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Salário do professor, o elefante-branco

11 de fevereiro de 2011
Artigo publicado em A TARDE, Salvador, BA,
10/02/2011

Salário do professor : o elefante-branco

A Educação tem problemas crônicos e o governo do Estado da Bahia vem tentando sua melhoria. Assim , o artigo do professor Penildon Silva Filho publicado em A TARDE de 2 de fevereiro nos traz um panorama aparentemente bastante próspero da Educação em nosso Estado. Porém um “elefante-branco” desfila a olhos vistos, passeia diante de todos, apresenta-se publicamente, mas ninguém o vê, melhor, não o enxergam. Postergam ter que lidar com ele: o salário do professor.
Sob o pretexto de associá-lo ao Plano de Carreira "desinvestido" pela APLB/Sindicato, efetivamente inoperante, e cuja direção é composta por membros do Partido da base aliada do Governo do Estado, o mesmo vai levando à frente o arrocho salarial da categoria.
Priorizar a Educação é tratar de seu principal promotor que é o docente. Valorizar o professor passará necessariamente por melhorias substanciais de salário. Evidentemente que por si só, isso não garante a meta desejada.
Reducionismos à parte, sem condições de vida material decente, sem justas férias, sem acesso à produção artística e cultural contemporânea, tendo que dobrar ou triplicar a sua carga horária em outros estabelecimentos, o professor adoece psíquica e fisicamente, impedido assim de ser objeto da necessária transferência afetiva e projetiva para o aluno, que nele deve se motivar para constituir-se sujeito desejante, criador, que possa contribuir, usufruir e fruir dos saberes produzidos pela sociedade à qual pertence. Vale lembrar a natureza de nosso trabalho: lidamos em nosso cotidiano com a expressão máxima de nossas contradições sociais.
Na contra-mão do discurso de posse da Presidente Dilma Rousseff, o governo do Estado da Bahia, que construirá pontes e estádios nos próximos anos, não coloca na ordem do dia a real ação para a valorização do professor e, conseqüentemente, da Educação Pública: a melhoria da qualidade de vida do docente, que, cabe repetir, só virá com melhorias salariais significativas.
Atribui-se a valorização no discurso e desqualifica-se no salário. Quem são os verdadeiros perdedores desta contradição?


postado por Maísa Paranhos. às 21:27

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