Segunda-feira, 18 de dezembro de 2017.

Onde estão os golpistas? No palácio, na minha vida? João Vicente Goulart

publicada em 17 de maio de 2017

Onde estão os golpistas? No palácio, na minha vida?

*João Vicente Goulart





Está no fim. A delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, com acompanhamento do Ministério Público Federal e Polícia Federal, onde um deles gravou o presidente Temer pedindo para comprar o silêncio do corrupto e amigo presidencial Eduardo Cunha, acabou com o governo e por tabela com as reformas entreguistas que estavam a caminho da entrega do Brasil aos rentistas banqueiros e ao capital internacional. Não sabemos se colocamos os desafios políticos primeiro para salvar a democracia ou se chegou a hora de colocarmos como povo que somos, na rua, na praça que é do povo e que só ao povo pertence e exigir de vez o povo no poder.

Onde estão os golpistas, onde estão os conspiradores que derrubaram Dilma, onde estão os parlamentares corruptos de um Congresso vendido que estavam a caminho de enterrar as esperanças de nossos trabalhadores, na minha casa, na minha vida, na sua, ou na casa de milhões de desamparados que ficariam sem esperanças pelas medidas de um governo ilegítimo, corrupto e sem votos? Não, estavam todos no palácio do Planalto com Temer tramando contra o Brasil, contra nosso futuro, contra a esperança de nossos filhos e netos e com o apoio da mídia que agora quer conduzir o processo, principalmente a Rede Globo, que não quer largar o osso e faz agora um noticiário de fachada a la New York Times.

É hora de reflexão, de povo na rua, de retomar os brios de um povo que não se entrega, de lembrar que já estamos em um governo de fato e ilegítimo.

Vamos relembrar todos os “traidores e vassalos”, conspiradores que na base da mesma propina retiraram Dilma do governo em uma conspiração golpista, venham agora falar em democracia. Está na hora de rever a lista de votação do impeachment na Câmara e no Senado e retirar também estes parias do processo que temos pela frente de limpar nossa democracia.

Povo na rua, eleições gerais para todos os cargos e uma propositura de constituinte com o povo na praça. Sem representatividade parlamentar, pois vemos que eles não nos representam.

Queremos uma democracia participativa, queremos uma constituinte na praça. Democracia é a que o povo deseja como disse Jango no comício das Reformas de Base no dia 13 de março de 1964, e por isso foi deposto por um golpe militar que colocou o Brasil na escuridão por 21 anos.



“DEMOCRACIA PARA ESSES DEMOCRATAS NÃO ÉO REGIME DE LIBERDADE DE REUNIÃO PARA O POVO: O QUE ELES QUEREM É UMA DEMOCRACIA DE POVO EMUDECIDO, AMORDAÇADO NOS SEUS ANSEIOS E SUFOCADO NAS SUAS REIVINDICAÇÕES.
A DEMOCRACIA QUE ELES DESEJAM IMPIGIR-MOS É A DEMOCRACIA ANTI-POVO, DO ANTISINDICALISMO ANTIREFORMA, OU SEJA, AQUELA QUE MELHOR ATENDE AOS INTERESSES DOS GRUPOS QUE ELES SERVEM OU REPRESENTAM.
A DEMOCRACIA QUE ELES QUEREM É A DEMOCRACIA PARA LIQUIDAR COM A PETROBRAS.
É A DEMOCRACIA DOS MONOPÓLIOS PRIVADOS, NACIONAIS E INTERNACIONAIS.
É A DEMOCRACIA QUELUTA CONTRA OS GOVERNOS POPULARES E QUE LEVOU GETÚLIO VARGAS AO SUPREMO SACRIFÍCIO”.

João Goulart, Candelária-Rio de Janeiro 13 de março de 1964.


*João Vicente Goulart, diretor IPG-Instituto João Goulart

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1 Comentário

21/05/2017 às 21:53
Maria Isabel Sendic escreveu:
Goulart sigue tan valido ahora como que antes.Es muy triste que cuando se ha luchado tanto los golpistas sigan usando la corrupcion para destruir al pueblo Brasilero.

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