MANCHETES DOS JORNAIS DE SEGUNDA-FEIRA 26/10/2026
Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS DE SEGUNDA-FEIRA 26/10/2026

FOLHA DE S.PAULO – Lula vira e será presidente pela 4ª vez
O GLOBO – Lula é eleito pela 4ª vez com mobilização e virada históricas
O ESTADO DE S.PAULO – Virada inédita dá 4º mandato a Lula, em votação conturbada
Correio Braziliense – Lula será presidente pela 4ª vez com virada histórica
Valor Econômico – Lula tem virada histórica e é eleito presidente pela 4ª vez
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
VIRADA democrática - Por volta das 20h25 da noite de domingo, a história da política brasileira começava a escrever um novo capítulo. Foi neste momento da marcha da apuração que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a liderança para chegar à quarta vitória em sete eleições presidenciais. Com uma diferença de 4,4 milhões de votos (51,78% a 48,22%), o petista obteve a maior votação da história (64.256.232) e bateu Flávio Bolsonaro (PL), superando um tabu: nunca antes um candidato derrotado em primeiro turno havia superado o rival para chegar ao Planalto. Polêmicas ontem, na Justiça, devem levar ao questionamento do pleito pelo rival. Sem perder tempo, o presidente, que em 2030 contará 16 anos à frente do Executivo, lançou novas bases para o mandato. No discurso, declarou gratidão ao vice, Geraldo Alckmin, a quem convidou para falar, e elogiou André Janones, seu “general das redes sociais”. “Nós vamos mudar o jeito de governar este país”, disse um emocionado Lula, que amanhã completa 81 anos.
POPULAÇÃO mais dividida - Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito para um quarto e inédito mandato como presidente da República. O chefe do Executivo ampliará o período de poder do PT no Brasil pós-redemocratização. Esta é a sexta eleição presidencial vencida pelo PT desde o fim da ditadura militar e a volta do voto direto para presidente. A sigla perdeu uma vez para Fernando Collor (então no PRN, em 1989), duas vezes para Fernando Henrique Cardoso (PSDB, em 1994 e 1998) e uma vez para Jair Bolsonaro (então no PSL, em 2018). Lula, de 80 anos, aumentará a marca de presidente mais velho a tomar posse. Ele completará 81 anos amanhã. Michel Temer, aos 75 anos, e Getúlio Vargas, aos 68 anos, são o segundo e o terceiro lugar nesse ranking. O presidente eleito terá de lidar com um país ainda mais dividido do que em 2022 e com um Congresso mais hostil, com o fortalecimento da direita bolsonarista e o achatamento do centro liberal e do Centrão. Tem a seu favor, se souber utilizar bem isso, as numerosas mobilizações que tomaram as ruas a partir do primeiro turno.
OPOSIÇÃO quer anular - Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa virada histórica, o senador Flávio Bolsonaro (PL) disse não reconhecer a vitória do oponente — obtida com mais de 4 milhões de votos de diferença — e anunciou que vai pedir a anulação do pleito. A principal justificativa para isso seria a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar em duas horas o horário de votação em todo o país. O candidato disse que houve “falta de isonomia” com a determinação do magistrado, relator de um pedido do PT para prorrogar a votação no segundo turno em razão da falta de transporte público em três cidades da Bahia, incluindo a capital, Salvador.
NUNES Marques atesta lisura - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, enfatizou, ontem, que as eleições transcorreram com segurança e sem alterações na totalização dos votos, apesar das dificuldades técnicas provocadas pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação até as 19h em todo o país. Durante a coletiva de balanço do segundo turno, em Brasília, o magistrado destacou o trabalho das equipes técnicas para contornar os problemas operacionais e garantiu que a determinação do STF foi cumprida. Segundo Nunes Marques, a decisão de estender o horário de votação exigiu medidas extraordinárias para preservar a segurança do sistema de totalização. Como a determinação foi proferida às 17h, milhares de urnas já haviam encerrado a votação e não poderiam ser reabertas por limitações de programação. Para evitar que os boletins de urna fossem recebidos antes do momento adequado, o TSE bloqueou temporariamente o fluxo de informações e precisou reorganizar o processamento dos dados.
ANONES dá “upgrade” na campanha de Lula - Após o primeiro turno das eleições presidenciais, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a atuação nas redes sociais sob a liderança do deputado federal André Janones (Re de-MG). A estratégia buscou ampliar a circulação de conteúdos favoráveis ao petista e responder rapidamente às publicações da oposição por meio de uma re de de apoiadores mobilizados em diferentes plataformas. Janones organizou o chamado Exército do Lula, formado por militantes que atuavam em canais do WhatsApp e grupos do Telegram. A proposta era descentralizar a divulgação da campanha, com materiais prontos para compartilhamento e orientações para alcançar eleitores nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens.
DE LEGIÃO a um exército - A atuação do Exército do Lula também foi alvo de medidas judiciais apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro. Em 7 de outubro, o presidenciável do PL apresentou uma ação de investigação judicial eleitoral contra Janones e integrantes da chapa de Lula. O pedido incluía a suspensão do canal até 26 de outubro, a remoção de publicações e a preseração de registros digitais. Em 10 de outubro, 41 minutos depois de o corregedor-geral receber a ação e determinar esclarecimentos sobre os pedidos apresentados, Flávio protocolou outro requerimento, desta vez diretamente à Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nova solicitação buscava suspender o Exército do Lula por meio de um procedimento administrativo. No dia seguinte, o ministro Nunes Marques determinou que a plataforma suspendesse o canal em até três horas. A ordem previa a manutenção do bloqueio até a homologação do resultado do segundo turno. Horas depois, o corregedor-ge ral eleitoral determinou o restabelecimento do canal até nova deliberação do Plenário. A sequência de decisões conflitantes continuou, mas o canal segue ativo até o momento.
LULA vence em 13 estados - As urnas confirmaram, ontem, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República pela quarta vez na história do Brasil. Com 64,2 milhões de votos válidos, o petista derrotou Flávio Bolsonaro (PL), que recebeu 59,8 milhões. A disputa acirrada e a polarização política ficaram evidentes no resultado final: Lula venceu com 51,79% dos votos, contra 48,21% do adversário. A vantagem também se repetiu no exterior, onde o presidente eleito obteve 53,86% dos votos, enquanto Flávio alcançou 46,14%. Lula protagonizou uma virada histórica ao reverter a desvantagem do primeiro turno e conquistar a vitória na etapa decisiva da eleição. Pela primeira vez, na história do Brasil, um candidato à Presidência da República chega ao quarto mandato. Em 4 de outubro, o petista havia encerrado a primeira etapa da disputa atrás do filho do ex--presidente Jair Bolsonaro (PL). O resultado impulsionou uma reorganização da campanha e das estraté gias de mobilização da militância, principalmente na internet. A reação teve como foco a presença nas ruas, a participação de estudantes e a ampliação da atuação nas redes sociais.
VIRADAS marcam eleições estaduais - As eleições para governadores foram marcadas por uma virada em Tocantins e no Rio Grande do Norte no segundo turno. Os candidatos que terminaram a primeira etapa da disputa atrás de seus adversários conseguiram reverter o resultado e venceram as eleições de domingo. Em Tocantins, o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito com 63,98% dos votos, enquanto a senadora Professora Dorinha (União), que havia liderado o primeiro turno, obteve 36,02%. No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) venceu com 50,77% dos votos, contra 49,23% de Allyson Bezerra (União).
PARA cima do STF - Os snipers de Jair Bolsonaro eleitos para o Senado não vão deixar barato a história de manter urnas abertas após 17h e vão usar isso como mais um motivo para manter o tensionamento com os ministros da Suprema Corte. Só tem um probleminha: até aqui, eles ainda não consolidaram maioria capaz de levar esses processos adiante. Mas há maioria para fazer uma reforma do Judiciário.
DESGARREGUEM em Lula Por falar em STF… Se tudo correr como planejado, o ex-senador Rodrigo Pacheco não esquentará muito a cadeira de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Lula deve indicá-lo para o cargo de Luís Roberto Barroso. É esse um dos acertos praticamente fechados com o grupo de Davi Alcolumbre. A ordem entre muitos partidos de centro que apoiaram Flávio Bolsonaro foi descarregar os votos em Lula, especialmente, em Minas Gerais. A maioria deles não queria saber de um integrante da família Bolsonaro mandando no país.
TARCÍSIO que se prepare - Ainda que Flávio Bolsonaro tenha tido uma votação para lá de expressiva no segundo turno, o que mais se ouvia, ontem, nas hostes bolsonaristas era, “se fosse Tarcísio o candidato teria vencido no primeiro turno”.
ALO, Sarney? - Logo depois de 20h, quando Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro na apuração, o petista ligou para José Sarney para agradecer o empenho do primeiro presidente a assumir o cargo no período pós-ditadura militar. A família Sarney ajudou muito no Maranhão. Ambos se emocionaram na ligação.
JANONES gigante - A live do exército de Lula, batizada de “live da Virada”, foi considerada fundamental para a diferença em favor do presidente Lula. O reconhecimento ao deputado André Janones (Rede-MG) foi o chamamento a Janones para discursar na Avenida Paulista, logo depois de Geraldo Alckmin. O deputado é considerado um dos herdeiros do lulismo no futuro. Isto é, se o PT deixar. P
POR falar em mobilização… - Lula agora estará empenhado em não deixar que as manifestações da Europa desembarquem no Brasil.
E O Trump, hein? - Dedicado à eleição de meio de mandato nos Estados Unidos, Donald Trump não terá muito tempo para tentar reclamar das eleições no BrasiL.
DIFERENÇA de 4 milhões de votos dificulta ações judiciais - Passada a votação de segundo turno e a divulgação do resultado, a primeira missão do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva será isolar o bolsonarismo-raiz e tentar reduzir a reclamação dos adversários sobre urnas abertas após 17h, algo inédito na história da eleição desde a implantação do voto eletrônico. Nessa empreitada de deixar as reclamações de lado, Lula contará especialmente com a cúpula do Congresso Nacional, uma vez que os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, já deram o recado de encerrado o pleito, parabenizando o vencedor e ressaltando a importância do adversário.
QUESTÃO de contas - A avaliação inicial é a de que a quantidade de urnas que permaneceram abertas não seria suficiente para modificar o resultado de 4 milhões de votos de Lula sobre Flávio Bolsonaro. No DF, por exemplo, não houve reabertura das urnas. A tendência, avaliam alguns, é deixar qualquer reclamação dos bolsonaristas em uma gaveta no Tribunal Superior Eleitoral, tal e qual foi feito com a reclamação de Aécio Neves, em 2014, contra Dilma Rousseff. Ali, só foi a votos quando Dilma já havia sofrido um processo de impeachment. Por enquanto, os bolsonaristas vão reclamar do resultado nas instâncias competentes. Sobre outros processos, eles avisam que o futuro a Deus pertence.
BALANÇO da PF - A Polícia Federal (PF) informou, ontem à noite, dados preliminares sobre as ações de fiscalização de crimes eleitorais contabilizados até as 19h, após o fechamento oficial das urnas eletrônicas. Segundo a PF, 71 pessoas foram detidas, e 13 ocorrências sobre possíveis flagrantes de crimes eleitorais ainda eram analisadas. O balanço da Polícia Federal também mostrou a abertura de seis inquéritos policiais e a instauração de 57 termos circunstanciados de ocorrência (TCOs) para apurar a prática de crimes eleitorais.
ELEIÇÃO foi segura, diz TSE - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou, ontem, que as eleições de 2026 transcorreram com segurança e sem alterações na totalização dos votos, apesar das dificuldades técnicas provocadas pela decisão judicial que prorrogou a votação até as 19h em todo o país. O balanço apresentado pelo magistrado também trouxe números sobre o comparecimento às urnas. Com 99,9% das seções apura das, mais de 128 milhões de eleito res haviam comparecido, entre os mais de 158 milhões aptos a votar no segundo turno. A abstenção ficou em 19,21%, abaixo dos 21,08% registrados no primeiro turno. Para Nunes Marques, o resultado de monstra a participação do eleitorado, apesar das dificuldades pontuais registradas durante a votação. Ele ressaltou que a Justiça Eleitoral dispõe de mais de 95 mil locais de votação distribuídos pelo país para facilitar o acesso dos brasileiros.
REELEIÇÃO de Lula repercute no mundo - O triunfo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a quarta vitória nas urnas, interrompeu a hegemonia da extrema-direita na América do Sul, enviou uma mensagem às big techs e aos Estados Unidos, e repercutiu em todo o planeta. Assim que a apuração dos votos foi finalizada, os principais veículos de comunicação do mundo estamparam em seus sites, com destaque, a reeleição de Lula. O jornal britânico The Guardian trouxe uma foto dos eleitores comemorando nas ruas, com sinalizador e bandeiras, e a manchete “Lula, titular da esquerda, derrotou Bolsonaro, anunciou a Corte Eleitoral”. O jornal The New York Times publicou o título “O Brasil reelege Lula, rejeitando o filho do antecessor”, ao lado de uma foto de Lula, sorridente, usando óculos no formato de estrelas. O site do espanhol El País trouxe uma foto de Lula apertando a mão de eleitores, durante a passeata em São Paulo, com a manchete “Lula ganha no Brasil”. A emissora CNN mostrou a imagem de Lula abraçado com uma bandeira do Brasil, sob o título: “Lula derrota Bolsonaro, aliado de Trump, mantendo o Brasil à esquerda, enquanto a América Latina se muda para a direita”.
FEBRABAN cumprimenta Lula pela reeleição -
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) cumprimentou, em nota, a vitória da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). "Ao mesmo tempo, saúda o processo democrático brasileiro com a conclusão de mais um bem-sucedido pleito eleitoral", disse a entidade que reúne os maiores bancos brasileiros, como Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil. A entidade também afirma, por meio de seu presidente Leandro Vilain, que o setor bancário continuará atuando como catalisador da atividade econômica.
Presidente IPG-Instituto João Goulart


