Quinta-feira, 13 de agosto de 2020.

Para quem procura uma luz no fim do túnel, sinto informar que não existe túnel.

publicada em 16 de julho de 2020
Dácio Malta

Para quem procura uma luz no fim do túnel, sinto informar que não existe túnel.

Sem luz no túnel


No momento, estamos em um beco sem saída.

A tragédia do Brasil de hoje é fruto do desejo de uma maioria racista, homofóbica e misógina que passou anos no armário, somada a ignorância, desinformação e covardia dos que decidiram trocar um professor decente por um marginal desqualificado, expulso do Exército por tentativa de terrorismo, e, mais do que isso: um homem tosco e despreparado.
Os quase 58 milhões de votos que Bolsonaro conquistou em 2018 - hoje ele teria a metade - deve-se um terço deles aos seus iguais; outro terço a facada e o último terço a aqueles que, no primeiro turno, votaram em Amoedo, Alckmin, Meirelles, Marina e Álvaro Dias.
Esse eleitorado, que se considera a elite do país, não teve nenhum pudor em apoiar um discurso fascista. E hoje finge que não tem nada ver com isso.

O capitão sempre disse que não entendia de economia, mas tinha a seu lado o posto Ipiranga.
Na verdade, Bolsonaro não entende nada de nada: nem de educação, nem de saúde, nem de agricultura, nem de meio ambiente, nem de relações exteriores... nada. Absolutamente nada.

Alguém pode argumentar que um presidente não precisa, necessariamente, de conhecer a fundo todos os assuntos.
Mas ele deve ser inteligente, o suficiente, para não só saber perguntar, mas principalmente conseguir entender o que lhe está sendo explicado.

Bolsonaro não governa. Blindado pelos filhos, ameaçado por um bruxo e por um grupo de evangélicos, e cercado por um bando de malucos, corruptos ou farsantes como ele, o capitão assina o que lhe entregam. Como um prato feito.
Nesses 18 meses de governo, o capitão já cometeu dezenas de crimes de responsabilidade - todos de menor relevância do que a sabotagem permanente ao combate ao coronavírus, além de seu indisfarçável desprezo pela vida. E daí?
Daí que enquanto o país estiver infectado, Bolsonaro estará à salvo.

Não importa que amanhã o número de óbitos suba para 80, 90 ou passe dos 100 mil.
Eles são, no momento, sua tábua de salvação.
Enquanto o Covid 19 estiver se multiplicando, não haverá impeachment.

Quando a vida voltar ao normal, quem sabe ele comece a pagar por seus pecados.
A vida, ao contrário do que ele pensa, não voltará ao normal com a reabertura da indústria, comércio, escolas, bares, academias, casas de cultura, etc.

A normalidade chegará no dia em que não houver mortos.
Só nessa hora sairemos do beco em que nos encontramos e, oxalá, possamos vislumbrar alguma luz no fim do túnel.
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