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Eleição da Câmara: Rodrigo Maia é mais uma instabilidade jurídica para 2017

05 de janeiro de 2017

Eleição da Câmara: Rodrigo Maia é mais uma instabilidade jurídica para 2017







-O poder é inebriante!

Frase sempre dita pelas velhas raposas, que se perpetuam a qualquer preço, sempre penduradas nas tetas, da vaca leiteira do poder.

A quantos colegas deputados, deve ter Rodrigo Maia, jurado de pés juntos que não disputaria a nova e definitiva eleição para presidência da Câmara de Deputados, quando obteve a vitória sobre os outros candidatos, na disputa do mandato presente, em plena crise política gerada pela vacância de Eduardo Cunha?

Mesmo com impedimento constitucional, que proíbe a reeleição para o cargo, sempre há possibilidade de alegar (em direito tudo é alegável) que a Carta Maior não deixa claro, ou não menciona a possibilidade de ele disputar a nova eleição, pois trata-se de um mandato tampão. O certo é que, “Botafogo” como ele é tildado na relação da Odebrecht, hoje é um grande palaciano, junto ao seu sogro Moreira Franco, vulgo “Angorá” e responsável da privatização do governo Temer, também na mesma lista da construtora. É claro que juntos, estão ávidos para atropelar conjuntamente com o Palácio do Planalto, o impedimento legal, continuando com a confraria já instalada no poder.

Caso venha registrar sua candidatura com o apoio palaciano, mesmo que velado, e venha, a peso de ouro, ganhar a eleição que o fará vice-presidente da República quando da ausência do titular, será sem dúvidas mais uma insegurança jurídica que cairá sobre a Nação brasileira; mais um terremoto político, caso a chapa Dilma-Temer, venha a ser cassada no julgamento em curso do Supremo Tribunal Eleitoral.

Teríamos novamente um vice sob judicie.

O “imbróglio” está formado, pois restam as candidaturas de Rogério Rosso, investigado por peculato e compra de votos, na sua curta passagem como governador do DF (http://www.brasil247.com/pt/colunistas/ricardofonseca/273335/O-presidente-da-C%C3%A2mara-tem-que-ser-de-oposi%C3%A7%C3%A3o.htm); e a candidatura de Jovair Arantes, acusado de vários desvios de comportamento e ética política (https://limpinhoecheiroso.com/2016/04/08/ficha-corrida-de-jovair-arantes-o-amigo-de-eduardo-cunha-e-relator-do-impeachment/), além de ter sido o relator golpista da Presidente Dilma Rousseff.

Por outro lado, surge também a candidatura de André Figueiredo, de atuação política digna, fiel a sua biografia, que pode vir a ser o nome da oposição, caso o PT deixe de lado o pragmatismo de ser o dono das forças populares de resistência.

O poder é inebriante sem dúvidas. Resta saber se os brasileiros conhecem estes pedigrees que poderão vir a ser presidentes da República.


João Vicente Goulart.
Diretor IPG-Instituto João Goulart.

postado por Joao Vicente Goulart às 08:54

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