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A educação pública e a valorização do professor

05 de maio de 2009

 

                    

É impressionante as voltas que são dadas para não enxergarmos este grande elefante branco fantasma (porque fingimos que não existe), que é a Educação Pública aqui na Bahia. Acredito mesmo não ser privilégio nosso o que ocorre.

Todos os anos vemos algumas novidades “de início de ano” na educação. Este ano, as escolas estão sendo pintadas e teremos monitores em cada uma das salas de aula. O ensino de jovens e adultos  mudou de nome e, para algumas escolas, contrataram uma empresa privada de Minas Gerais  para detectar “qual” o problema da má aprendizagem aqui, na Bahia. Aumentaram a carga horária dos funcionários terceirizados e, finalmente, o chamado Plano de Careira foi “assinado” e nos dizem que veremos seus resultados brevemente. Assim as novidades, por enquanto , são essas.

Sem dúvidas, são tentativas, porém paliativas e equivocadas. Adiamos eternamente encarar que estamos diante de um doente grave e crônico, e que o mesmo tem que ser enfrentado com a devida seriedade.

A valorização do professor , como agente promotor educacional, é anterior a qualquer medida que o Estado venha tomar em prol da qualidade da Educação Pública .

 E esta valorização não passa por mensagens de “boas vindas” no painel da escola, nem  pelo “feliz dia do professor” ou ainda, por um “lanchinho extra” num dia especial qualquer!

Tampouco a valorização do professor passa, somente, por cursos de aperfeiçoamento e de reciclagem , se já somos formados e aprovados em  um concurso público onde fica estabelecido a competência profissional.  

A valorização do professor passa pela compreensão de que este profissional necessita, para o cumprimento de sua função e dever, ter qualidade de vida. Tratar da educação, é zelar pelo seu promotor e isto é possibilitar a ele trabalhar com  condições para sua plena  realização profissional o que passa por um suporte humano e material dignos, seja o nível salarial, sejam as condições materiais  de ensino.

Devemos ressaltar que o trabalho do professor é de natureza humana e que o seu alunado, em sua grande maioria, é formado de pessoas excluídas  socialmente  cujas demandas de ordem objetivas e subjetivas são enormes.

Todos os anos, os professores se reúnem, antes do início das aulas , nas chamadas “jornadas pedagógicas” e lá tentam, com todo o seu aporte, com discussões calorosas, desabafos, leituras e propostas , viabilizar  soluções para as  questões gritantes de nossa realidade social , que ele, profissional da educação, lida cotidianamente no exercício de sua profissão, sem o instrumental necessário.

O professor,em sua ação pedagógica, vai tentar construir sentidos e saberes, instituir leis em  terras de ninguém, criar estrelas guias, alimentar os sedentos de olhar, liberar desejos e resgatar a vida.

Assim, quando o Estado não atribui valor a este profissional, está na verdade, desqualificando não só o educador mas, sobretudo, o seu alvo que é o próprio educando, que tem  direito a seu desenvolvimento físico e emocional, a fruição dos saberes produzidos em nossa sociedade contemporânea, para que integrante dela, nela inclusive, como sujeito, possa atuar.

 

 

 

                 

     

 


postado por Maísa Paranhos. às 09:32

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