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"Os urubus nas asas do Cóndor". Artigo, João Vicente.

09 de junho de 2009
Os urubus na carona do condor.

Quando se instituiu na América Latina a triste e bem montada operação Condor sabíamos que os urubus que estavam a serviço das ditaduras latino-americanas dentro dos quartéis, dos DOI-CODI, nos CENIMAR da vida, ou melhor, da morte, que nos trouxe os desaparecimentos, os assassinatos premeditados, os seqüestros ilegais, as torturas e da imposição da força bruta contra a humanidade, intuíamos que esta orquestração era muita bem planejada e com o apoio externo da política americana através da CIA que operava e opera clandestinamente a favor dos grandes grupos multinacionais que dominavam e dominam a economia, os agentes dos diversos serviços secretos pegavam carona nas costas da prepotência do extermínio.

A espera que os processos identificados e com pedido de abertura de ação civil pública dormem na morosidade da burocracia da justiça, enquanto os urubus que pertenceram como agentes da ditadura caminham impunemente ao lado das vítimas que fizeram, quando voando nas asas do “Condor”, mataram políticos exilados em terras estrangeirais através de venenos, bombas e seqüestros premeditados, de todas as nacionalidades.

Este é o caso do pedido de investigação da morte do Presidente João Goulart, que corre em Porto Alegre encaminhado á Procuradoria da República pelo Instituto João Goulart sob o N° MPF/PGR 1.00.000.011824-34, e que até hoje não teve resposta para a sociedade brasileira, que deseja e quer o esclarecimento da participação do governo ditatorial do Brasil envolvendo o delegado Fleury, A CIA e o serviço secreto uruguaio na sub-operação chamada de “Escorpião” que terminou com a vida de Jango.

Estamos convictos hoje que o silêncio e o retardamento de esta investigação se deve ao reflexo que ela traria no debate da tão necessária revisão da lei de anistia em nosso país.
Seu esclarecimento traria na carona outros esclarecimentos: os corpos do Araguaia, a participação direta dos altos escalões militares nas ações de extermínio, o aparelhamento de instrução de torturas da CIA através de agentes americanos no país de vários Dan Mitrione, a entrega do sub-solo nacional, ou seja a entrega da soberania nacional.

Não mais é possível que não se puna definitivamente os agentes da ditadura que embarcaram nas asas do condor. Nossa sociedade que já alcançou a maturidade política e consolidou a democracia deve seguir o exemplo de outros países como o Uruguai, Argentina, Chile e até o Paraguai, que fizeram esta revisão impedindo a prescriptibilidade e impunidade destes crimes. Colocaram na cadeia e processaram criminalmente aqueles que cometeram crimes considerados de “lesa-humanidade”.

O Brasil não pode mais adiar em rever esta ferida. Seus cidadãos e cidadãs necessitam imperiosamente conhecer o seu passado e punir seus agressores.

Pode-se anistiar atitudes e pode-se perdoar erros, mas não podemos renunciar o entendimento da justiça não punindo os atos cometidos contra a Pátria. Em nome da soberania, da liberdade e da verdadeira justiça devemos ir adiante com esta revisão.
Alguém antes lutou e perdeu a vida nas mãos destes urubus carniceiros da morte e da tortura.

È em seus nomes que lutaremos.

È em seus nomes que limparemos a alma.

Vamos rever esta lei de anistia!

João Vicente Goulart,
Brasília 08/06/2009.
postado por Joao Vicente Goulart às 02:09

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