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Hora D das Forças Armadas em meio ao colapso neoliberal do Governo Temer

publicada em 27 de maio de 2018
Hora D das Forças Armadas em meio ao colapso neoliberal do Governo Temer

NACIONALISMO X NEOLIBERALISMO


Greve geral dos caminhoneiros colocou as Forças Armadas estão no centro do poder diante do colapso do modelo econômico neoliberal temerista. Mas, elas estão divididas. De um lado, o general Villas Boas, comandante do Exército, representa forças nacionalistas militares dispostas a exercerem flexibilidade geopolítica estratégica para evitar rendição total do Brasil aos Estados Unidos, no cenário global, aproximando-se, também, dos BRICs. De outro lado, o general Sérgio Etchgoyen, mais à direita, situa-se à frente dos que defendem alinhamento ao governo Trump, pregador da abertura total da economia nacional ao capital americano e promotor, agora, da desestabilização da indústria automobilística brasileira ao informar que cobrará tarifa de 25% de importação sobre automóveis. Desindustrialização brasileira em ritmo acelerado, politica, econômica e socialmente explosiva.
E agora, José?
O colapso neoliberal caiu no colo dos militares.

Terão que lidar com batata quente que virou o governo completamente vendido a Wall Street e a Tio Sam, produzindo, consequentemente, greve geral, que parou o País por uma semana.

Depois dessa greve dos caminhoneiros, rolou, espontaneamente, união nacional contra o governo.

O esporte nacional é falar mal de Temer.

O arco vai da esquerda à direita e vice-versa, dos geocentros multidirecionais politicamente em ebulição, todos unidos contra o governo.

Popularidade zero ou abaixo de zero, é o tom das ruas.

Quem vai querer fica perto do elemento, em tempo de campanha eleitoral?

Governo do povo ou do mercado?
Temer e cia ltda neoliberal deixaram o governo nas mãos do mercado e lavaram suas finíssimas mãos.

Resultado: recessão, desemprego, PIB de 1%, deflação, instabilidade cambial, ebulição política, inviabilidade eleitoral das forças governistas, greve geral etc.

O governo perdeu controle da situação e o presidente virou um boneco inarticulado, sem credibilidade.

Na sexta feira, falou pela manhã e a greve continuou à tarde.

Ninguém deu bola prá ele.

À noite entrou em cena o novo poder: junta governativa – general de Defesa, Joaquim Silva e Luna; general Sérgio Etchgegoyen, ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional, e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmam.

Junta militar
Os novos comandantes do poder, diante de um presidente prostrado, são as forças armadas e de segurança do País.

Tentarão controlar a irracionalidade econômica que se transformou o receituário neoliberal baixado pelos golpistas de 2016 em forma de congelamento geral de gastos sociais e descongelamento dos gastos especulativos.

A greve geral é produto dessa desarticulação.

Emergiu-se às pressas ação emergencial para manter Temer de pé, completamente, abandonado pelas suas ex bases políticas, dada a sua fragilidade governativa, sem nenhuma expectativa eleitoral.

O defunto político Temer está sendo velado pelos militares.

Qual contrapartida?
Os militares darão apoio de olho fechado ao governo Temer totalmente desacreditado, para se queimarem, em seguida, perante a opinião pública?

Ou defenderão novo rumo para política econômica pautada no congelamento economicida neoliberal, bombeador de recessão e desemprego?

O comandante do Exército, General Villas Boas, previu a crise neoliberal no dia do soldado, 25 de agosto, em 2016, palestra no Ceub.

Destacou, naquele momento, em que se articulava golpe parlamentar-jurídico-midiático, para derrubar presidenta eleita com 54 milhões de votos, que o Brasil estava no rumo errado, no compasso do mercado especulativo, sentindo-se vergonha de ser nacionalista.

Soberania ou submissão?
O brasileiro, disse Villas Boas, gosta de elogiar o nacionalismo dos outros e fala mal do nacionalismo brasileiro, diminuindo-o.

Para ele, soberania nacional requer política econômica nacionalista, que garanta emprego, saúde e educação, sem os quais não haverá segurança pública.

O suporte industrial, capaz de garantir a independência e soberania nacional, disse, é o mercado interno consumidor forte.

Somente por aí, completou, haverá desenvolvimento científico e tecnológico a serviço da produção e da produtividade, visando avanço cibernético e consciência ambiental, capaz de garantir sustentabilidade econômica.

Tudo o contrário do que o neoliberalismo de Temer, importado de Washington, está produzindo.

A estratégia neoliberal entreguista antinacionalista de Temer choca-se diretamente com o Plano Nacional de Defesa(PND) e a Estratégia de Defesa Nacional(EDN), que os militares têm como norte para o futuro das forças armadas, conforme aprovados no Congresso Nacional, em 2005 e 2007.

O congelamento de gastos mandou ao espaço o sonho nacionalista militar.

Divisão dos generais
Mas, os generais estão divididos, no plano da política econômica e da orientação geoestratégica nacional no cenário global.

O comandante do Exército apregoa reformas para dotar o Brasil de moderna indústria de defesa capaz de proteger interesses nacionais geoestrategicamente ameaçados, principalmente, agora, pelo impulso imperial norte-americano de Trump.

Entende, também, como disse, que indústria de defesa, como acontece em todos países capitalistas desenvolvidos, é carro chefe da demanda global capitalista.

Vale a pena continuar aliado incondicional de Trump, cuja orientação para o Brasil é destruir tal estratégia nacionalista desenvolvimentista, especialmente, no momento em que ameaça taxar em 25% a importação de automóveis nos Estados Unidos.

Representaria desmontagem do parque industrial automobilístico brasileiro,

Cairia por terra infraestrutura produtiva e ocupacional, instalada a partir dos 1940, passando por todos os governos Getúlio, JK, Jânio, Jango, todos os militares entre 1964-1984, todos os presidentes neo-republicanos etc.

Seria ou não risco crescente apostar na parceria com quem está querendo destruir a competição do aliado?

Temer, no entanto, orientado pelo seu novo Rasputin, general Etchgoyan, defende alinhamento automático a Tio Sam, com a política neoliberal pró-mercado ditada pelo Consenso de Washington.

Que fazer: render-se ao mercado, que produziu o desastre dos preços dos combustíveis, levando à greve geral, ou enfrentá-lo?

As Forças Armadas estão com a palavra.
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