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Luciano Klöckner investiga Segunda Cadeia da Legalidade

22 de julho de 2009
Entrevista com Luciano:

Não é de hoje que o professor Luciano Klöckner tem interesse em pesquisar fatos históricos. Esta possibilidade iniciou na época da escola, no Colégio Santo Antônio, graças as aulas do professor de História Joaquim José Felizardo, primo de Luz Carlos Prestes. Coube a Felizardo, entre tantos outros livros, publicar material sobre a Primeira Cadeia da Legalidade, em 1961, que contribuiu para manter na presidência João Goulart, então vice-presidente. O livro de Felizardo é base para o trabalho do professor Luciano que busca, por intermédio de depoimentos, reconstituir a história da Segunda Cadeia da Legalidade, em 1964.

Além de depoimentos com políticos, radialistas, jornalistas e ouvintes desta época, a fonte do estudo se utiliza também do site na Faculdade de Comunicação da PUCRS “Vozes do Rádio” que completou 12 anos de atuação. Neste site (http://www.pucrs.br/famecos/vozesrad/), é possível saber mais sobre a história do rádio, inclusive com uma pesquisa especial sobre a Primeira Cadeia da Legalidade com depoimentos de políticos como Leonel Brizola, Sereno Chaise, Lauro Hagemann e outros personagens que lutaram para que a lei fosse cumprida e João Goulart empossado na presidência da República, como era o seu direito constitucional.

Segundo o professor Luciano, até então há informações esparsas sobre a Segunda Cadeia da Legalidade (1964). “Era sabido que a tentativa houve”, ressalta, “mas não se tinha certeza de que ela fora para o ar”. Para o professor, “até algumas semanas atrás tudo o que se tinha eram citações, como as registradas no próprio documentário do Deraldo Goulart “Jango em 3 atos”. Porém, vários testemunhos comprovam que houve sim uma estratégia para remontar a cadeia, a partir de iniciativas no Rio Grande do Sul e mesmo no Distrito Federal. As prospecções ainda estão em andamento, mas o professor Luciano Klöckner apresentará o artigo intitulado “A Segunda Cadeia da Legalidade: a rede que não passou para a história”, no VII Encontro Nacional da História da Mídia, que ocorrerá de 19 a 21 de agosto em Fortaleza no Ceará.

No entanto, já adiantamos que houve realmente as transmissões da Segunda Cadeia, a partir da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, no fim de março, início de abril, mas as emissões não surtiram o efeito desejado, que era garantir a permanência de Jango na presidência. Igualmente em Brasília houve movimento semelhante que também não atingiu o seu intento. Porém, a iniciativa mobilizou a sociedade gaúcha e brasileira, mas o próprio desejo de Jango, de evitar o derramamento de sangue, arrefeceu esta possibilidade. Sobre este fato, o professor Luciano ainda comenta que ao entrevistar Sereno Chaise, para o livro “Diário Político de Sereno Chaise”, ele admitiu que, seguindo a recomendação de Jango, conclamou a população, que estava em frente a Prefeitura de Porto Alegre, a não seguir para a Praça da Matriz como era desejo de algumas lideranças populares, pois foi avisado que havia pesada artilharia sobre o Palácio Piratini, com ordem específica para atirar na multidão. Estes e outros fatos destes dias em que o golpe militar se consumou vão estar aqui com detalhes, em breve, pois o professor Luciano Klöckner revelou que nos repassará o artigo assim que ficar concluído.

Por João Alexandre Goulart. / Correspondente IPG, Porto Alegre / RS
postado por João Alexandre Goulart às 15:21

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