Quarta-feira, 26 de julho de 2017.

O Golpe

 

140705152351_dcto_que_mostra_participao.pdf  Participação americana no Golpe


140602171840_documento_da_fiesp_sobre_o.pdf 
DOCUMENTO DA FIESP, apoio do Pte.Theobaldo De Negris em palestra aos militares brasileiros.




140515124928_o_golpe_que_deu_ibope.docx 
O GOLPE QUE DEU IBOPE
 
                                                                                                                             
 
PALAVRAS DE RUBENS PAIVA, no dia do Golpe defendendo o governo Jango.
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Entrevista Brasil depois do Golpe

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A mídia e o Golpe
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Sessão do Congresso (audio) que declara vaga a presidência da República
140111104336_audio_cesso_que_declara_vag.mp3


Trechos de livro: O Grupo Secreto
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Empresarios da FIESP derrubam Jango e formam nova diretoria
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Jango, as reformas de base e o golpe
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

No Comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 13 de março de 1964, o presidente trabalhista, João Goulart, ao lado de sua esposa, Dona Maria Tereza, anuncia as reformas de base, e fala literalmente da reforma agrária, do controle das remessas de lucros ao exterior em 10%, bem como das reformas educacional, administrativa, tributária e urbana.
O elenco composto pelas reformas recebeu o nome de Bandeira Unificadora. Os setores progressistas da sociedade brasileira aspiravam por essas mudanças, como forma de darem continuidade ao progressista governo do estadista Getúlio Dornelles Vargas. Eram os ideias de 1930, que esperavam ser concretizados, e, consequentemente, propiciarem a efetivação do estado de bem-estar social e a total emancipação do povo brasileiro.
O golpe civil-militar de 1964 teve por finalidade estancar o desenvolvimento do País, principalmente no que tange às questões sociais e à paralisão imediata das reformas de base que, entre outras coisas, mexia moderamente com os latifúndios rurais e urbanos, além de prever o controle da sonegação praticada pelas grandes empresas, bem como do dinheiro enviado ilegalmente às terras estrangeiras, cujos os lucros, "maquiados", atingiam incríveis patamares de 5.000% sobre o capital investido.
O grande político trabalhista e homem corajoso, João Goulart, sabia o que iria enfrentar, mas mesmo assim foi à Central do Brasil, edifício simbólico do Rio de Janeiro e do País, vizinho ao Ministério da Guerra, hoje denominado Palácio Duque de Caxias, e de onde muitos dos generais golpistas assistiram ao histórico comício através das janelas do palácio. Jango abriu a boca e prometeu para cerca de 200 mil pessoas que iria tirar do papel as reformas de base tão necessárias para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro.
O discurso de Jango, herdeiro de Getúlio, foi a senha para que a direita brasileira daquela geração e época, a mais traidora da história do Brasil, por ter se aliado a estrangeiros (EUA) para derrubar um presidente eleito constitucionalmente pelo povo. A direita que não se fez de rogada e muito menos vacilou para golpear a democracia brasileira em defesa, cinicamente, da "democracia" e com a aquiescência e o apoio logístico e militar proporcionado pela Operação Brother Sam.
Com sua sede na Embaixada dos Estados Unidos, os golpistas brasileiros conspiraram contra um governo popular legítimo, ao ponto de tal operação deslocar do Caribe uma força militar alienígena, que contava com dois porta-aviões, de grande e médio portes, além de inúmeras naves de apoio, que propiciariam a invasão do Brasil por tropas estadunidenses, o que, sobremaneira, seria uma afronta de incalculáveis proporções, porque os militares golpistas se transformaram em meros centuriões "romanos", com a finalidade de garantir o status quo da oligarquia escravocrata brasileira e os interesses econômicos dos norte-americanos.
Os generais e muitos de seus comandados ficariam, sem sombra de dúvida, como os maiores vilões da história desta Nação, até porque já são assim considerados pelo motivo de transformarem o estado em estado terrorista, patrocinador e promotor de perseguições, cassações, prisões, exílios, torturas e mortes. O estado policial do DOI-Codi, do Ciex, do Cenimar, do Sisa e do SNI, com a cobertura dos comandos das polícias militares e das diretorias das polícias civis de todo o País.
A corrente trabalhista, desde 1930, revolucionou o Brasil, pois modernizou o estado, industrializou o País, solidificou as garantias constitucionais em 1946, além de ter efetivado a sua grande obra: as Leis Trabalhistas — a CLT —, que livrou o trabalhador brasileiro da semi-escravidão. O trabalhismo de Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola, Alberto Pasqualini, Sereno Chaise e Ernesto Dorneles, dentre outros.
O segmento político que construiu as bases de nossa civilização, em termos contemporâneos, sempre foi boicotado e derrubado por intermédio de golpes, verdadeiras sublevações ou rebeliões alicerçadas em quarteladas, que, por um momento, transformou um gigante como Brasil em uma república de bananas, porque temos como inquilinos uma "elite" econômica e acadêmica provinciana, subalterna, entreguista, colonizada, com enorme baixa estima e, como não poderia deixar de afirmar, portadora de um incomensurável e por isto inenarrável complexo de vira-lata.
O golpe militar de 1964 foi um movimento de lesa-pátria, apátrida e vergonhosmente com o apoio de estrangeiros, cujos golpistas tomaram o poder criminosamente durante longos 21 anos. O golpe não foi uma revolução, como muitos pregam, com a maior desfaçatez e tergiversação possíveis. Outro fato que deve também ficar claro é que os golpistas usurparam o poder sem a aquiescência da maioria do povo brasileiro, que em 1984 demonstrou seu descontentamento por meio das Diretas Já!.
A verdade é que o comício da Central do Brasil é histórico, porque o presidente trabalhista João Goulart apresentou à Nação brasileira um projeto de País generoso e que, certamente, retomaria o desenvolvimentismo de Getúlio Vargas. Se o Brasil desse seqüência ao projeto trabalhista, por intermédio das Reformas de Base, estaríamos, obviamente, em patamar de desenvolvimento social muito mais avançado.
A direita brasileira nunca concedeu e muito menos deu nada para o povo, além de não ter criado coisa nenhuma, a não ser dar golpes violentos e vender o patrimônio público e depois usufruir do que se apropriou, a fim de atender os interesses das classes abastadas e de governos, a exemplo dos EUA.
João Goulart — o Jango — é muito maior do que se possa imaginar a academia conservadora e a imprensa de negócios privados e parte do empresariado colonizado e subserviente aos ditames dos mercados internacionais. João Goulart está, devidamente, a ser estudado, bem como seu nome está a ser resgatado para o bem do Brasil. É isso aí.
O golpe de 1964
1954 nunca mais
marxismo21 nesta página divulga um conjunto de materiais (artigos, documentos, trabalhos acadêmicos, vídeos, filmes etc.) que discute a natureza, o significado e as razões do golpe civil-militar de 1964. Passados quase 50 anos desse evento, nada há a comemorar. O blog – que numa futura edição deverá examinar o período da ditadura militar – busca contribuir para um conhecimento crítico da conjuntura político-social de 1964 e também para lembrar que as lutas pelo “direito à justiça” e pelo “direito à verdade” não podem ser relegadas ou subestimadas pelos democratas progressistas e socialistas no Brasil. Enquanto não for feita justiça às vítimas da violência do Estado e a verdade sobre o golpe e a ditadura militar não for conhecida pelo conjunto da sociedade, a democracia política no Brasil não será sólida e consistente.
Por último, somos gratos a Diorge Konrad, do conselho consultivo, que colaborou com a organização deste dossiê. Os editores.
Ditadura-Abaixo-a-ditadura
Significado, natureza e polêmicas em torno do golpe
Versões e controvérsias sobre o golpe de 1964, Carlos Fico
140204203006_verses_e_controvrsias_sobre.docx
acesso
Governo Goulart e o golpe de 1964: memória e historiografia, Lucilia Neves Delgado
140204203303_o_governo_joo_goulart_e_o_g.pdf
acesso
O golpe militar de 1964, L.A. Moniz Bandeira
 
acesso
O golpe contra as reformas e a democracia, Caio N. de Toledo
140204205941_caio_toledo.docx
 
acesso
O governo Goulart e o debate historiográfico, Marcelo Badaró acesso
O golpe de 1964: discursos políticos e historiográficos, Rafael Lameira e Diorge Konrad acesso
1964: as falácias do revisionismo, Caio N. de Toledo acesso
1964: polêmica com tendências da historiografia, Demian Melo acesso
Balanço da historiografia sobre o golpe de 1964, Marcos Napolitano acesso
A conjuntura do golpe e a democracia, Marcos Del Roio acesso
As causas políticas da vitória dos golpistas, J. Quartim de Moraes acesso
N. Werneck Sodré: debatendo o golpe e o ISEB, Dênis de Moraes acesso
N. Werneck Sodré e o golpe de 1964, Olga Sodré acesso
O golpe de 1964 no Nordeste, vários artigos acesso
militarismo-ditadura
A conjuntura do golpe: atores, lutas sociais e político-ideológicas
Quem dará o golpe no Brasil?, livro de Wanderley Guilherme acesso
Acumulação capitalista e o golpe de 1964, Nildo Viana acesso
Golpe de 1964: militares brasileiros e o empresariado nacional e norte-americano, Martina Spohr acesso
A participação dos EUA no golpe de 1964, J. Green e A. Jones acesso
O papel dos EUA no golpe de 1964, R. Rodrigo acesso
IPES e IBAD na conjuntura do golpe de 1964, Bruna Pastore acesso
Forças Armadas legalistas x movimento sindical, Felipe Demier acesso
O dispositivo militar do governo Goulart, Fabiano Faria acesso
A luta ideológica no pré-1964: IPES e IBAD, Caio N. de Toledo acesso
Catolicismo conservador no pré-1964, A. Codato e M. Oliveira acesso
A ação da OAB no golpe de 1964, Marcos Leme de Mattos acesso
Representações do golpe na mídia, Flávia Birolli acesso
Imprensa, jornalistas e o golpe de 1964, João Amado acesso
Jornais paulistas apoiaram o golpe, Luiz Antônio Dias acesso
As manchetes da imprensa no golpe de 1964, CartaMaior acesso
Dossiê: “1964: Cultura e Poder”, Revista DH, PUC-SP acesso
Artistas e intelectuais nos anos 1960, Marcelo Ridenti acesso
Os integralistas e o golpe de 1954, Gilberto Calil acesso
Apoio e resistência em Santa Maria (RS), Diorge Konrad acesso
O golpe de 1964 visto pelo humor crítico, Dislane Moraes acesso
O golpe nos livros didáticos, Mateus Pereza e Andreza Pereza acesso
“Era possível abortar o golpe!”, ex-Brig. Rui Moreira Lima acesso
Carta de Florestan Fernandes a um militar e outros textos acesso
Réquiem para um aniversário, Ruy Guerra acesso
Trabalhos acadêmicos
A Rede da Democracia e o golpe de 1964, Eduardo Gomes Silva acesso
A política econômica de Goulart, Mário Pinto de Almeida acesso
Movimento estudantil e política, João Roberto Martins Filho acesso
A esquerda católica e as reformas de base, Fábio Gavião acesso
O discurso golpista nos documentários do Ipes, Marcos Correa acesso
O caráter de classe do anticomunismo do IPES, Pâmela Deusdará acesso
Brizola e as lutas dos militares subalternos, César Rolim acesso
Teatro político e reforma agrária, Rafael Villas Bôas acesso
21 anos
Vídeos e filmes sobre o golpe de 1964 e a ditadura militar
Depoimento de Gregório Bezerra: política e repressão acesso
Apoio dos EUA ao golpe de 1964 acesso
“Operação Brother Sam” e o golpe de 1964 acesso
Por que o governo Goulart não resistiu? acesso
TV Globo e exaltação da ditadura militar (1975) acesso
Dezenas de vídeos sobre a ditadura militar (Núcleo de Memória) acesso
Filmes do IPES: a preparação do golpe acesso
Cabra marcado pra morrer, Eduardo Coutinho acesso
O dia que durou 21 anos, Flávio Tavares acesso
Jango, Sílvio Tendler acesso
Cidadão Boilesen, Chaim Litewski acesso



A PESQUISA DO IBOPE REALIZADA EM 15 DE MARÇO DE 1964 E ESCONDIDA  NA UNICAMP DURANTE 45 ANOS

170201155238_a_pesquisa_ibope_de_1964_qu.docx


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