MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO 11/10/2026
RESUMO DE DOMINGO
11/10/2026
Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS DE DOMINGO 11/10/2026

O GLOBO – PL alia redes a emendas por superbancada e 90% de taxa de reeleição
FOLHA DE S.PAULO – Terras raras atraem 18 empresas estrangeiras ao país em projetos de R$ 17 bi
O ESTADO DE S.PAULO – Contas básicas são problema para 1 em cada 4 brasileiros
Correio Braziliense – Flávio: “Verão Bolsonaro colocar a faixa no filho”
Valor Econômico – Não circula hoje
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
VOTO turbinado - Dono da maior bancada na Câmara dos Deputados a partir do ano que vem, o PL conseguiu a maior taxa de reeleição e ampliou a votação de seus parlamentares em 2026 combinando discurso ideológico e maior acesso a recursos públicos, como o fundo eleitoral e emendas parlamentares. Levantamento do GLOBO aponta que, dos 121 deputados eleitos pelo partido do presidenciável Flávio Bolsonaro, cerca de metade, 63, já estava na Câmara no mandato atual — outros sete nessa situação não conseguiram se reeleger, o que dá um aproveitamento de 90% à bancada da legenda. A maioria dos bolsonaristas reeleitos obteve mais votos neste ano do que em 2022, em paralelo a uma redução das cadeiras ocupadas pelo Centrão e por parlamentares ligados a igrejas, o que torna o partido o de maior bancada na Casa em quatro décadas. Os nomes do PL com aumentos expressivos de votação incluem Nikolas Ferreira (MG), André Fernandes (CE) e Julia Zanatta (SC), que representam a linha de frente do bolsonarismo nas redes sociais. Além dos seguidores no mundo digital, a caminhada do trio à reeleição foi turbinada com emendas parlamentares individuais, de execução obrigatória. O PL também injetou recursos nas campanhas de Zanatta e Fernandes, que receberam, respectivamente, o dobro e o sêxtuplo de verba do fundo eleitoral neste ano, na comparação com o pleito passado. Nikolas não utilizou o fundo nas duas campanhas. As urnas também reelegeram nomes do PL pré-Bolsonaro, como Altineu Côrtes (RJ) e Luiz Carlos Motta (SP), que combinaram o apoio à campanha de Flávio com um perfil de mais articulação na Câmara. Altineu, que foi líder do partido na Casa em 2023, apadrinhou mais de R$ 235 milhões em emendas nos últimos três anos, o triplo do registrado por deputados de perfil mais bolsonarista. Motta, que foi relator do Orçamento de 2024 e agora defende o fim da escala 6x1, na contramão do partido, também manejou um volume maior de emendas do que a média dos colegas. Ambos tiveram variações sutis, para cima, nas suas votações.
MINERAÇÃO turbinada - A compra da Meteoric Resources, anunciada no fim de setembro pela também australiana Lynas, em um acordo de R$ 3,5 bilhões para explorar terras raras no sul de Minas Gerais, é o episódio mais recente de uma corrida estrangeira atrás dos minerais críticos no Brasil. Ao menos 18 empresas internacionais têm hoje processos minerários em andamento para pesquisar ou explorar terras raras no país. Juntos, esses projetos somam mais de US$ 3,5 bilhões (R$ 17,5 bilhões), entre investimentos já realizados e estimativas iniciais para implantação. Como boa parte dos planos ainda está em fase de pesquisa, o que está por vir a sinalizar que essa cifra será superada rapidamente. A operação entre a Meteoric e a Lynas foi anunciada menos de um mês após a americana USA Rare Earth concluir a aquisição da mina Serra Verde, em Goiás, a primeira que explora terras raras no país. As transações bilionárias colocam o minério brasileiro na mira crescente de grupos internacionais que buscam a oferta de terras raras fora da China, hoje a líder global em extração e beneficiamento. A Folha cruzou informações da ANM (Agência Nacional de Mineração) com documentos societários, estudos técnicos e comunicados de companhias do setor. A Austrália concentra hoje pelo menos 11 dos 18 grupos mapeados. Canadá e Estados Unidos têm três cada. Há ainda uma companhia constituída nas Ilhas Marshall. Em maior ou menor medida, todas acumulam críticas sobre impactos ambientais e sociais.
BOLSO furado – Os brasileiros estão recorrendo a algum tipo de poupança ou se endividando para conseguir pagar contas básicas de água, luz e gás. De acordo com levantamento FGV/Ibre, em setembro 24,9 % dos brasileiros estavam contraindo dívidas ou se desfazendo de patrimônio para quitar despesas do dia a dia. É o maior percentual para o mesmo mês desde 2022 (25,4%). O que chama atenção dos analistas é a situação delicada das famílias brasileiras se dá em contexto de pleno emprego e economia aquecida.
QUEM viver verá - Candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) disse que receberá a faixa presidencial do pai, Jair Bolsona ro, preso por tentativa de golpe de Esta do e outros crimes. “Vamos tirar o PT do poder no dia 25”, enfatizou. As declarações foram dadas durante motocarreata no Rio de Janeiro, ao lado do governador eleito do estado, Douglas Ruas (PL). Integrantes da campanha resumem o sentimento para o segundo turno: “A vitória já é certa”. Mesmo assim, um dos focos nas próximas duas semanas será ampliar apoio ao senador no Nordeste, reduto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
CARTA aberta de brasileiros no Oscar - Cinquenta e oito membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela organização do Oscar, assinaram uma carta aberta em que manifestam preocupação com o cenário político do Brasil e pedem atenção internacional ao segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro. O documento foi publicado inicialmente na revista norte-americana Variety. Os profissionais do audiovisual, incluindo o ator Wagner Moura e cineastas como Kleber Mendonça Filho e Fernando Meirelles, citam suspeitas de interferência estrangeira, possíveis distorções no alcance de conteúdos políticos nas plataformas da Meta e denúncias de pagamentos a eleitores. Também criticam propostas do candidato Flávio Bolsonaro (PL), incluindo a elaboração de uma nova Constituição e a concessão de anistia ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.
LULA cobra explicação de “tesouraço” - No penúltimo fim de semana antes do segundo turno das eleições presidenciais, que será realizado no dia 25, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma passeata com aliados, em Natal, e fez duras críticas ao adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL--RJ), vinculando as medidas de cortes de gastos ao fim de programas e benefícios. O petista atribuiu ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o risco de cortes de programas de benefícios sociais e do fim de investimentos na região. “Se essa gente ganhar a eleição, tudo aquilo que foi construído no Nordeste será destruído. Será o fim do Farmácia Popular, dos institutos federais, do financiamento das bolsas, do Minha Casa Minha Vida. Será o fim do desenvolvimento do Nordeste”, afirmou Lula durante a passeata. Ele também buscou vincular a Flávio o fim dos programas Bolsa Família e Pé-de-Meia.
TSE dá 48 horas para a Meta se explicar - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, ontem, que a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, apresente, em até 48 horas, esclarecimentos técnicos sobre a distribuição de conteúdo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão atende a uma representação da Coligação Brasil Pronto pra Mais, do candidato petista, que aponta possíveis restrições ao alcance de publicações e pede explicações sobre supostas falhas nas plataformas durante a disputa presidencial. A empresa de tecnologia de Mark Zuckerberg negou as acusações. Na decisão, o ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do caso, destacou que a apuração depende de in formações sob controle da própria plataforma, como registros de moderação, dados de anúncios e mecanismos de distribuição de publicações. “Os fatos narrados ocorrem em ambiente que somente a representada controla: os sistemas de distribuição de conteúdos na rede, os registros de moderação, a plataforma de anúncios e os sinais de autenticidade de contas”, registrou.
RECONTAGEM de votos no RJ dá vitória a Ruas - O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) oficializou a vitória do candidato ao governo do estado pelo PL, Douglas Ruas, de pois da recontagem dos votos ontem. A medida foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a anulação dos 274.411 votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), na quinta-feira. Com a mudança, Ruas ultrapassou 50% dos votos válidos, sendo eleito no primeiro turno. No domingo passado, Ruas obteve 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% dos votos válidos, enquanto o segundo colocado, Eduardo Paes (PSD), recebeu 3.706.984 votos, ou 42,76%. Com esses resultados, os dois disputariam o segundo turno. No entanto, após a anulação dos votos de Garotinho, o percentual de votos válidos de Ruas passou para 50,88%.
ESQUEÇAM ele - Nas hostes de Flávio Bolsonaro há muita gente trabalhando para preservar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Embora tenha sido citado no caso Vorcaro por causa do resort no Paraná, Toffoli é visto como alguém que ajudou o então presidente Jair Bolsonaro durante o governo e se aproximou da ala mais afinada aos Bolsonaro no STF. Por isso, está fora da fila.
ESPERE algumas casas - Com o fim da escala 6x1 na pauta do Senado, os bolsonaristas avaliam que será muito difícil reverter o placar favorável ao texto. Se não der para obstruir a votação, a intenção de uma parte dos oposicionistas é votar, até para parar de dar discurso para Lula. Contudo, o tema não será esquecido. Já tem gente dizendo que, mais à frente, será possível diluir qualquer mudança numa reforma trabalhista mais ampla, caso Flávio Bolsonaro vença daqui a duas semanas.
IBANEIS na roda - A duas semanas da eleição, as menções ao ex-governador Ibaneis Rocha como partícipe de decisões importantes sobre a compra do Master pelo BRB retomam com força. No geral, entretanto, advogados afirmam que o ex-governador sempre poderá dizer que suas deliberações a respeito foram orientadas pelo ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que já está preso.
CELINA fora da roda - As citações de que Ibaneis tinha poder de decisão, porém, não têm potencial para mudar o rumo da eleição no Distrito Federal. Não foram poucas as vezes em que, muito antes de o escândalo estourar, a então vice-governadora dizia que, se fosse se candidatar a governadora e, se fosse eleita, Paulo Henrique Costa não teria lugar na sua equipe.
A HORA de marcar diferenças - Aliados do presidente Lula acreditam que os debates representam uma grande chance de o candidato do PT virar votos. Porém, se ficar irritado ou demonstrar uma arrogância contra o 01 de Jair Bolsonaro, o resultado pode ser catastrófico, tal e qual ocorreu com Cristovam Buarque contra Joaquim Roriz na eleição de 1998, levando o então governador Cristovam a perder a reeleição. Cristovam adotou um tom mais acadêmico, o que fez com que o eleitorado mais humilde se identificasse com Roriz.
IRRITE-O - Da parte de Flávio Bolsonaro, ele será aconselhado a tirar Lula do sério ou do estilo “paz e amor”, a fim de que o petista parta para expressões do tipo, “mequetrefe”, para se dirigir ao adversário.
QUEM soma - Dentro do PT, começa a crescer a avaliação de que é preciso se aproximar dos ex-bolsonaristas, como o deputado Otoni de Paula (PSD-RJ). Otoni fez questão de participar de atos de campanha pela reeleição do presidente Lula e fez um vídeo que viralizou na internet, em que ele aparece correndo, falando em liberdade e nos programas sociais do governo.
FLÁVIO, o empresariado e o mercado - Depois do jantar de Lula com o empresariado em São Paulo, na reta final do primeiro turno, quem irá ao centro financeiro do Brasil é o candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Ele tem almoço marcado para 19 de outubro no Grupo Lide, fundado pelo ex-governador João Doria. Não é propriamente a volta do “bolsodoria”, mas uma oportunidade de o Lide apresentar aos maiores grupos empresariais do país mais detalhes das propostas econômicas de Flávio Bolsonaro.
A FILA para a guilhotina - Crescem as apostas sobre uma aposentadoria antecipada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, caso o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, vença o pleito daqui a duas semanas. Porém, a contar pelo ânimo da bancada bolsonarista que tomará posse em fevereiro de 2027 no Senado, ainda que Xandão saia do STF, isso não será suficiente para aplainar as arestas entre a Suprema Corte e o grupo liderado pelos Bolsonaro. Muitos já falam abertamente que é preciso promover, ainda, o impeachment do ministro Flávio Dino. A avaliação de boa parte do grupo é de que o magistrado ultrapassou limites ao investigar as emendas parlamentares. E, de quebra, na avaliação dos bolsonaristas, teria tentado interferir no processo eleitoral. Por isso, sem Xandão, ele se tornaria o primeiro da lista. A bancada bolsonarista passou a campanha, guardadas as devidas proporções, meio que repetindo a frase da tirânica rainha de Copas de Alice no País das Maravilhas: “Cortem as cabeças”. E, se não cortar nenhuma cabeça, não ficará satisfeita.
TIREM-NO da sala - No caso de Dino, a ideia é ainda promover uma emenda que impeça uma candidatura em 2030, como forma de deixá-lo fora do processo eleitoral futuro, caso o ministro, se for catapultado do Supremo, resolva retomar sua carreira política.
MAIS uma - O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 52,7% das intenções de votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, ante 47,3% do presidente Lula (PT), segundo pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado (10). Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos. Em votos totais da pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio marca 49% e Lula, 44%. Outros 5% dizem que votarão em branco ou nulo, e 3% não sabem ou não responderam. O levantamento ouviu por telefone 1.500 eleitores de 16 anos ou mais, de 6 a 8 de outubro. A margem de erro máxima para o conjunto da amostra é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Presidente IPG-Instituto João Goulart


