é quadrilheiro, vagabundo e corrupto [...] Ele é aquele cara que tinha um escândalo e fez com que o Bolsonaro [Jair] tivesse que colocar todo seu governo a serviço de blindar o Flávio, para o Flávio não ser preso. Então, é assim: esse é o cara que vai disputar a Presidência da República?”
“A verdade é que Flávio Bolsonaro faz o seu eleitor de otário, mudando de versão cada vez que sai uma matéria nova”
Arthur do Val
Ex-deputado estadual (SP), ex-integrante do MBL; votou em Bolsonaro no 2º turno de 2018
Tenho certeza que ele é corrupto. É muita evidência. Não tem como ser inocente. Quero crer que o país vai conseguir colocá-lo atrás das grades.
CorrupçãoRisco à democracia
O que foi dito
“Tenho certeza que ele é corrupto. É muita evidência. Não tem como ser inocente. Quero crer que o país vai conseguir colocá-lo atrás das grades [...] Quem dera os problemas fossem só as rachadinhas do Flávio deputado estadual. O Bolsonaro está acabando com as estruturas da República”
Alexandre Frota
Ex-deputado federal (PSL-SP), ex-aliado de Bolsonaro
Flávio presidente é um retrocesso e sua candidatura representa o maior escândalo de corrupção do país (caso Vorcaro).
Corrupção
O que foi dito
Alexandre Frota diz que votar no Flavio Bolsonaro é um retrocesso total [...] Disse que Flavio é um traidor, conspirou contra o Brasil recentemente nos Estados Unidos, e se envolveu no maior esquema de rachadinha e lavagem de dinheiro no caso Queiroz.
“Vamos votar contra o maior escândalo financeiro que o país está vivendo [...] Se quisermos mesmo liberdade, um país livre, não podemos deixar que aquela gente assuma a direção do país”
7 líderes da direita e da centro-direita
Pedro Parente
Ex-ministro da Casa Civil e do Planejamento de FHC, ex-presidente da Petrobras no governo Temer
Não tenho nenhuma simpatia por qualquer um dos candidatos, mas Flávio realmente tem um de risco para o país de concentração de poder
Concentração de poderSem projeto para o país
O que foi dito
“Não tenho nenhuma simpatia por qualquer um dos candidatos [...] Tem um que realmente tem uma representação de risco para o país, dessa concentração de poder”
José Aníbal
Ex-líder do governo FHC e ex-presidente nacional do PSDB
Precisamos evitar que o Brasil retroceda com uma pessoa que não tem respeito pela democracia.
Risco à democracia
O que foi dito
“Precisamos evitar que o Brasil vá por um caminho que não seja bom, de uma pessoa que não tem consideração e respeito pela democracia [...] O candidato que se opõe a nós é um candidato que nunca trabalhou, nunca apresentou um projeto e ultimamente vem mostrando que não tem consistência em nenhuma posição”
Claudia Costin
Ex-ministra da Administração e Reforma do Estado de FHC
Temos diferenças com o presidente Lula e críticas a seu governo, mas a escolha ultrapassa diferenças partidárias e preferências ideológicas. Está em jogo a capacidade do país de preservar a estabilidade institucional.
Risco à democraciaConcentração de poder
O que foi dito
“O Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa diferenças partidárias e preferências ideológicas [...] Preservar a estabilidade institucional, o equilíbrio entre os Poderes, as liberdades democráticas”
“Consideramos que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oferece ao país melhores condições para assegurar esse equilíbrio institucional”
Aloysio Nunes
Ex-ministro das Relações Exteriores (governo Temer), ex-ministro da Justiça de FHC
Flávio Bolsonaro e a extrema-direita defendem a aplicação de uma lei norte americana ao Brasil. Preconizar a aplicação extraterritorial de uma lei norte americana no Brasil é agir contra nossa soberania. Quem faz isso é indigno de ser presidente da República.
Ameaça à soberania
O que foi dito
“Um atributo central da soberania é a capacidade de um país reger-se por suas próprias leis. [...] Flávio Bolsonaro e a extrema-direita defendem a aplicação de uma lei norte americana ao Brasil [...] Preconizar a aplicação extraterritorial de uma lei norte americana no Brasil é agir contra nossa soberania. [...] Quem faz isso é indigno de ser presidente da República.”
Geddel Vieira Lima
Ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer (MDB-BA)
Flávio Bolsonaro é tocar fogo no país ano que vem.
Risco à democraciaSem projeto para o país
O que foi dito
“Flávio Bolsonaro é tocar fogo no país ano que vem. Eu acho que isso ninguém quer, nem o empresariado nem a população [...] Não dá para comparar o perfil democrático, gerencial, de experiência de Lula e do Flávio Bolsonaro.”
João Amoêdo
Fundador do Novo e candidato à Presidência em 2018
A justificativa patética de Flávio para visitar Vorcaro após a sua prisão demonstra, novamente, o que o pré-candidato pensa de seu eleitorado e dos brasileiros.
CorrupçãoMilícia e crimeRisco à democraciaSem projeto para o país
O que foi dito
“Flávio Bolsonaro passou os 40 minutos da entrevista no JN fugindo de todas as perguntas: não explica o envolvimento com Vorcaro; não explica onde foi parar o dinheiro recebido do banqueiro; não explica por que condecorou um bandido como Adriano da Nóbrega e empregou seus familiares; não explica como irá equilibrar as contas públicas; não garante que irá aceitar o resultado das urnas se perder; não apresenta uma única proposta concreta de governo, a não ser enquadrar as instituições e dar indulto ao pai. Em resumo, um candidato totalmente despreparado, sem propostas e sem credibilidade”
“A justificativa patética de Flávio para visitar Vorcaro após a sua prisão demonstra, novamente, o que o pré-candidato pensa de seu eleitorado e dos brasileiros. E o silêncio de seus aliados só reforça o oportunismo eleitoral e o desprezo pelo cidadão”
Avaliou que a decisão tem caráter "egocêntrico" e "individualista", o que, segundo ele, facilitaria a vitória do atual presidente ou de um nome endossado pelo Palácio do Planalto.
Rachel Sheherazade
Jornalista, ex-âncora do SBT conhecida por comentários conservadores; candidata a deputada federal pelo PSD-SP em 2026
Está em jogo a sobrevivência da nossa democracia. Flávio é "duas caras" e só apoiou o fim da escala 6x1 depois de cair nas pesquisas. Oferecer cargos do governo de transição a um país estrangeiro é um atentado à soberania.
Ameaça à soberaniaRisco à democraciaDireitos e dignidade
O que foi dito
“A campanha do zero um está tentando correr atrás do prejuízo, por isso ele foi obrigado a dizer que apoia a redução. Mas como é que fica o compromisso dele com os megaempresários que financiam a sua campanha? [...] Desce do muro, Flávio. Mostra quem você defende de verdade. Porque não é possível defender os interesses do patrão sem ficar contra os interesses dos trabalhadores. Você merece ser vomitado das urnas. Porque é duas caras”
“Quando a gente tem um candidato que oferece, inclusive, cargos no governo de transição para um país estrangeiro, isso é mais que gravíssimo. Isso é um atentado à nossa soberania.”
“Mais uma vez, eu acho que está em jogo a sobrevivência da nossa democracia, do jogo democrático.”
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