Terça-feira, 19 de novembro de 2019.

O ESTADO COMO PROBLEMA

publicada em 29 de outubro de 2019
O ESTADO COMO PROBLEMA



Christopher Goulart

Se o título deste texto soa pretencioso, não há como desentendê-lo sob a luz de uma temática recorrente. Afinal, vivemos em sociedade. As aventuras individuais de experiências vividas de forma isolada não são parâmetro para a evolução que buscamos. Em outras palavras, vai o obvio: Não atingiremos um Estado de convivência social sadia, se não buscarmos inicialmente um ponto de convergência entre nós. Enquanto apontarmos apenas para os itens que nos afastam, entre homens e mulheres, o destino já é tragicamente conhecido.

No surrado debate entre forças políticas da direita e da esquerda, há um elemento central, qual seja, a força ou o tamanho do Estado. Adianto que não pretendo aqui buscar amparo em pensadores ou teses acadêmicas, tampouco obras primas sobre o tema. Discorrerei sobre este papel, tão somente o indicativo de bom senso que creio existir em mim. Hoje estou convicto de que o bom senso, resolve muitos problemas. Consciente de que aprofundar pensamentos torna-se igualmente perturbante. Tudo bem!

A quem serve a ideia de que o Estado Mínimo é a meta a ser atingida, em nome das liberdades individuais e interesses do capitalismo? Eu respondo de forma singela: aos que não precisam do Estado, ou têm condições de dispensá-lo. Uma ínfima camada da sociedade econômica, com exercício de poder financeiro, afetando diretamente aos desavisados que, com razão, não encontram a eficiência necessária do Poder público.

Logo, compreensível a insatisfação das maiorias, no momento em que não mais se percebe a destinação necessária dos impostos pagos por todos, aplicados em saúde, educação, saneamento básico, segurança pública, entre outros. A reflexão necessária reside no fato de que, quem mais precisa destes serviços públicos não são os abastados, mas sim, a enorme massa de trabalhadores sem acesso às mordomias de poucos milionários. Quem mais precisa do Estado são os pobres. Eis a razão pela qual ele permanece indispensável, porque, sob a miséria do povo, jamais se construirá a paz social.


Christopher Goulart
Advogado, primeiro Suplente de Senador (PDT-RS)
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Christopher Goulart

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