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Memória brasileira: Jango e o 1º de abril

01 de abril de 2010



Não acho inocente nossa amnésia referente ao Golpe Militar, e à tentativa de colocar no ostracismo o Presidente João Goulart, protagonista de um governo dos mais democráticos que o Brasil já vivenciou.
Quanto à História, sendo ciência humana, ainda que muitos questionem hoje a peremptoriedade científica, é uma eterna revisitação sobre o passado. A subjetividade dela faz parte. Olhares mais delicados, mais apurados, vão-se apropriando infinitamente do que foi e continua sendo expressivo para a experiência individual e coletiva permitindo dessa forma, o esquecimento daquilo que não foi lembrado.
Tratando-se de Jango e do Golpe de 64, o papel do historiador servirá de nutrientes que farão brotar do esquecimento, à força de necessidades políticas, a importância de seu governo , que sofrendo uma interrupção, teve uma cisão de seu projeto deveras democrático. Democrático aqui, pela extensão dos que deles se beneficiariam.
A direita brasileira, muito antiga no poder, originária e continuadora do colonialismo, fez, de bom grado, a complementação dos interesses norte-americanos que ainda contou com a ajuda, involuntária, de uma parte da esquerda adversa às negociações parlamentares propostas por Jango num regime de legalidade.
Hoje, não sem motivos, grandes aplausos são dados ao nosso Presidente Lula, que está dando boas lições de diplomacia e governabilidade, necessitando talvez, de uma tonalidade mais forte em seu rosa pálido.
É neste momento que a História reclama Jango. Na tentativa de compreendê-lo, bem como suas propostas obstaculizadas pelo Golpe de 64, é que se dará seu legado histórico, com certeza bem mais complexo e catalisador, do que aquilo que lhe querem atribuir.
As Reformas de Base compreendem um Brasil indesejado pelas elites seculares de nosso País e, no atual momento, a América Latina passa por verdadeiras revoluções dentro de uma constitucionalidade. A disputa das forças políticas tem-se dado em nível parlamentar.
Teria sido Jango um visionário do sec XXI ?









postado por Maísa Paranhos. às 15:33

3 Comentários

19/04/2010 às 14:48
Maísa Paranhos escreveu:
meu email está disponível na internet, pelos artigos nela publicados...msparanhos@uol.com.br. Desconheço a oposição entre Bandeira e Caio Prado...Vou ler mais atentamente C Prado.
12/04/2010 às 00:39
Antônio Máximo escreveu:
O número de caracteres é muito pouco.Foi insuficiente. Sou aluno de História da UERJ. Gostaria de corresponder-me de maneira mais efetiva. Poderia disponibilzar um e-mail, Maísa? Um abraço Antônio Máximo Vila Isabel - RJ
10/04/2010 às 16:22
Antônio Máximo escreveu:
Sempre simpatizei com Jango. A despeito do que isso implica em personalismo, encarnava um espaço de luta política. Entretanto, vale um rápido debate historiográfico entre Caio Prado Jr e Bandeira Moniz. Em “A Revolução Brasileira”, Caio Prado não faz concessão e discorda completamente de Moniz. Em l

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