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Trump conspirou com Israel (não com Rússia), tentando cumprir promessas de campanha

publicada em 03 de dezembro de 2017
As confissões devastadoras do general Flynn:
Trump conspirou com Israel (não com Rússia), tentando cumprir promessas de campanha (1/2) 
1/12/2017, Moon of Alabama
 

Para compreender as INCRÍVEIS semelhanças entre o q aí se lê e a chamada 'Operação Lava-jato' do golpe no Brasil-2017, é preciso aceitar q a CIA trabalhou nas duas. Também ajuda reler "Contra o(s) Supremo(s) Tribunal(ais)"
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A campanha de "resistência" contra Trump alega que o governo russo teria tentado "influenciar" a eleição nos EUA. Insinua que Trump teria praticado crime de "colusão" [ing.collusion[1]] com os russos, nessas supostas tentativas. Não há prova de nenhuma dessas acusações. O objetivo da campanha é minar o mais possível o governo Trump e impedir que promova melhores relações entre EUA e Rússia.

Foi lançada uma caça às bruxas, na qual o inquérito Mueller, de supostas manipulações que teriam acontecido nas eleições e as audiências públicas no Congresso são usadas para jogar o máximo de sujeira possível sobre o governo Trump, na esperança de que alguma sujeira grude no alvo.

No tempo durante o qual o general aposentado do Exército dos EUA Michael Flynn trabalhou para a campanha de Trump, servia simultaneamente como lobbyista de um rico personagem, próximo do governo turco. Por serviços dessa época, recebeu $600 mil. A campanha de Trump não sabia de nada disso. Flynn também esteve presente à festa de aniversário de Rússia Today em Moscou. Fora contratado como palestrante daquele evento, e a agência que gerencia suas palestras cobrou $40 mil pelo serviço.

Flynn foi demitido do cargo de Conselheiro de Segurança Nacional apenas 24 dias depois da posse de Trump. Porque foi suficientemente idiota a ponto de anunciar que queria reformar a CIA e as demais agências de inteligência. As agências providenciaram para que ele não reformasse coisa alguma.

Flynn foi interrogado pelo FBI em conexão com o inquérito Mueller sobre a suposta influência que os russos teriam tido na campanha eleitoral de 2016. Mentiu ao FBI sobre alguns contatos diplomáticos que tivera por ordens do governo Trump já eleito, mas ainda não empossado. O FBI deu jeito de provar que ele mentira. Nos EUA, mentir ao FBI é crime grave. (Não sei de outro país que tenha lei tão estúpida.) Foi oferecido um acordo a Flynn: ele se declararia culpado de mentir ao FBI e diria o que Mueller queria que ele dissesse, em troca de redução na pena pelo "crime" de mentir ao FBI.

Agora, vejam sobre que questões reais Flynn mentiu:

"O ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn na sexta-feira declarou-se culpado de mentir ao FBI sobre seus contatos com o embaixador russo Sergey Kislyak, e disse à corte e outras autoridades presentes que agia por instruções de altos funcionários da equipe de transição de Trump, naquelas tratativas com o diplomata.

Flynn fez contato em Washington com o veterano diplomata russo. Com certeza sabia que a Agência de Segurança Nacional e a CIA sabiam dos contatos e ouviram tudo que lá se disse. Flynn não tinha motivo algum para supor que aqueles contatos fossem ilegais ou proibidos, pela suficiente razão de que não eram e nunca foram. Equipes de transição sempre fazem exatamente esse tipo de contato, para preparar os próprios projetos políticos.

Flynn fez contato com o embaixador russo para conversar sobre duas diferentes questões:

Numa das conversas que constam dos documentos da corte, os dois homens conversaram sobre uma votação prevista para acontecer no Conselho de Segurança da ONU sobre condenar Israel pela construção de colônias em território palestino ocupado. Naquele momento, o governo Obama preparava-se para permitir que o Conselho de Segurança apreciasse resolução sobre essa questão.

...

Os investigadores do procurador Mueller descobriram, de testemunhas e por documentos, que o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de Israel pedira que a equipe de transição de Trump fizesse lobbypara ajudar Israel, segundo duas pessoas ouvidas no inquérito. Os investigadores souberam que Flynn e o genro de Trump e principal conselheiro Jared Kushner, assumiram a frente desses esforços. Há e-mails no inquérito que mostram Flynn dizendo que trabalharia para acabar com aquela votação, disseram pessoas ouvidas sobre a questão.

Essa votação no Conselho de Segurança aconteceu dia 23/12/2016. O governo de Israellobbyeou o futuro governo Trump para que influenciasse, a favor de interesses de Israel, uma votação no Conselho de Segurança da ONU. A equipe ainda não empossada de Trump não tinha meios para influenciar o governo Obama, que decidira que os EUA se absteriam de votar. Então a equipe de Trump fez contato com os russos para tentar que eles bloqueassem a votação no CSONU a favor de Israel. Os russos não fizeram o que lhes foi pedido.
A "colusão" aqui aconteceu entre o governo de Israel e a campanha de Trump. Houve "influência" em dois capítulos: uma tentativa bem-sucedida de Israel, para influenciar o governo Trump (ainda em transição, antes da posse); e uma tentativa fracassada do pessoal de Trump, para influenciar a votação no Conselho de Segurança da ONU. Nada disso jamais teve qualquer coisa a ver com 'russos influenciando' eleições nos EUA. 

Agora, quanto à segunda questão:

Na outra discussão, segundo documentos da corte, Mr. Flynn pediu a Mr. Kislyak que Moscou não escalasse a confrontação, como resposta a sanções anunciadas pelo governo Obama naquele dia, contra a Rússia, por causa da suposta 'interferência' na eleição presidencial. E Mr. Kislyak disse a Mr. Flynn que a Rússia "já decidiu moderar sua resposta" – como se lê naqueles documentos.

Dia seguinte, o presidente Vladimir V. Putin da Rússia anunciou que Moscou não retaliaria contra os EUA em reação às sanções.

Mr. elogiou o presidente russo, num postado pelo Twitter: "Grande movimento de Putin" – escreveu Trump. – Eu sempre soube que ele é muito esperto."

Durante toda a campanha eleitoral, Trump sempre pregou melhores relações com a Rússia. Disse que seria mais fácil resolver os problemas globais, se EUA e Rússia cooperassem.

O governo Obama sempre teve atitude em geral hostil contra a Rússia. Obama empurrou essas relações para uma nova guerra fria. Quando Clinton perdeu a eleição e decidiu 'culpar' a Rússia, mesmo sem qualquer prova de coisa alguma, os Democratas ampliaram o movimento beligerante. Como se lê no livro 'Shattered' [Destroçado/a, Despedaçada/o], sobre a campanha de Clinton, a decisão de culpar a Rússia pela derrota foi tomada um dia depois da vitória de Trump:

Essa estratégia foi decidida nas 24 horas até o discurso de reconhecer a vitória do adversário. Mook e Podesta reuniram a equipe de comunicação no quartel-general da campanha no Brooklyn para construir o caso pelo qual a eleição não teria sido perfeitamente limpa. Por algumas horas, com contêineres de Shake Shack pela sala, construíram o script que seria impingido à mídia e à opinião pública. Naquele momento a 'interferência' de hackers russos virou peça central de tudo que seria dito sobre a derrota eleitoral dos Democratas. [Continua]


[1] [Pela lei nos EUA] "Collusion não é crime, mas tem um equivalente criminal, a conspiração" (disse o ex-procurador federal Randall Eliason) 30/10/2017, Chicago Tribune[NTs].
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