Lula recebe cumprimentos de todo o mundo por sua vitória nas urnas
Lula recebe cumprimentos de todo o mundo por sua vitória nas urnas
Governantes respaldam o resultado maiúsculo das urnas, isolam o silêncio de Trump e do seu servo Milei e ignoram o inconformismo do derrotado
Reeleito no domingo (25) para um quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, em poucas horas, o reconhecimento de governantes de todos os continentes como expressão da vitória da democracia e da soberania no Brasil.
Com 100% das urnas totalizadas, Lula obteve 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio Bolsonaro, uma diferença maiúscula de 4.430.191 votos (3,6%). A resposta internacional foi ampla e rápida, isolando o silêncio de Trump, ridicularizando o olhar atônito de Javier Milei e o inconformismo do canditato derrotado.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, saudou a vitória de Lula como “uma lufada de ar fresco” para a região. “Estamos felizes”, sorriu, enquanto fazia a letra L com a mão esquerda.
Conversando com o presidente reeleito por telefone, o uruguaio Yamandú Orsi o parabenizou “pelo triunfo e pela festa democrática que representa um processo eleitoral”. O governo venezuelano elogiou a participação cívica, e o presidente da Guiana, Irfaan Ali, enviou saudações.
“O BRASIL PODE CONTAR COM CUBA NA CONSTRUÇÃO DA UNIDADE DE NOSSA PÁTRIA GRANDE”
“Estimado irmão Lula, felicito-o em nome do governo e do povo cubano por esta vitória histórica que garante a continuidade do caminho de paz, soberania e justiça social empreendido pelo povo brasileiro sob sua liderança”, escreveu o presidente Díaz-Canel. E acrescentou: “O Brasil pode contar com Cuba na construção da unidade e integração de nossa Pátria Grande, latino-americana e caribenha”.
Um gesto igualmente expressivo veio do Chile: o presidente José Antonio Kast, amigo de Flávio Bolsonaro, telefonou para Lula para parabenizá-lo. O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, afirmou que os dois países são “irmãos” apesar das diferenças políticas e que “o respeito mútuo, a soberania e a cooperação” devem marcar a relação. Da mesma forma, os direitistas Rodrigo Paz, da Bolívia, Santiago Peña, do Paraguai, Daniel Noboa, do Equador, e José Raúl Mulino, do Panamá, cumprimentaram Lula nas redes sociais. Peña saudou o povo brasileiro pela “grande jornada democrática” e disse que os dois países compartilham uma agenda de integração e desenvolvimento. Noboa disse que a reeleição garante a continuidade do caminho de paz, soberania e justiça social trilhado pelos brasileiros. A presidente Keiko Fujimori, do Peru, parabenizou o petista e reafirmou o compromisso com a cooperação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Governos direitistas, como o chileno, o paraguaio e o equatoriano, apontaram que o Brasil é grande demais, próximo demais e importante demais para que a relação dependa do aval de um governante cambaleante à beira do precipício como Donald Trump. Ao cumprimentarem Lula, ressaltaram que a convivência entre democracias se sustenta nas instituições, e não nos candidatos.
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert Ramdin, saudou o processo democrático e a massiva participação dos eleitores brasileiros, que ampliaram no segundo turno sua maiúscula presença nas urnas.
TOM DE COOPERAÇÃO PREVALECE POR TODOS OS CONTINENTES
Fora do continente, o tom foi de cooperação. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, conversou com Lula na noite da eleição e o felicitou publicamente na segunda-feira (26). O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, lembrou os 200 anos de relações bilaterais ao parabenizar o presidente brasileiro. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, também o cumprimentou pelas redes sociais, elogiando “os avanços comerciais e ambientais da parceria entre os dois países”, o governo alemão avaliou que o resultado é uma boa notícia para a preservação da Amazônia, assim como o senador americano Bernie Sanders.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, enfatizou que o país tomou nota da declaração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que Lula venceu o segundo turno e lhe deu os parabéns. O líder russo Vladimir Putin sublinhou a liderança de Lula e o apoio popular às políticas de defesa da soberania nacional, além de ressaltar a importância da cooperação bilateral e da atuação conjunta em fóruns internacionais como ONU, Brics e G20. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, enviou calorosas felicitações e declarou esperar expandir a Parceria Estratégica Índia-Brasil, e a África do Sul igualmente cumprimentou Lula por sua vitória.
Os cumprimentos vieram de governos de esquerda, de direita e de centro, de aliados históricos e de adversários, que apontaram o processo eleitoral brasileiro como “legítimo” e o resultado como “definitivo”. Para um país que viveu, em anos recentes, tentativas de contestar o sistema de votação por parte do bolsonarismo, a normalidade do reconhecimento externo é um referencial político relevante e estabilizador.
COMISSÃO EUROPEIA SAÚDA VITÓRIA DA DEMOCRACIA
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou o resultado celebrando a vitória da democracia e do multilateralismo. O presidente da França, Emmanuel Macron, reforçou a importância de fortalecer a parceria estratégica bilateral por “um mundo mais justo”, e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, comemorou a vitória como “uma retomada progressista global”.
O governo brasileiro trabalhará agora para continuar convertendo o imenso capital diplomático em resultados positivos, seja em acordos comerciais, em cooperação ambiental, em investimentos ou na defesa de uma presença brasileira independente nos fóruns multilaterais. A vitória nas urnas e o aval internacional são novos referenciais para seguir em frente até dezembro de 2030.


