Sábado, 06 de junho de 2020.
Notícias ››   Imprensa on-line ››  

Assessores de Guaidó que contrataram empresa dos EUA para invadir Venezuela 'renunciam'

publicada em 11 de maio de 2020
Assessores de Guaidó que contrataram empresa dos EUA para invadir Venezuela 'renunciam'

Rendón, foragido da Justiça venezuelana que vive em Miami, chegou a admitir que pagou do próprio bolso para a SilvercorpUSA realizar a operação

REDAÇÃO OPERA MUNDI
São Paulo (Brasil)



Juan José Rendón, nomeado estrategista político de Juan Guaidó, e o deputado Sergio Vergara, renunciaram nesta segunda-feira (11/05) aos cargos no governo fictício do presidente autoproclamado da Venezuela.

Ambos, ao lado de Guaidó, foram responsáveis por contratar a empresa de segurança privada dos EUA SilvercorpUSA para invadir o país, sequestrar o presidente Nicolás Maduro e derrubar o governo venezuelano. A operação, que começou no dia 03 de maio, foi interceptada pelas autoridades venezuelanas e 31 pessoas envolvidas já foram presas.

A renúncia de Rendón e Vergara foi confirmada pelo site oficial da Assembleia Nacional venezuelana, controlado pelo setor da oposição liderado por Guaidó. "O presidente Juan Guaidó aceitou a renúncia dos funcionários e agradeceu sua dedicação e compromisso com a Venezuela", diz a nota.

Rendón, foragido da Justiça venezuelana que vive em Miami, chegou a admitir que pagou do próprio bolso para a SilvercorpUSA realizar a operação que tinha como objetivo derrubar Maduro e levar Guaidó ao poder.




Contrato assinado por Rendón, Guaidó e Goudreau (Prensa Presidencial)




Reprodução



Operação tinha como objetivo derrubar Maduro e levar Guaidó ao poder


Em uma cópia do contrato divulgado pelo governo venezuelano é possível confirmar as assinaturas de Guaidó, Rendón e Vergara junto com a do diretor da empresa norte-americana, Jorndan Goudreau. O governo da Venezuela preparou uma tradução para o espanhol da íntegra do documento, que circula entre autoridades e funcionários do Estado venezuelano. Opera Mundi teve acesso a essa versão que pode ser lida aqui.

Partes dos anexos do contrato revelado por Caracas expressam o valor a ser pago pela operação, os "alvos" estabelecidos e até a criação de grupos armados "para conter a reação" no caso de um governo presidido por Guaidó.

O acordo ainda abre a possibilidade para "investidores privados" com a garantia de "preferências de investimento" durante o suposto governo de Guaidó. "O Provedor de Serviços irá assegurar uma linha de crédito para investidores privados financiarem o projeto. Após a conclusão do projeto, esses investidores terão um status preferencial com o novo governo da Venezuela", diz o texto.
Versão para impressão Envie para um amigo Deixe seu comentário
Opera Mundi

Envie esta notícia para seus amigos

Seu nome:
Seu e-mail:
Enviar para:
envie para vários e-mails separando-os com vírgula

Deixe seu comentário sobre esta notícia

Seu nome:
Seu e-mail:
Escreva seu comentário:
0 caracteres utilizados. Máximo 100 caracteres.

Digite o código contido na imagem ao lado:
Caso não consiga ler o texto da imagem, clique aqui.

Comentários

Nenhum comentário ainda foi registrado.
Seja o primeiro a comentar! Clique aqui ››

Contato

Telefone
(61) 35418388
(61) 93094422