Não é só a Palestina: conheça outros territórios que a ONU não reconhece no mapa político mundial

Não é só a Palestina: conheça outros territórios que a ONU não reconhece no mapa político mundial

Não é só a Palestina: conheça outros territórios que a ONU não reconhece no mapa político mundial

 

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© AP Photo / Ted Shaffrey

Redação

Equipe da Sputnik Brasil

Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) conte com 193 Estados-membros, diversos países e territórios ao redor do mundo reivindicam soberania, mas não são plenamente reconhecidos como Estados independentes pela entidade.

Além da Palestina, que tem status de Estado observador não-membro na ONU, assim como o Vaticano, existem outros países e territórios que não são reconhecidos como Estados-membros da ONU por diferentes razões.

A ONU exige que um país seja reconhecido pela maioria de seus membros, sobretudo os mais poderosos, e as justificativas costumam variar entre falta de reconhecimento diplomático amplo, conflitos territoriais ou falta de controle efetivo sobre o território.

Abaixo, a Sputnik Brasil elaborou uma lista dos principais rejeitados pelo organismo internacional:

Israelenses bloqueiam a entrada da UNRWA, a principal agência da ONU que fornece ajuda na Faixa de Gaza, durante um protesto em Jerusalém, 20 de março de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 19.09.2025

Israelenses bloqueiam a entrada da UNRWA, a principal agência da ONU que fornece ajuda na Faixa de Gaza, durante um protesto em Jerusalém, 20 de março de 2024

© AP Photo / Ohad Zwigenberg

1. Palestina

Desde 2012, a Palestina é observador não-membro na ONU e é reconhecida por mais de140 países, mas não é reconhecida por EUA, Israel e outros devido ao conflito com Israel sobre soberania e fronteiras.

Como observador, pode participar das discussões na Assembleia Geral, mas não tem direito a voto nem pode ser membro pleno do Conselho de Segurança.

O status da Palestina na ONU e o recente impulso para um reconhecimento pleno são diretamente influenciados pelos ataques do Exército israelense na Faixa de Gaza.

Taipé, Taiwan (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 19.09.2025

Taipé, Taiwan (imagem de referência)

© Foto / tingyaoh

2. Saara Ocidental

Declarou independência do Marrocos em 1976. É reconhecido por cerca de 40 Estados e é membro da União Africana, mas não é reconhecido pela ONU.

Disputado pela República Saaraui e pelo Marrocos, o Saara Ocidental há décadas vive uma situação peculiar: cerca de 80% de sua área são controlados pelo Marrocos — com apoio de Espanha, França e EUA.

O restante é controlado pela chamada Frente Polisário, na parcialmente reconhecida República Árabe Saaraui Democrática (RASD), apoiada pela Argélia.

Policiais e manifestantes em ação de apoio a sérvios kosovares na fronteira entre a Sérvia e a autoproclamada república de Kosovo, foto publicada em 18 de dezembro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 19.09.2025

Policiais e manifestantes em ação de apoio a sérvios kosovares na fronteira entre a Sérvia e a autoproclamada república de Kosovo, foto publicada em 18 de dezembro de 2022

© Sputnik / Aleksandr Dzhorovich

3. Kosovo

O território do Kosovo e o da Sérvia central são separados por uma linha administrativa. As autoridades do Kosovo declararam sua independência da Sérvia em fevereiro de 2008 e lançaram uma campanha de reconhecimento internacional do território.

É reconhecido por mais de 100 membros da ONU, incluindo os EUA e a maioria dos países da UE. No entanto, é fortemente contestado pela Sérvia, Rússia, China, Espanha, Grécia, entre outros, que não o reconhecem.

População da Abecásia comemora o reconhecimento de sua independência pela Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 19.09.2025

População da Abecásia comemora o reconhecimento de sua independência pela Rússia

© Sputnik / Vladimir Popov

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4. Abkházia e Ossétia do Sul

Declararam independência da Geórgia no início dos anos 1990, com reconhecimento ampliado após os conflitos de 2008. São reconhecidas por Rússia, Nicarágua, Venezuela, Nauru e Síria.

A Abkházia declarou independência da Geórgia na década de 1990 e foi reconhecida como um Estado soberano por Rússia e outras nações em agosto de 2008, após os ataques georgianos à Ossétia do Sul. A Rússia também reconheceu a soberania deste último território. A Geórgia, por sua vez, continua considerando Abkházia e Ossétia do Sul como parte de seu território nacional.

Helicóptero Cougar do Exército da Turquia sobrevoa a cidade de Cirênia, no norte do Chipre (arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 19.09.2025

Helicóptero Cougar do Exército da Turquia sobrevoa a cidade de Cirênia, no norte do Chipre (arquivo)

© AP Photo / Selcan Hacaoglu

5. República Turca de Chipre do Norte

O Chipre está dividido entre duas comunidades: os cipriotas gregos e turcos. Em1974, a parte norte se rebelou contra uma possível anexação pela Grécia e, com a ajuda da Turquia, criou uma nação independente de facto: Chipre do Norte, sem reconhecimento da ONU. As duas comunidades estão envolvidas em negociações de paz há anos, mas nenhum acordo final foi alcançado ainda.

Apenas a Turquia reconhece o território como país. A ONU considera a República de Chipre (sul) como legítima.

Mulheres celebram o 25º aniversário da proclamação de independência da Somalilândia, na capital Hargeisa, 18 de maio de 2016

© AP Photo / Barkhad Dahir

6. Somalilândia

Declarou independência da Somália em 1991. Tem governo próprio, eleições, moeda, relativa estabilidade. Não é reconhecido por nenhum país membro da ONU, devido ao respeito pela integridade territorial da Somália e à instabilidade na região.

A Somália começou a enfrentar problemas de controle geral sobre o território no início dos anos 1990, com a queda do governo de Siad Barre. A única autoridade legítima do país é reconhecida pela comunidade internacional como o governo federal, que controla a capital Mogadíscio e várias outras áreas.

As partes restantes da Somália estão sob o controle de entidades estatais não reconhecidas ou são territórios autônomos. Em particular, a não reconhecida República da Somalilândia, que a comunidade internacional considera parte da República Federal da Somália, está localizada na parte norte do país, enquanto a parte leste do país é a região de Puntland, que reivindicou autonomia em 1998.

Tiraspol, a capital da Transnístria - Sputnik Brasil, 1920, 19.09.2025

Tiraspol, a capital da Transnístria

© flickr.com / Vitaly Velikodny

7. Transnístria

Com população composta por 60% de russos e ucranianos, a Transnístria buscava se separar da Moldávia ainda nos últimos anos da União Soviética.

Em 1992, após uma tentativa frustrada de Chisinau (a capital da Moldávia) de resolver o problema pela força, a Transnístria se tornou de fato um território independente e se autoproclamou uma República.

Nas negociações para a resolução do conflito transnístrio, Rússia, Ucrânia e a OSCE adotaram função de mediadores e União Europeia e Estados Unidos, observadores. A última reunião de ministros das Relações Exteriores dos países mediadores e observadores ocorreu no outono de 2019 em Bratislava. Já o encontro oficial no formato “1+1” foi realizado em 16 de janeiro deste ano, mas terminou sem resultados