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A noite que durou 21 anos

26 de maio de 2009
 

Certamente a reflexão que o presente texto pretende atingir já foi inúmeras vezes proposta em outras ocasiões sob muitos enfoques e abordagens diferenciadas, inclusive com versões de ambos os lados que dividiram o país naquele lamentável acontecimento ocorrido em 1° de abril de 1964, exatamente no dia da mentira. Mas há fatos que hoje não podemos mais negar, e a história brasileira vem compreendendo o ocorrido. Foi um golpe inconstitucional, conduzido por militares – não todos, patrocinados pelos Estados Unidos e amparado pelas elites nacionais e internacionais que se contrapunham a qualquer projeto nacionalista dentro do Brasil.

O fato é que foi um golpe contra a democracia brasileira, e jamais uma “revolução”! E muitos daqueles civis que inicialmente apoiaram aquela quartelada de 64, no transcorrer da ditadura que durou 21 anos, refletiram o quanto era bom viver com as liberdades democráticas que o Governo reformista de Jango proporcionava, e começaram a entender melhor o que aquela “revolução” representava para a pátria: era a efetiva contribuição para sermos hoje o país com a pior concentração de renda do mundo. 

Sob a pecha mentirosa de comunista, divulgado pelo IBAD, IPES, Escola Superior de Guerra, e tantas instituições golpistas, sob a chancela do embaixador americano Lincoln Gordon, atacavam ao presidente João Goulart, fazendeiro, capitalista, cristão, que acabou por ser o único chefe da nação a morrer assassinado no exílio. Por quê? Muito simples. No seu projeto de nação, dentro de um regime presidencialista que durou apenas 1 ano, 2 meses e 23 dias, este gaúcho à frente de seu tempo pretendia implementar no Brasil as reformas de base. É isso.

Quais os interesses econômicos que seriam confrontados com um governo popular que visava reformas profundas, e não superficiais? Tiremos nossas próprias conclusões, pois até hoje estas reformas não foram feitas em nosso país. Por isso, hoje, 45 anos do golpe contra a democracia brasileira, vale refletir o quanto é importante consolidarmos cada vez mais o Estado de Direito Democrático, fortalecendo as instituições democráticas aniquiladas no dia 1° de abril de 1964.

Christopher Goulart

Advogado, neto de Jango.

postado por Christopher Goulart às 16:04

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