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Partido Novo legaliza jogo político especulativo no Congresso 2018

publicada em 12 de outubro de 2017
Partido Novo legaliza jogo político especulativo no Congresso 2018



Vem aí com toda a força o novo Partido Novo, criado pelos banqueiros, para fazer uma bancada de 100 parlamentares, como promete. É o pessoal da pesada, jogadores especulativos, do mercado financeiro, que dominam o poder, desde o golpe de 2016. A banca se transforma em partido para jogar o jogo da democracia. Bancocracia. Ele já está, na prática, em ação há tempos. O modelo político eleitoral, que se desmoralizou na corrupção, vem com novo figurino, para tentar enganar os incautos. Mas, é a velha elite vestida de roupa nova. O Congresso em versão de cassino onde o jogo já está legalizado para as elites de sempre.
Há muitos anos no Brasil se discute se o jogo deve ou não voltar a ser legalizado.


Por aqui, todo mundo joga, até a igreja católica.

O que são os sorteios para levantar dinheiro dos fiéis?

Os evangélicos são contra o jogo.

Porém, descobriram o jogo na política.

São influentes no Congresso para jogar na formação das maiorias.

Negociam e jogam tudo.

Pobres, classe média, os ricos, todos jogadores inveterados.

Maior jogatina é a do mercado financeiro, que, hoje, está no poder, dando as cartas.

A economia mundial é um grande cassino.

Os rentistas compram os políticos por meio de legislações eleitorais.

O Congresso é a casa do jogo legalizado para as elites se divertirem.

Quem articula o Partido Novo é a dupla Armínio Fraga e George Soros. Formarão fundo financeiro que visa bancar as 100 candidaturas que colocarão Congresso a serviço declarado da direita neoliberal escancarada. O estado mínimo, com aceleração das privatizações, desnacionalizações, é a pauta política principal. Escancarar as portas do Brasil ao capital especulativo, livre de qualquer restrição, na linha do Consenso de Washington: cambio livre, juros livre, livre comércio etc, etc.

Vamos ver como funcionará depois que o STF proibiu financiamento privado de campanha.

Por que não legalizar o jogo geral, para configurar, no jeitinho brasileiro, realidade que já existe e está em prática cotidiana, como o ar que se respira.

O cinismo predomina.

Getúlio Vargas legalizou o jogo no Brasil e a cultura explodiu.

A música popular, segundo Sérgio Cabral(pai), viveu seu apogeu com Vargas.

O Brasil, nos anos 30, 40, era grande balneário internacional.

O mundo vinha ao Brasil, jogar, divertir, tomar banho de mar.

Getúlio anteviu o que depois nasceria vigoroso nos Estados Unidos, as Las Vegas da vida.

O cassino da Urca, do grande empresário mineiro Joaquim Rolla, um matuto que dominou a noite carioca, assessorado por Carlos Lacerda, foi criação cultural e turística de Getúlio.

Visão internacional do Rio.

Roliúde frequentava a Urca e o carnaval carioca.

Dircinha Batista, cantora da Nacional, adorava Getúlio, ia no Palácio cantar para ele e outras cositas más.


Gustavo Franco, presidente do Partido Novo, organizado, por detrás das cortinas, pela Febraban e pelo Itaú, que já dá as cartas no comando do Banco Central, tem uma meta: colocar o real ultravalorizado para exportar todas as indústrias, deixando o mercado livre para as mercadorias importadas. Como ele fez, no tempo do Real, até a vaca ir para o brejo. É radical impertinente.
O Catete adorava o samba.


Todo esse movimento social, econômico e político, nessa roda urbana internacional, em que se transformava o Rio de Janeiro, adveio, entre outras coisas, como a industrialização getulista, do jogo.

Getúlio jogou a carta da Siderúrgica Nacional em troca da participação na guerra, negociando com Roosevelt.

Nascia a indústria nacional.

O jet set Rio tinha prestígio.

Cassaram Getúlio, entrou em cena o jogo neoliberal, antinacionalista, e os empresários começaram a sentir saudades de Gegê.

Dutra, moralista, neoliberal, torrou as reservas acumuladas pelo nacionalismo getulista, para importar bugingangas.

Bloqueou, com câmbio colonialista, processo de industrialização, a mando de Washington, como sempre.

A Casa Branca estava receosa de que o Rio iria tomar lugar de Roliúde, como atração internacional com desenvolvimento da indústria do turismo.

Ruy Castro, em “A noite do meu bem”, Rio mergulhado no mundo do divertimento dos cassinos e das boates, mostra empresários chateados com Dutra.

Deixaram de ganhar dinheiro, depois que Getúlio foi deposto; mostram-se propensos à autocrítica, com o moralismo de Dona Bentinha, mulher do General, que rendeu-se à Igreja Católica mortalista e ao Globo, que queria derrubar Gegê.

Dutra estava prejudicando os negócios deles, com esse tal de modelo neoliberal, o mesmo que Temer-Meirelles empurra goela abaixo do povo e de sua burguesia burra, como a considerava o presidente Getúlio.



Huck e Abilio Dinis são ponta de lança do Partido Novo neoliberal sem peias. Show business. O Brasil na bandeja para os interessados.
Dutra, acabando com o jogo, tornou o país mais triste.


Os artistas, que adoravam Getúlio, transformaram-se em miseráveis.

Choraram lágrimas de sangue com a perda dos empregos.

A demanda global caiu.

Negócios multimilionários foram suspensos.

O atrativo, o jogo, que fortalecia o espírito cosmopolita internacional do Brasil, indo para o brejo, jogou para baixo a autoestima nacional com Dutra.

Mais uma vez, o Globo jogava com os Estados Unidos, não com o Brasil.

Roberto Marinho, para proteger Las Vegas, Disney, Roliúde, a jogatina americana, jogou contra o jogo no Brasil, para derrubar Getúlio.

Falso moralismo.

Servia, com sua opinião importada, aos interesses externos.



O NOVO, fundado em 12 de fevereiro de 2011, por 181 cidadãos de 35 profissões diferentes e oriundos de dez estados da Federação, é a direita neoliberal assumida. Seu fundador, João Dionísio Amoêdo, é engenheiro e administrador carioca que iniciou sua carreira como estagiário no Citibank, com passagem na direção da Fináustria CFI e Leasing, Unibanco e Itaú BBA. Suas ideias são alinhadas ao Liberalismo Econômico. Defende a redução da carga tributária, o estado mínimo e privatização de empresas estatais (como a Petrobrás e o Banco do Brasil). As empresas devem ser geridas pela iniciativa privada. Privatizar tudo.
Como está acontecendo, agora.


Os editoriais do Globo nunca foram tão radicais, para acelerar privatização.

Jogam com os vencedores do golpe para consolidar uma situação de arrasa quarteirão, de modo a impedir retrocessos, caso a canoa vire, lá na frente.

Esse é, essencialmente, o jogo do mercado financeiro que transformou o Congresso numa casa de jogo.

Vem mais jogo aí na vida partidária.

O novo partido Novo, financiado pela Febraban, com coordenação do Banco Itaú, que administra o Banco Central, abriu fundo de investimento, comandado por Armínio Fraga, discípulo de George Soros, para financiar candidatura de 100 parlamentares.

Democracia dos milionários.

O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, é o encarregado do planejamento econômico do novo partido com pretensão de consolidar bancocracia.

Certamente, a prioridade de Franco será a sua velha mania de colocar o dólar valendo R$ 0,50, para exportar tudo.

É o novo Dutra, para levar o Brasil, mais rapidamente, ao século 19, a grande fazenda colonial.

É o jogo das elites no cassino da Praça dos 3 Poderes; só para eles; jogo seletivo das elites.
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